REVISTA FESTAS TEENS Nº10

 

 

Editorial

 

Os convites ditam como será a festa e o traje a ser seguido pelos adolescentes. Pode ser black-tie, social completo, esporte fino, balada chique, praia chique, social (no tênis no tie) entre outros. Algumas debutantes mostram como foram suas festas: do jeito que elas sonharam. Veja e escolha a sua roupa e acerte na hora de definir o traje mais adequado.

Escolha também as mais deliciosas e bonitas lembranças para sua festa.Todos vão adorar!

 

Zuleica Russi

 

PASSARELAS TEENS

 

Mesmo que o convite já dê o tom da festa, as dúvidas sempre existem, principalmente no que diz respeito ao traje mais adequado para a ocasião. Para evitar constrangimentos, os jovens criaram outros termos que definem a melhor forma de se vestir para a festa, como a Praia Chique – com roupas casuais, leves, mas sem tênis - e a Balada Chique – uma outra forma de dizer “arrumadinho”, com roupas de balada de sábado à noite. Também para ajudar a entender o estilo do evento, algumas empresas imprimem, ao lado do traje, um desenho que indica algo mais que pode não ser bem compreendido apenas com os dizeres, como um tênis cortado ou uma gravata.

O tradicional Black-Tie ou à Rigor ou ainda Habilée continuam muito usados em festas de debutantes. Neste caso, para os convidados não tem erro: homens vão de smoking; mulheres, de vestido de noite. Já a aniversariante pode ter dúvidas na hora de escolher o melhor modelo. Em festas desse estilo, ela deverá trocar o vestido, pelo menos, duas vezes. O primeiro é usado na recepção dos convidados; o outro é colocado para a valsa, que será dançada ao lado de outros quinze casais, que devem estar vestidos, senão iguais, ao menos com a mesma cor ou o mesmo modelo de roupa.

 

Tradicional hi - tec

 

Ana Carolina Paulon Capozzi comemorou seus 15 anos no Esporte Clube Sírio, em Moema. Ela sonhava com uma festa nos moldes da tradicional, com direito ao Bolo Vivo – valsa com mais quinze casais, quando cada menina segura uma vela - parabéns à meia-noite e champagne. Tudo isso, mas sem a cerimônia do anel, quando a debutante ganha a jóia dos pais.

 

Para criar o clima, o local fez parte de suas exigências. “O teto espelhado e o pé-direito muito alto, além de um jardim de inverno superaconchegante, me fizeram escolher o salão do Sírio”, conta. A decoração, feita por Ana Castro, ajudou a dar uma atmosfera hi-tec. “Ela não queria flores”, explica a mãe Cilmara. O estilo da festa foi frisado já no convite, feito na De Cristófaro Tipografia, na Consolação, escrito em rosa no papel-cartão preto. O envelope pink foi personalizado com o nome da aniversariante, sua idade e o mês e ano da festa. Ele foi distribuído com três semanas de antecedência.

Depois de comprar dois vestidos na Arthur Caliman, Aninha viu um modelo da Tutti Sposa, com loja no Tatuapé, numa revista e se apaixonou. Foi até lá e fez o primeiro aluguel do traje cor-de-rosa. As quinze meninas fizeram o primeiro aluguel, no mesmo local, de um vestido no mesmo padrão, mas na cor prata, para destacar a aniversariante na hora da valsa. O sapato foi comprado na Datelli. Para recepcionar os amigos, Aninha usou o longo pink, da Arthur Caliman.

As dúvidas ficaram com os meninos. “Alguns ligavam para minha mãe pedindo indicação de loja para alugar smoking”, conta Aninha. Os quinze meninos que dançaram valsa alugaram a roupa na Maison Maria Zeli, em Moema e no Jardim Paulista. A loja facilita a vida, principalmente, a dos meninos que não precisam comprar camisa social e sapatos. Eles podem ser alugados ali mesmo. Assim, no final, deu tudo certo e todos foram de acordo com o solicitado no convite.

 

 

 

Social sem dúvidas

 

Para garantir a compreensão de todos os convidados, Maria Eugênia Marchi não hesitou: estampou no convite – o próprio símbolo de paz e amor recortado em cartão vermelho, feito na Cards & Co – os dizeres “traje social (no tênis * no tie)”. Ela queria uma festa sem valsa, moderna e com um conceito esotérico, mas sem exagerar. “A idéia era não ir ninguém de calça jeans e camiseta. Como o tênis puxa para esse estilo de roupa, barramos seu uso e chamamos atenção com no tênis escrito no cartão. Por outro lado, não era nada tão chique, não precisava estar de gravata, daí o uso do no tie”, explica Maria Eugênia. “Esses nomes nascem com a garotada na montagem do convite”, conta Maura Fanucchi, gerente da Cards & Co, na Vila Nova Conceição. Ela também diz que, entre as novidades nos nomes dos trajes colocados nos convites estão o Simple Chique, para exprimir o mesmo que Balada Chique e, uma nova forma de explicar o Black-Tie, o Très Chic.

Na festa, a aniversariante vestiu um modelo do estilista carioca Carlos Tufvesson, comprado na Daslu, na Vila Olímpia, e sapatos Constança Bastos, no Shopping Iguatemi. O espaço escolhido foi o Estação São Paulo, em Pinheiros. “É um salão bem confortável e amplo, o que dá liberdade para criar vários tipos de decoração”, conta a mãe Sandra. Além de versátil, o local é um antigo depósito de bebidas, todo reformado, e com as paredes de tijolos restauradas, o que atrai a garotada. “Cerca de 20% dos eventos realizados aqui são de festas teens”, informa Roberto Eid Phillipp, sócio-diretor.

A ambientação e organização da festa foram feitas por Cristiane Pileggi. Para criar a atmosfera desejada, Cristiane usou bandanas na decoração e mandou fazer para os garçons aventais com estampa de bandana para complementar o tema com um ligeiro toque indiano. Dois recepcionistas vestidos de hippies aguardavam os convidados na porta. Na festa, um casal vestido de indiano divertia a todos flambando frutas na hora e fazendo shows de pirofagia. Cestas espalhadas pelo salão tinham bandanas e frufrus para quem quisesse pegar. Também Cristiane orientou a mãe a exigir que os convidados estivessem com pulseiras – distribuídas junto com os convites – que eram cortadas ao entrar na festa. “Assim tínhamos maior controle e evitava de alguém usar a pulseira e dar para outra pessoa do lado de fora, que não era convidado, entrar”, explica Sandra.

Como nem sempre o convite indica todo o necessário, Cristiane Pileggi acredita que o estilo deve ser combinado também entre os próprios jovens, pois dependendo da tribo urbana de que se faz parte, o entendimento de moda pode ser diferente. “Uma coisa é certa: não se vai em festa de tênis”, diz. A dica vale mesmo se a festa seguir o conceito Praia Chique.

Apesar de todo o esforço, alguns convidados entraram com um tênis na mochila e lá dentro queriam trocar. “Não foi permitido”, garante Sandra. “Afinal se um pode, os outros também vão querer”, completa.

 

 

Havaianas para dançar

 

Fernanda Danelli, 15 anos, queria uma festa bem jovial e aproveitou o espaço em volta da piscina e a hospitalidade da família para receber os amigos na sua casa, em Taubaté – interior de São Paulo. No convite especificou o traje Esporte Fino. “Vieram todos arrumadinhos, os meninos e as meninas”, conta surpresa a mãe, Maria Eugênia, que, para garantir que tudo corresse bem, colocou seguranças na porta.

A jovem alugou um vestido curto, bordado e com babados, na Dressing, no Itaim, em São Paulo. Mesmo não sendo o primeiro aluguel, Fernanda adorou o modelo. “Sempre alugo nessa loja, pois as roupas não parecem de aluguel”, conta Maria Eugênia. Para ela, vale a pena alugar esse tipo de roupa, pois dificilmente será usada em outra ocasião. A Dressing trabalha apenas com trajes femininos, mas de vários estilos. “Quando é festa de 15 anos, a procura maior é por trajes Black-Tie, Social Completo e Esporte Fino”, diz Lelia Moraes Barros, proprietária.

De acordo com Suemira Teixeira Pinto, supervisora geral da loja Black-Tie, no Jardim Paulista e Jardim Anália Franco, o pedido por vestidos mais curtos e menos sofisticados cresceu muito. A empresa trabalha com trajes de noiva, debutante, damas e pajens e convidados, para primeiro aluguel, aluguel e venda. “Fomos impulsionados a criar um novo departamento com uma linha mais teen, para venda”, explica.

A festa de Fernanda foi toda decorada nos tons laranja e amarelo. Também nessas cores, a mãe comprou cerca de cem sandálias havaianas, que foram distribuídas para as meninas depois do parabéns. “Elas não agüentavam mais o salto alto!”, justifica.

Maria Eugênia acertou na tendência. Empresas como a Vickyboom - que trabalha no segmento infantil há seis anos - entram com tudo nas festas teens. A equipe leva para o local sandália nas cores da preferência do cliente, moldes e canetas, strass e prensa. Cada convidado personaliza a sua havaiana em até dez minutos e sai com ela pronta.

 

 

Cerimonial na balada

 

Seguindo a moda, Rafaela Calciolari comemorou seus 15 anos com uma Balada Chique, no buffet D-Eventos, na Vila Olímpia. O lay out da festa - do espaço ao convite - foi supermoderno, sem deixar de lado o toque tradicional. O buffet é todo branco, o que facilita na hora de decorar. Rafa não queria flores e fez predominar no espaço as cores azul e prata, assim como no convite, da Cards Brazil, que vinha com uma estrela que funcionava como a credencial da festa. “Auxiliamos nosso cliente na escolha de cores dos convites, de acordo com o tema da festa”, explica Silvia Cosentini, gerente comercial da Cards Brazil, na Chácara Santo Antônio. Entre os nomes de estilos de festas mais diferentes que passaram pela loja, Silvia destaca a Festa Cristal, Festa Havaiana, Festa Anos 60 e 70, Festa Hollyoodiana, Verde-maçã e Roxo e Festa Prata.

Rafa vestiu Arthur Caliman tanto para receber os convidados, com um longo, como para o parabéns, com um vestido curto. “Ela não queria um tom formal”, explica a mãe, Claudia. Para evitar a repetição de roupas em festas, a empresa informa toda a rede sobre o evento e o traje escolhido e nenhuma outra convidada adquire uma roupa igual ou parecida.

Após receber os amigos, Rafa trocou de roupa e desceu as escadas do salão. O pai a recebeu, como manda o figurino, e a levou até a mesa de bolo. Cantaram o parabéns e, em seguida, ao invés de valsa, o grupo Brazilian Show, composto por doze percussionistas – todos vestidos de branco – abriram a pista de dança e os jovens caíram na balada. “Fiquei impressionada! Eles tiraram o sapato e dançaram até alta madrugada sem parar”, conta a mãe.

Para divertir ainda mais a noite, e oferecer aos convidados uma lembrancinha diferente, perto da hora do parabéns foram distribuídos 230 bonés para a garotada. "Como é uma cor especial, mandei confeccionar os bonés no mesmo tom de azul da festa e bordar em branco o nome e a idade da Rafa", explica Claudia.

 

 

 

 

 

Fantasia Indispensável

 

Para as organizadoras e decoradoras Claudia Passarelli e Ana Isabel Tirone, um dos trajes que gera mais dúvidas é “Venha como você gostaria de ser”, substituindo o dizer “à fantasia”. “Mesmo que o convite sempre traga o traje impresso, os jovens podem conversar e tirar dúvidas antes da festa”, sugere Claudia Passarelli.

Stephanie Consonni de Schryver decidiu fazer uma festa bem diferente, não sabia dessa dica, mas cuidou para que tudo desse certo.

Rosani, a mãe da aniversariante, conta que já passou por apertos na hora de identificar o traje adequado ao levar a filha a um Baile de Máscaras. “A máscara tudo bem. Mas e a roupa? Fiquei perdida!”, lembra. O contratempo foi resolvido com um vestido abaixo do joelho.

Para marcar a nova etapa da vida, ao completar 15 anos, Stephanie aproveitou a época de Carnaval – fevereiro de 2006 – e convidou cerca de 300 jovens para uma festa à fantasia na sua própria casa.

Com um convite supercolorido, da Cards & Co, a idéia da jovem Stephanie estava bem traduzida e não deixou dúvidas: todos foram caracterizados e sem repetição de roupas. “Todo mundo conversou e combinou como se vestiria”, conta. Na porta duas pessoas estavam com a lista de convidados e uma terceira checava a pulseira e a fantasia. O banqueteiro Toninho Mariutti cuidou da cozinha.“Achei muito divertido!”, conta Stephanie.

Inclusive a família fez parte da brincadeira: o pai foi vestido de Peter Pan, o irmão, de 14 anos, vestiu primeiro uma fantasia do Urso Pooh mas, como estava muito calor, acabou trocando pela do Capitão Gancho, mais leve. A mãe foi de indiana e o irmão caçula, de Batman.

Stephanie fez o primeiro aluguel de um tomara-que-caia na Dressing e alugou também as asas de uma borboleta na Charlot Fantasias, no Planalto Paulista. Como Stephanie gostou muito do vestido clássico, na hora de devolvê-lo na loja, decidiu pela compra. “Cerca de 20% das vendas e locações da loja são para debutantes e convidadas”, conta a proprietária da Dressing, Lelia. “Os estilos mais procurados são os longos sem muito bordado, frente única, tomara-que-caia e longuete”, completa. Para festas mais descontraídas, como a Balada Chique, Lelia diz que pantalonas e batas também são boas opções.

 

 

DOCES LEMBRANÇAS

 

Depois de comemorar o aniversário ao lado de parentes e amigos, nada mais delicado do que oferecer aos convidados lembrancinhas como forma de agradecimento pela presença. Entre as diversas opções, as comestíveis estão em alta. Mais do que deliciosas e criativas, elas são, por vezes, verdadeiras obras de arte que agradam tanto aos olhos quanto ao paladar.

Apesar de sempre belas, elas podem ganhar um toque a mais de classe com a criatividade de organizadores e decoradores de eventos, que compõem os docinhos de forma harmoniosa. Cristiane Pileggi, por exemplo, teve a idéia de fotografar os convidados na entrada da festa, com câmera de revelação instantânea, e usar essas imagens nas caixas de doces, da Mariza Doces, transformando-as também em porta-retratos. “Como as caixinhas tinham uma tampa de plástico, colei as fotos ali. Além da recordação, o convidado ganhou uma ótima surpresa”, lembra.

Também é muito interessante tirar o máximo de proveito da beleza dos próprios docinhos, como fizeram Claudia Passarelli e Ana Isabel Tirone com as lembrancinhas comestíveis feitas pela doceira Nininha Sigrist. Elas preferiram dispor os minibolos sobre a mesa de forma a cobrir toda a base, dando um visual clean e atraente.

 

F ôrmas originais

 

Um jeito animado e divertido de presentear os convidados é com réplicas miniaturizadas do bolo da festa. Os minibolos de Maria Erene de Moura são idênticos só na aparência. Para aumentar a durabilidade dos minibolos, são misturadas frutas secas à massa, como castanhas e maçã. “Para uma festa de 15 anos, no buffet Friends, preparei um bolo grande de chocolate trufado. As lembrancinhas foram os minibolos, com uvas passas, ameixa e nozes”, explica Erene, que garante uma massa úmida, fofinha e muito saborosa.

Como desenhista de arquitetura, aposentada, Erene aproveita a habilidade com as mãos para decorar as guloseimas. Algumas técnicas e receitas aprendeu em cursos, como o de Marcela Sanchez e Chocolândia.

 

 

Foi brincando de fazer ovos de chocolates para os amigos, há quase 20 anos, que Paula de Lima Azevedo começou a Sweet Brazil Chocolates. A empresa faz mesas de chocolate para todo tipo de evento e fôrmas diferentes para ocasiões específicas. “No caso de festas de debutantes, as rosas de chocolate e os pães de mel personalizados com as iniciais da aniversariante são as lembrancinhas mais pedidas”, conta Andréa de Lima Azevedo, irmã de Paula e responsável pelo departamento comercial da Sweet Brazil.

As doçuras são preparadas artesanalmente, inclusive o design do chocolate é feito à mão. Outro diferencial é que não são usados conservantes nas receitas criadas e adaptadas pela própria Paula. “Para o chocolate puro, a durabilidade é de até seis meses. Para os recheados, o prazo encolhe para trinta dias”, explica Andréa.

Também pensando no público teen, a La Vie en Douce desenvolveu uma embalagem superdiferente: um tubo de papelão envolto por papel celofane estampado e liso amarrado com fitas de cetim nas pontas. Dentro são colocados sete bombons. A lembrancinha é chamada de Cracker. “Dar o Cracker no Natal é uma tradição na Inglaterra, que adaptamos para festas no Brasil”, explica Carla Sarhan Mitne, sócia de Veridiana Maluf Nahas, Caroli Crema e Denise Bruno Nahas, no La Vie en Douce.

A receita dos bombons que vão no Cracker é o carro-chefe da casa e podem ser em diversos sabores, como ao leite, crocante, branco e preto e, o mais pedido - de acordo com Carla - paçoca. As encomendas devem ser feitas com, no mínimo, 15 dias de antecedência.

 

Receitas modernas

 

Seguindo os passos da mãe, Melba, Márcia Sayegh faz doces há oito anos, com as receitas que aprendeu com as avós adaptadas com novos ingredientes. De origem libanesa, Márcia prepara camafeu de nozes, hóstia com abacaxi e uma cocada especial. Entre as opções de lembrancinhas comestíveis, Márcia faz minibolos decorados e pães de mel.

“O pão de mel é feito com açúcar mascavo, mel puro, cravo e canela”, conta. O doce pode ser simples ou recheado com trufa, doce de leite, ganash e damasco. As encomendas devem ser feitas com, pelo menos, dez dias de antecedência.

 

 

Formada em gastronomia pelo Le Cordon Bleu, em Paris, e com especialização em açúcar, em Nova York, Daniella Jafet Ajaj, sócia de Camila Cutait, na Sucra – Atelier de Açúcar sugere como lembrancinhas comestíveis os minibolos. Eles podem ser feitos em três tamanhos: dez, oito e seis centímetros. A idéia é oferecer um por família, no caso dos maiores; os médios podem ser ofertados um por casal; e os menores podem ser calculados um para cada convidado.

Outras opções de lembrancinhas são docinhos decorados e trufas. As encomendas podem ser feitas com 15 dias de antecedência, para doces menos elaborados, e um mês para os mais trabalhados. A Sucra só atende com horário marcado.

 

A artista plástica Luciana Fernandes da Veiga Jardim há onze anos criou a Luciana Bolos e Doces Artísticos. Suas receitas vieram de cursos específicos, como os do chef de cozinha Álvaro Rodrigues, que viaja sempre para o exterior para participar dos congressos mais importantes da área. “Foi com ele que aprendi a fazer uma pasta americana bem molinha e com diversos sabores”, conta Luciana. Mas Luciana desenvolveu uma técnica própria para pintar a pasta americana, que pode ser aplicada sobre diversos docinhos, em forma de coração, estrela, flor, número, letra e muito mais. “Como é tudo feito à mão, levamos de seis a sete horas para decorar um cento”, diz Luciana.

Além de minibolo - réplica do bolo maior -, pão de mel, caixa de bombons, tudo sempre temático, as trufas da Luciana fazem grande sucesso. A receita tradicional inclui chocolate, creme de leite e um pouco de bebida alcoólica - no caso da Luciana Bolos, licor. Para dar um toque diferente, é possível dar sabores especiais às doçuras, misturando à massa damasco, nozes, castanha do Pará, maracujá e muito mais. A casca sequinha contrasta com o interior macio graças ao banho de chocolate que o doce recebe na finalização. As encomendas devem ser feitas com, no mínimo, 15 dias de antecedência.

 

Doçuras clássicas

 

Os tradicionais bem-casados, feitos com massa de pão-de-ló, recheio de doce de leite e cobertura de calda de açúcar são eternos escolhidos em todo o tipo de festa, da debutante a batismos e casamentos.

“Além de fazermos um doce gostoso, aliamos beleza ao sabor”, conta Silvia Chuairi, filha de Mariza Chuairi, que iniciou a Mariza Doces em casa, há mais de 30 anos. Também a outra filha, Márcia Patrício, e a sobrinha, Ângela Pereira, fazem parte do sucesso do negócio. A Mariza Doces faz doces artesanais e embalagens especiais que, no caso das lembrancinhas comestíveis, fecha a festa com muito charme.

Além dos clássicos docinhos e bolos, a doceira criou há cerca de quatro anos o Chocobem – um tipo de bem-casado mais atraente para o público teen. “Os jovens geralmente são chocólatras, então a receita faz muito sucesso!”, explica Silvia. O Chocobem é feito de massa de chocolate, recheio de brigadeiro e como cobertura ganha um banho de chocolate. Parece um sonho. E o melhor é que a empresa tem pronta-entrega para até 200 unidades. Encomedas maiores devem ser feitas com, pelo menos, um mês de antecedência.

 

 

As irmãs Melba Nassif e Raquel Nassif Efeiche, da Melba & Raquel, são especializadas no clássico bem-casado. “Começamos por pura brincadeira. Minha irmã disse que queria comer um doce como nenhum outro e começamos a testar as receitas até dar certo”, explica Melba. O diferencial dos bem-casados das irmãs está no recheio. “Nós preparamos o doce de leite com uma receita especial”, explica Melba.

Caso o cliente queira saborear bem-casados diferentes é possível usar recheios de damasco, nozes, marzipã, maracujá, baba-de-moça, goiabada e outras bossas.

 

Há 20 anos Fifi Turkie começou a trabalhar com doces. Morou na Inglaterra, onde fez cursos específicos, adquiriu livros e somou os novos conhecimentos às receitas aprendidas com a mãe. Assim começou o bufê Fifi Doces - Les Marrons. Além dos doces clássicos, como camafeus, doce de ovos e os artesanais, Fifi faz os bem-nascidos – uma variação dos bem-casados só que menores. Eles são muito usados em nascimentos e batizados, mas também agradam os adolescentes. Os bem-nascidos podem ser na versão tradicional ou recheados com damasco, nozes, chocolate e outros sabores. As encomendas são aceitas com uma semana há dois meses de antecedência, dependendo do pedido.

 

 

 

 

 

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