REVISTA FESTAS INFANTIS Nº34 - Ago./07
CARTA AO LEITOR
O mercado continua em crescimento para buffets infantis e as possibilidades se multiplicam na hora de escolher onde fazer a festa. Novos brinquedos e espaços são criados para agradar os mais diferentes gostos.Veja o que tem de mais recente no mercado e saiba como os proprietários fazem para se manter na concorrência.
Para deixar a sua festa ainda mais bonita e diferente, empresas de decoração, convites e lembranças vão longe em busca de idéias originais e de novas tecnologias para a confecção dos seus produtos. Conheça quem e onde vão esses caçadores de novidades.
Na hora de deixar os filhos brincando, os pais querem tranqüilidade. Pensando nisso, empresas capacitam monitores para entreter, ensinar e divertir as crianças com muitas brincadeiras. Conheça um pouco como funcionam os treinamentos e a linha de recreação seguida por cada empresa.
Cabeleireiros cheios de criatividade e de acessórios fazem a festa com a criançada. São penteados, tatuagens, maquiagem e unhas decoradas para brincar com o visual das crianças! O trabalho é tão bacana que até os adultos podem ficr com vontade de participar.
Oficinas diferentes chegam nas festas e fazem sucesso. Pode ser de pijama, conga, galocha, acessórios feitos com sementes nativas e até massinha de modelar de chocolate.Tudo para deixar sua festa ainda mais gostosa.
Então, aproveite as dicas. Boa festa e boa leitura!
Zuleica Russi
BUFFETS INFANTIS: mercado cresce
Os buffets infantis são um verdadeiro sucesso. Quem ainda não tem, quer um. Quem já tem, investe em novas unidades. Ou seja, as opções aumentam cada vez mais assim como a concorrência. Com isso, os clientes saem ganhando de todo jeito. Afinal, para se destacar no mercado acirrado é preciso investir.
Brinquedos, espaços e, sobretudo, atendimento são os principais alvos de atenção dos novos e antigos proprietários de buffet. Agradar os mais diferentes gostos não é tarefa fácil e exige dedicação. Por isso, quem está no ramo garante: é preciso gostar do que faz para lidar com os obstáculos da atividade. Por outro lado, as alegrias colhidas por um bom trabalho instigam a busca por melhora constante.
MUITA BRINCADEIRA COM CONFORTO
“Estudamos o mercado, aprimoramos conhecimentos administrativos, buscamos consultorias e parcerias para garantir um padrão de atendimento melhor. E assim o grupo foi crescendo”, conta a diretoria do Mega Circus, em Moema.
A casa de mil metros quadrados repleta de brinquedos para todas as idades ganhou uma filial, com outro nome: Fun Club. Há 100 metros dali, o grupo encontrou outro espaço, do mesmo tamanho, para atender também aos pais, mas com um clima de lounge. “Queremos que venham aqui para desfrutar de horas agradáveis”, explicam.
As obras do Fun Club estão a pleno vapor para viabilizar a inauguração em setembro. Além de conforto para os adultos, as atrações estão reunidas na parte térrea, com La Bamba, Brinquedão com Cama Elástica, Tombo Legal, Brinquedoteca, pista de dança e um lançamento que promete divertir a criançada: um minicircuito de moto. Miniquadra, autorama, games e simuladores ficam no mezanino.
O novo espaço de eventos marca uma realização pessoal e profissional de um grupo formado por cinco sócios. Eles dividem os cuidados nos finais de semana para que cada um consiga manter uma qualidade de vida pessoal saudável. “Nos reunimos pelo menos duas vezes por semana para decidir, aprimorar e elaborar metas de atendimento”, revelam.
De acordo com a diretoria, a empatia e a cumplicidade entre os sócios, assim como a determinação em alcançar um objetivo em comum é fundamental para o sucesso de uma parceria. A administração tem dado certo. Prova disso é o rápido crescimento do grupo. Começamos em abril de 2004 com um pequeno buffet e poucos funcionários. A dedicação era em período integral”, lembra. “Percebemos o grande potencial de crescimento e o número de sócios aumentou para dividir decisões, tempo, riscos e alegrias”, completam. Dessa experiência positiva nasceu o Mega Circus, há dois anos. E agora, o Fun Club.
A promessa do grupo é preservar no novo buffet a qualidade do atendimento, uma equipe treinada e o padrão de alimentação. “Nosso negócio tem documentação regular, vistorias atualizadas e funcionários constantemente treinados. Tudo isso para atendermos cerca de oito festas semanais”, garantem.
Sobreviver e crescer no mercado de buffets depende também de maturidade administrativa e respeito aos concorrentes. “A concorrência nos estimula!”, dizem. “Quem dita as regras são os clientes e nós aprendemos a ouvi-los!”, concluem.
SUGESTÃO DOS CLIENTES
“Sempre gostei de trabalhar com festas, desde criança”, conta Regina Cássia Cinelli, proprietária do Fantastic World, há 17 anos no Itaim. Encorajada pela paixão pelo negócio e pela procura dos clientes, Regina resolveu investir em mais uma unidade do buffet. Desta vez, no Morumbi.
“Não tinha mais espaço para crescer!”, argumenta. “Então construí um espaço novo baseada num levantamento que fiz com as mães”, explica. Todas as necessidades e exigências dos clientes foram escritas antes de Regina elaborar a nova proposta.
A unidade do Itaim tem 250 metros quadrados. A do Morumbi tem 900, desses, 500 são cobertos. Espaço suficiente para atender a todos os pedidos. O local, inaugurado em julho, tem quadra de futebol para os maiores e um cantinho especial para os pequenos.
Pela observação da proprietária as mães preferem espaços térreos. Por isso, na unidade dois, a parte de cima virou escritório. “A exceção é para a entrada do Monorail que também fica no piso superior”, fala.
A concepção do novo buffet atende também adolescentes e adultos. A fachada segue o perfil de neutralidade e usa apenas as cores do logotipo original: azul e amarelo. No prédio também há toques de laranja. “Meus clientes cresceram e pedem discoteca”, justifica.
Para atender a este público, a proprietária providenciou um espaço envidraçado sobre o salão, que vira pista de dança. “É só cobrir os brinquedos infantis”, explica.
Na parte descoberta do terreno, além da quadra de futebol, há um estacionamento com manobrista. “Esta foi outra necessidade apontada pelos clientes”, fala.
Para dar conta das duas unidades, Regina conta com ajuda da filha. “Ela fica na unidade do Itaim”, conta. Graças à concorrência, Regina sentiu necessidade de aperfeiçoar seu espaço. “No novo estou conseguindo trabalhar melhor para concorrer”, garante.
O mercado sofreu grandes mudanças desde a abertura da primeira unidade. “Quando comecei havia poucos buffets”, lembra.
Só que nem tudo deve ser alterado. “O cozinheiro está há 16 anos comigo e veio junto para o Morumbi”, alegra-se. “Na do Itaim ficou outro que tem oito anos de casa”, completa.
EM NOVOS BAIRROS
Há apenas dois anos e meio no ramo de buffets, Priscila Teixeira Correia Durval da Silva, proprietária do Nuts Park, no Brooklin, já providenciou mais uma unidade, na Vila Mascote, o Mega Nuts Park.
“Apesar de normalmente ser difícil estabilizar, consegui muito rápido”, fala. E garante que o sucesso do empreendimento ocorreu graças ao carinho despendido para os clientes. “No boca a boca as pessoas foram conhecendo a qualidade do Nuts Park”, diz.
O buffet do Brooklim tem 800 metros quadrados divididos em dois andares. A parte de baixo acomoda os brinquedos; em cima foi feita para os pais, com snoker, pebolim e karaokê, além de câmeras com circuito interno e TV a cabo.
“Realizo mais de 30 festas por mês”, garante Priscila. Para conquistar tantos cliente é preciso ter alguns diferenciais.
“Não há nada parecido no bairro em termos de tamanho”, garante. Atendimento e alimentação são itens que também merecem destaque no Nuts Park.
Em matéria de diversão, o investimento é grande. “Recebemos muitos elogios dos pais para os monitores!”, conta. Eles têm treinamento mensal e reuniões constantes. O desempenho deles ajuda a animar o superparabéns, com direito a entrada especial, jogo de luzes e fumaça.
Os brinquedos também não deixam a desejar. “Há uma tirolesa com arvorismo de três fases que atravessa o salão. As crianças adoram!”, diz. Há também simuladores de corrida e de skate, canhão de bolinha, diversos games, Kid Play, Tombo Legal, Kid Rider, Cama elástica, Air Game, discoteca, Carrossel, miniquadra, camarim e área baby. “E todas as festas têm um show com a SOS Ambiental incluído no pacote”, fala. 
A unidade Vila Mascote tem a maioria dos brinquedos que tem na unidade Brooklim, mas com algumas novidades, como o brinquedo Velozes e Furiosos, recém-lançado pela Nogueira Entretenimentos, minirroda gigante, basquete eletrônico, lan house e discoteca. “A decoração é totalmente diferente para atender crianças de todas as idades”, fala Priscila.
O novo Nuts Park promete. Antes da inauguração já tinha festa marcada. “É um bairro tranqüilo, com poucos buffets e que está crescendo muito”, avalia. Além de ser um segmento diferente no bairro, chama a atenção pelo tamanho: são 1.500 metros quadrados de área térrea, com banheiro para pessoas com deficiência, forno e churrasqueira.
Apesar da grande área, os pais enxergam tudo. “A visão é fácil, pois há câmeras espalhadas pelo ambiente”, finaliza.
TRADIÇÃO COM ORIGINALIDADE
O Super Kids, há dez anos no Jardim Oriental,
vai virar Morangotango e ganhará outra unidade na Vila Mariana. “Peguei o que havia de melhor em cada um deles e apliquei em cada uma das unidades”, conta Toninha da Silva, proprietária.
O atual Morangotango, no Jardim Oriental, é um buffet de 1.400 metros quadrados totalmente voltado para o resgate das brincadeiras antigas. Tem piscina, bosque e casinha na árvore. “É uma casa de campo adaptada”, explica Toninha.
Já a unidade Vila Mariana, com inauguração prevista para o segundo semestre, tem cinco anos e segue o padrão tradicional de buffet, com 300 metros quadrados. “A unidade Vila Mariana é menor, mas é cativante”, fala.
O espaço tem pequenos lances de escada que separam um ambiente de outro. No térreo fica a área de lazer para os pequenos, no andar superior, a diversão é voltada para crianças com mais de sete anos, inclusive quadra de futebol e games. A discoteca fica um lance abaixo do térreo, e a sala dos pais e o berçário, um lance acima. “São apenas sete degraus”, afirma Toninha.
“Mas é todo envidraçado e os pais têm visão de tudo”, completa.
As duas unidades têm brinquedos novos, mas não deixam de lado a brincadeira de roda. “Os recreacionistas são treinados e fazem reuniões periódicas”, diz. A lembrancinha, uma muda de árvore, é distribuída nos dois buffets. “Mantive a mesma linha de cores – verde, vermelho e preto - e logotipo do Moranguinho com cara de macaco com pequenas alterações”, diz.
CHEGANDO AGORA

Novas no mercado de festas, Surama Tudisco e Nubya Neiva uniram forças para abrir mais um buffet no Morumbi, o Planet Tree. As duas moram no bairro e perceberam uma boa oportunidade de negócio. “A idéia partiu da Nubya, que queria um buffet infantil”, conta Surama. “Eu queria um buffet teen”, continua. “Juntamos as vontades e fizemos um buffet que atende crianças maiores até adolescentes”, completa.
Inaugurada em julho, a casa tem 400 metros quadrados distribuídos em dois andares. Usa cores neutras - branco, prata e verde – e o logotipo é um planeta com uma árvore em destaque. “O buffet fica entre uma reserva ecológica”, fala Nubya.
No primeiro andar do prédio, há uma área de brinquedos, como boliche, Go Show, cama elástica e lan house. Há espaço também para os radicais, como parede de escalada, arvorismo e Big Jumpee. É ali que fica o DJ e a pista de dança, animada com iluminação especial, e uma TV de plasma para deixar rolar o Superparabéns, uma homenagem ou o que mais os pais desejarem. 
Na parte posterior do salão há uma área coberta com teto retrátil. “
Há um eucalipto de cinco metros!”, diz Surama. Em dias quentes, o jardim de inverno se transforma em um belo jardim ao ar livre.
O segundo andar reserva um espaço mais requintado para os pais, com bar, TV de plasma e bilhar. “Breve colocaremos um sistema interno de TV para tranqüilizar ainda mais os pais”, conta Nubya. Por enquanto, há uma passarela protegida por vidros nas laterais no nível superior com vista para o salão de baixo. “Dali os pais vêem tudo”, garante.
O ambiente foi todo pensado para seguir uma linha ecológica. “Mais para frente vamos ter recreação educando para a ecologia”, promete Nubya. Os
profissionais que trabalham no Planet Tree recebem treinamento de empresas especializadas.
Um dos diferenciais pensados pelas sócias foi o estacionamento. “O aniversariante ganha duas vagas no subsolo”, diz Surama.
“Desta forma, não vai depender de sistema de Valet”, completa.
No projeto das sócias, a casa vai realizar todo tipo de evento, empresarial, domiciliar e escolar. “O importante é atender ao desejo do cliente”, garantem.
FÓRMULA ECOLÓGICA
Após 12 anos com buffet no bairro da Saúde, Adriano Chiofalo resolveu investir numa segunda unidade do Ação Y Emoção, na Lapa. “Cinco anos depois de abrir a primeira unidade desfiz a sociedade e só aceitei este desafio outra vez ao inaugurar o buffet na Lapa, em novembro de 2006”, conta. 
Com os irmãos, Fabrizzio e Cristiane Chiofalo, Adriano concordou em distribuir funções e a administração ficou mais branda. “Relutei em abrir um novo empreendimento, que demanda tempo. Além disso, meu filho era recém-nascido”, explica. “Mas com meus sócios ficou viável”, completa.
Até na hora de escolher o local do novo buffet, os novos sócios tiveram papel fundamental. “Jamais imaginei abrir uma casa na Lapa por ser muito distante da primeira unidade”, confessa. “Só que nos apaixonamos pelo bairro”, conclui.
Como receita de sucesso, Adriano cita a solidez do nome e a credibilidade conquistada ao longo dos anos. “Apliquei na Lapa a mesma fórmula que tinha na Saúde”, explica. Ou seja, espaço plano – 600 metros quadrados na Lapa e 700, na Saúde - muita luz natural e áreas externas com paisagismo. “Aposto no aconchego. Por isso, o Ação Y Emoção não é um galpão, mas uma casa própria para promover a integração visual exigida pelos adultos nas festas”, explica.
Os brinquedos facilitam a integração entre pais e filhos, como é o caso do arvorismo e da tirolesa. “É um brinquedo ecologicamente correto: além de não usar energia, todos brincam juntos e cria em cada um a consciência ambiental uma vez que as madeiras usadas no brinquedo possuem certificado de reflorestamento e não agridem o meio ambiente”, fala.
Aliás, esta é uma preocupação constante dos sócios. “Toda nossa linha de descartáveis é reciclável: todo o óleo usado pelo Ação y Emoção é doado para uma empresa que o recicla e nos devolve parte em produtos de limpeza proveniente desta reciclagem”, fala. “As garrafas PET são doadas para o Colégio Arquideocesano, na Vila Mariana, para reciclagem e manufatura de material para crianças carentes; e o alumínio é vendido. Parte da verba conseguida com ele é usada para uma festa que fazemos todos os anos para uma creche de crianças carentes”, conclui.
Como o que dá certo é mantido, Adriano conta que tem o mesmo fornecedor de bolos e salgados há 12 anos. “O que me serve na Saúde também veio para a Lapa”, garante. Apesar de o público dos dois bairros serem diferentes, o serviço realizado dá certo nos dois locais.
A comunicação visual mais moderna sugerida pela Carpe Diem para a Lapa deu certo. Por isso, a unidade da Saúde foi toda reformada. “Com isso tenho uniformidade de espaço: quem entra em qualquer dos buffets sabe que está entrando no Ação Y Emoção”, indica. Também o material de papelaria seguiu a nova linha da casa.
“A unidade da Lapa passou a servir de modelo”, diz. E é base de inspiração para a unidade três. “Não vamos adiantar o local. Mas certamente será inaugurada no segundo semestre”, adianta. “Quem abre hoje o primeiro buffet pode enfrentar problemas por desconhecer mercado. Como tenho anos de experiência, pego alguns atalhos. Fica mais fácil”, conclui.
PARA ADULTOS E CRIANÇAS
Simone Bicudo, Rogério Bicudo, Adriana Miranda e Carlos Bicudo uniram forças e resolveram transformar um pequeno buffet domiciliar num espaço sofisticado para atender ali todo tipo de evento, o Efeitos, na Vila Alexandria. “Queríamos algo mais direcionado e em um espaço fechado”, explica Simone.
O prédio na Washington Luís tem dois andares de 230 metros quadrados cada. No térreo estão instalados brinquedos para as festas infantis. “São todos novos, como La Bamba, Chapéu Mexicano, Tombo Legal, Canhao Zoopa, Roda Gigante, Kid Play de 35 metros quadrados, com cama elástica, tobogã, escorregador e piscina de bolinhas”, enumera. Há um espaço reservado para adultos no mezanino. “Dali os pais têm visão de todo o salão”, garante.
No piso superior a decoração é clean para atender qualquer evento, seja corporativo ou social. “Oferecemos toda a infra-estrutura de iluminação para deixar o ambiente do jeito que o cliente quiser”, garante. “Também ali, há bar e chopperia”, completa.
A inauguração da casa ocorreu em maio. De lá para cá foram realizadas mais de 20 festas. “Uma média excelente!”, comemora Simone. “A maioria para crianças”, revela.
Entre os diferenciais da casa, os proprietários destacam a fachada digitalizada. “Como o prédio é todo de vidro usamos adesivos”, explica. Também as cores, apesar de alegres – azul, laranja e amarelo, procuram não ser nem infantis nem adultas. “O espaço deve servir a todos”, lembra Simone.
“Firmamos diversas parcerias com DJs e empresas de animação que fazem performances diferentes”, conta Simone. O estacionamento funciona com Valet e capacidade para 60 carros.
Para darem conta de tantos detalhes, os proprietários dividiram tarefas e cada um assumiu uma área diferente. “É muito gratificante trabalhar com festas”, conclui.
CLIENTE SATISFEITO EM PRIMEIRO LUGAR
A revista Festas Infantis conversou com alguns buffets que já lidam com a administração de várias unidades há bastante tempo. Eles falaram um pouco sobre como se sobressair neste mercado. A idéia em comum é que o atendimento é um item essencial para o sucesso do negócio. 
Marcelo e Paula Meira administram as três unidades do Fábrica da Alegria. A primeira, no Butantã, foi inaugurada em 2002. Dois anos depois abriram a segunda em Osasco. E a do Morumbi foi inaugurada também dois anos depois da segunda, em 2006. “A distância entre os bairros não atrapalha”, garante Marcelo. “Tenho oportunidade de trabalhar com públicos diferentes. O que garante o movimento contínuo nas três casas”, explica.
Trabalhar com ética é um dos pontos de atenção dos administradores. “A concorrência existe, mas ofereço um trabalho diferenciado que nos destaca”, garante. “Mostro nosso diferencial sem diminuir meu concorrente”, conclui.
C
om quatro unidades na região sul da cidade, o Peekaboo também teve um crescimento constante. De dois em dois anos uma casa foi aberta. A primeira, há oito anos, em Moema, há seis, nos Jardins e, há quatro, o grupo ousou: abriram as unidades Higienópolis e Itaim ao mesmo tempo. “Foi um grande investimento que valeu a pena!”, garante Susi Valentina, sócia de Henrique Machado e Renata Solange.
A coragem de enfrentar o risco se deve à confiança que os administradores sentem na fórmula de atendimento ao cliente. “Priorizamos excelência em atendimento. O cliente deve ser tratado como se estivesse na sala da nossa casa”, explica Susi.
Com duas unidades na Vila Mariana e uma no bairro vizinho Planalto Paulista, Rodrigo Borges, Marcos Leandro Borges e Fernando Alves, proprietários do Fantastic House, vêem mais vantagens com a proximidade das casas do que desvantagens. “Se não tenho horário na agenda de um, encaminho para o outro”, explica Rodrigo.
Para que isto aconteça, Rodrigo conta com a simpatia do cliente pelo serviço do buffet. “Por vezes, o cliente mora na região, já fez festa em uma unidade, mas quer mudar o ambiente. Temos a solução!”, diz.
Outro benefício de se manter os negócios geograficamente próximos é a facilidade de ter os mesmo fornecedores e acompanhar as festas pessoalmente. “Além disso, o cliente vê essa solidez de três casas com credibilidade”, garante Rodrigo.
Se há desvantagem em manter as três casas tão perto é o cliente querer juntar os três buffets num só. “Mas aí não dá!”, brinca Rodrigo.
CAÇADORES DE NOVIDADES
Para atrair clientes exigentes, empresas especializadas em decoração de mesas, convites e lembranças correm atrás de idéias originais, novas tecnologias para a confecção dos seus produtos e tendências do mundo das festas. Encontrar tudo isso requer muitas pesquisas e chegar primeiro ao mercado com as novidades depende de viagens constantes e de feeling para saber o que vai ser sucesso.
CASINHA DOS SONHOS

Às vezes, em apenas uma viagem é possível tirar uma idéia tão interessante que encante os pequenos de todas as gerações. Assim ocorreu com Genny Gari, da Fábrika de Festas Infantis, ao criar o tema Minie na Fazenda. “Estive tanto na Disney da Califórnia quanto na de Miame. Achei as casinhas lindas e resolvi colocar no cenário de festa”, conta.
Genny conta que o tema Princesas também foi baseado na Disney, além da idéia de construir um cenário de festa e não somente uma decoração de mesa. “A criança tem que se sentir numa cidade só dela!”, acredita.
O material usado na confecção do trabalho é todo nacional. “Não uso nada pronto”, revela. A criação é toda feita por ela, que é artista plástica, com auxílio da filha Gisela. “É meu braço direito!”, orgulha-se.
Também fazem parte da oficina da Fábrika de Festas Infantis marceneiro, pintores e tapeceiro. “Nossas mesas são feitas com técnica de tapeçaria”, explica.
No final deste ano, Genny pretende buscar novas idéias no Animal Kingdom, na Disney. “Agora quero criar um cenário diferente baseado em selva”, promete.
CRIAÇÃO DE CENÁRIOS

Há dez anos, os proprietários da Xic Balloon, Dóris Figaro e
o marido Nélio viajam para o exterior em busca de inspiração. Com passeios na Disneyworld, desenvolveram cenários usando personagens criados dentro do parque temático e usaram outros elementos como fonte de criação para festas, como cestos de presentes e a própria entrada foi recriada como se fosse um portal.
“Estamos sempre atentos ao que está acontecendo no mundo”, diz Nélio. As necessidades e vontades dos clientes também são alvo da atenção do casal. “Pensamos naquilo que vai cair no gosto das pessoas”, explica.
Para formatar idéias interessantes e diferentes eles pesquisam os temas por meses. Pode levar até seis meses entre pesquisar, definir materiais e desenhar o projeto. “Criar não é um processo mecânico”, revela. “Observamos tudo até ter o start para fazer algo diferente”, conta. “É um negócio contínuo, como se tivéssemos uma antena para captar”, explica. “Sempre é um caminho novo”, completa.
A busca não precisa ser feita necessariamente em outros países. “Temos tudo aqui. Até porque lá fora não há esse tipo de trabalho. As festas são mais simples”, conta. Mesmo assim, o casal quer conhecer mais. 
Na última viagem, no início do ano, visitaram o autódromo Daytona Beach, nos Estados Unidos, onde são disputadas competições de Stok Cars. A partir dessa visita, decidiram criar um novo cenário para as festas, com o tema Competições/ Velocidade. A idéia é mostrar cenas de corridas de carros, motos, caminhões e outras modalidades.
Na volta ao Brasil, continuaram o trabalho de pesquisa no autódromo de Interlagos. “Entrevistamos pilotos, mecânicos e equipes de corrida para buscar informações e material para desenvolver o novo projeto”, conta.
Tudo é criado no atelier do Xic Ballon. A artista é Dóris, mas todos são envolvidos no processo. “Todos contribuem de alguma forma. Assim chegamos sempre a um resultado satisfatório”, conclui.
TAMBÉM NA EUROPA
Visitas a feiras e exposições no mundo
inteiro fazem parte do planejamento anual das irmãs Cláudia e Adriana Sala, da Paperchase. Elas viajam cerca de quatro vezes por ano em busca de idéias e tendências para suas criações.
No início do ano, enquanto Adriana visitava a Maison & Objet, na França, Claudia estava em Los Angeles visitando uma feira de scrapbook. “Viajamos direto há 16 anos”, conta Adriana. “No Brasil não consigo ir às feiras porque estão sempre lotadas e não dá para se desligar da rotina”, explica.
Mas nem sempre as novidades estão onde procuram. “Estava almoçando num restaurante nos Estados Unidos quando vi uma caneca colorida. Fiquei apaixonada!”, lembra Adriana. Ela não teve dúvidas, comprou o utensílio para fazer parte de sua coleção particular e criou um convite em cima de suas cores.
Ao visitar lugares diferentes, Adriana conta que até uma vitrine de loja de roupa ou mesmo um cardápio pode ser fonte de inspiração para criar um inusitado convite. “Não perco o foco da loja para acertar a linha dos nossos clientes”, explica.
Exceto a linha de scrapbook, as irmãs trazem apenas idéias do exterior. A Paperchase tem uma fábrica e cerca de 30 funcionários e uma equipe de quatro pessoas na área de criação. O material é feito artesanalmente. Antes, Adriana experimenta, imprime, recorta, monta e cola. “Até colocar uma idéia em prática pode levar um ano!”, conta.
LAZER A TRABALHO
A cada seis meses Tânia Maria Velloso Keller, sócia-proprietária do Cambalhota Festas, concilia lazer e trabalho em
viagens ao exterior. Desses passeios nasceram muitas idéias, como a mesa e o barco do Popay, em 2006, a decoração do Backardigans e Shrek 2.
Em 2007 ela já esteve no Canadá e, mais recentemente, nos Estados Unidos. “Sigo um roteiro de compras e visitas em parques para ver o que tem de novo”, conta. No momento da entrevista para
esta reportagem da revista Festas Infantis - Buffets e Eventos, Tânia se preparava para mais uma viagem aos Estados Unidos. “Estou indo buscar as novidades do Shrek 3”, revela. “E vou pesquisar sobre um personagem feminino muito conhecido que será um tema novo de decoração em breve”, dá a dica.
Na volta da última viagem, Tânia entrou em contato com a redação da revista Festas Infantis e contou que trouxe novidades também
do Ratattoille. "O filme tinha acabado de ser lançado. Por isso, tinha pouco material", conta. Mesmo assim, trouxe os bonecos que farão parte da nova decoração.
“Nunca reproduzo na íntegra o que vejo”, conta. “Como artista, crio minhas próprias decorações”, conclui.
Para conseguir se manter atualizada, há 15 anos, Tânia conta com a ajuda dos irmãos. “Desenvolvo todo o projeto e auxilio na produção, enquanto Norma cuida da parte comercial e Eduardo, do financeiro”, diz.
PAPELARIA DE FESTA
Unir forças para trazer novas cores e formas em convites e lembranças pode ser uma boa opção. Christianne Heer, da Chris Heer Convites e Lembrancinhas, e Patrícia Lacreta Schmitt, da Cards by Paty estiveram em Nova York para conferir o que é tendência em convites para todo tipo de festa. “Assim, trocamos informações. Afinal, há mercado para todo mundo”, diz Patrícia.
“Trouxemos de lá novas tecnologias para confecção de convites”, conta Chris. Elas estiveram na 61st National Stationery Show, em maio. “É uma exposição só de convites e cartões, além de oferecer opções em papéis especiais fabricados nos EUA, Canadá e os belíssimos papéis feitos à mão vindos da Índia”, explica.
A feira mostrou que a tendência gira em torno do material para confeccionar os convites. “Latas, caixas e papelaria personalizada”, diz Chris. “Vimos muitas coisas diferentes em matéria de estampas”, completa Patrícia.

Esta foi a primeira vez que Chris e Patrícia visitaram a National Stationery Show, mas sempre participam de outros eventos da área. “Vale à pena! O retorno não é imediato, mas é um grande diferencial”, garante Chris.
Para as amigas, o que se vê na internet nem se compara em poder tocar no material. “Sem falar nas oportunidades de parceria e o custo reduzido em certos tipos de papéis”, lembra.
Novas estampas e imagens já incrementam ainda mais o material produzido por elas. “Já fiz convites tridimensionais em caixas, com lembrancinhas dentro”, fala. “E agora estou fazendo o protótipo de um convite em lata para uma cliente”, alegra-se. Mas elas prometem mais novidades para o segundo semestre.
TECNOLOGIA EM MESAS
Ivani e Renato Neublum, proprietários do Vivo Desejo, viajam
de duas a três vezes por ano para os Estados Unidos em busca de novidades. “Estivemos em Washington, Chicago, Las Vegas e Orlando, em abril”, conta Renato.
Em cada local, eles pesquisaram equipamentos modernos e personagens do momento. Em Las Vegas, viram até uma exposição de barcos. “Fomos verificar novidades em bombas para movimentar cascatas de decoração”, explica.
Em Chicago, encontraram micromotores para desenvolver decoração de mesa que se movimenta. “Gosto de pesquisar e oferecer algo mais do que o movimento rotacional comum nas mesas decoradas com objetos que se movimentam”, diz.
E, em Orlando, não puderam deixar de ver os lançamentos do cinema, que acabam virando temas de festas. "Também estivemos em Washington. Lá houve uma exposição de bonecos robotizados, mas não fomos, porque chegamos um dia depois de o evento terminar”, lamenta.
Desde o início da década de 90, o casal adotou o hábito de passar alguns dias no exterior. “Cada vez que vamos, ficamos dez dias. É a forma de descansar a cabeça, ao mesmo tempo que continuamos a trabalhar”, fala Renato.
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á 15 anos, os produtos importados que podiam ser utilizados na confecção de festas infantis tinham mercado restrito e alto custo. Por isso, as viagens de pesquisa se tornavam ainda mais interessantes.
“Vimos que a decoração de rua era feita em algumas cidades dos EUA de cimento – um material não adequado para nosso trabalho, uma vez que é pesado e fácil de quebrar”, conta. “Em outra cidade que visitamos na mesma época, vimos um desfile com um carro que carregava uma lagosta gigante feita de fibra de vidro. Trouxemos a idéia e desenvolvemos uma forma de revestir o isopor com fibra de vidro”, continua. 
De acordo com Renato, mesmo hoje com as facilidades geradas pela globalização, ainda é melhor do que ver ao vivo o que o mercado tem de novidade. “Como conhecemos o produto antes, já temos o tema pronto no dia do lançamento mundial dos filmes, por exemplo”, explica.
Para garantir a fidelidade das feições, eles trazem os bonecos originais dos Estados Unidos. “Trazemos os personagens em tamanho pequeno, para fazer as peças em tamanho grande mantendo as proporções exatas dos pés à cabeça”, explica.
Da última viagem realizada por Ivani e Renato, nasceu a decoração tematizada Piratas do Caribe III. Da anterior, Carros. E assim, eles seguem se antecipando sempre aos pedidos dos clientes.
O trabalho é grande e dividido. Enquanto Renato, que é engenheiro químico, busca soluções técnicas e criativas para deixar a decoração ainda mais interessante, Ivani faz a parte artística, com auxílio de arquitetos e escultores, além de definir a logística. “Ela também define o tamanho das peças para que possam passar pelas portas e serem transportadas em carros”, conclui.
ESTÚDIOS PARA INSPIRAR
Cássia e Albert Guimarães, da Viva Festa, aproveitam suas viagens ao exterior para visitar parques temáticos e também estúdios de gravação. “Em Orlando, aproveito para ver a Universal e a MGM”, conta Cássia.
Apesar de os lançamentos de filmes ocorrerem em circuito mundial, é preciso estar sempre ligado ao que pode cair no gosto dos clientes. “Vi a remasterização do Star Wars fazendo grande sucesso no Estados Unidos enquanto aqui ainda não estava entre os pedidos”, explica. “Voltei para o Brasil no domingo sem nenhum boneco e me arrependi”, lembra. “Na quarta-feira peguei o avião para Orlando outra vez e trouxe todos os personagens”, conta.
Quando surgiu a nova trilogia do Star Wars refiz a decoração, inclusive da mesa, e coloquei bonecos grandes”, diz. “Esta continua sendo minha mesa-chefe. É uma das mais pedidas: alugo cerca de 18 vezes por mês!”, alegra-se.
Mesmo com as facilidades que a internet proporciona e com os contatos de primos e amigos no exterior – que mandam novidades – Cássia não dispensa as viagens. “Você fica mais criativo ao presenciar uma realidade diferente”, garante.
C
omo ela mesma cria as decorações, com auxílio de um escultor, é importante ter matrizes que servem como inspiração. Num passeio pelo Animal Kingdom, em Orlando, ela achou interessante a Árvore do Ciclo da Vida. Tirou fotos e trouxe esculturas originais para desenvolver o tema safári. “Criei bonecos grandes para que a decoração seja interativa e a criança sinta que está num mundo de fantasia que possa tocar”, conta.
Também no Animal Kingdom, um desfile chamou a atenção de Cássia. "Desenvolvi a mesa da Pequena Sereia com base no carro alegórico da Disney", lembra. Para chegar ao formato atual, Cássia colocou os personagens principais do filme: Ursula, Tritão e a Banda do Sebastião.
BONECOS ORIGINAIS
A Disneylândia é fonte de inspiração para Cleusa Ferreira e Andréa Chinaglia,
proprietárias da Baby Fagundes. Todo ano, em janeiro, elas viajam atrás de inovações que possam virar tema de festas infantis. “É o mês com menos festas e não tem tanta gente em Orlando”, explica Cleusa.
Além da viagem proporcionar uma visão mais detalhada do cenário, Cleusa conta que as decorações são sonhos que ela quer que se pareçam o mais possível com o real. “Lá eu toco na ilusão”, explica. “Trago bonecos originais e personagens para fazer parte da decoração das mesas aqui no Brasil o mais rápido possível”, continua.

Para saber se vai virar sucesso o que acontece por lá, Cleusa se baseia na bilheteria dos cinemas no exterior. Um exemplo foi Piratas do Caribe III. “Vi como seria o figurino e o cenário do novo filme, em janeiro. A estréia do filme nos cinemas era 25 de maio. Minha mesa já estava pronta em fevereiro”, orgulha-se. “E já estava alugada!”, comemora.
O trabalho é confeccionado com materiais nacionais mesclados aos importados. Quando não é Cleusa quem trás, amigos que vivem no exterior enviam plástico emborrachado, pelúcia e madeira. Na hora de criar, o segredo de Cleusa é memorizar todos os detalhes e transferir para a decoração.
RECREAÇÃO PROFISSIONAL
Monitores de algumas empresas são capacitados para envolver os pequenos com brincadeiras que entretêm, ensinam e divertem. Os treinamentos envolvem palestras e dinâmicas que, além de renovarem a energia das equipes, ensinam a filosofia de trabalho da empresa. Esta prática aperfeiçoa o lidar com as crianças e, ao mesmo tempo, dá segurança aos pais que confiam seus filhos nas festas aos recreadores.
EXPERIÊNCIA
Os irmãos Lucas, Camila e Matheus Cestari Bruno, do Só Alegria, trabalham há 13 anos com festas infantis. Camila começou fazendo cursos de acampamento. Lucas, 28 anos, aos 15 já trabalhava com recreação de festas infantis. O caçula, Matheus, aprendeu com os irmãos o ofício.
Hoje eles mesmos passam dicas e treinam os quase 50 recreadores parceiros da empresa. “Nossa primeira exigência é que os monitores gostem de crianças”, diz Lucas. “Antes de qualquer avaliação, o candidato deve provar alguma experiência na área”, completa.
Geralmente, os monitores do Só Alegria chegam para a entrevista indicados por amigos ou por já ter algum conhecimento com recreação, como os que já trabal
ham com buffets infantis ou fazem faculdade de turismo e hotelaria. “O primeiro treinamento é realizado dentro da própria empresa”, garante Lucas.
Todas as semanas, durante duas horas, os grupos se reúnem para tratar de diversos assuntos. Como toda festa que fazem recebem avaliação do cliente, eles avaliam o desempenho do grupo e aperfeiçoam o trabalho. “É obrigatória a presença de novos e veteranos”, explica.
O treinamento é voltado ao entretenimento das crianças. Por isso, a equipe prepara brincadeiras interativas e afina o relacionamento entre os monitores. “Durante a festa, precisamos estar conectados para que fluam bem as gincanas e shows com fantasias e participação das crianças”, conclui.
RECICLAGEM PERIÓDICA
A equipe de recreação do Tchurminha Nossa é formada por aspirantes, monitores e coordenadores. Cada fase é conquistada conforme o desempenho individual nas festas. “Todos têm mais de 18 anos e estão em fase de graduação, alguns com inglês fluente”, conta Marcus Valenza, o Tio Nenê, sócio de Patrícia, Alessandra e Eduardo Russo.
Há 17 anos fazendo a alegria das crianças nas festas, Tio Nenê, que é educador físico e fisioterapeuta, ministra palestras no próprio escritório e ensina tudo para os recreadores. Faz parte da seleção, a avaliação do desempenho do candidato na festa. “Ele vai acompanhando apenas para ver como funciona”, explica.
A partir desta aprovação, o novato é preparado para trabalhar dentro das exigências da empresa. “Formo a equipe para trabalhar com todas as faixas etárias”, garante Tio Nenê. São mais de 60 jogos possíveis de se realizar, dependendo do espaço físico disponível e da faixa etária do aniversariante
e seus convidados, inclusive os adultos. “Os monitores são treinados para adequar a programação conforme o evento”, conclui.
As brincadeiras são criadas para estimular a coordenação motora. “São gincanas que mexem com cores e elementos educativos”, explica. Para aperfeiçoar os jogos, a equipe passa por uma reciclagem a cada dois meses, no próprio escritório, no buffet Comics, no Morumbi, onde a empresa é contratada para coordenar a recreação, ou em Day Camping. “Às vezes passamos um ou dois dias para treinar recreação em campo e jogos de acampamentos”, diz.
NOVAS BRINCADEIRAS
A cada 15 dias, a equipe da Cia do Rizzo, de Leonardo Rizzo, se reúne no galpão da empresa para fazer um balanço do próprio desempenho nas festas. Intercalada a essas reuniões, quinzenalmente, o grupo vai ao Parque
Villa Lobos para treinar brincando como se estivessem na festa. “Os monitores são estudantes de artes cênicas, educação física e turismo”, diz Leo, também formado em Educação Física.
Há seis anos em festas, a Cia do Rizzo oferece dois formatos de recreação: a temática, indicada para crianças de dois a seis anos, com brincadeiras e oficinas voltadas para o tema da festa; e, para os maiores, de 7 a 14 anos e adultos, gincanas e talk show, como se fosse um programa de TV. “O pessoal gosta muito!”, garante Leo.
Preocupado em não repetir as mesmas brincadeiras sempre, o grupo faz uma reciclagem a cada seis meses e aprendem novas brincadeiras. “Os coordenadores são encarregados de buscar novidades”, diz.
Como para desenvolver um bom trabalho em equipe ela deve estar bastante afinada, todo final de ano há uma festa de confraternização com todos os parceiros da empresa. “Levo todos para meu sítio: DJs, monitores e Barman”, conta.
Lá, são formados grupos heterogêneos para competir promovendo a união de todos. “Fazemos provas de quem faz uma escultura de balão mais rápido, queimada etc”, fala. O encontro dura apenas um fim de semana, mas a diversão é garantida, com direito a medalhas e troféus.
VALORES
O resgate de valores é o ponto-chave da recreação do Grupo Curumim. Para garantir que as brincadeiras tenham esse tom educativo, a empresa realiza treinamentos periódicos. Antes, porém, de integrar a equipe, os candidatos passam por diversas etapas. “Mesmo depois se tornar líder, o recreador continua participando das atividades”, diz Kiko Oliveira, responsável pelo treinamento e sócio de Thiago Sanchez. 
Vivendo Valores nas Festas e nos Eventos é um curso para líderes de equipe, tanto novos quanto veteranos, que ensina como estimular valores – amor, respeito e carinho - através das atividades recreativas. O estudo é realizado na prática com a ONG Brahma Kumaris, no Sumaré. “Participamos do Projeto Viver - Vivendo Valores na Educação”, diz Kiko. O curso dura 30 horas. As visitas das equipes são semanais.
Coordenadores de equipe e monitores também fazem curso de neurolinguística. “Aprendem a tratar com os pais e com crianças de diferentes faixas etárias”, explica. As aulas e dinâmicas ocorrem na própria sede da empresa com profissionais que prestam assessoria e profissionais liberais. “Esse treinamento mais especifico foi implantado este ano na empresa”, revela. As reuniões são quinzenais e duram cerca de cinco horas cada.
Líderes, coordenadores e monitores realizam dinâmicas para aprender a implantar o que é aprendido nos treinamentos nos eventos. “Trabalhamos com algumas instituições, onde eles praticam e com essa experiência vão para as festas”, finaliza.
APRENDIZADO CONSTANTE
Os treinamentos dos monitores do Aniballoon simulam festas de verdade. “Durante o treinamento, além das dinâmicas de reciclagem, fazemos a seleção de novos monitores”, explica Daniel Quintana Fernandes, proprietário.
A cada 45 dias, os recreadores da empresa se reúnem para assitir palestras e participar de dinâmicas. “É como uma terapia de grupo”, diverte-se Conrado Diego Cotomácio, coordenador do treinamento.
Para falar sobre o ofício, a empresa conta com recreadores que estão na área há dez anos, com experiência consistente e formação superior. “Com a troca de experiências acabamos em constante aprendizado”, conta Conrado.

Ao todo, 15 pessoas fazem parte da equipe, entre coordenadores e monitores. “É bom mantermos esse contato e inventar novas brincadeiras”, diz. As reuniões ocorrem ao ar livre, no Parque Ibirapuera, ou mesmo em buffets infantis.
Nos dias de festa, para cada grupo de 35 crianças, um coordenador e dois monitores são destacados para entreter crianças de todas as idades. “Agimos de acordo com o clima da festa”, fala.
LIDERANÇA COM ANIMAÇÃO
Antes de entrar para o grupo de monitores do Animaltudo, os candidatos passam por uma dinâmica realizada no Parque Ibirapuera, por Alexandre Rocha Romboli, proprietário, Cadu e André. “Somente com a entrevista não dá para chegar a uma conclusão sobre o profissional. Por isso, fazemos esse encontro”, conta. “Ali dá para ver quem tem liderança e animação”, garante.
Os monitores são, geralmente, estudantes universitários. Para encontrá-los, Alexandre recorre a anúncios em faculdades e comunidades de recreação no Orkut. “A última seleção tivemos 50 candidatos. Desses, ficaram seis, que vamos encaixando no grupo aos poucos”, revela.
Conforme a habilidade de cada monitor, eles são direcionados para as atividades. “Quem tem facilidade com escultura em balão, recebe treinamento específico”, explica. “O mesmo acontece com quem prefere maquiagem artística ou outras brincadeiras’, conclui.
Os monitores são distribuídos conforme sua aptidão. “Alguns têm mais facilidade para trabalhar com crianças pequenas e, outros, com as maiores. Respeitamos isso”, fala.
A cada dois meses ocorrem diversas reuniões para atualizar as brincadeiras em festa. “Ninguém é obrigado a ir, mas quem se interessa é destacado para as festas”, conta.
Cada encontro dura cerca de três horas e pode ocorrer tanto no escritório quanto no Parque Ibirapuera. “Ao ar livre é bom porque eles já se familiarizam com o público”, revela Alexandre, que trabalha com recreação há oito anos.
POSTURA E CONDUTA
“Comecei como recreador, ainda na faculdade”, lembra Vinicius Leonel Farah, proprietário da Quiz Eventos. Formado em Educação Física, está há oito anos na área de recreação. “Um amigo me convidou para um curso de acampamento, fui, gostei e trabalhei em diversas empresas até abrir a minha”, diz.
Os cerca de 30 monitores do Quiz Eventos, todos universitários, recebem treinamento tanto ao entrar quanto durante o tempo de serviço. Para ser um recreador do Quiz Eventos, os candidatos assistem palestras, participam de dinâmicas, aprendem sobre postura e conduta do trabalho dentro da linha do Quiz, brincadeiras e têm a oportunidade de mostrar liderança, requisito básico na empresa. “Durante uma semana eles participam dessas atividades. Os melhores são selecionados”, fala Vinicius.
Depois de ingressar no grupo, a empresa realiza encontros mensais para todos os recreadores. Cada reunião tem um tema específico: escultura de balões, novas brincadeiras, maquiagem, jogos cooperativos. “Definimos o assunto conforme a demanda”, explica.
Existem cursos fixos, como o de atividades circenses, toda quarta-feira. A cada seis meses, os recreadores também aprendem e reciclam conhecimentos sobre primeiros socorros. “Ninguém é obrigado a participar, mas os mais qualificados estão sempre em festas”, conta.
OUTRO LADO DA HISTÓRIA
A recreação do No Pique mostra outro lado da história, como deixar a criança brincar com personagens menos bonzinhos”, explica Silvia Paulita, sócia de Mah Paulita, Nilton Gouveia e Anderson Machado.
Ela conta que os monitores são instruídos, vestem a fantasia e brincam com as crianças. “Tenho 28 anos de trabalho. Durante esse período consegui treinar pessoas que podem ir para as festas mesmo sem mim”, fala Silvia.
Os treinamentos são encontros sem data fixa, mas ocorrem pelo menos uma vez por mês. “Dia de treinar é para treinar. E só!”, diz. “Viajamos juntos, trocamos experiências, lembramos coisas divertidas, trocamos informação...”, comenta.
São cinco recreadores fixos, com idade em torno de 30 anos, e mais 15 jovens, com idades entre 14 e 18 anos, que estão sempre em contato para realizar festas. “Sempre que entra alguém novo fazemos uma reunião”, diz Silvia.
Nos encontros, todos trazem brincadeiras diferentes, sugestões que englobam atividade física, livros, filmes e até como falar com a criança. “Sempre estamos atualizados com o que faz a cabeça da criançada no momento”, garante.
Os jogos mais usados pela turma do No Pique relembram antigas brincadeiras. “Podem ser aplicados com sol ou chuva, frio ou calor e com qualquer número de crianças”, fala.
BELEZA NA FESTA
Sem tesouras, cabeleireiros entram nas festas infantis munidos de muitos acessórios e cores para brincar com o visual das crianças. Penteados, desenhos coloridos, gel, tatuagem, maquiagem, unhas decoradas. Tudo para deixar meninos e meninas superproduzidos!
MOICANO PARA MENINOS

Cibele Oliveira e Robson Marques, proprietários do Pincel Mágico, montaram o primeiro camarim em 1997. No caso deles, a idéia surgiu de outra atividade: as unhas artísticas. O negócio deu certo e, hoje, a empresa possui camarins de vários tamanhos e toalhas da mesa com diversas cores para acompanhar o tema da festa.
Cerca de 40 acessórios fazem parte das opções de penteados diferentes. “Tudo que tem no camarim grande tem também no pequeno, mas em menor quantidade”, explica Cibele. Para elaborar cabelos de todos os tipos – lisos, crespos, curtos e longos – são usados o Quick Braid e o Quick Wrapp para fazer tranças; e drads – aquele Tererê de praia com linhas coloridas. Além disso, as crianças podem fazer esmaltação de unhas com brilho, maquiagem e tatuagem.

Mesmo em festa de meninos o camarim é contratado. “ Afinal, muitas meninas são convidadas”, explica. Mas eles também participam dos camarins. “Preferem penteados radicais, como o moicano, e tatuagens. Para descontrair utilizamos sprays de várias cores com moldes diversos”, conta Cibele.
A empresa possui 17 monitores. Para atender uma festa com 30 crianças, são disponibilizados dois profissionais. “Eles fazem a produção completa nas crianças: cabelo, unha, maquiagem e tatuagem”, fala. “Cada criança leva de dez a 15 minutos para ficar pronta”, completa.
Os acessórios usados ficam de lembrancinha para os convidados. “O aniversariante ganha uma lembrança especial”, conclui.
TATOO DE CABELO

Na Animada Trupe a produção de beleza em festa começou há dez anos. “O camarim foi uma evolução da maquiagem artística”, conta Cris Dias, sócia de Alexandre Santos. Ela lembra que para maquiar as crianças era preciso prender o cabelo, o que acabou virando uma brincadeira de salão de beleza.
O pacote da Animada Trupe inclui maquiagem, penteado, unhas desenhadas e tatuagem. Como requisito para participar, basta que a criança permita mexer no cabelo. “Quando são muito pequenas, às vezes não têm paciência. Por isso, as cabeleireiras são ágeis”, explica.
Além de penteados, os cabelos também podem ser tatuados – a preferência dos meninos. “Desenvolvi uma técnica para colorir o cabelo com molde.Só não pode ser comprido”, diz.Cada criança produzida pela equipe da Animada Trupe ganha uma bolsa exclusiva da grife da empresa.

Dependendo do tamanho da festa, os camarins podem ser de dois até quatro metros. A montagem dos balcões é feita uma hora antes da festa começar.
O atendimento pode ser feito com grupos de quatro crianças – uma para cada monitor. Dentro de quatro horas, 50 pessoas podem ser atendidas. “Também temos camarim que comporta até seis pessoas para festas com 120 crianças”, fala.
PENTEADEIRAS TEMÁTICAS
Tia Vera e Cia trabalha há 24 anos no segmento de festas. “Para me manter no mercado estou sempre adaptando atividades para as crianças”, conta Vera Lucia Elias. Há cerca de cinco anos começou a fazer camarim e ganhou destaque. “Além da tradicional penteadeira Fashion, as temáticas inovaram a brincadeira”, conta.
As que mais têm feito grande sucesso entre a garotada são Princesas e High School Musical. “Todo mundo quer uma transformação”, garante. “Há penteadeira para meninos, toda camuflada, que combina com diversos temas masculinos, como dinossauros, azul, carro... Para festas de casal de irmãos, há uma penteadeira dourada, unissex”, explica.
Para que as crianças sejam atendidas de acordo com o que esperam, Vera treina suas monitoras e desenvolve penteados de acordo com o tema. “Além de penteados, fazemos pintura artística nas unhas, tatuagem adesiva e maquiagem”, fala.
Com esse leque de possibilidades, Tia Vera e Cia também acaba agradando aos meninos. “Eles curtem, fazem penteados radicais, desenho dos super-heróis com tinta colorida no cabelo...”, lembra. “Somos animadoras de festa e não cabeleireiras. Mesmo assim, não fazemos maria-chiquinha nem rabo-de-cavalo. Produzimos penteados que as crianças não querem desfazer”, garante.
As penteadeiras têm vários tamanhos – variam de um metro e meio a cinco metros. “Depende da quantidade de crianças”, explica Vera. “Para cada 30 crianças são destacados dois monitores e é aconselhável um camarim de dois metros”, diz.
Vera conta que crianças a partir de dois anos já gostam da brincadeira. Meninas na faixa de cinco anos prefere um visual princesa e bailarina. Depois dos sete anos, a produção começa a radicalizar, com tipos desfiados e teens.
Como lembrança do dia de transformação, as meninas ganham uma pulseira ou um anel, da Tia Vera. Já os meninos levam para casa um colar do Homem Aranha ou num estilo surfista.
SEM FILAS
“Não gosto de criança em fila”, pontua Solange Rettmann, sócia de Carlos Dieter Witecy, no Universo Mágico. Por isso para cada 30 crianças, três monitoras participam do Visual Fashion Vip. “Enquanto uma faz o penteado, outra faz maquiagem e uma terceira aplica a tatoo”, conta.
Essa possibilidade também existe graças ao desenho diferenciado das penteadeiras, projetado pela filha Roberta Silberberg, artista plástica. “Não é encostado na parede”, explica. “Feita de fórmica, sustenta o espelho no centro, assim dá para atender crianças dos dois lados”, fala.
O camarim funciona como um complemento da maquiagem, das unhas decoradas com máquina e da tatuagem. “Trouxe a máquina de unhas e começaram os pedidos para fazer também cabeleireiro”, lembra.
O material utilizado é todo antialérgico e tanto crianças quanto monitoras usam capas de plástico descartáveis, como as de cabeleireiro. Sobre a mesa são dispostos acessórios de todo tipo, inclusive importados.
O Universo Mágico oferece dois pacotes de serviços. O primeiro, mais simples, com maquiagem, cabelo e tatuagem. O segundo, completo, inclui também a máquina de unhas. O atendimento é feito para crianças a partir de dois anos. “Mas com um aninho já dá para colocar uma fivelinha”, fala.
Para maior controle da mãe, cada criança que é produzida no camarim do Universo Mágico tem o nome anotado. No final da festa a lista é entregue para o dono da festa. E, para a alegria completa das crianças, a empresa dá uma lembrancinha para cada uma.
“Pode ser um botton que pisca ou um kit para o cabelo. Varia, mas é sempre algo delicado e não valioso”, explica Vera. Já o aniversariante ganha um presente sem o logo da empresa. “Pode ser uma munhequeira para meninos e, para meninas, fivelas elegantes”, finaliza.
TATUAGEM DE CABELO
Há 15 anos no mercado de festas, Simone Alves Arvage, do Camarim Fashion lembra que o trabalho com penteados surgiu da evolução da maquiagem artística, que ela fazia nas festas. “Na época levava penteadeira, algumas presilhas para prender o cabelo e tintas para maquiar as meninas”, conta. “Percebi que elas gostavam e comecei a pintar uma mecha do cabelo das crianças com mesma tinta”, completa.
Aos poucos o negócio foi crescendo e a idéia se aperfeiçoando. Hoje, a empresa atende cerca de 25 festas por mês. De acordo com Simone, o forte é atender crianças com mais de oito anos e, na maioria, meninas. “Mesmo assim, atendemos pequenos com idade superior a dois anos”, explica.
O Camarim Fashion permanece o tempo todo na festa e pode montar vários camarins, conforme o número de convidados. “Para cada 15 crianças, envio um camarim e uma profissional para fazer o penteado”, diz. Ou seja, em uma festa com 30 crianças, seriam enviados dois camarins e duas monitoras para fazer os penteados. Para fazer maquiagem e tatuagem, uma terceira pessoa é destacada.
“Costumo deixar as penteadeiras longe um palmo umas das outras para garantir que em cada uma fique 50 opções de acessórios. Assim, se houver três mesas, as crianças terão 150 tipos de presilhas, elásticos de cabelo e tudo o mais para ficar bonita”, conta. “Elas escolhem quantos quiser!”, diz.
Os camarins podem ser tematizados. Mesmo que siga uma linha mais simples, apenas da cor predominante na festa, por exemplo, Simone revela que monta um verdadeiro cenário na festa, com tapete, painel com lycra, banner com foto, holofote e cadeiras que servem adultos e crianças. “Chama tanta atenção que não precisamos chamar as crianças para participar”, fala. 
“Temos um trabalho interessante para meninos”, garante. “Fujo do moicano e faço outros penteados legais, como molas e até tatuagem de cabelo tipo decalque”, completa. As meninas podem escolher entre penteados de princesa, fashion e até os da Barbie Fayrtopia.
Todo material utilizado é antialérgico. Tanto os usados na maquiagem, como os usados nos penteados, unhas artísticas e tattos. “Temos uma grande variedade de desenhos para tatuar. E podemos fazer também com henna”, conta.
Para produzir o cabelo de cada pequeno, as monitoras levam cerca de seis a sete minutos. As monitoras usam uniformes e cada criança atendida veste uma capa protetora. “São todas treinadas para fazer um trabalho limpo e rápido”, fala.
Os adultos também podem participar do Camarim Fashion. “Usamos o tempo e o material restantes, após finalizar o trabalho com as crianças, para fazer o cabelo dos pais e convidados”, fala. “Eles adoram!”, diverte-se.
No final da festa, todo mundo sai com um brinde de lembrancinha. Os meninos levam um colar de time de futebol ou chaveiro ou uma bandana. As meninas ficam com os acessórios utilizados da própria penteadeira ou também uma bandana. Para a aniversariante é oferecida uma bolsinha recheada com um kit de acessórios para cabelo.
OFICINAS CRIATIVAS
Atividades que estimulem as capacidades expressivas e criadoras das crianças enriquecem a festa ao mesmo tempo que educam. A aprendizagem acontece ao descobrirem o prazer em manipular os materiais. Desde massinhas de modelar comestíveis, conga, galocha e pantufa personalizados, pijama até colares de sementes nativas e vasos de plantas são algumas oficinas que acabaram de chegar e prometem agradar os pequenos e os maiores também. Enquanto as crianças se divertem realizando os projetos orientados por monitores e interagindo com os amigos, o resultado da oficina vira uma original lembrança da festa.
NATUREZA NA FESTA

A proposta do SOS Ambiental, de Diego Sanches, é envolver as crianças e seus familiares com questões ambientais. Com este objetivo, a empresa criou duas oficinas bonitas e diferentes, que colocam os pequenos em contato com o que a natureza oferece. “É uma estratégia muito importante para o desenvolvimento de atitudes e ações conservacionistas”, diz Diego.
Colares e pulseiras feitos com sementes nativas é uma das oficinas oferecidas pelo SOS Ambiental. Além do prazer no trabalho manual, o resultado pode ficar muito bonito. “Quem participa também aprende sobre o valor de cada semente”, explica Diego. Um folheto explicativo com as propriedades do material utilizado é oferecido a cada criança.
Mudas nativas, temperos e ervas são matéria prima de outra atividade realizada em festa pela SOS Ambiental. A oficina de vasos e
mudas procura mostrar a importância dos vegetais e proporcionar um contato direto com a natureza.
Neste caso, as crianças também levam um folheto explicativo. Além disso, podem provar os temperos ou chás que são plantados. “Os vasos utilizados são de fibra de coco, produto ecológico e adubo orgânico”, conclui Diego.
MODELAR E COMER
O Atelier du Chocolat acaba de lançar uma oficina gostosa de fazer e de comer! Tina Toledo, a proprietária, encontrou um jeito diferente de fazer a criança se divertir com massinhas de modelar comestíveis. “Elas são feitas de chocolate”, explica.
Duas mesinhas e seis cadeiras garantem espaço suficiente para a primeira incursão da criança na arte culinária. “Ela brinca com cortador, amassador e moldes de bichinhos e outros temas”, conta. Mas pode ser irresistível apenas moldar o docinho. “A criança não tem malícia e acaba comendo a escultura que acha que não ficou bonita”, fala. “Elas dizem: acho melhor comer”, alegra-se.
Todas as crianças participam da oficina sem que precise atraí-las. “É sucesso na certa!”, garante Tina. Dependendo da idade, a monitora dá maior atenção, mas geralmente as crianças levam cerca de 15 minutos para concluir sua arte. “Desta forma, os grupos vão se renovando e todas participam”, diz.
A cada troca de grupo, mesinhas, tábuas e rolos são limpos. Nova remessa de massinha é oferecida para cada criança. “Cerca de 100 gramas de massinha colorida são distribuídas pelas monitoras para cada criança”, explica.
No final da festa, o docinho embalado numa caixinha de acetato e com o nome da criança que fez vira lembrancinha.
ESCULTURA DE DOCES
Há doze anos fazendo oficinas em festas, a Unifestas acaba de lançar uma atividade que trabalha coordenação, imaginação e paladar! A oficina de escultura em doces é feita em uma mesa de pouco mais de um metro e meio para grupos de seis crianças de cada vez. “O local é enfeitado com toalha relacionada com o tema da festa”, diz Belisa Maria Ferigolli, sócia-proprietária.
Antes de começar o trabalho, todos vestem avental e luvas. Três monitoras ajudam as crianças a montar quadro, boneca, palhaço e o que mais sonharem em bolas, placas e cones de isopor. Olhos, boca e qualquer objeto são construídos com as guloseimas preferidas das crianças. “Levamos bombons, pirulitos, marshmallow, chiclete, bala de goma e muito mais”, conta Belisa.
Para esculpir, os doces são fixados na superfície de isopor. “Usamos cola quente nos embalados, como bombons. As gomas são fixadas com palito de dente”, explica. “Desta forma, elas podem comer a arte depois de pronta”, conclui.
Apesar disso, não há como evitar: as crianças acabam comendo antes mesmo de montar sua escultura. “É comum fazer uma degustação antes para ver se a obra ficará boa”, diverte-se.
Celofane, cetim e papel filme embalam as obras esculpidas pelas crianças para serem levadas como lembrancinha no final da festa. “Chegamos 40 minutos antes e ficamos as quatro horas de festa”, diz Belisa.
NA CHUVA OU NO SONINHO
“Faço cerca de 40 festas por mês e conto com 30 monitoras”, conta Vicky Tawil Reibscheid, proprietária da Vickboom. “Desta forma, consigo atender até 150 crianças em 4 horas”, garante. A empresa monta toda estrutura: mesa, cenário,
maquinário, todo o material para confecção do produto e embalagem. As crianças trabalham em grupos de 12. “Ensinamos a decorar, damos dicas para ficar bonitinho, embalamos e entregamos como lembrança”, explica Vicky.
Há sete anos, Vicky começou a fazer oficina de sandálias havaianas. A faculdade de moda e de artes plásticas garantiu a Vick habilidade de criação. Com o tempo, outras oficinas foram criadas.
Para os meninos, que têm pouca opção de oficina em festa, uma nova e original é a do pijama do time do coração. As camisetas já vêm com manga colorida, conforme cor do time. As crianças colam no tecido seu nome com letras bordadas. “Usamos cola especial”, fala.

Esta oficina é ideal para crianças com idades entre cinco e seis anos. “É muito legal para aquelas que estão em fase de alfabetização”, fala. 
A oficina de galocha é feita com uma técnica semelhante a das havaianas. “Levamos a forma para desenhar na galocha com uma caneta importada especial para pintar prancha de surfe”, explica Vicky.
Além da pintura, a criança pode escolher acessórios, levados pela empresa, para serem prensados na galocha. “Os pequenos fazem colagem, recorte e enfeitam", fala. Esta oficina é unissex.
NA HORA DE ACORDAR
Brinquedos educativos, sugestão de mães e das próprias crianças. Tudo pode dar idéia de oficina para Jacira Cerqueira e Ana Paula Dias, proprietárias da Turma do Pererê Eventos Infantis. Há quatro anos elas são especializadas em oficinas de festas infantis. 
“A idéia de fazer uma oficina de pantufa surgiu ao visitar uma loja de brinquedos educativos”, revela Jacira. A empresa monta um atelier na festa, com mesa forrada com tecido igual ao dos banquinhos. 
As pantufas são de três tamanhos: Pequeno – para crianças de até quatro anos, Médio – até sete anos e Grande – para quem tem mais de oito anos. Para a confecção, são oferecidos 30 tipos de acessórios. “Levamos de tudo: personagens de plástico, carrinhos, palhaço, joaninha, letrinha, laços, botões, fitas...”, enumera.
A criança monta a pantufa do jeito que preferir, com carinha de superherói, com o tema da festa ou o que a imaginação mandar. Depois de pronto – cerca de 15 minutos por criança – as pantufas são embaladas, com cartão de agradecimento e etiqueta com o nome da criança que fez.
A oficina é realizada em três horas para, pelo menos, 30 crianças. “Caso a festa seja para apenas dez crianças, a mãe pode optar em contratar mais uma oficina. O valor investido será o mesmo!”, dá a dica.
PARA PASSEAR
Karen Gleisher e Betina Cohen, da Bekaboom, fazem cerca de 40 oficinas por mês em festas infantis. Uma das mais recentes é a de conga. As crianças pintam os sapatos com canetas especiais e com auxílio de
moldes feitos de plástico vazado em vários formatos, femininos e masculinos. Outros desenhos, feitos em EVA são levados para serem prensados na hora. “A criança escolhe quantos e onde colocar”, diz.
Como o material usado para pintura não sai, caso a criança erre e queira outra base para desenhar, não há problema. “Se a mãe contrata um pacote para 50 crianças, levo 60 pares para esse tipo de eventualidade”, fala Karen.
Não é preciso se preocupar também com o local para a realização das oficinas. A empresa leva três mesas, com quatro lugares cada, avental para as crianças, lencinho umedecido para limpar as mãos dos pequenos artistas e tapete para proteger o chão.
Para acertar a numeração, as contas são feitas baseadas na idade das crianças convidadas. “Sempre levo a mais com variação de números para não ter erro”, diz. A empresa chega no local da festa com antecedência de 40 minutos e permanece todo o tempo. “Quando todos vão cantar o parabéns colocamos o material feito pelas crianças em ordem alfabética ou pelo sistema de senha para entregar na saída”, conta. A lembrança vai com um cartão de agradecimento do aniversariante.
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