REVISTA FESTAS INFANTIS Nº33 - MAI./07
CARTA AO LEITOR
Festa gostosa é aquela que agrada a todos. Dos pequenos aos mais velhos. Para que isso seja possível, a família pode e deve participar, escolhendo o buffet e tudo o que faz parte da festa, como shows, personagens, decoração. Palpites são sempre bem-vindos, afinal só enriquecem a comemoração. Vamos conhecer algumas famílias que gostam mesmo de participar e curtir os preparativos.
Para divertir a garotada na festa uma boa idéia é levar aquelas peças de teatro de sucesso para dar uma "canjinha" no aniversário. Algumas empresas conseguem arrumar um tempinho para cantar parabéns junto com o aniversariante e mostrar um pouco do que fazem no palco. Vale à pena conhecer.
Também é possível levar para a festa contadores de história que com muita imaginação e criatividade atraem a atenção tanto dos pequenos como dos maiorzinhos. E para convidar com muita originalidade, os convites podem ser entregues por alegres personagens dos filmes já conhecidos pelas crianças que vão até a casa dos convidados.
Se a família procura um lugar diferente para realizar o aniversário, a revistaFestas Infantis dá algumas dicas.
Aproveite a festa com a família e os amigos!
Zuleica Russi
A FAMÍLIA ESCOLHE A FESTA
Na hora de comemorar o aniversário, todo mundo quer participar: pai, mãe, irmãos, tios, avós... O que nem sempre acontece é a divisão de responsabilidades ao selecionar os detalhes que comporão a festa. Um processo importante e que dá algum trabalho para garantir o resultado sonhado. Algumas famílias, porém, já têm a cooperação incorporada no dia-a-dia. O que assegura a realização dos desejos do aniversariante e de todos os convidados.
IRMÃOS EM ACORDO
Mesmo que a primeira visita seja feita somente pela mãe do aniversariante, na próxima ela vem acompanhada da família para que todos possam dar opinião. “Há aquelas que decidem tudo sozinhas.
Outras fazem o orçamento numa primeira etapa e depois voltam várias vezes acompanhadas dos familiares mais próximos até que todos tenham aprovado”, diz Miley Masteguin, sócia de Stella M. Ayres Netto no Toys & Dolls, em Moema.
Elfrida Fetter de Jesus não demorou para fechar a festa da filha Isabella, três anos, no Toys & Dolls. “Passei em frente, gostei da fachada, marquei um dia e fui com Isa e com meu outro filho, Fabinho, de 11 anos. Todo mundo adorou!”, lembra. O marido confiou na opção da mulher e dos filhos e só foi ao buffet na hora de fechar o contrato.
Mesmo que o aniversário não tenha sido do menino, a mãe fez questão que ele participasse da escolha e aprovasse. “Ele também tem que gostar”, explica. De acordo com a mãe, a família toda gosta de comemorar e dividem esse prazer. Tanto que Isabella ganhou três parabéns: o primeiro em casa, com um bolo encomendado pela mãe, no dia do aniversário; o segundo, no buffet uma semana depois; e, pela terceira vez, na escola onde estuda.
Para cada um, um elemento chamou mais a atenção. Elfrida se preocupou com o conforto dos convidados. Isa fez questão da presença do Barney. Além de tema da decoração da mesa de bolo, o personagem da Festolândia fez companhia a Isa e suas amigas durante toda a festa. Fabinho também brincou muito. “Meu marido adorou o espaço, a cerveja gelada e o Tombo Legal”, lembra divertida.
Meninas e meninos também brincaram no Cabeleireiro e Fantasias, do próprio buffet, com mais de 20 fantasias para trocar enquanto monitoras treinadas fazem maquiagem e cabelo.
A alimentação também foi um ponto importante para a mãe. No buffet, uma cozinheira cuida para fritar e assar tudo na hora, além dos molhos que regam as massas e do Pão Folha, uma receita especial da casa. “Tudo é servido à vontade”, garante Miley. 
São 600 metros quadrados de área coberta, com brinquedos para todo mundo – dos pequeninos aos adultos. “Fica ainda mais agradável com o teto retrátil aberto localizado sobre a minicidade”, diz a mãe.
A mãe conta que a maioria dos adultos brincou no Tombo Legal e no Trem Bala; Isa adorou o pula-pula; e Fabinho, o Zoopa, que fica no andar superior, próximo ao berçário, a sala de games e ao campo de futebol.
Todos, as crianças da idade da Isabella, as do tamanho
de Fabinho e mesmo os adultos, dançaram ao som de um CD gravado pela própria família. A mãe elogia a disposição dos monitores. “Foram atenciosos da primeira visita ao dia da festa”, diz.
Eles entram nos brinquedos e participam. Os que fazem gincana participam de cursos de recreação em diversos locais. "Conforme a faixa etária há um jogo diferente, como Busca ao Tesouro e Dança das Cadeiras", diz Stella M. Ayres Netto.
TRIGÊMEOS COMBINAM GOSTO
A busca pelo local para comemorar os quatro anos dos trigêmeos Antonio, Gustavo e Caio não foi difícil para a mãe Paola Tarallo Altieri. Ela levou os filhos num aniversário no Mago Ra-tim Boom, unidade Itaim, e já estava decidido. “Quando perguntei onde queriam festejar, eles disseram: no buffet que tem o escorregador verde”, lembra Paola. 
Depois de passar pela aprovação dos aniversariantes e da mãe, o marido José Carlos, a avó e a tia visitaram o local. “Todo mundo adorou!”, diz. “Minha prima achou o máximo porque é muito colorido”, completa. Ao todo, a família fez três visitas.
Ao levar os filhos nas festas dos colegas, Paola conheceu diversos buffets em São Paulo. Mas esta foi a primeira vez que comemorou em um. “Sempre fiz as festas na pizzaria da família”, conta referindo-se a Pizzaria Speranza. “Só que os meninos queriam em buffet desta vez”, completa.
O Mago Ra-tim Boom é amplo, 1000 metros quadrados, com mezanino, pé-direito alto, quadra de esportes e inúmeros brinquedos. Dos 150 convidados, metade era criança e adolescente de um a 14 anos. A maioria, porém, tinha entre três e seis anos.
Por causa da variação de idade, a diversidade de brinquedos foi levada em conta. “Não queria que ficassem saturados por não ter opção de brinquedos”, conta a mãe. “Mas com o campinho todos se distraíram muito”, revela. 
Outro fator importante para Paola foi a facilidade de locomoção para deficiente físico. “Não queria que meus amigos ficassem isolados”, explica. Como no buffet a entrada tem rampa e as refeições são servidas no térreo, todos ficaram bem acomodados.
Como Paola administra o restaurante familiar, prestou muita atenção no serviço de alimentação do buffet. Como já tinha indicação de amigas e sentiu confiança durante a negociação, Paola não fez degustação. Além disso, ela tinha pouco tempo. “Minha vida é uma loucura!”, diz.
E não se arrependeu. No cardápio, salgados diferenciados agradaram, como Folhados com Recheio de Palmito. “Estava tudo bem servido e quentinho”, lembra. “E o Cachorro-quente de lá é supercaprichado”, elogia.
A festa ocorreu numa sexta-feira à noite e foi servida massa recheada para o jantar levada pela própria mãe. “Como trabalho com alimentação, eles deixaram eu levar a minha própria receita”, alegra-se. 
O tema Super-heróis decorou a mesa de bolo de Chiara Marcelli, compôs a lembrancinha de Viviane Marcelli: um estojo de Homem Aranha e do Batman com Aquaplay, jogo de Dominó, confetes e corda.
Os Super-heróis da Festolândia também estavam na festa. Batman, Homem Aranha, Mulher Maravilha e The Flash divertiram a criançada do começo ao fim. “No meio da festa eles fizeram um teatrinho muito engraçado”, conta Paola.
A mãe acha que valeu muito à pena e diz que a festa rendeu muitos elogios. “Agradei a todos os meus convidados”, garante. Para o próximo aniversário pensa em repetir a dose.
FAMÍLIA UNIDA NO BAIRRO
Como na maioria dos buffets, no Bumbaka, na Aclimação, normalmente a mãe decide tudo sozinha. Em alguns casos, o pai também vai e poucas vezes outras pessoas participam da escolha. “Vinte por cento do que atendo envolve a família”, revela Lanna Scartezzini, sócia de Fabio Pavan.
Um exemplo de família unida até na hora de definir a diversão está a de João Abib Gebara Neto, pai de Gabriel, oito anos. Todos conhecem e aprovam as festas realizadas ali: a mulher, o filho, a tia, a mãe e as sobrinhas. “Nasci e sempre morei no bairro”, conta. “Já conhecia o casarão e acompanhei a reforma. Não sabia que ia ser um buffet”, surpreende-se.
O estilo arquitetônico chamou a atenção de todos. São 400 metros quadrados de área, com pé-direito duplo e térreo. A ambientação é reforçada com telhas termo-acústicas com um trecho transparente para aumentar a claridade. “A casa é suntuosa, imponente”, destaca a avó Daisy.
A primeira vez que João e a esposa Miriam estiveram no Bumbaka foi para prestigiar a festa de uma coleguinha do filho. O pai conta que o serviço agradou, o atendimento e sobretudo a limpeza. “Somos meio céticos nessa questão. Ficamos encantados!”, fala.
Por isso, higiene foi um dos itens vistoriados cuidadosamente pela família. “Até os guardanapos são retirados das mesas com pinça e não com a mão”, conta. Os funcionários da casa não deixam acumular papéis sobre a mesa e estão sempre verificando os banheiros. “É tudo limpinho durante toda a festa”, diz Daisy.
Depois da experiência como convidados, os pais resolveram fazer uma festa pela primeira vez num buffet infantil e escolheram o Bumbaka para comemorar o aniversário de sete anos de Gabriel. Fizeram degustação dos pratos e ficaram satisfeitos. “Não teve nada que me desagradou”, comenta a avó. De acordo com Lanna, o cardápio do Bumbaka é feito por outro fornecedor. “É sempre tudo fresquinho”, garante.
João lembra que participou de todo o processo junto da esposa e do aniversariante, inclusive da escolha da mesa de bolo e da alimentação.
“Tudo foi feito em conjunto”, orgulha-se. A avó, que sempre gostou muito de festa, opina sempre. “Observo muito o ambiente, o serviço, a fartura, a qualidade e até a disposição dos doces e salgados sobre a mesa”, diz. Para Daisy, quando a família é unida é preciso trocar idéias em acontecimentos como festas de aniversário e casamento.
O resultado: uma festa alegre e muito elogiada. Depois do aniversário de Gabriel, a família comemorou lá os 80 anos da tia Nívea. “Até mesmo uma decoração adulta coube no Bumbaka”, diz Daisy. E o irmão de João fez a festa das suas duas filhas: Julinha e Beatriz.
Para festejar o aniversário de oito anos de Gabriel, a família aprovou e fez novamente a festa no Bumbaka. “Foi unânime”, conta João.
E neste último ano eles encontraram um Bumbaka diferente. “Ampliamos nossa capacidade de público e o espaço de circulação”, fala Lanna. “E no lugar da xícara, o buffet ganhou o La Bamba e uma roda gigante que comporta também adultos”, conclui.
PRIMEIRA FESTA: RESPEITO AOS IDOSOS
Para comemorar um ano de Isabela, a primeira neta da família, a mãe Simone Fujimoto e o pai Ronaldo Sampei passaram por diversos buffets e pesquisaram os mais próximos da residência do casal na revista Festas Infantis. “Nossa grande preocupação era agradar os adultos uma vez que boa parte dos convidados estava na faixa etária acima dos 60 anos”, conta Simone.
Como até a bisavó da Isabela estaria na festa, os pais queriam que o buffet tivesse uma ala infantil e outra para adultos. “Fui em vários que tinham, mas o cardápio não atendia nossas expectativas”, conta Simone. Outra exigência da família era que o buffet tivesse opções de brinquedos para crianças pequenas. “A maioria dos que fomos ver tem mais variedade para crianças maiores”, analisa.
O local escolhido afinal foi o Magic Fantasy, em Moema. O buffet atendia às necessidades de toda a família. É térreo, facilitando a locomoção de idosos; a sala dos pais separada do salão de brinquedos por vidro transparente, o que garante a tranqüilidade de mães e filhos durante a festa; a atmosfera no ambiente ganha leveza com o pé-direito alto e no salão infantil trechos com telha transparente oferecem iluminação natural.
“Gostei do espaço assim que entrei. Bati os olhos no cardápio e vi que era diferente”, lembra. O casal marcou outra visita num domingo que tinha festa para fazer a degustação. “De cima observamos a movimentação”, revela.
Passado pelo crivo dos pais, o buffet passou por nova avaliação. Desta vez dos avós. “Marcamos outro dia para verem e aprovarem o ambiente e o cardápio”, conta. “A primeira coisa que minha mãe viu foi se o toilette estava limpinho”, lembra.
Dividir as decisões e ter o apoio dos familiares foi importante para Simone. “Foi nossa primeira festa para ela. Aproveitamos a experiência deles para acertar o que agradaria aos convidados de 60 a 70 anos”, conta.
Como o menu tinha muitas opções, eles escolheram juntos as receitas que se adequavam ao gosto de todos. “Pessoas de faixa etária maior esperam por uma refeição completa e não só salgadinho”, diz Simone. O almoço foi elogiado por grande parte da família. No menu, Quiche de entrada, dois tipos de salada, Risoto de Mussarela de Búfala e Tomate Seco e Massa Recheada.
Os pratos de almoço e jantar são preparados por uma cozinheira no próprio buffet. Temos várias opções de Crepe, Massa e Risoto”, diz Camila Haddad Leal de Godoy, proprietária do Magic Fantasy. Já salgados e doces são terceirizados.
Cadeiras e mesas foi outro item avaliado cuidadosamente para que todos fossem acomodados com conforto e tranqüilidade. “Meu tio tem 60 anos e é meio gordinho. Queria cadeiras fortes e grandes”, conta. De acordo com Camila, as cadeiras são de couro e sem braço, as mesas redondas são de mármore e comportam até seis pessoas.“A bisavó de Isabela tem 80 anos. Ela tinha que sentar numa cadeira confortável”, conclui a mãe.
Mas a festa também tinha gente pequena. Dos 100 convidados, 30 eram crianças com até três anos e dessas apenas cinco tinham entre cinco e sete anos. “Todas foram de cabelos roxo para a casa!”, lembra, por conta do Cabeleireiro Maluco do próprio buffet. O tema escolhido para decorar a mesa de bolo foi Piquenique da Minie.
Brinquedos para bebês e sala de amamentação eram indispensáveis para Simone. Por toda a volta do salão ficam o Kid Rider, Carrosel, Piscina de Bolinhas, Trenzinho com forma de locomotiva todo colorido. “Isabela ficou encantada com o Trenzinho. Deu três voltas e dormiu. Acordou disposta para continuar a brincadeira. Fomos ao Monorail e ao Barquinho”, conta a mãe.
Aliás, os adultos também brincaram. “Minha tia foi no Monorail”, fala Simone. Até eu fui no Barquinho!, alegra-se. Os maiores foram no Twister – um brinquedo novo no buffet que possui seis braços, seis cadeiras, gira, levanta e abaixa, enquanto a base gira para o lado oposto. “Por precaução, os menores não podiam ir, mas Isabela ficou maravilhada!”, lembra.
A mãe conta que os convidados ficaram surpresos e satisfeitos com o serviço. “Todos foram muito bem servidos”, elogia. Várias amigas da mãe telefonaram para dizer que gostaram e que querem voltar ao buffet. “Fiquei feliz por ter agradado tanto, afinal não foi só uma pessoa que ligou!”, diz.
PARA ATENDER TODAS AS VONTADES
Vanessa, cinco anos, queria uma festa tematizada de Meninas Superpoderosas e com bichos para brincar. O pai, Fabio, fazia questão que o local fosse próximo de onde mora. Já para a mãe, Solange Basílio de Andrade, era importante um local com qualidade, segurança e conforto.
A família já conhecia o buffet Viva Vida, unidade Raposo Tavares, pois o primeiro ano da filha foi comemorado lá. Como convidados, também visitaram outros buffets na região do Butantã, dos Jardins, de Osasco e de Moema. Esse conhecimento garantiu uma avaliação melhor do que seria mais adequado para cada um. 
Após a família toda junta visitar quatro buffets pessoalmente e mais três por telefone e site decidiram pelo Viva Vida, unidade Corifeu. “Assim agradamos a todos”, diz. Como já tinha ido como convidada da festa de uma amiguinha da Vanessa, a mãe dispensou a degustação. “Já conhecia e estava aprovada!”, conta.
O buffet fica na região do Butantã, como queria o pai. Possui uma área com animais para a diversão da criançada, como queria Vanessa. É decorado e dividido em vários ambientes, como queria a mãe.
Uma Fazendinha no meio do buffet tem laguinho com patos, coelhos, galinhas, cabras e pônei, além de um grande viveiro de pássaros coloridos e papagaio. As crianças dão comida aos animais, acariciam o coelho no colo e andam no pônei.
“Um monitor orienta as crianças a cuidar com carinho dos animais; e, um cowboy guia o pônei com a criança montada pela Fazendinha”, conta Solange. “Vanessa ficou encantada!”, revela.
A casa do Tarzan foi outro local adorado pelos pequenos. Com dois andares, na parte inferior são servidos lanchinhos e algodão doce; na parte superior as crianças podem brincar a valer. O espaço também reserva um circuito de arvorismo, para crianças e adultos.
Vários ambientes dão um ar de amplitude e conforto com praticidade. Mesas próximas dos brinquedos oferecem segurança às mães. “Dá para acompanhar as brincadeiras dos filhos”, conta Solange. O salão decorado com palmeiras chamou a atenção da mãe assim como o espelho d’água na parede da recepção. 
Outro ambiente mais reservado foi aproveitado pelos adultos, com mesa de bilhar, dardo, sofá, televisão e mesinhas. “Era mais afastado da agitação”, diz. Na parte superior do buffet fica a danceteria e ao lado o boliche.
Cerca de 80 pessoas foram ao aniversário de Vanessa. Dessas, 25 eram crianças, a maioria com idade entre quatro e cinco anos. A festa teve de ser remarcada, pois estava agendada para domingo, dia 1º de outubro - dia de eleição presidencial no Brasil. A data da comemoração foi mudada para um jantar na sexta-feira, dia 6. “Não havia mais fim de semana disponível até o final de novembro”, explica.
No cardápio, Raviolli à Bolonhesa e salada. Além de coquetel, como entrada, salgados, doces, lanches, sucos e bolo com sorvete de massa. “Estava tudo tão bom que, no final da festa, fui até à cozinha agradecer os funcionários”, conta.
Para incrementar ainda mais a festa, a mãe pesquisou alguns serviços na revista Festas Infantis e contratou o cabeleireiro Maria Fumaça. “Comprei um colar pisca-pisca e um cachecol de penugem colorido e mandei entregar para cada criança que fosse fazer cabelo, unha, maquiagem ou tatuagem”, fala.
Os animais com rodinhas do Circo e Cia também estavam na festa. Foram contratados pato, elefante, onça e cachorro. Na hora do parabéns o próprio buffet providenciou um clip no telão com imagens da aniversariante.
Tanto a mesa de balas quanto a oficina de pintura foram feitas pela mãe, inspirada pela revista Festas Infantis. “Na próxima vou contratar os fornecedores especializados indicados pela revista; dá menos trabalho e o resultado é muito melhor”, avalia.
PAI, FILHA E SEUS CONVIDADOS
“Todo mundo quer participar!”, resume Andrea Natali Camargo, mãe de Thaís, cinco anos e de Caio, três meses, ao se referir às festas de aniversário da filha. Desde seu primeiro ano, as comemorações são feitas no Alakazan, no Brooklin Novo.
“Fui na festa do filho de uma vizinha e gostei”, lembra. Como o serviço foi aprovado e o buffet fica perto de onde mora e da escola de Thaís, os pais definiram o local como ideal. Voltaram para fazer degustação e escolher a decoração da mesa. 
O tema das festas fica a cargo da madrinha, Luciana, que também escolhe a fantasia. A última, em novembro, foi decorada com o tema da Barbie Fairtopia, com bonecas da nova coleção e bexigas da mesma cor. A decoração da mesa é encomendada pela mãe da Festa e Fantasia . “O painel é pintado à mão. É lindo!”, elogia.
A aprovação da irmã, tia Mônica, também é fundamental. Ela fica encarregada de ajudar a escolher o menu. “Sempre que vou ao buffet Mônica vai junto”, comenta. Toda a alimentação do Alakazan é de fabricação própria. “Inclusive os doces são feitos artesanalmente por uma pessoa especializada”, diz Solange Rodolphi, proprietária.
Indispensável também é a aprovação do pai. Além de ele financiar a festa, faz aniversário cinco dias depois de Thaís. Por isso, comemoram juntos. “Ele gosta de Mousse de Limão, Thaís prefere chocolate, mas concorda em trocar o pedido para agradar ao pai”, explica. Na festa anterior, entretanto, como o clima estava ameno, Thaís e o pai provaram o Bolo de Ouro Branco, gostaram e aprovaram o novo sabor.
A avó Nair também participa da escolha. “Quase tudo pronto, ela confere se os serviços escolhidos estão de acordo”, conta a mãe. Já aconteceu de a vovó orientar a festa de jeito diferente do que a mãe planejava. E foi bem aceito. “Teve um ano que decidi não fazer jantar, mas ela fazia questão de prato quente, pois os mais velhos gostam mais”, conta. No final todos ficaram satisfeitos.
“Nunca convidei muita gente para não correr risco de a chuva estragar a noite”, revela Andrea. Mas, ano retrasado o Alakazan cobriu uma área que ficava ao ar livre. Atualmente os clientes podem desfrutar de 650 metros quadrados coberto e térreo. “Era um espaço que ficava ocioso e agora ganhou brinquedos”, fala Solange. "Agora fecho a festa para atender um número superior a 50 convidados", alegra-se a mãe. 
No quesito brinquedos a família toda está atenta à segurança e ao conforto. “Teve um ano que queríamos tirar um brinquedo de lugar para deixar o espaço personalizado”, conta Andréa. “E fomos atendidos!”, alegra-se.
Durante as festas, os adultos caem na piscina de bolinhas e as crianças se divertem na cama elástica. “Thais gosta de tudo. Falou em festa é Alakazan!”, garante a mãe.
Para Andréa o mais importante é ver a filha feliz, mas não dispensa bom atendimento e aconchego. “Quero que o buffet seja um pedacinho de casa”, afirma. De acordo com a mãe, o pessoal do Alakazan já sabe que a família volta várias vezes até que todos tenham aprovado.
Com a chegada do irmãozinho de Thaís,o pequeno Caio, dia 26 de dezembro de 2006, a mãe pensa em como será a festa dele. “É uma época complicada”, pensa. Mas certamente a mãe encontrará um jeito de fazer uma festa animada e unida pela família.
ERA UMA VEZ...NO ANIVERSÁRIO
Contar histórias é uma forma antiga de partilhar sabedoria e conhecimento através das narrativas. O cenário não é mais uma fogueira ou a lareira da casa dos avós. Agora, os contadores de histórias vão na festa de aniversário encher a turminha de sonhos e imaginação.
Apesar desta diferença, a contação preserva a mesma formação do sentar em roda, que proporciona trocas importantes. Aí crianças e adultos se encantam com lendas e contos de todos os tempos.
Quem abre as portas para esse universo de aventura é o contador, com uso de elementos teatrais, como luvas e bonecos, ou apenas com o poder da expressão verbal.
Esta opção de diversão na festa não é só para os bem pequenos. Os maiores também largam os brinquedos para entrar no mundo da imaginação.
RECICLADOS GANHAM VIDA
Thetê Rollo utiliza objetos construídos com material reciclado como suporte na hora de contar histórias. As marionetes, por exemplo, são feitas com rolo de papel higiênico. E tudo o que é usado faz referência a um personagem. “No conto do urso, tambores assumem a sua voz”, explica. “E na História de Todas as Cores, o balangandã, feito com tiras de papel, representa as cores das flores”, completa.
Em uma hora de atividade, Thetê conta cinco ou seis histórias, das 20 do repertório. Algumas de livros atuais, outras mais tradicionais, como os contos de fada, Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho. “A criança sempre vira um personagem”, diz.
Com um pano no chão ou uma mesa, Thetê monta o cenário e começa a diversão. Mas ninguém fica parado. “Entro no meio, troco de lugar com eles...”, conta.
Otilia Françoso é fã das histórias de Thetê. “É bastante envolvente o jeito de ela contar. Ao final da história, estão todos tão entretidos no personagem que só vendo!”, conta. Na festa de Camila, sete anos, a mãe levou em consideração a presença do caçula, Felipe, três anos. “Os dois adoram histórias”, garante.
Otilia diz que contar histórias era um hábito familiar. “Meus avós contavam”, diz. “Queremos manter essa tradição”, completa. Para isso, seus filhos são acostumados desde cedo ao contato com os livros e ao prazer da leitura. A escola ajuda muito nesse processo, pois é de onde trazem livros toda semana e trabalham as histórias sempre de um jeito diferente com a mãe. “Com o lado lúdico à vontade, eles podem visitar outro mundo brincando e despertar a criatividade”, aposta Otilia.
“Objetos e instrumentos sonoros me ajudam a contar a história”
Thetê Rollo
TIO TUBARÃO
A grande procura por um contador de histórias impulsionou Kiko Oliveira e o sócio Thiago Sanchez do Grupo Curumim a disponibilizar mais este serviço para os clientes. “As mães estavam buscando atividades tranqüilas para as crianças e que também favorecessem trocas nas festas”, conta Kiko.
Há dez anos no mercado, a empresa de recreação inovou ao resgatar uma prática antiga. “Ao mesmo tempo que percebemos a vontade nas crianças de visitar fábulas e histórias infantis, sentimos uma certa dificuldade nelas”, revela. “O mundo atual é muito ágil, tem muita informação e pouco espaço para a imaginação”, justifica.
Kiko e Thiago elegeram Fábio Sanzio de Oliveira Correia, o Tio Tubarão para ser o contador do grupo. “Ele já trabalhava conosco e é especializado em teatro. Achamos perfeito!”, diz Kiko. Com apoio de fantoches, dedoches e outros objetos, as crianças sentadas em roda participam das histórias e fábulas contadas pelo Tio Tubarão com ajuda de um assistente.
A atividade dura cerca de 40 minutos e, além das dez histórias disponíveis no repertório do grupo, outras podem ser criadas conforme o gosto dos pais e dos filhos. “Orientamos a mãe sobre o tema das histórias de acordo com a faixa etária”, conta Kiko.
É possível reunir até 50 crianças na mesma roda. Tudo depende do espaço e da faixa etária. “Os níveis cognitivo e motor são diferentes em cada idade, então a forma de contar muda”, explica Fábio.
Só que às vezes o Tio Tubarão é surpreendido. Ele que já tem quase dez anos de formação teatral e prática de recreação tanto com crianças quanto com adultos conta que ficou admirado com a reação das crianças que participaram da festa do Daniel, quatro anos, no Funny Days. “Avisei a mãe que a contação seria mais aproveitada pelas crianças menores. E chegou na hora da festa estavam todas lá!”, alegra-se.
Adriana Ximenes Spinelli, mãe do aniversariante, já conhecia o serviço de recreação do Curumim. Para a festa do quarto ano do menino ela contratou, pela primeira vez, o contador de histórias, escultura de balão e pintura de mãos. Cerca de 30 crianças foram convidadas, inclusive as da filha mais velha, de cinco anos. “De três a sete anos, todo mundo participou das duas histórias: O Aniversário da Sardinha e O Churrasco do Leão”, conta.
Entre uma e outra, Tio Tubarão faz um intervalo para as crianças fazerem um lanchinho. Mas quem quer pode continuar lá com ele entrando no mundo da fantasia, terreno conhecido do contador. “Fui criado no interior do Pará, no meio da Floresta Amazônica, numa vila. Imagina! Nossa imaginação ia longe, tinha muita lenda, muita historia”, lembra.
A idéia de Adriana era oferecer aos pequenos algo que fosse simples ao mesmo tempo que chamasse atenção sendo lúdico e interativo. “Eles amaram! As crianças chegavam espontaneamente e iam sendo fantasiadas!”, lembra.
Para atrair a criançada, Tio Tubarão usa muito dinamismo. “Não as deixo quietas! Para que elas entendam a mensagem é preciso que se envolvam. Por isso uso fantasia, fantoche, dedoche, máscara e até desenho na atividade”, fala.
Mas será que é fácil manter essa turminha ligada na história? Para Tio Tubarão se a festa é num buffet é mais difícil. “Estou disputando com uma montanha russa!”, brinca. Por isso sempre pede para começar a atividade depois de uma hora e meia, duas horas do início da festa.
Para ele, o segredo mesmo de se contar uma boa história está em acreditar nela e ser espontâneo. “Quando se tem vontade não se encontra dificuldade”, ensina.
“Para que elas entendam a mensagem é preciso que se envolvam”
Tio Tubarão
JOGOS TEMÁTICOS
Na Madri Recreação o cliente pode optar pelos serviços de recreação, teatro e mágico. Para crianças de até seis anos, a recreação inclui quatro tipos de jogos temáticos, brincadeira com música e jogos cooperativos. “A contação de história está dentro dos jogos temáticos”, explica Márcia Freyberger, proprietária.
Em uma hora e meia de recreação, as crianças vivem dez a quinze minutos de história, que pode ser contada com auxílio de fantoches. Depois as atividades multiplicam-se em torno da história, com oficina de arte e aventura, além de uma seqüência de jogos onde os pequenos vivem o que foi contado.
O cenário usado é um pano azul pintado à mão feito pela própria equipe da Madri. Ele é colocado no chão, como um tapete, e as crianças sentam em seu entorno. O desenho tem um formato especial que não deixa ninguém se sentir de fora porque está vendo de ponta cabeça. “Se a história for de castelo, todas as crianças - onde quer que estejam sentadas - vão ver o castelo como se estivessem de frente para ele”, diz Márcia.
Os contadores de história da Madri têm formação na área de teatro e mesmo os que não têm estão capacitados para qualquer substituição. “Antes de entrar para o grupo, eles fazem uma dinâmica quando são escolhidos pelo perfil. Aí fazem um curso de capacitação e um estágio para só então fazer parte da equipe”, fala Márcia. Além disso, nos meses de janeiro e julho, a equipe passa uma semana junta para reciclagem e integração.
Na festa de Tatiana, seis anos, a Madri foi contratada para fazer recreação. A mãe Lina Wurzmann diz que já conhecia o trabalho da equipe e conta que ficou muito satisfeita com a habilidade do contador. O irmão mais velho de Tatiana resolveu aprontar na festa e se vestiu de pirata para assustar as meninas. “Podia ter atrapalhado tudo, mas o monitor não perdeu o fio: logo começou a contar uma história de pirata, deu lencinhos para as crianças colocarem na cabeça, e no fim, todo mundo adorou!”, diz.
Dependendo do número de crianças na festa, a empresa elege o número de monitores. “Até 15 crianças, vão dois monitores; até 30, três; e quatro atendem até 50”, explica Márcia. Neste caso, as crianças podem ser divididas em dois grupos. Enquanto dois contam história, outros dois ficam atentos para não haver dispersão.
No repertório existem 14 histórias de todos os tipos entre as de castelo, bruxa, pirata e as brasileiras, como Festa no Céu e Sítio do Pica-pau Amarelo. Conforme a idade das crianças e o perfil, Márcia, que tem dez anos de experiência com crianças só na Madri, auxilia a mãe na escolha da história. “Não proponho temas da TV, exceto se mãe pede”, diz. Nesse caso, a equipe pode criar novas histórias.
Para Lina é importante preservar o espírito antigo de fazer festa. “A forma de se contar histórias hoje lembra de como foi na minha época, mas antes não era tão estruturado. Era o pai ou tio que nos embalava nas histórias”, conta.
“O cenário é pintado de forma que todas o vejam de frente”
Márcia Freyberger
MALA CHEIA DE SURPRESA
Com formação em teatro, Edi Fonseca foi professora de Educação Infantil. Foi assim que se encantou pelo mundo da literatura infantil e num bate-papo com a amiga Adriana Klisys, há 12 anos, nasceu a Caleidoscópio Brincadeira e Arte, que oferece brincadeiras e contação de histórias tanto para crianças quanto para adultos.
Edi enriquece o conhecimento das crianças com várias histórias de outros países, como contos africanos, outros que se passam na Inglaterra e até Ivan e o Pássaro de Fogo, originário da Rússia. Entretanto, o repertório da atriz é repleto de sabedoria popular brasileira.
“Conto a história como se fosse minha. Para isso não basta memorizá-la. É importante sabê-la de coração”, revela Edi. E desta forma ela consegue contar cerca de 40 histórias e tem sempre seu repertório renovado.
Para atrair seu público, Edi conta com a ajuda dos monitores, que levam as crianças no local da contação. Mas nem sempre isto é possível e então ela conta com a ajuda da sua mala. “É de caixeiro viajante, bem rústica”, descreve.
Edi chama a atenção dos pequenos ao montar o cenário. Ela veste uma mesa ou um banco com um tecido de chita, onde a mala é colocada coberta por um outro pano. “As crianças chegam curiosas perguntando o que vou fazer e já ficam ansiosas por ouvir as histórias”, conta. Sua roupa é alegre e colorida, mas não usa fantasia. “Às vezes uso um adereço diferente”, diz.
“Toco um triângulo para começar a contação. É como um ritual”, explica. O foco da atividade é a palavra falada, mas a atriz usa pequenos instrumentos e objetos sonoros. “Vou tirando tudo de dentro da mala”, conta.
Com sua experiência, a contadora ajuda a mãe a escolher o melhor tema de acordo com a faixa etária. “Crianças menores gostam de histórias com bichos”, diz. “Meninas com cinco ou seis anos adoram contos de fadas ou Yara; já o meninos desta mesma faixa etária gostam de Hércules”, explica. Mas garante que uma boa história atinge diversos públicos.
Durante os 40 a 50 minutos, Edi conta cerca de três histórias intercaladas com cantigas que as crianças conhecem ou com um refrão que elas peguem fácil. O respeito pelo trabalho é muito grande. “As crianças se abrem para receber minha história”, alegra-se.
Nessa troca, a contadora procura deixar as crianças bem próximas, para que elas possam tocar os objetos. “Peço para sentarem em roda bem perto de mim porque é diferente do teatro: eu conto, elas reagem com perguntas ou comentários e eu respondo. Compartilhamos isso”, orgulha-se.
Para Edi, o encantamento de pessoas de todas as idades e culturas pela contação nasce do fato de as histórias tratarem da essência humana. Conteúdo que também recheia lendas e mitos brasileiros, foco das sócias Ângela Soares e Mariana Ramos na Casa Tupiniquim Festas e Afins, na Vila Madalena, local onde quase sempre Edi pode ser encontrada. “Queríamos resgatar o que temos de mais bonito” explica Ângela.
Camila Nunez, mãe de Pedro, seis anos, conheceu a contadora de histórias na Casa Tupiniquim há dois anos. Gostou do trabalho e devido ao sucesso com o filho e os convidados repetiu a dose na festa de cinco anos, na sua residência, e já programou mais contação de histórias para a festa de seis anos. “Pedro tem fascínio por histórias, pelo imaginário. É uma necessidade dele”, garante a mãe.
Ao contratar o serviço a mãe solicitou que uma das três histórias fosse do tema preferido do menino. “Ele gosta de terror, bruxas, duendes...”, conta. E por isso, essa mesma história se repetiu nos dois aniversários e a mãe já adianta: terá também na festa de seis anos. “Todos os amigos já conhecem e adoram!”, justifica. As outras são sempre diferentes, adaptadas à idade e ao interesse das crianças na hora.
Para Camila, é importante oferecer ao filho a possibilidade de criar mundos usando o recurso da imaginação pela palavra narrada. “A história traz arquétipos maravilhosos para as crianças”, conclui.
“Uma boa história atinge todos os públicos”
Edi Fonseca
CONTAÇÃO E CANTORIA
“Conto histórias modernas de autores brasileiros, como Cecília Meireles, Heloisa Pietro, José Paulo Paes e Regina Machado”, explica Érika Bordin Honorato. Ela sempre faz uma roda de cantoria com as crianças, muitas vezes acompanhada de um violeiro.
O gosto por histórias musicadas se formou desde que era criança. “Ouvia as cantigas de Braguinha, como A Festa no Céu, quando era criança”, lembra.
Mas a idéia de contar histórias nasceu há seis anos em função da necessidade que a música encontrou de atribuir significado às letras que ensinava para os pequenos na escola. “Formatei a atividade e comecei a fazer isso também em festas”, conta.
Érika narra contos infantis tirados do folclore brasileiro e intercala com cânticos de compositores nacionais, como Dorival Caimy e Paulo Taty. Para atrair a criançada, ela usa roupas muito coloridas e divertidas, pega o violão e sai cantando no meio da festa. “As crianças vem se aproximando e vamos para um local mais reservado onde sentamos em roda”, conta.
A roda de contação e cantoria dura pelo menos 30 minutos. “Às vezes passa bem disso porque as crianças se embalam e não querem mais parar”, garante. Érika usa apenas instrumentos musicais para auxiliar nas narrativas.
Na festa de Ana, três anos, e de Gabriel, um ano, o tema foi João e Maria e Érika estava lá para fazer a sua roda. O local escolhido tinha muito verde e combinava com a proposta, o Espaço Pindorama, no Itaim. Tudo na casa favorece comemorações à moda antiga. Por isso, além de ser palco de muita contação de história, há um resgate de valores nacionais. “Aqui a festa acontece ao mesmo tempo em que se resgata um pouco da cultura brasileira”, diz Juliana Pires da Costa Pagana, sócia de Laura de Barros Marinho Anitablian.
A mãe Silvia Nishi Uyeda concorda e valoriza a filosofia da educação literária e musical. “Escolhi Érika porque conheço seu trabalho e gosto tanto das histórias quanto da forma que ela conta”, diz. Ana e Gabriel estão acostumados a ouvir boas histórias e boas músicas. “Sempre os levo em contações que ocorrem nas livrarias”, fala.
“Ouvia as cantigas de Braguinha quando era criança”
Érika Bordin Honorato
PERSONAGENS CONTAM HISTÓRIAS
Há cinco anos no ramo, a Sapatinho de Cristal Festas trabalha sempre com personagens durante a recreação infantil. “Toda a equipe está apta para fazer as atividades”, garante Eliana Zart, proprietária da empresa. A contação de histórias faz parte da recreação oferecida. Por isso, algumas mães acabam aderindo à idéia por acaso.
Cristina Zoriki da Rocha Brito, mãe de Marina, quatro anos, conta que a filha queria personagem e contratou uma camponesa, para combinar com o tema A Bela e a Fera. Como todo personagem da Sapatinho de Cristal é recreador, Marina ganhou também a contação de histórias, que para a mãe foi uma boa surpresa. “Acabei ganhando uma atividade a mais na festa”, analisa.
Os personagens chegam antes de a festa começar e levam músicas do tema para receber os convidados. Após uma hora começam a contar história, brincar, dançar, além de fazer pintura, aplicar adesivo e tatuagem. Só vão embora depois do parabéns.
Na hora da história, eles chamam as crianças, formam uma roda e começa a fantasia sobre um livro principal. Depois muitas histórias são inventadas com a ajuda das próprias crianças. É a hora da grande história. “A personagem distribui livrinhos coloridos, que serão devolvidos ao final, para todas as crianças lerem. Isso incentiva a participação”, explica Eliana.
Quem sabe uma história para contar?, a personagem estimula. Para ajudar um pouquinho mais, ela mesma começa com Era uma vez... e cada um continua com uma idéia e forma diferente de história. “Quando a criança é muito pequenina, a personagem ajuda a folhear os livrinhos”, conta.
A contação de histórias da Sapatinho de Cristal dura cerca de 30 minutos. A rodinha pode ser formada com até 20 crianças. “Na festa da Marina havia mais de 40 crianças. Por isso, os monitores fizeram grupos e enquanto uns estavam na história outros faziam outra atividade. Depois revezava”, explica Cristina.
“A personagem distribui livrinhos coloridos..”
Eliana Zart
COMEMORE DE UM JEITO DIFERENTE
Não é à toa que São Paulo é conhecida por ser a cidade que não dorme. Em intensa atividade, a metrópole oferece atrações em todos os segmentos, inclusive em diversão tanto para crianças quanto para adultos.
Na cidade não existe impossível. Por isso, quem quer algo que fuja do comum em matéria de lugares para realização de festas infantis encontra diversas alternativas interessantes e, na maioria das vezes, educativas também.
FAZENDINHA
Próximo ao aeroporto de Congonhas, numa das mais movimentadas avenidas de São Paulo, a Washington Luís, na altura do Brooklin, fica a Fazendinha Estação Natureza. Além de ser um espaço de passeio, os seis mil metros de verde podem ser também um local para uma festa divertida.
Plantas e árvores diversas, pomar, animais da fazenda, como cavalos, vacas, ovelhas, galinhas, coelhos, patos, marrecos, pôneis, bodes e porquinhos da índia enchem os olhos dos pequenos, que por vezes nunca viram tão de perto esses bichos. Aliás, esse foi um dos motivos da escolha pelo local das mães Márcia Coli Nogueira, de Fernanda, e Carla Capellini Vigorito, de Júlia. “Além de lúdico, achamos bacana e instrutivo levar a criançada da cidade para passar uma tarde em contato com animais”, diz Carla.
A festa de seis anos das meninas ocorreu numa quinta-feira logo após a saída da escola, que fica no bairro próximo Alto da Boa Vista. "Como elas fazem aniversário no mesmo dia e estudam juntas resolvemos fazer pela primeira vez uma festa juntas", diz Márcia. Algumas crianças foram de carro com a própria mãe e outras foram de carona. “Contratamos o sistema de valet da Estação Natureza”, conta Carla. No total foram 40 crianças, as famílias e algumas mães.
Conforme chegavam era servido o almoço de massas e saladas. Em seguida, os monitores começaram as atividades. “Eles passaram a tarde inteira mexendo com os bichos”, lembra a mãe. Os pequenos passaram a tarde tirando leite de vaca, passeando com os cavalos, brincando com as tartarugas e aprendendo mais sobre cada animal.
Durante todo o tempo foram servidas bebidas, inclusive sucos naturais, e salgadinhos. As mães que não acompanharam as crianças nas atividades ficaram conversando numa área com mesas ou na rede. “Foi muito interessante”, elogia Carla. "Como tem área coberta, não teve perigo de estragar a festa caso chovesse", completa Márcia.
Na hora do parabéns, bolo, docinhos e mesa decorada. “Todo mundo adorou!”, garante. “E não me preocupei com nada”, completa. Carla conta que quem tomou a frente das decisões da festa foi o marido André e a amiga Márcia. “Como já conhecia, sugeri o espaço", diz Márcia. E Carla confiou os detalhes da festa ao marido. "Em função da distância do trabalho”, explica.
O atendimento da Estação Natureza também contribuiu para a tranqüilidade de todos. O convite usado foi do próprio espaço: em formato de porteira. Como lembrancinhas, as opções eram pãezinhos confeccionados pelas próprias crianças durante a festa, na minipadaria, ou vasinhos com mudas de girassol plantadas pelas crianças. “Escolhemos os vasinhos. O monitor explicou a importância das plantas e como regar”, conta Carla.
Fernanda e Júlia comemoraram com os amigos na Estação Natureza por três horas. Há pacotes de festas que duram o dia inteiro. A de período integral geralmente começa às 10h e segue com atrações até às 17h”, diz Denise Cury sócia de Leila Heidtmann, na Fazendinha. Ela se refere aos Passeios de Aniversário.
Esta alternativa de festa disponibiliza, para o parabéns, bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro e decoração de horta, brigadeiros, refrigerantes ou suco. O cliente pode optar pelo almoço self-service com refrigerante, por lanche com hot-dog, batata chips e pão de queijo, ou se a festa for de período integral, almoço e lanche são servidos. Os Passeios de Aniversários podem ser realizados aos sábados, domingos e feriados para pelo menos 15 crianças.
Já a opção Aniversários Completos tem quatro horas de duração, de segunda a sexta-feira, sábados e domingos. A decoração da mesa do parabéns tem motivo Fazendinha. Também há placa com nome do aniversariante, bexigas, baú de presentes e tochas. Um buffet de salgadinhos é servido à vontade, além de doces e bolo.
ACROBACIAS
Sofia comemorou seis anos num espaço muito diferente e divertido: o Galpão do Circo, na Vila Madalena. “Ela amou!”, garante a mãe Joana Mazzucchelli. O local foi escolhido porque a menina gosta das atrações circenses e das atividades que podem ser praticadas por crianças de todas as idades. A casa tem capacidade para receber até 80 convidados e realiza festas de três horas de duração, de sexta-feira a domingo em diversos horários.
A comemoração de Sofia começou na escola com a saída da turma, às 12h30, direto para o Galpão do Circo. Foram cerca de 60 crianças, incluindo os irmãos mais novos dos colegas. “Tinha desde o pequeno de três até maiores de 11 anos!”, lembra a mãe. Ela contratou o buffet Mundo Magia para servir o almoço, inclusive para os adultos presentes. No caso, além da família, alguns pais de crianças menores.
Após a refeição, os monitores fizeram uma recreação mais leve por trinta minutos. Depois começaram as diversas brincadeiras já aguardadas por todos. No Circuito Acrobático as crianças circulam por sete estações. Cada uma com um desafio diferente e emocionante: corda em balanço, trapézio fixo, queda em colchões, minitrampolim, cama elástica, tirolesa e equilíbrio em arame.
Para garantir segurança, as atividades são dirigidas por uma equipe de profissionais treinados. “Elas gastaram energia e entraram em contato com um outro universo longe dos eletroeletrônicos”, elogia Joana.
Para realizar a festa de Sofia, Joana contratou apenas o buffet para o almoço e providenciou a decoração da mesa no tema A Fábrica de Chocolate. “Eu mesma fiz com cataventos coloridos de vários tamanhos e balas coloridas”, diz.
Com o restante, a mãe não se preocupou. “O espaço já é todo colorido e alegre!”, justifica. Na entrada, um túnel de panos coloridos recebe as crianças, que percebem que estão num lugar diferente. “Todos se divertiram!”, conta. “Muita gente não conhecia o espaço ainda e elogiou bastante”, completa.
A festa de Sofia terminou às 16h, mas ela continuou freqüentando o Galpão do Circo: se juntou com alguns amiguinhos e agora faz a escola do circo. “Achei ótimo porque estimulou minha filha a continuar num caminho saudável e lúdico”, completa.
PIQUENIQUE
Brincadeiras e atividades que encantaram e divertiram gerações ainda são atrações em festas infantis. Corre Cotia, Corrida de Saco, Esbarra Manteiga são alguns passatempos orientados por monitores do Festa Passeio nas comemorações infantis. “As crianças ficam fascinadas!”, diz André Armando Bergwerk, proprietário da empresa especializada em levar a turminha para passear em sítios, parques ou mesmo cinemas e lanchonetes.
Um dos passeios oferecidos é o piquenique na Serra da Cantareira. O parque tem a paisagem característica de Mata Atlântica, com vegetação densa, árvores altas, arbustos, samambaias, orquídeas. Lá as crianças desfrutam de um ambiente saudável e brincadeiras estimulantes. “É uma tarde inteira cheia de atividades como trilhas ambientais, caça ao tesouro e brincadeiras clássicas”, explica André.
De acordo com André, a opção por festa ao ar livre tem o inconveniente da chuva, que pode ser contornado sem danos. Quando o local é estruturado não há problema, como sítios onde são feitos churrascos. Mas não é o caso da Serra da Cantareira.“Ou mudamos a data ou o destino para cinema e lanchonete porque são programas que não precisam de reserva”, fala.
O clima não foi problema para comemorar os nove anos de Lucas com um piqueninque na Serra da Cantareira. Meninos e meninas saíram da escola e foram direto para o parque. Quatro monitores aguardaram os 32 pequenos e os acompanharam durante toda a tarde.
A festa começou às 12h30 de uma sexta-feira ao entrarem no ônibus. A mãe de Lucas fez pedidos especiais e também foi com o pai junto das crianças e dos monitores. “Ela optou por servir a bordo sucos, água e bolacha caseira”, lembra André.
Durante todo o percurso, do Campo Belo à Cantareira, rolam brincadeiras dentro do ônibus. Os monitores dividiram o grupo em dois e combinaram um grito de guerra. Nos jogos todos são vencedores e não tem prêmio. “Mas damos muita risada. O tempo que passamos no ônibus acaba sendo diferente e superlegal!”, garante.
Ao chegar no parque, o piquenique foi montado com direito a toalha quadriculada e a autêntica cesta de vime de piquenique. Cada criança recebeu dois sanduíches de recheios diferentes definidos pela mãe. Neste caso, o almoço foi uma minibaguete de presunto magro, queijo e requeijão; um pão integral com peito de peru, queijo prato e maionese; um pacote de Salclic; um Polenghinho; um pacotinho de bolacha Cookie; uma maça; um bolinho caseiro de cenoura com chocolate; e para beber, suco de caixa e água.
Depois de comerem, foram brincar mais um pouco. Os monitores adaptam os jogos e brincadeiras conforme a receptividade do grupo. Além do playground, as crianças desbravaram as trilhas do parque. “Os monitores explicam sobre a vegetação que está em torno”, conta.
Outras atividades divertidas são as gincanas e brincadeiras coletivas antigas e outras atuais. “Um jogo novo e que as crianças adoram é o que as participantes grudam bolinhas com velcro no colete felpado que uma delas veste. Quem grudar mais ganha”, explica. Na verdade, segundo André, na prática todo mundo ganha, pois são distribuídas as lembrancinhas no final para todos. Na festa do Lucas foi um chaveiro tipo almofadinha com formato do ônibus.
Já no final da tarde, a toalha quadriculada é recolocada, só que desta vez com bolo Brigadeiro, velinha especial, docinhos, suco e água. O encerramento no parque é feito com o parabéns. “Fora o tempo de deslocamento, a festa no parque dura cerca de três horas”, fala André.
O serviço de bordo na volta atendeu a exigência da mãe de Lucas. “Fizemos um saquinho com vários tipos de bolachinhas doces, como sequilhos”, diz.
A turminha chegou na escola de volta às 18h30, onde seus pais já aguardavam. Antes de qualquer saída, a Festa Passeio faz uma cobertura com seguro, fica com uma relação feita pelo pais com dados de cada criança e distribui uma ficha de autorização de saída da escola. “A assistência viagem protege todo mundo de qualquer imprevisto”, conta.
As comemorações realizadas pelo Festa Passeio podem ser feitas com uma dúzia de crianças ou mais, a partir de quatro anos. A empresa adapta o veículo conforme a necessidade. Pode ser van, microônibus ou até mais de um ônibus. “Temos como fazer três festas no mesmo dia com 60 pessoas em cada”, garante. É necessário que a empresa seja contratada com duas semanas de antecedência da festa.
DO PALCO PARA A FESTA
T eatro é uma ótima alternativa para divertir a garotada. Espalhadas pela cidade, várias peças infantis trazem à cena toda a magia do universo de símbolos que envolve as crianças. Alguns grupos teatrais que fazem sucesso no palco querem mais! Levam sua arte às festas infantis para agradar ainda mais essa platéia exigente.
CELELÊ E RELALÁ
Cantando Estórias com Celelê e Relalá , de Celise Melo e Regiane Toledo, está em cartaz há 12 anos. No espetáculo, as professoras de música e cantoras levam à garotada um repertório de quinze canções, já gravadas num CD da dupla. A composição das músicas é de Celise, a Celelê, que também é musicoterapeuta.
A peça é indicada para os pequenos de dois a oito anos. “As crianças de um ano e de nove a 11 também adoram! Isso sem falar nos adultos, inclusive os com mais de 70!”, diz Celise. O segredo é a identificação com os personagens lúdico-pedagógicos.
Quando o espetáculo é realizado numa festa infantil, a mãe pode escolher pelo show inteiro, que tem quatro quadros, ou por um ou mais números. Para cada um há um figurino diferente. No primeiro, as personagens são o Ursinho Pimpão e seus amigos; no segundo, o Palhaço Cuca Legal; o terceiro é da Boneca Malcriada Isi e o quarto é estrelado pela Bruxa Mavel e pela Rainha Francis III.
Celise e Rejane indicam os personagens e as canções apropriadas à idade da criança. “De zero a quatro anos, elas adoram o Ursinho Pimpão, a Tartaruga Uga-Uga e o Cavalo Malhadão. Também morrem de rir com a boneca e o palhaço”, explica Celise. “De cinco anos em diante, a parte mais aplaudida pelas crianças é o momentoem que a bruxa transforma a rainha em galinha. Ela veste uma fantasia muito engraçada!”, completa.
Roteiro, personagens, figurinos e coreografias foram elaborados pensando em envolver as crianças por meio da percepção musical. A música de maior sucesso entre a garotada de todas as idades é Meu banho. “Na hora que cantamos, as máquinas soltam bolhas de sabão. É um momento mágico!”, revela.
A dupla Celelê e Relalá entrou no ramo de festas infantis por acaso. “Muitos pais e crianças viraram nossos fãs e começaram a querer que participássemos da festa com nosso show”, explica Celise. A fidelidade do público parece ser mesmo muito grande. “Vemos muitas crianças crescendo, pois sempre estão nos nossos shows”, garante.
Para Celise, a reação do público na festa ou no teatro é a mesma. “No teatro, a distância entre o palco e a platéia é maior, mas o show é interativo, descemos do palco, as crianças sobem, então a proximidade é garantida nos dois casos”, conta. Entretanto, no teatro Celelê e Relalá fazem uma projeção multimídia no telão, que na festa é feita em um painel americano com o logo da dupla.
A agenda das cantoras é bastante disputada. “Às vezes não temos data para atender festas infantis em função de apresentações em teatros”, conta. Para garantir a presença delas a dica é contratar o serviço com antecedência. “Quando não conseguimos atender em determinada data, para não deixá-la desamparada, mandamos um CD e um convite para o nosso espetáculo no teatro”, lembra.
Celelê e Relalá têm dois CDs gravados, que podem ser conhecidos no site www.celeleerelala.com.br. Um lançado pela Natscha Records, em 2003, e Para cantar o ano inteiro, da Amellis Records, em 2006, distribuídos pela Tratore. “Muitas vezes os pais dão nosso CD como lembrancinha da festa”, diz. Agora, a dupla já grava o terceiro, mas ainda sem data de lançamento.
BROADWAY DELIVERY
No Show Musical de Bonecos Broadway Delivery, da artista plástica Thais T. Martins Stierli, a diversão e a magia ficam por conta dos bonecos manipuláveis por diversas técnicas. Para encenar peças inspiradas nos imortais O Fantasma da Ópera, Chicago, Mudança de Hábito, Flash Dance e outros, a artista tem como palco um teatrinho de madeira e tecido.
Tanto no palco quanto na festa, os bonecos contam histórias, manipulados por seis atrizes que, muitas vezes, misturam-se a eles. “Como numa festa nunca sabemos qual espaço vamos ter, visito o local antes e ajusto o biombo”, explica Thais referindo-se ao cenário.
Na festa, o espetáculo é apresentado em 40 minutos, divididos em nove números musicais diferentes. As personagens ora são reproduções bem humoradas de astros da Broadway, ora são seres que habitam o universo infantil.
Se o espetáculo é para animar a festa, então Glória e Durvalina - as bonecas apresentadoras do show - fazem uma homenagem ao aniversariante no final. “Nessa hora, pais, avós e convidados ficam muito emocionados”, lembra Thais.
Já quando a peça é encenada no teatro, o tempo de espetáculo aumenta para 55 minutos. “O show no teatro é mais longo porque apresentamos um making off do ensaio no telão”, conta Thais. O cenário no teatro possui mais dois palcos laterais. E o show é finalizado com a apresentação das manipuladoras vestidas de boneco.
Para ela, o comportamento das crianças no teatro e na festa são completamente diferentes. “Quem vai ao teatro vai assistir a peça. Numa festa em buffet, com várias atividades, o público fica mais disperso. Mesmo assim, todo mundo assiste e gosta”, conta.
Geralmente o grupo Broadway Delivery é contratado por quem já viu o espetáculo no palco. A diferença da iluminação no teatro e em outro ambiente não atrapalha em nada. “A magia acontece do mesmo jeito, pois ela está nos bonecos!”, revela Thais.
A criação dos bonecos é da própria Thais, que usa látex e tecido na confecção. Na época que iniciou a produção, em 1991, eles eram rígidos. Apenas alguns anos mais tarde, Thais resolveu criá-los manipuláveis, baseada nas marionetes de Praga, da República Tcheca.
O espetáculo estreou há cinco anos com uma apresentação na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos. Três meses depois, a peça já estava em cartaz no Teatro Crowne Plaza. De lá para cá, o grupo não parou mais e já se apresentou no Teatro Folha, Teatro TIM, em Campinas, Teatro João Caetano e outros. A trupe da Broadway Delivery se apresenta também em clubes, creches, hospitais e livrarias. “É um show para toda a família e para todas as idades”, garante Thais.
Apaixonada pela arte, Thais conta que está criando novidades em bonecos para participar do Festival Mondial des Theatres de Marionnette, em Charleville Mezieres, na França. “Fui este ano para conhecer. Na próxima edição do festival, que deve ocorrer entre 2008 e 2009, pretendo apresentar um novo trabalho”, finaliza.
Para conhecer um pouco mais do trabalho da Broadway Delivery basta acessar o site broadwaydelivery.art.br
FURUNFUNFUM
Música, canto e manipulação de bonecos fazem parte das montagens do grupo de teatro Furunfunfum. Há 15 anos trabalhando, Marcelo e Paula Zurawski recriam histórias que encantam a criançada.
Em festas infantis, o casal conta O Macaco Simão e Outras Histórias e Outras Canções, indicado para crianças de até oito anos, e Os Três Porquinhos, indicado para os menores de até seis anos. “Essas são histórias em formato pocket, que se encaixam com tamanho e tempo disponíveis, além de serem temas que têm a ver com festa”, explica Marcelo.
Os shows são cercados de bastante texto e muita interação. Uma das medidas do grupo para aumentar o efeito positivo do espetáculo é pedir que os brinquedos sejam desligados, no caso de festa em buffet. “Geralmente somos muito bem atendidos, até porquê a mãe já conhece nosso trabalho quando nos contrata”, revela. Além disso, a apresentação ocorre cerca de duas horas após a festa ter começado. “Assim já chegou todo mundo”, conta Marcelo.
Sempre munidos de microfone e amplificador, Marcelo e Paula apresentam uma hora de show. O espetáculo é dividido em duas partes, de meia hora cada. Na primeira, as crianças têm música ao vivo. São canções que embalam a criançada e as preparam para as histórias que serão contadas na segunda parte do show. “Com as músicas, elas ficam mais tranqüilas”, diz Marcelo.
O próprio palco dos bonecos é o cenário – um retângulo de 2,5m x 1,5m. Tubos de PVC e pano viram o Macaco Simão pelas mãos do artista Sergio Serrado. O macaco é um boneco que mistura duas técnicas de manipulação: o fantoche e a vara. “Parece um fantoche maior e sofisticado, pois ele também mexe a boca”, conta. Já os porquinhos são feitos com tubo de alumínio e pano por Naná Lavander, que também cria outros personagens. “Eles são maiores e também são parlantes (mexem a boca)”, completa.
No teatro, o grupo também apresenta uma hora de show. O cenário usado na festa infantil e no palco é o mesmo para contar Macaco Simão e Os Três Porquinhos. Entretanto é bastante diferente para contar as outras histórias, que só podem ser vistas no teatro.
O grupo possui nove espetáculos em repertório, como O Flautista de Hamelin, Rapunzel, Brincar com Palavras, A Terra dos Meninos Pelados, Furunfunfum no Arraial, Furunfunfum no Carnaval e Furunfunfum no Natal. As histórias contadas pelo grupo podem ser clássicos da literatura universal ou feitas por encomenda.
De acordo com Marcelo, pais e filhos os conhecem em festas, se interessam e vão ao teatro para ver outros contos. “A qualidade do show é a mesma tanto no teatro quanto no buffet ou na residência”, garante. Mesmo a iluminação que tem no teatro é reproduzida. “No buffet usamos uma luz teatral mínima, mas faz muita diferença!”, lembra.
Luz e ambiente apropriados; maior possibilidade de diversificar histórias e cenários; objetivo cultural e não de festa. Apresentar a peça no teatro é sem dúvida muito diferente de fazê-la num buffet. “Mesmo assim, rola muito bem porque trabalhamos com duas linguagens. É um desafio muito bacana”, conclui.
Entre outros prêmios, ganharam o Prêmio APCA, na categoria melhor autor, por Rapunzel. Paula Zurawski foi indicada para o Prêmio Coca-Cola Femsa de melhor atriz, por sua atuação em Rapunzel.
O Furunfunfum já representou o Brasil em diversos festivais internacionais de teatro, como o Festival Internacional de Londrina (FILO) - 39a Edição (Londrina, 2006) ; IV Festival Internacional de Teatro “Santa Cruz de La Sierra” (Bolívia, 2003); e outros em diversos lugares do globo, como Venezuela, Irlanda, Escócia, Colômbia e Espanha.
Para conhecer um pouco mais sobre o Furunfunfum acesse o site www.furunfunfum.com.br
MARIZA BASSO
TEATRO DE FORMAS ANIMADAS
Desde 2004, aCia. Mariza Basso apresenta o espetáculo infantil O Circo dos Objetos. Com base na arte de formas animadas, a peça busca estimular a criatividade na criança ao mesmo tempo que homenageia o universo circense.
De acordo com Mariza, a técnica utilizada para compor as personagens já existe e começou na Europa. “Usamos uma linguagem com poucos recursos”, explica. “Procuramos fazer uma associação de objetos sem modificar suas características originais, como cor, por exemplo”, completa.
Assim, objetos do cotidiano, como escovas, baldes, vassouras, desentupidores de pia, tecidos e espanadores se transformam em personagens lúdicos. O apresentador do circo é a composição de um balde, uma mochila e um snorkel. Com um espanador e uma roldana surge uma equilibrista superando a travessia de uma trena. De um penico e um tapete surge o palhaço. Por duas ou quatro mãos, cada objeto manipulado é explorado ao máximo: os nós de um tecido revelam-se um contorcionista e as luzes da lanterna fazem o show do globo da morte.
Sem um texto contínuo, mas com diálogos inarticulados gravados em off e música, a peça deixa espaço para a interatividade. “Desta forma, as crianças têm liberdade de perguntar, participar e de se comunicar”, conta Mariza. O espetáculo não conta propriamente uma história, mas reproduz números circenses sem os personagens em carne e osso.
“Numa festa infantil que a mãe opte por alguns quadros e não pelo espetáculo inteiro, consigo trabalhar num espaço menor”, garante Mariza, que usa como palco apenas uma bancada e um biombo, que podem ocupar até cinco metros quadrados. No teatro, a peça é composta por sete quadros, de dois a sete minutos cada, somando 40 minutos de duração.
Mariza, que antes de subir aos palcos foi animadora de festas infantis, está começando agora a fazer shows em aniversários. Mas em festivais a experiência da Cia. Mariza Basso é bastante grande. Já participou do VII FIMO - Festival Internacional de Marionetas e Artes de Rua de Ovar, em Portugal (2005); no V Festival Internacional de Marionetas “A Casa Mágica” - Valongo do Vouga, Freguesia de Águeda, em Portugal (2006); e no VII Festival Internacional de Títeres “Cali un sueño con Títeres”, em Cali, na Colômbia (2007).
O interesse pela arte cresceu e novas idéias surgiram. Mariza fez parceria com uma companhia circense perto de Bauru, local onde reside, e leva sua criatividade para vários teatros. Em abril entra em cartaz, no Sesc Bauru, Sítio dos Objetos, que usa mecanismos de articulação dos olhos, boca, fios etc. A peça é indicada para crianças a partir de três anos. Para entrar em contato com o grupo é possível enviar uma mensagem para o e-mail marizabasso@yahoo.com.br
CONVITE ANIMADO NA PORTA DE CASA
O convite dá o tom da festa. Para que o convidado sinta com antecedência a atmosfera que promete a comemoração, algumas famílias tiveram uma idéia bastante divertida: contratar personagens para convidar pessoalmente as crianças e até mesmo os adultos. Com um convite desses, a importância da presença de cada um é destacada e a festa, aguardada com mais entusiasmo ainda. O resultado: sucesso total!
UM SUPER-HERÓI PARA CADA CONVIDADO
“Queria algo um pouco diferente do show que geralmente vemos nas festas”, conta Dinnah Araújo, mãe de Lucca, sete anos. Ela conheceu a turma da Liga da Justiça na festa de aniversário de um amiguinho do filho gostou. “Os personagens chegam e as crianças acreditam que eles são de verdade”, diz.
Foi daí que surgiu a idéia de fazer a entrega de convites personalizada. Como o filho gosta do Power Ranger, o show na festa foi deles com direito até a uma palhinha do Homem Aranha. “Ele veio dar uma força na patrulha”, conta divertida a mãe. Mas antes a Liga da Justiça foi convidar pessoalmente os amiguinhos do Lucca.
Dinnah procurou saber qual o personagem preferido de cada criança convidada da festa. “Conversava com as mães e os observava nas brincadeiras”, conta. Assim, em três residências a visita foi do Batman. Para as meninas- cerca de oito – a Mulher Maravilha fez a entrega. Também o Super-homem fez suas entregas.
Foram entregues no total, 65 convites em 53 casas. “Os super-heróis foram nas casas onde tinha crianças”, conta Dinnah. Mas a mãe fez questão de que a mãe de cada convidado estivesse presente no momento da entrega. “Combinei dia e hora com elas, por telefone ou na saída da escola porque queria que fosse mais uma oportunidade de integração”, explica.
As mães sabiam o horário da chegada do personagem e preparavam as crianças para que estivessem por perto na hora certa. “Quando a Superpatrulha Delta chegava a mãe dizia que havia algo estranho e criava toda uma atmosfera mágica”, diz.
Como nem todas as mães estavam em casa nos horários disponíveis para entrega, Dinnah marcou um dia para os personagens irem até o colégio entregar os convites que faltavam. Com autorização da diretoria, os super-heróis apareceram na hora do recreio para entregar os sete convites que faltavam. “Eles iam ficar 15 minutos e ficaram 45! Brincaram com todas!”, elogia a mãe.
A empolgação dos pequenos com esse primeiro gesto foi tanta que no dia da festa, realizada na residência da família, em Alphaville, as crianças só queriam reencontrar os super-heróis. “Eles chegavam e nem davam oi direito. Queriam ver os personagens”, lembra.
Lucca sabia da entrega dos convites e do show. “Ele adorou!”, garante a mãe. “Ele se sentiu importante, afinal os super-heróis em carne e osso foram convidar seus amigos para a festa”, explica. Mesmo assim, a mãe cultivou o sentimento de simplicidade no filho. “Ele dividiu a alegria com os amigos”, fala.
Para Dinnah, os personagens fizeram muita diferença na festa do filho. “Todas as crianças acreditaram que eles eram de verdade”, garante. As outras mães retornaram para Dinnah dizendo que foi lindo ver a emoção nos olhos dos filhos com a chegada dos personagens. E, para o pequeno Lucca, um mundo imaginário se abriu. O Homem Aranha disse que ia visitá-lo caso dormisse com a janela aberta. “Ele pede todas as noite para deixa-la aberta”, conta Dinnah.
ANIMAÇÃO PARA ADULTOS E CRIANÇAS
Candida Oliveira Simon queria comemorar o aniversário de um ano do filho Heitor com detalhes bem especiais. Pediu para dois de seus sobrinhos vestirem uma fantasia de palhaço e sair para entregar os convites de casa em casa. A idéia era divertida, mas não deu certo, pois os meninos ainda adolescentes não podiam dirigir.
A mãe não desistiu. Ao contratar a Estação Felycidade para levar personagens no dia da festa sugeriu que eles também fizessem a entrega dos convites. “Eles toparam!”, comemora. Seguindo o tema da festa, Circo, um malabarista e um palhaço foram até a casa dos parentes e amigos da família para convidar cada um para a festa.
Os personagens chegam na casa do convidado e fazem uma performance. “O mágico tirou o convite da cartola, leu o nome da pessoa convidada, o nome do aniversariante... foi muito bacana”, conta. A primeira entrega é feita na casa do aniversariante. “Heitor ficou encantado!”, lembra. “E o irmãozinho, Otávio, que vai fazer um aninho, também gostou”, completa.
Como o sucesso foi grande, a mãe repetiu a entrega personalizada para a comemoração de dois anos de Heitor. “Como ele faz aniversário dia 19 de dezembro, o tema foi Natal na Disney”, explica. Por isso, um duende foi pessoalmente convidar adultos e crianças.
“Vi a magia do Natal nascer de novo”, conta Cândida. Ela lembra o caso da filha de quatro anos da vizinha, que dias antes de receber o convite das mãos do duende de Natal, ouviu de um coleguinha que Papai Noel não existia. “A mãe me ligou para contar que ela ficou maravilhada diante do personagem e voltou a acreditar em Papai Noel”, diz.
“Cada um reage diferente. Mas todos ficam encantados!”, diz Cândida. A mãe contrata a entrega personalizada para todos os convidados, inclusive para os que moram no interior e no litoral. “Os adultos gostam tanto quanto as crianças”, garante Cândida.
O esquema de entrega é montado por bairro e leva em média uma semana para que a entrega seja concluída. “É muito organizado”, elogia. Antes da entrega ser realizada, uma pessoa liga para a casa do convidado para agendar o melhor dia e horário. “Eles só contam que será uma entrega personalizada. O resto é surpresa!”, diz.
Para a mãe, convidar as pessoas merece o mesmo carinho que a própria comemoração e tem sua compensação. “É impressionante! Ninguém falta na sua festa!”, garante. Além disso, com a entrega de convites personalizada não tem correria.
Agora quem faz um aninho é Otávio, que também terá como tema de festa Circo. Para a entrega dos convites ninguém melhor do que palhaços e malabaristas. “E é muito legal! As pessoas já sabem que algo diferente vai acontecer e preparam a câmera para a chegada do personagem”, diz.
CONVIDANDO TODA RUA
Felipe, seis anos, gosta muito do personagem Barney. Por isso, a mãe Andréia de Oliveira contratou a Floop Festas para fazer a entrega dos convites personalizada. “Fazemos esse serviço há dois anos com mais de 20 personagens”, explica Fabio Jodas de Oliveira, proprietário. 
A festa de Felipe foi na residência da família e teve 40 convidados entre adultos e crianças com idade entre seis e nove anos. “O tema também era Barney”, lembra Fabio.
A entrega de convite personalizada para as crianças que moram na mesma rua que Felipe ocorreu três dias antes do aniversário. “Conforme elas chegavam da escola, ia entregando”, conta.
De acordo com Fabio, a reação dos pequenos foi de grande surpresa e admiração. “Eles abraçavam, tiravam fotos e queriam brincar. Foi uma pré-festa!”, garante.
O aniversariante sabia sobre a entrega, mas não espera encontrar o Barney no dia da festa. “A surpresa foi pouco antes do parabéns. Ele adorou”, conta.
HERÓIS DE VERDADE
“A entrega personalizada funciona porque a criança cria uma expectativa enorme ao receber o convite das mãos do personagem tema”, garante Joana D’Arc de Oliveira, da Fábrica de Ilusões . De acordo com ela, as meninas se fascinam mais do que os meninos com o contato com seus ídolos.
Tal preferência é marcada pela procura. “As mães contratam mais a Barbie e as Princesas”, revela Joana. Mesmo assim, os pequenos não resistem aos super-heróis, como o Homem Aranha. “Também sai muito”, informa.
O personagem escolhido vai à residência do convidado ou à escola, entrega o convite, conversa com as crianças e diz que estará na festa. “É rápido, mas encantador!”, diz. Quando o serviço é contratado para ser feito na escola, os pequenos também se divertem, além de sair mais em conta para os pais. “É mais prático porque tudo acontece no mesmo horário e no mesmo endereço”, dá a dica.
Outra sugestão de Joana é, quando possível, contratar personagens que dispensem o uso de máscaras. “Facilita a conversa”, explica.
No dia da festa, o personagem recepciona os convidados ou fazem um espetáculo. “É importante que esteja lá porque a criança espera por isso”, recomenda. Para não quebrar este encanto, Joana diz que procura mandar sempre o mesmo ator que entregou o convite à festa. “O legal do meu trabalho é ver a criança acreditar que o personagem é real”, conclui.
voltar para arquivo