REVISTA FESTAS INFANTIS Nº32 - FEV./07

 

CARTA AO LEITOR

 

Preocupada com a melhoria dos serviços, a revista Festas Infantis deu o primeiro passo para que os buffets infantis obtenham o Certificado de Qualidade. A empresa parceira é a UL, referência na área de certificação. Parabenizamos o buffet Reino Mágico por ter conquistado o primeiro Selo de Qualidade e, antecipadamente, os buffets que já iniciaram seu processo de qualificação.

Crianças que abriram mão de presentes também merecem parabéns. Elas garantiram que os menos favorecidos comemorassem. E como boas idéias são sempre bem-vindas, uma dica é festejar o aniversário durante vários dias em um hotel. É só convidar os melhores amigos. Mais uma novidade: levar para a festa animais silvestres e exóticos, como tigres, cobras, araras e iguanas. Os animais encantam e despertam a consciência ecológica.

Alguns buffets de São Paulo têm preocupação especial em atender crianças pequenas. Sem deixar de lado os maiorzinhos, criaram espaços diferenciados com brinquedos voltados mais para a turminha de um a cinco anos.

Confira e aproveite a festa!

 

Zuleica Russi

 

QUALIDADE GARANTIDA

 

REVISTA APÓIA CERTIFICADO DE QUALIDADE E SELO DA UL

 

Somando experiência e competência, a Revista Festas Infantis, autoridade no segmento de festas, e a UL – Underwriters Laboratories, referência na área de certificação e ensaios de segurança para produtos, uniram-se com um objetivo comum: melhorar a qualidade oferecida pelos buffets infantis. A partir disto, foram desenvolvidos testes e inspeções personalizad os, baseados nas normas do País. Com esse sistema de gestão da qualidade implantado, os buffets infantis poderão comprovar a excelência dos seus serviços e mostrar respeito pelo cliente.

“Sempre preocupada com a satisfação dos leitores e primando pela qualidade dos serviços, a Revista Festas Infantis tomou a iniciativa de encontrar um órgão qualificado e experiente para auxiliar na melhoria dos serviços de buffet infantil e atender as exigências desse público consumidor”, explica Zuleica Russi, diretora da Notas e Notícias Editora, responsável pela publicação das revistas Festas Infantis, Festas Teens e Festa Etc Kids.

Para se ter uma idéia do porte da UL, é ela quem certifica produtos de empresas renomadas, como GE, Brastemp, Embraco, Johnson & Johnson, LG e Philips. Este órgão certificador é reconhecido e indicado pelo Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. “Por essa credibilidade nos sentimos seguros de trabalhar com eles”, conta Zuleica.

De acordo com a UL, empresas que possuem o Certificado de Qualidade para Buffets Infantis garantem credibilidade, com qualidade comprovada por um organismo reconhecido mundialmente; tranqüilidade e garantia de que seus processos estão funcionando conforme planejado; redução de riscos de acidentes nas instalações de sua empresa e de custos e prejuízos causados por possíveis indenizações; além do mais importante: a satisfação do cliente por contar com um serviço de alto padrão!

Para os candidatos ao Certificado de Qualidade é necessário se adequar às normas de segurança e qualidade, como as utilizadas para avaliar hotéis, desenvolvida pela Embratur, e que atendem em parte as necessidades dos buffets infantis.  Uma vez conquistado o certificado, a empresa pode utilizá-lo por um ano até que nova avaliação seja realizada.

Todo o processo, da orientação à certificação, é acompanhado pela equipe da UL. Um auditor especializado nesse segmento visita a empresa para averiguar as conformidades, verificadas anteriormente, em formato de questionário, pelo próprio proprietário. Nesse questionário constam perguntas sobre: requisitos legais da empresa; funcionamento do sistema de gestão; funcionamento dos controles internos; adequação dos locais de armazenamento de produtos alimentícios; cuidados com os alimentos (higienização, embalagem etc); recursos humanos; portaria e segurança; higiene e limpeza; segurança das instalações. Todas as respostas devem ser comprovadas com registros e constatações.

O critério de avaliação é baseado em pontos. A pontuação mínima para conquistar o selo é de 60 pontos, de um total possível de 85 pontos. “O objetivo não é punir quem não estiver minimamente adequado, mas estimular a melhoria na qualidade de gestão da empresa, que refletirá sobre todo o resultado do serviço prestado”, diz Marco Roque, presidente da UL.

Os clientes dos buffets certificados terão mais uma garantia: para evitar falsificação, a UL desenvolveu um link no próprio site (www.ul-latinamerica.com) com o nome das empresas que possuem o Selo de Qualidade para Buffets Infantis. A Revista também lançará a cada edição uma coluna informando quais buffets vêm conquistando o certificado.

 

BUFFET CONQUISTA PRIMEIRO CERTIFICADO

 

O buffet Reino Mágico, na Vila Olímpia, começou o ano com o pé direito: conquistou o certificado de qualidade da UL – o primeiro no segmento de buffets infantis. A auditoria foi realizada dia 10 de janeiro pela UL. “Foi muito importante! Além da maior segurança que passaremos para o cliente, aprendemos muito e os funcionários ficaram ainda mais atentos”, contam as sócias Renata Assumpção S. Matheus e Maria Helena Botelho Bueno.

Identificada a necessidade de movimentar os serviços de festas e aperfeiçoar esse segmento, a Revista Festas Infantis lançou a idéia e a UL apostou. Após mais de seis meses de estudo e dedicação, a UL conseguiu desenvolver o primeiro certificado de qualidade totalmente voltado para atender as necessidades dos buffets infantis.

A primeira visita dos auditores no buffet, em agosto de 2006, serviu para esclarecer quais pontos são importantes de serem avaliados. “O mercado de buffets infantis existe há 30 anos no Brasil e ainda não tem uma legislação própria”, reclama Renata. Afinal, esse segmento tem dificuldades de se enquadrar às normas de hotéis, bares e restaurantes, uma vez que não vivem a mesma realidade. Por isso, a UL, baseada em normas internacionais de segurança e nas da Embratur – Empresa Brasileira de Turismo, ajustou os itens específicos para essa área.

Com uma matriz de avaliação criada após o estudo das necessidades do setor, a certificadora fez uma segunda visita e identificou pontos que podiam ser melhorados, como o uso de tecnologia para organizar planilhas de levantamento de custo. “É importantíssimo! Com isso, colocamos tudo na ponta do lápis - dos extras aos custos fixos - para garantir o crescimento da empresa”, analisa Renata.

Correndo contra o tempo, Renata e Maria Helena começaram a trabalhar na melhoria do sistema de gestão ao mesmo tempo que reformaram as instalações do buffet. A primeira providência foi criar uma forma de controle de fornecedores e compras documentadas. Apesar do Reino Mágico possuir pastas onde eram arquivados pedidos e notas, a inovação possibilitou discriminar todos os valores e, com isso, melhorar a organização e o controle de custos de cada item.

Um registro de ocorrências durante a realização dos eventos também foi criado. “Temos um anexo da festa com toda a dinâmica e especificações de som, cor de balão etc. Ali também incluíamos extraordinários, como providenciar mais gelo durante a festa”, explica Renata. De acordo com as normas adotadas, os anexos devem ser específicos e depois centralizados num único arquivo. “Desta forma, pode-se facilitar uma posterior análise e melhorar o atendimento”, garante Edson Ribeiro, auditor da UL responsável pelo Certificado de Qualidade para Buffets Infantis.

Ainda na questão de organização, a UL sugeriu registrar todos os treinamentos realizados numa ata onde conste também o assunto tratado. “A cada 21 dias, é realizada uma manutenção nos brinquedos radicais e os monitores são treinados. Marcávamos a data dos treinamentos, mas não o assunto”, lembra Renata.

Apesar de o Reino Mágico ter placas sinalizadoras dentro do espaço, com a aprovação do Corpo de Bombeiros, que também treinou toda a equipe para saber manipular os extintores, a UL sugeriu que as saídas de emergência fossem ainda melhor identificadas. “Durante um tumulto, as pessoas não sabem pra onde olhar”, justifica Ribeiro. Outra medida de segurança providenciada já para fevereiro é o treinamento de primeiros-socorros para os funcionários, realizado por um profissional especializado.

Organizar área de armazenamento de produtos perecíveis secos é mais um item importante, deixando os descartáveis em local específico. Os freezers devem ser identificados exteriormente como os de uso imediato e os de uso posterior, sempre deixando os alimentos organizados por ordem de validade. Quanto ao lixo, deixá-lo em recipiente com rodas é uma boa alternativa para facilitar a limpeza. “Também estamos providenciando a coleta seletiva”, diz Renata.

“São inúmeros detalhes que dão um certo trabalho para criar, como as planilhas, mas depois facilitam muito a vida”, revela Renata. Tudo pronto, e o dia da auditoria chega. “A expectativa era enorme, afinal nosso trabalho está sendo avaliado por uma equipe especializada”, lembra. O auditor passou praticamente o dia todo verificando os detalhes para no final dar uma nota baseada num criterioso questionário. “Foi uma festa saber o resultado, mesmo tendo tranqüilidade pelos nossos 13 anos de experiência”, comemora.

As proprietárias do Reino Mágico não se contentaram com a conquista do certificado. Elas querem mais, e para 2007 o buffet já ganhou uma cara nova, desde a fachada, incluindo o luminoso adequado às normas do Cadan – Cadastro de Anúncios Simples, alterada em 26 de setembro de 2006. A partir desta data entrou em vigor a Lei n° 14.223, que proíbe todo tipo de publicidade externa e faz restrições aos anúncios indicativos para eliminar a poluição visual em São Paulo.

Também o enorme galpão, de mil metros quadrados de atividades para crianças de todas as idades está mais alegre, com pinturas coloridas nas paredes; jogos eletrônicos atualizados e um circuito radical, agora com três fases: Falsa Baiana, Ponte-do-rio-que-cai e Cipó do Tarzã. “Não mexemos na quadra coberta de 160 metros quadrados porque é um grande sucesso. E o buffet continua com a Casa do Espanto, discoteca, Área Baby, com Kiddie Rider e piscina de bolinhas”, avisa Renata. “E, para o segundo semestre, teremos um novo filme para o Cine Motion 3D”, completa animada.

A iniciativa já rende resultados. Maria Sylvia Ayrosa, mãe de Lara 11 anos, fez a festa da filha no Reino Mágico em dezembro, quando soube dos esforços do buffet para conquistar o selo. Ela vê a certificação como um fato positivo. "Quando entro num buffet não sei dizer se os brinquedos são seguros ou não. Com a supervisão do órgão ganho tranqüilidade e o buffet ressalta sua seriedade", diz. "A partir de agora vou procurar os locais que estão adequados às normas", finaliza.

A novidade também já está agitando outros buffets infantis. Afinal, quem não quer atestar a qualidade oferecida aos seus clientes? Segundo os proprietários de buffets, a iniciativa veio em boa hora e o custo é viável. De acordo com Victor Bastos, gerente comercial da UL, dezenas de buffets estão demonstrando grande entusiasmo com o Certificado de Qualidade e estudando a melhor época para receber a auditoria.

 

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

 

Não importa o tamanho da empresa, uma boa administração é imprescindível para o sucesso do negócio. Para tanto, é preciso organização e planejamento. Planejar o futuro é a chave para acabar com as preocupações geradas pela falta de dinheiro; garantir maior autonomia nas decisões; enfim, para manter seu negócio em equilíbrio. “É muito fácil sair do lucro e cair no prejuízo”, adverte Renata, ao lembrar do processo de melhoria da qualidade vivido ao aceitar o desafio de ser certificada.

Para eliminar desperdícios, prevenir a falta de dinheiro e evitar surpresas desagradáveis é preciso decidir antecipadamente quais gastos serão realizados e projetar os próximos. Em outras palavras, é necessário fazer um planejamento. “Se bem feito permite saber o verdadeiro lucro que está sendo gerado e corrigir o rumo antes que ocorra prejuízo”, afirma Sergio Mileu, contador e diretor da Companhia Mineira de Salgados.

Com uma Planilha de Custos Fixos (ver figura 1) é possível verificar para que, de fato, o dinheiro está sendo usado, prever gastos e descobrir o ponto de equilíbrio da empresa. A partir daí, fica mais fácil prever o lucro a que se quer chegar. Para tanto, é necessário saber quais são os gastos reais, incluindo o fixo e o variável. De acordo com Sergio, entende-se por custo fixo aquele que não sofre nenhuma ou pouca variação – como aluguel, luz, água, telefone -, e custo variável aquele que só existe se tiver festa, no caso de buffet infantil – como salgados, doces, serviços terceirizados.

“Nos meses de janeiro e julho o movimento nos buffets infantis cai, em média, 50 por cento. O resultado é o prejuízo. Por isso, é fundamental analisar o resultado anual”, ensina Sergio. Como ainda estamos no começo do ano dá tempo de planejar o orçamento até dezembro.

Sergio propõe o modelo usado na sua empresa, fornecedora de alimentos para diversos buffets há 12 anos. “É preciso fazer provisões para as despesas que teremos lá na frente. Desta forma, aliviamos o acúmulo de pagamentos típicos de alguns meses, como o do 13º salário para os funcionários fixos”, explica.

Para entender bem o funcionamento das planilhas, é preciso compreender primeiro o significado de alguns termos. Provisão é o rateio mensal das despesas que ocorrerão, como a citada acima. Prever a depreciação dos equipamentos também é uma boa dica para não ser pego de surpresa ao ter que adquirir outro, como freezer e fogão. Neste caso, soma-se o valor de aquisição de cada equipamento novo, divide-se por 60 meses – referente a durabilidade média de cada um – e lança as parcelas como despesas mensais. “Quando tiver que comprar novamente, o buffet terá recursos suficientes”, garante.

Com todas as despesas em mãos, uma Planilha de Performance é montada e o proprietário terá uma visão da situação real do buffet. Caso a empresa tenha dívidas, uma boa dica para liquidá-las vem da Bovespa – Bolsa de Valores de São Paulo, que orienta pagar primeiro as mais caras e com maiores taxas de juros.

Para preencher corretamente os campos da Planilha de Performance, é preciso lançar a previsão de faturamento, custos e lucro na coluna “Previsto”. Sabendo o faturamento previsto, divida-o pelo preço médio da festa para saber o volume de festas necessárias e as distribua ao longo dos meses. “Nesse momento, é importante lembrar quais os meses mais fortes e os mais fracos”, alerta Sergio. Depois, lança-se o resultado real mês a mês, como exemplo (figura 2).

Como o buffet já sabe qual é o seu volume de festas no ano, é só distribuir esse volume ao longo dos 12 meses e ver a que resultado chega e quais providências precisam ser tomadas para alcançar o lucro esperado. “É trabalhoso se organizar, por isso algumas pessoas têm dificuldades no início. Mas o retorno faz valer a pena!”, conclui.

 

 

 

 

 

SOLUÇÕES E TREINAMENTOS

 

Para quem pensa em começar ou continuar um negócio, mas com orientação profissional, existem assessorias comerciais que auxiliam em todo o processo e que podem orientar o empresário para que ele obtenha sucesso no empreendimento. “Auxilio desde a escolha do local para montar o negócio, se for este o caso, até a escolha dos brinquedos”, explica Renata Zarif, assessora comercial. Ela também treina funcionários, do manobrista ao gerente. “Deixo para o buffet uma equipe de sucesso!”, garante.

Feito tudo isso, inicia-se a assessoria comercial: elaboração de metas e estratégia, administração financeira, de pessoal, assessoria contábil e jurídica, propaganda e marketing e elaboração de cardápios. “Acompanho a empresa até que ela se estabilize e dê lucro”, diz.

O Sebrae – SP – Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de São Paulo (08007280202) também é uma ótima opção para quem quer aperfeiçoar o trabalho. No local são oferecidos diversos cursos e treinamentos para potencializar os serviços prestados. Apesar de o Sebrae - SP não oferecer uma orientação específica para buffets, esse segmento se enquadra em inúmeros cursos, como o de higienização e manipulação de alimentos e o de atendimento.

O Programa do Sebrae - SP auxilia uma iniciativa interessante: a Associação de São Miguel, localizada na Vila Carrão, criou o Projeto Empreender, com um núcleo para buffets, em que são ministrados cursos sobre PAS – Programa de Alimentos Seguros, com supervisão de um técnico do Sebrae. Além de aulas, o grupo faz um diagnóstico, presta consultoria e visita o local freqüentemente para garantir a continuidade do PAS. Aos participantes é fornecido um certificado. “Não é uma auditoria. É um serviço de auxílio na melhoria dos serviços oferecidos”, diz Rosana Meireles, técnica do Sebrae - SP que acompanha o trabalho.

 

Quem é a UL - Underwriters Laboratories Inc.

 

Fundada nos Estados Unidos há 112 anos e presente na América Latina desde 1995 (Argentina, Brasil, Chile e México), a UL -Underwriters Laboratories Inc. é uma organização independente, sem fins lucrativos, e um dos líderes em ensaios de segurança, certificação de produtos, inspeções comerciais, além de registros do sistema de gestão ambiental e da qualidade (ISO 9000, ISO 14000, SA 8000, ISO TS 16949, OHSAS 18001, ISO 13485 e ISO 22000 entre outros).

A UL avalia mais de 19 mil tipos de produtos em 104 países, possui 66 laboratórios e mais de seis mil profissionais em todo o mundo. Os produtos que levam o selo UL têm credibilidade diante dos consumidores, corporações, órgãos governamentais e agentes reguladores em todos os continentes. A empresa possui mais de 2,2 mil clientes certificados na América Latina e está credenciada pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) para certificação em conformidade com as normas brasileiras.

 

Revista é auditada pela BDO Trevisan

 

Para assegurar os interesses dos anunciantes e dos leitores, a Editora Notas e Notícias se antecipou ao mercado. Reafirmando o pioneirismo, ela contratou a auditoria da BDO Trevisan, que certifica a tiragem dos 20 mil exemplares de cada publicação, marcada com um selo na capa de cada revista em todas as edições. “Essa é mais uma garantia do trabalho sério e de qualidade que oferecemos tanto para nossos anunciantes quanto para nossos leitores”, revela Zuleica Russi, diretora.

A BDO Trevisan é uma empresa de auditoria e consultoria com 23 anos de experiência no mercado brasileiro e integra a rede internacional da BDO, uma das maiores empresas do mundo neste segmento, presente em 105 países.

 

DA SELVA PARA A FESTA

 

Das pequenas chinchilas ao enorme elefante, do dócil porquinho da índia ao temível tigre ou ainda do curioso lagarto à jibóia carregada de mitos. Animais selvagens domesticados, silvestres ou exóticos, podem fazer a diferença em qualquer evento.

Nas festas infantis, eles podem participar de apenas alguns minutos ou do começo ao fim encantando os olhos de crianças e adultos.Tais animais podem virar personagens reais de histórias e shows ou dar um charme a mais no evento, principalmente nas festas temáticas.

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 

Conhecer o universo animal de perto pode despertar na criança o desejo da convivência ambiental. A equipe do SOS Ambiental oferece atividades lúdicas que despertam a necessidade de preservação do meio ambiente, por meio do contato direto com bichos.

O show de educação ambiental dura cerca de uma hora e prende a atenção de todos, envolvendo os pequenos em histórias incríveis e esclarecedoras. O contador de “causos” da floresta é Diego Sanchez, biólogo responsável e proprietário do SOS Ambiental.

“As histórias retratam um pedacinho da Mata Atlântica”, explica. Ele ensina cuidados e deveres na mata e a preservar e conservar o meio ambiente. As crianças é que dão o roteiro. “A atividade é desenvolvida conforme o interesse delas”, fala. Apenas o começo da história é igual em todas as festas: um menino que mora na cidade de São Paulo que vai visitar a Mata Atlântica, onde tem muitos bichos.

Os pequenos conhecem as características de cada animalzinho do show, que será ligado com algum fator importante para a educação ambiental. “A preservação da mata é importante porque a Arara Canindé, por exemplo, precisa de seu habitat para continuar seu trabalho: semear a floresta”, revela.

Com o intuito ecológico, as histórias vão se entrelaçando e cada animal tem sua função destacada. O Lagarto Teiú, por ser um réptil, não regula a própria temperatura e tem outras particularidades físicas que o diferenciam. O trabalho aí vai ser sensorial.

Já o Sapo Cucuru, a Rã-touro e a Perereca vão servir de pano de fundo para falar da poluição da água e da importância do controle biológico. Quando entra em cena o Jabuti e o Cágado, Diego fala das diferenças dos dois, apesar de ambos serem tartarugas.

Tanto a Iguana quanto o Porquinho da Índia são novos na família. A primeira acaba sendo personagem da mesma história do Lagarto Teiú; e o segundo, é mostrado mais pela semelhança que tem com a Capivara, personagem que serve para lembrar do nosso Rio Pinheiros, onde ainda há muitas.

De todos os bichos, o grande sucesso é sem dúvida a Jibóia. O SOS Ambiental possui três dessa espécie. Ela só é apresentada à turma no final. “Jack é uma cobra macho que está muito triste porque os caçadores estão tirando a comida delas. Na busca por alimento, Jack vem parar na cidade. Só que se ele comer lixo, pode se intoxicar e morrer”, começa Diego.

O contador faz com que as crianças se envolvam na história, até que elas entendem que a cobra não é perigosa. Somente então ele conta para elas que existe uma cobra na festa. Expectativa criada é hora de entrar com a Jibóia na mão. “Esperamos que eles entendam que a floresta é a casa dos bichos e é preciso respeitar. Não precisa gostar da cobra...”, esclarece.

De acordo com Diego, adultos e crianças acariciam os animais sem medo. O único bicho cujo contato é proibido é a Caranguejeira. “Todas as aranhas têm veneno. O da Caranguejeira é mais fraco, mesmo assim, evitamos a aproximação direta”, diz. Ela serve para alertar os pequenos a não sair pegando aranhas por aí, como alguns fazem, pois quanto menor a aranha, mais forte é o veneno.

Todos os animais da SOS Ambiental possuem registro do Ibama e um microchip instalado que garante a autenticidade do documento. Além disso, veterinário, exames periódicos e muito carinho. Não são todos os que vão para a mesma festa. A SOS Ambiental oferece duas equipes, cada uma com alguns animais. Dessa forma, a empresa pode realizar dois eventos ao mesmo tempo. Caso a mãe queira escolher bichos específicos, terá que agendar com antecedência para garantir a disponibilidade.

 

FERAS DE PORTE

 

“Há uns 15 anos anos, alguém me pediu um chipanzé para uma festa e eu fui atrás”, lembra Fábio Paschoal, proprietário do Strepolia. Depois vieram os pedidos por elefante, tigre, camelo, dromedário, lhama, cobras e até tubarão.

Não. Fábio não tem um zoológico. Para conseguir os animais, todos devidamente vacinados e com registro do Ibama, ele conta com uma rede de relacionamentos. “Tenho contatos com estabelecimentos comerciais e pessoas físicas que possuem algum animal de grande porte”, explica.

Tanto em festas infantis quanto em eventos diversos, Fábio assegura o bem-estar do bicho para que ele esteja tranqüilo na hora do movimento. “Ele tem que encarar essa hora como um momento de lazer”, revela.

Assim, o ambiente onde o animal vai ficar tem que ser seguro, ou seja, um espaço próprio onde as pessoas possam entrar somente com autorização. Outro fator importante para manter o bicho calmo é a presença constante do tratador. “É a pessoa em quem ele confia”, explica. E, claro, estar bem alimentado é fundamental.

De acordo com Fábio, não existe maior procura por esta ou aquela espécie. Geralmente, os contratantes querem aquilo que está na moda. “Durante a novela O Clone, por exemplo, tive muitos pedidos de camelo, dromedário e cobras para festas árabes”, lembra.

Alguns temas, entretanto, são clássicos e não dependem da mídia. É o caso do Safári, Circo e Arca de Noé. Os animais atraem porque todos querem ter contato físico e tirar foto junto. “Certa vez encomendaram um filhote de Tubarão-lixa para ficar num aquário, que fazia parte da decoração da mesa, cujo tema era Fundo do mar”, lembra.

Não tem idade para ficar encantado com animais tão distantes do nosso dia a dia. Mas é preciso seguir algumas regras de aproximação para que tudo aconteça como programado. Fábio explica que deve-se chegar perto pela frente e bem devagar e respeitar a personalidade de cada um. “O Hulk, um chipanzé de mais de 20 anos, não gosta de música alta. Por isso, na hora do Parabéns, quando todos fazem aquela folia e estouram bexigas, tiramos ele de perto”, conta.

 

ESTRELAS DE SHOW

 

Também alguns palhaços trabalham com animais silvestres em seus números de mágica. Na casa do Motoquinha, proprietário do Happy World, existem quase 70 animais domésticos para ajudá-lo nos shows de mágica. Todos têm prioridade no que diz respeito à saúde, com direito a veterinário 24 horas e exames periódicos. Para não cansar os seus xodós, ele também faz revezamento. “Nunca sei quais vão comigo. Aproximo o transporte deles e os que querem trabalhar entram”, garante.

De todos, porém, a Arara Canindé, chamada de Meninona, registrada pelo Ibama, não perde uma. “Se deixo ela em casa, fica braba!”, diz. “Começa a gritar e ninguém agüenta”, completa. Ela assiste todo o espetáculo, com 1h15 de duração. Depois as crianças a acariciam e tiram fotos ao seu lado.

 

 

FOLIA NO HOTEL

 

Na capital ou nas proximidades, os hotéis oferecem além de hospedagem, alimentação e entretenimento, uma ótima opção para comemorar aniversários. Alguns pais e mães já descobriram essa possibilidade e garantem que é diversão do começo ao fim.

 

BALADA NO MAKSOUD PLAZA

 

Astrid é mãe de trigêmeos, dois meninos e uma menina, que queriam comemorar seus dez anos, cada um com seus amigos. Como na residência da família era inviável, Astrid resolveu, pela primeira vez, aproveitar as facilidades do hotel Maksoud Plaza para fazer uma festa só para os pequenos. “Foi uma loucura, mas todo mundo adorou!”, conta.

Num convite de papel brilhante “com cara de balada”, a mãe avisava que o check-in devia ser realizado na portaria do hotel, às 16h, de sábado, e o check-out, às 11h, do dia seguinte. Conforme as crianças chegavam, se identificavam no saguão e já pegavam a chave do quarto. Para acomodar as 50 crianças, os pais fecharam o sexto andar do prédio. “Colocamos quatro crianças por apartamento”, explica Astrid.

Após guardarem a bagagem, os convidados tomaram um lanche e fizeram um tour para conhecer as dependências do hotel. Em seguida, não perderam tempo: foram direto para a piscina aquecida brincar com os monitores até às 19h, quando começaram a se arrumar para a balada – o ponto alto da festa.

Com dois camarins instalados – um para eles outro para elas - meninos e meninas aproveitaram o trabalho do Pincel Mágico para caprichar no visual. “Eles saíam do banho ainda de cabelo molhado e desfiavam as pontas, pintavam... tudo num estilo bem teen”, lembra.

Uma hora e meia depois, todos desceram para o salão decorado com lycra esticada, onde o DJ Celso Saad instalou um telão para deixar rolar clips de skate e rock durante a festa, além da retrospectiva na hora do parabéns.

Bartenders preparavam coquetéis sem álcool enquanto faziam show de malabares. No outro lado do salão, comidinhas eram servidas por um garçom de prontidão: pizzas e sanduichinhos preparados pela cozinha do hotel. A luz negra completava o clima de balada, ainda mais animada pelos monitores do Animaltudo, contratados pela mãe.

A festa reservava outras surpresas para os novos teens: chuva de prata; um pequeno lounge, criado pela mãe, onde foi colocada uma mesa de balas; e prêmios para os melhores dançarinos: três meninos, três meninas e um casal.

A seleção foi feita pela própria mãe que escolhia e chamava os vencedores. Eles ganharam brindes, como bola da Nike e CD com músicas selecionadas pelo DJ Celso Saad. “Se soubesse que eles iam dançar tanto, teria comprado mais presentes”, diz Astrid.

O parabéns foi cantado três vezes e os aniversariantes entraram na boate sentados no ombro dos monitores e segurando cada um a sua velinha. No centro do salão, uma mesa de rodinhas amparava dois bolos, um de mousse e outro de brigadeiro, ambos do Amor aos Pedaços. Como lembrancinha, cada convidado levou para casa um CD com as músicas que tocaram na festa.

Durante todo o tempo, apenas alguns parentes passaram pelo hotel para parabenizar as crianças. “Os avós ficaram uns 20 minutos e minha irmã deu apenas uma passadinha rápida”, lembra. Astrid conta que preferiu não convidar adultos para não intimidar as crianças. “Afinal, a festa foi para elas!”, justifica.

Quando a balada terminou, à meia-noite, todos foram para o quarto. “Eles estavam eufóricos, entravam uns nos quartos dos outros... até que se acalmaram, com ajuda dos monitores”, fala. Enquanto as crianças dormiam, os pais zelavam pela tranqüilidade no andar. “Meu marido ficou com as chaves dos outros quartos e de vez em quando levantava para dar uma olhadinha. Eles desmaiaram!”, lembra.

Domingo, 7h30 da manhã, a energia dos pequenos já estava à toda. Aos poucos eles desceram para tomar café e já encontraram outra equipe de monitores. Dentro do próprio salão, onde foi a balada, improvisaram um campinho de futebol de um lado enquanto uma outra turminha se divertia com brincadeiras inventadas pelo pessoal do Animaltudo até os pais virem buscá-los.

 

FESTAS E FESTAS NO HOTEL JP

 

A 300 quilômetros de São Paulo, em Ribeirão Preto, algumas famílias acostumaram-se a passar feriados no Hotel JP. Com o passar dos anos, hóspedes habitué ficaram amigos e começaram a compartilhar inclusive o aniversário dos filhos.

Esse é o caso de Danielle Martins, mãe dos gêmeos Fernando e Luiza,12 anos. A idéia de festejar a passagem de mais um ano dos filhos dentro do hotel surgiu quando eles ainda eram pequenininhos e a mãe não queria deixar que a data passasse em branco. Fazer a festa ali foi, afinal, uma solução para várias dificuldades.

Como o aniversário das crianças cai bem no ano novo, dia 1º de janeiro, junto com o avô, e nessa época a família viaja para o JP, onde encontra os parentes de lá e de outros lugares e a mãe trabalha, em São Paulo, em horário de shopping e não tem tempo para providenciar detalhes da festa, a opção inovadora deu certo. “Foi ficando cada vez mais legal cantar parabéns junto”, garante Danielle.

Assim, o recatado parabéns na tarde do primeiro dia de cada ano, com um bolinho e alguns docinhos, foi se transformando e hoje é um evento já aguardado pelos hóspedes e pelos monitores do hotel. O convite é feito em cima da hora para todas as crianças que estão hospedadas. Por isso, nunca houve expectativa de presentes. "Com o tempo as pessoas já sabiam da comemoração e começaram a trazer”, conta. Ao invés de comemorar na data do aniversário, quando as pessoas já começavam a voltar para suas casas, a festa foi transferida para a noite do dia 30 de dezembro.

Ano passado, a festa aconteceu num clima cowboy. Além de monitores vestidos a caráter e touro mecânico, um dançarino de Barretos ensinou os passos para as crianças. A lembrancinha foi naturalmente um chapéu de cowboy branco e marrom. “Sempre ocorre algo diferente”, conta Danielle.

Esse ano, o tema foi luau. Para dar o clima praiano num hotel do interior, a própria gerência providenciou a decoração. Num espaço coberto, em volta da piscina, foi montada a mesa, com uma toalha floral e palmeiras nas laterais, além das tochas colocadas em vasos na entrada do local.

A alimentação foi fornecida pelo JP. No cardápio, espetinho de camarão deu o sabor da festa junto com espetinhos de carne e frango. A animação ficou por conta dos monitores do hotel, que fizeram coreografias e dançaram junto com as crianças.

Mesmo sem ter tempo para programar a festa, a mãe contratou pelo telefone, em conjunto com o JP, alguns serviços extras: drinques sem álcool e DJ, ambos serviços de Ribeirão Preto; e fonte de chocolate do Mr. Fondue de São Paulo.

Como lembrancinha, havaianas ornadas com a fitinha do Nosso Senhor do Bonfim, colares havaianos e bandanas coloridas: vermelhas, azuis e verdes. Assim, todos ficaram a caráter na festa. Para saber o número de crianças que iam à festa, Danielle recorreu aos arquivos de reserva, onde constava inclusive a idade dos pequenos, por onde ela se baseou para saber o número das sandálias. Setenta crianças participaram.

“É sempre muito enxuto, mas o ambiente é gostoso e no final todos se divertem. Afinal, esse é o espírito!”, diz Danielle. Os convidados concordam. A prova são os comentários. “Eles sempre dizem que a festa está cada vez melhor”, orgulha-se Danielle. E, a partir do próximo ano, Fernando e Luiza farão 13 anos e não querem mais festa infantil. “Agora, vamos partir para a balada”, explica a mãe. “Claro, no hotel!, conclui.

Rita Motooka, mãe de Marco, 10 anos, freqüenta o JP há cinco anos. “Conhecei o hotel quando meu marido foi a Ribeirão Preto a trabalho e eu o acompanhei”, lembra. Como o ambiente a agradou e o acesso é fácil resolveu voltar. “O hotel é térreo – o que para mães é muito bom para localizar os filhos e chegar nos apartamentos”, explica.

De lá para cá, Rita retornou com a família em datas especiais, como ano novo, carnaval e feriados em geral. “É muito gostoso, pois as pessoas se conhecem; tem um Espaço Criança, com os mesmos monitores que viram o Marco crescer”, diz. “É uma troca muito gostosa, ainda mais agora que o mundo anda tão impessoal...”, justifica.

Foi assim que Rita ficou motivada a comemorar o aniversário do filho no hotel. “Ele queria levar alguns amigos para lá”, conta. “Fiquei com receio que os pais não deixassem por causa da distância e permiti que ele convidasse apenas dois amiguinhos”, diz.

O acordo feito com o filho era o de abrir mão da festa em buffet para passar a data, feriado do Dia das Crianças, viajando com os amigos. Num primeiro momento Marco aceitou, mas conforme o dia ia se aproximando, a mãe percebeu que o filho não estava muito satisfeito em levar apenas dois amiguinhos.

Em conversa com o marido, decidiu convidar alguns casais de amigos com filhos. Para sua surpresa, os pais gostaram da idéia. Rita telefonou para o hotel e verificou as possibilidades de pacote de aniversário e conseguiu tarifas especiais para seus convidados. “A festa foi se formatando conforme as pessoas aceitavam o convite”, lembra.

No dia da festa, foram 11 crianças de São Paulo, acompanhadas dos pais, os filhos de dois casais de amigos de Ribeirão Preto e algumas crianças que estavam hospedadas no feriado e firmaram amizade. Como a idéia inicial era apenas passar uns dias juntos, não houve tema definido. “Mesmo assim foi muito agradável”, garante.

Nenhum serviço foi terceirizado e tudo foi tratado com o hotel por fax. “Depois pensei que podia ter contratado algumas coisas, mas estavam todos tão à vontade que conclui que foi melhor assim”, diz. Bolo e doces artesanais, salgados e churrasquinho regou a festa, realizada numa área coberta. “As crianças jogaram futebol, enquanto os adultos confraternizavam numa área fora da de circulação”, explica.

Para Rita a opção valeu a pena. “O contato com os pais durante as festas, em São Paulo, não ultrapassa a cordialidade. Lá, fomos almoçar juntos, pedimos pizza, as crianças dormiram e acordaram juntas. Ou seja, a festa durou três dias!”, lembra. Como lembrancinha desse feriado inesquecível, a mãe comprou lanternas. “As crianças amaram! A festa foi às sete da noite e estava tudo escuro, então completou a brincadeira”, conta.

O sucesso do evento foi tanto que alguns convidados voltaram outras vezes para o hotel e as crianças que participaram, agora querem comemorar seus aniversários num hotel, quadra de futebol ou viagem. E Marco só quer comemorar assim: desfrutando de muitas horas junto com os amigos. “É a idade que eles freqüentam muito a casa um do outro e iniciam o processo de independência. Sendo o hotel um espaço protegido, eles tiveram certa autonomia para transitar, o que foi muito interessante para eles e a gente ficou supertranqüilo!”, completa Rita.

 

BRINQUEDOS PARA MENORES

 

Brincar é muito mais do que uma atividade de entretenimento para a criança. É antes um momento de desenvolvimento e reconhecimento do universo que a cerca. Por isso, os brinquedos e brincadeiras ideais para as pequenas são diferentes daqueles preferidos pelas maiores.

Na maioria dos buffets infantis há áreas criadas para atender crianças de diferentes faixas etárias. Entretanto, alguns estabelecimentos optaram por focar em um público específico. Sem esquecer de agradar ninguém, esses locais dedicaram ora um espaço maior ora mais brinquedos e cercaram os bem pequenos de cuidados especiais.

 

DIVERSÃO NA CERTA

 

No Bumbaka, localizado na Aclimação, o sucesso entre a criançada é o Kid Play – ou o Brinquedão como também é chamado. Suas características físicas favorecem a brincadeira em qualquer faixa etária. Como é protegido por telas, os pais podem ver a criança para maior tranqüilidade. “A partir dos três anos ela já pode ir sozinha ou mesmo com os pais!”, afirma Lanna Scartezzini Caram, sócia-proprietária com Fábio Pavan.

De acordo com Lanna, o Brinquedão ajuda no desenvolvimento da coordenação motora, pois propõe diversos desafios, como miniparede de escalada, bola de espuma gigante e rolinho para passar no meio. O Zoopa é um brinquedo encaixado na parte inferior do Brinquedão e que exige um bom exercício de coordenação da criançada. “É preciso colocar a bolinha de espuma dentro do canhão para ser lançada por um ventilador e assim fazer uma guerrinha de mentira”, explica Lanna. Neste caso, crianças com menos de três anos precisam de ajuda – o que geralmente favorece a integração e a relação entre pais e filhos, uma vez que na maioria das vezes eles vão juntos para o brinquedo.

Também a Área Baby do Bumbaka fica concentrada na parte de baixo do Brinquedão, separada por grandes janelas que privilegiam a visão do salão principal. Ali, os pequenos curtem Gangorrinhas, Little Takes; Piscina de Bolinha, onde os adultos brincam junto; Cama Elástica, usada por crianças a partir de dois anos e Camarim. Com fantasias para crianças de até sete anos, o Camarim é visitado a toda hora pelos pequenos. “Eles adoram! Trocam de fantasia várias vezes, fazem tatuagem, pintam o cabelo, colocam peruca, máscara e chapéu”, lembra Lanna. “Faz o maior sucesso! Funciona em todas as festas”, completa.

No salão, uma Roda Gigante enche os olhos dos pequenos e também comporta adultos com bebê no colo. O mesmo acontece com o Helicóptero Giratório. “É como se fosse um Monorail. Ele faz um passeio aéreo saindo de dentro do buffet”, explica Lanna.

Enquanto as crianças de até sete anos passam a maior parte do tempo enfrentando os desafios do Brinquedão, os bebês têm um Labirinto de Tubos com duas Piscinas de Bolinhas dentro. “Na verdade é um tubo todo transparente e impermeável que circula a Jaboticabeira na área externa, onde os pequeninos engatinham e se divertem muito!”, conclui Lanna.

Fernanda Seneme Kurabayashi comemorou os aniversários de Fernando, dois anos, no Bumbaka. Para ela, a escolha foi acertada porque todos os convidados puderam se divertir, além do Fernando, é claro. “Ele adorou brincar com o pai na arena e jogar e pegar bolinhas. Depois, fiz um passeio de Helicóptero com ele. Foi ótimo!”, conta Fernanda. De acordo com a mãe, várias crianças tinham cerca de sete anos. Essas, especialmente as meninas, ficaram maravilhadas com as possibilidades de brincadeira do Camarim, com as fantasias. “Todos elogiaram muito!”, completa.

 

IMAGINAÇÃO NA MINICIDADE

 

Focado para crianças de até cinco anos, o buffet Happy Day, na Cidade Jardim, é um prédio cujo piso térreo é repleto de brinquedos próprios para os pequenos. “Apesar de fazermos festas também para crianças maiores e até adultos, o espaço é delicadamente pensado para aconchegar os pequeninos”, diz Cátia Martins Belasco, sócia-proprietária com Francisco Belasco.

No Happy Day, brinquedos da Little Tikes constróem uma minicidade. São minivãs, minigangorra, postinho de gasolina, minicozinha, minisupermercado... tudo para provocar a imaginação e enriquecer ainda mais a brincadeira.

Aqueles mais travessos também conseguem se divertir no brinquedo temático, onde há uma miniescalada inclinada, perfeita para quem já fez três aninhos. Depois é só descer pelo escorregador de rolinho. No Carrossel de três lugares os pequenos podem ir juntos e depois passear no Trenzinho de Joaninha.

Os que têm entre dois e quatro anos vão encontrar mais adrenalina no Tobogã. “Eles sobem três degraus, passam por um túnel, descem pelo escorregador e caem às gargalhadas no colchonete”, explica Cátia. Mas o que os pequeninos gostam mesmo é do Miniatelier. “Até os quatro aninhos eles curtem muito!”, garante. Num espaço com cadeirinhas e mesinhas na altura delas a arte rola solta.

Apesar dos inúmeros brinquedos para os baixinhos, eles também podem participar de outros que são preferidos pelos mais velhos, como a cama elástica. “Mesmo os mais leves podem brincar lá com auxílio de uma monitora que fica balançando”, explica. De acordo com Cátia, também no Barco Vicking dá para ir no colo e a Piscina de Bolinhas, além de ser rasa, sustenta até um bebê.

Ronise David fez a festa do filho Bruno, de três anos, lá e acha que acertou na escolha .“O Happy Day é bem apropriado para a idade dele, pois às vezes encontramos buffets que só têm diversão para os grandes, exceto por um balancinho”, desabafa.

Na festa de Bruno, cujo tema foi Mickey, foram cerca de 40 crianças de diversas idades, a maioria com quatro anos, mas ninguém ficou sem ter o que fazer. “Foram primos, vizinhos e os amigos do meu filho mais velho, de oito anos. O buffet conseguiu atender a todos”, lembra Ronise.

Em todos os brinquedos há monitores. “Eles tomam conta das crianças e evitam qualquer descuido. Dessa forma pais e filhos sentem-se seguros”, garante Cátia. “Não tive preocupação nenhuma com monitor e ainda andei nos brinquedos maiores com o Bruno que, na ocasião, estava com gesso na perninha”, concorda Ronise.

No Happy Day os cuidados também são redobrados. “Nada pode ter ponta, nenhum fio aparente, não pode haver nada pesado para evitar acidentes e, sobretudo, a limpeza deve ser detalhada mesmo durante a festa”, conta Cátia.

Para garantir a tranqüilidade do bebê, o fraldário do Happy Day fica na parte superior da casa, junto da administração. Neste quarto, com piso de madeira desenhado e parede pintada em tom pastel e decorada com cavalinho, há um berço para a hora do soninho, um trocador e uma minipiscina de bolinhas para distrair os bebês.

 

BRINCADEIRA SEM PARAR

 

Muitos brinquedos e brincadeiras fazem a diversão dos pequenos no buffet Mundo Mágico, no Brooklin. Minicarrossel, Gira-gira, Casinha de bonecas, Minicamarim, Balancinhos de burrinho e dos esquilos Tico e Teco, Cama Elástica e Brinquedão formam um universo acolhedor. “A Cama Elástica é superconcorrida! E como é grande, mede mais de dois metros, com quatro ou cinco aninhos eles podem ir de dupla”, conta entusiasmado Waldemar Gonçalves, proprietário.

Outra atração imperdível entre os pimpolhos é o Brinquedão, que chama a atenção pelo tamanho e pelos mistérios que guardam seu interior. “As crianças ficam supercuriosas em saber o que tem dentro dos túneis”, diz Waldemar.

Como a maioria dos buffets focados em crianças bem pequenas, o Mundo Mágico é térreo e possui berçário e fraldário com minipiscina de bolinhas, cadeirão e poltrona para amamentação. O proprietário conta que há um zelo especial no estabelecimento desde a decoração do buffet, baseada na antiga arte chinesa de harmonização, o Feng Shui – iniciativa da antiga proprietária mantida pela nova direção – até a proteção com áreas de circulação e funcionários. “Eliminamos todos os pontos possíveis de acidentes por onde as crianças transitam e nossos monitores possuem cursos de recreação”, garante.

A idéia de ensinar os jovens monitores a trabalhar brincadeiras com as crianças surgiu de uma necessidade observada pelo proprietário. “Depois de duas horas de brinquedos, os pequenos já enjoaram e querem partir para algo diferente”, explica. “Aí fazemos um intervalo estratégico com atividades lúdicas e premiação”, completa.

Cerca de 90 por cento das festas realizadas pelo Mundo Mágico são para crianças com menos de seis anos. Mas para garantir a diversão do amiguinho que tem um pouco mais de idade – ou mesmo dos adultos convidados – o buffet dispõe de uma radical parede de escalada e diversos games.

Marizete Bonaparte, mãe de Yan, 9 anos, e Ana Luiza, 5 anos, fez diversas festas no Mundo Mágico para os dois filhos. “Comemorei o aniversário de três, quatro e cinco anos do Yan e o de um aninho e o de cinco da Ana Luiza”, conta. A última festa realizada por Marizete no buffet foi a de cinco anos de Ana Luiza. Hoje Yan já está com nove anos e mesmo assim participou intensamente. “Ele adorou brincar na Cama Elástica, com os games e na parede de escalada”, lembra.

De acordo com Marizete, alguns pontos foram importantes na hora de escolher o buffet pela primeira vez e, depois, na recontratação. “O espaço separado para adultos foi um ponto que observei ao visitar o buffet pela primeira vez. Voltei graças ao atendimento personalizado e à alimentação excepcional”, revela.

 

ALEGRIA NA BRINQUEDOTECA

 

No Spiro Giro , na Vila Mariana, crianças menores garantem o movimento do buffet. “Para cada 20 festas realizadas aqui, 18 são de até sete anos. Mas a maior incidência é de dois a quatro anos”, revela Natália Gindro Carnicelli Coppola, sócia-proprietária com a irmã Daniella. A opção por trabalhar com as de bem pouca idade nasceu junto com o buffet, em 2004. “Acho que é o que fazemos de melhor e temos estrutura pra isso”, conta.

A Área Baby do Spiro Giro foi criada na parte térrea do Brinquedão. Ali há um verdadeiro parquinho, com Piscina de Bolinhas, Miniescorregador, Balancinho em forma de avião e um local chamado de Piscina de Cubos Geométricos, onde os bebês brincam com cubos de vinil e espuma.

Outro espaço reservado para alegria dos pimpolhos é a Brinquedoteca. A decoração, os amiguinhos, os brinquedos e os monitores criam um clima de estímulo para a sociabilização e para o desenvolvimento da criança.

“Nossos monitores são treinados para trabalhar com essa faixa etária e para saber enfrentar situações diversas com as crianças que apresentam algum tipo de deficiência”, diz Natália. “A partir do momento que ele ajuda a criança e a orienta nas brincadeiras - sempre educativas – pais e filhos ficam satisfeitos”, completa.

Na Brinquedoteca sempre há um contador de histórias de plantão, além de Casinha de Bonecas, Gangorra, mesinhas e cadeirinhas para as atividades de pintura. Aproveitar a brincadeira para educar é a política do Spiro Giro. Por isso, não ficam de fora as atividades pedagógicas, como Lego para montar e encaixar, teatro de fantoches, DVD com histórias infantis ligadas ao tema da festa ou didáticas rodando o tempo todo. Também livros ficam à disposição dos mirins.

No Camarim de Fantasias, as crianças abusam da imaginação e experimentam roupas e pinturas – com o Cabeleireiro Fashion. “Depois elas fazem um desfile. É muito legal!”, conta. “Mas as crianças curtem mesmo essa brincadeira até os sete anos”, conclui. Entre os brinquedos mais atraentes, Natália destaca a Cama Elástica e, sem dúvida, a Brinquedoteca.

O buffet é cercado de cuidados para os pequenos. “Há protetores de entrada e saída de tomada e apenas três degraus separam o salão da Brinquedoteca, que tem espuma nos rodapés. Mesmo assim é acarpetado com grama sintética e tem espumas em baixo e nas quinas”, fala.

Também o Berçário foi pensado com carinho. Além de ficar pertinho da Brinquedoteca para facilitar o deslocamento das mães com os filhos, é todo decorado com papel de parede, kits de berço, poltrona de amamentação, potinho com lencinhos umedecidos e trocador.

 

 

PRESENTE DE VALOR

 

Ter uma relação humana saudável é acreditar em valores, como ética e moral. Ensinar essa prática aos pequeninos é criar um novo cidadão que constituirá uma nova sociedade, com uma nova postura diante do meio ambiente, do poder público e da própria comunidade - o que poderá garantir um futuro mais promissor para todos.

Pensando assim, famílias zelosas e conscientes da sua responsabilidade perante os filhos e a sociedade propõem um olhar exemplar: na hora de ganhar presentes de aniversário, crianças – orientadas pelos pais - surpreendem com uma ação cidadã e provam que responsabilidade social começa cedo.

 

LEITE E FRALDA

 

Uma visita da Branca de Neve em pleno dia de festa. Esse era o sonho da pequena Maria Luisa, três anos, e que foi realizado pelos pais, na comemoração de aniversário dela e da irmã Laura, um ano. O cenário deste encontro foi um Jardim Encantado, criado pela Mog & Mug, na própria residência da família. Para alegrar ainda mais o dia, a mãe Flávia Augusta Baldoíno Costa contratou um mágico e a turma do Circo & Cia. A personagem mais esperada da festa não veio sozinha: o Príncipe Encantado acompanhou Branca de Neve – ambos da Estação Felicidade - no bailinho das meninas.

Apesar de tanta diversão, a maior surpresa foi o gesto beneficente promovido pelos pais, com aprovação total da filha mais velha. Foi solicitado aos convidados – 120 adultos e 60 crianças – doações para o Centro Assistencial Cruz de Malta.

A entidade ajuda uma comunidade carente oferecendo Centro Médico-odontológico e Área Sócio-educativa, com creche, centro de juventude e cursos profissionalizantes para jovens e adultos, assistência social, doações de alimentos e medicamentos e atividades artísticas, culturais e esportivas. “Ao visitar um bazar, vi um trabalho muito bonito, que era do Cruz de Malta. Foi assim que conheci”, lembra Flávia.

Desde aquele momento, a mãe se sensibilizou com a luta do Centro Assistencial para manter os serviços disponíveis à comunidade. Por isso, decidiu que faria algo para contribuir. Conversou com Maria Luísa, que concordou em pedir aos convidados da festa que trouxessem de presente fraldas e leite em pó para serem doados à Associação.

A caçula, porém, ganhou presentes normalmente, pois – além de não ter idade para compreender o gesto, herdou tudo da irmã mais velha. “Laura tem apenas um aninho...”, justifica a mãe. “Ela precisava de roupas e brinquedos próprios, que já não tivessem sido usados pela Maria Luisa”, completa.

Como festa de aniversário beneficente não é um evento comum, os convidados estranharam um pouco. “Alguns ficavam constrangidos de trazer apenas a doação e trouxeram outros presentes junto”, lembra. Assim, foram arrecadadas seis mil fraldas e 350 latas de leite em pó. “Lotou uma sala só de presentes para a Associação!”, garante Flávia. “Foi preciso fazer três viagens com um minifurgão da própria Cruz de Malta para levar tudo”, conta a mãe orgulhosa.

No dia da festa, duas representantes da Cruz de Malta foram até o local para apresentar o trabalho realizado por voluntários e assegurar os doadores da integridade da entidade. Para tranqüilizar a todos ainda mais, Flávia enviou um e-mail de agradecimento, com o balanço de tudo o que foi arrecadado.

Para realizar a festa, Flávia conta que não encontrou um texto para o convite que tocasse os convidados. Por outro lado, encontrou muito boa vontade. Por isso, o convite feito pela Sharon Design foi escrito pela mãe. “Não queria aquela mensagem fria pedindo doações. Queria tocar meu convidado”, revela. Na hora de comprar as lembrancinhas ganhou desconto por se tratar de uma festa beneficente. Adultos ganharam chocolate e as crianças levaram para casa dois livrinhos e uma touca de banho.

“Esta foi a primeira vez que fiz uma festa assim. Gostei muito!”, diz. Maria Luisa pelo jeito também aprovou. “Ela comenta sempre sobre os mais necessitados, e sinto que dá mais valor agora às coisas que tem”, analisa a mãe. Quanto à filha caçula... “Laura vai entender conforme cresce”, aposta.

Depois de quase dez anos de experiência em organização de festas, Cristiana Prado, proprietária da Mog & Mug, garante que não há época específica para esse tipo de evento ocorrer. “São cerca de sete festas por ano com esse propósito que acontecem em qualquer tempo”, revela. Para ela, o que motiva os pais a realizarem festas de aniversário beneficentes é o senso de responsabilidade e a fartura de roupas e brinquedos dos filhos. “Eles têm tudo, enquanto outros não tem nada! Às vezes, eles doam até a decoração”, conta.

Num evento como esse, o sentimento de realização pode ser bem mais forte. “Acho que todos saíram ganhando”, opina Flávia. “Nós, pais, filhos e convidados porque aprendemos cada vez mais a não fechar os olhos para a realidade que nos cerca. E, claro, ajudar as crianças amparadas pela entidade”, conclui.

 

VERBA PARA CRECHE

 

Ângela Moacyr já tem know-how em comemorar ajudando o próximo. Desde os três anos de sua filha Julia, hoje com cinco anos, as festas de aniversário são beneficentes. O primeiro ano da filha foi repleto de presentes. O segundo também. No terceiro a mãe percebeu que podia ajudar alguém doando alguns brinquedos que a filha não usaria. “Pensei: ela tem mais do que precisa e com mais uma festa mais um mundo de brinquedos ia chegar. Por que não doar a quem precisa?”, justifica.

Como Ângela sabia que a escola onde a filha estuda, Builders, em Perdizes, apóia a Creche Batuíra, do Projeto Vila Brasilândia, sentiu-se confiante em ajudar. “Primeiro pensei em dar doces e brinquedos, mas como eles são muito carentes, achei que o que eles precisam mesmo é de dinheiro”, revela.

Este ano a recepção ocorreu no Magic Forest, no Jardins, com almoço, mágico Marthin e personagens da Fábrica de Ilusões: Branca de Neve e Príncipe Encantado, seguindo o tema da festa. Um espaço para as crianças pequenas também foi montado pela mãe. Elas ficaram sob os cuidados de uma monitora.

“Foi muito bacana!”, lembra Ângela. O convite, feito pela mãe, tinha uma carta anexada avisando sobre a característica beneficente da festa. “Mesmo os convidados de outros Estados, que eu sabia que não viriam, receberam um convite e uma carta com os dados para depósito”, diz. Uma caixa lacrada foi criada também pela mãe para que as doações em dinheiro fossem depositadas.

“A repercussão da primeira festa de aniversário beneficente foi muito boa. A segunda ainda melhor. Assim, todos foram se acostumando e, hoje, já sabem qual é o esquema”, explica. “Mesmo assim, Julia ganha brinquedos dos familiares, que também não esquecem de contribuir com a arrecadação”, completa.

Depois de feito um balanço dos valores, a mãe envia a todos os que contribuíram um e-mail de agradecimento com informações sobre a doação, repassada para a escola que, por sua vez, direciona para a Creche Batuíra. “Aparentemente dá mais trabalho fazer uma festa assim, pois precisa escrever uma carta antes e outra depois, além de administrar as arrecadações. Mas não custa nada para mim e ajuda muito outra pessoa!”, explica.

Educar os filhos com valores de fraternidade e cooperação faz parte do dia a dia de Ângela. A ajuda para entidades beneficentes não se restringe aos aniversários. Ela conta que no Natal costuma, junto de Julia, escolher alguns brinquedos que não usa mais para doar. “Brinquedo bom, não quebrado!”, ensina.

Para a mãe, Julia já compreendeu a importância da sua ação e gosta de praticar. Seguindo o mesmo caminho, o caçula Gabriel, dois anos, ainda não entende o gesto e, por isso, as festas dele não são declaradamente beneficentes. Entretanto, a mãe dá um jeitinho. “Presentes repetidos ou que sei que ele não vai usar troco por mais baratos nas lojas onde foram comprados”, conta. Dessa forma, Ângela cria nos filhos consciência cidadã.

 

 

 

BRINQUEDOS E ROUPAS

 

Todos os anos, Daniela Angele e o marido concentram esforços para ajudar alguma entidade carente. Neste ano, eles tiveram uma idéia diferente para contribuir com quem precisa: com consentimento da filha, Sofia, três anos, doaram brinquedos e roupas de pouco uso - tanto dela quanto da irmã, Marina, um ano. Além disso, aproveitaram a festa de aniversário das meninas, no Mundo Encantado, em Moema, para arrecadar ainda mais brinquedos.

“Anexei ao convite padrão do buffet uma cartinha assinada por elas solicitando brinquedos em bom estado para doação”, conta Daniela. O pedido só foi feito para casais com filhos para evitar gastos com brinquedos novos. “Mesmo assim, teve gente que comprou”, lembra.

Durante a festa, decorada com o tema Princesas, foram arrecadados 55 brinquedos, uns melhores e outros mais simples. “Algumas pessoas levaram mais de um porque eram menores e mais baratos”, conta Daniela.

Como as filhas também ganharam presentes, aquilo que era repetido também foi separado para doação. “Conversei com a Sofia e expliquei que para os brinquedos novos entrarem no quarto, os que ela não brinca mais teriam que sair para ajudar um amigo que não tem”, lembra. Assim, mãe e filha embalaram em papel presente 125 pacotes para o Projeto Viver, com a idade adequada identificada em cada um.

O projeto é mantido pelo Banco Votorantim e empresas parceiras e o objetivo é o desenvolvimento sustentável de famílias carentes. Entre outras coisas, o Projeto Viver mantém duas creches, para onde Daniela focou a ajuda. Uma das creches tem 60 crianças e nesta Daniela, Sofia e uma amiga levaram os presentes pessoalmente. “Peguei a relação das crianças da creche e Sofia e a amiguinha entregaram os presentes um a um para todas”, conta orgulhosa.

No balanço da realização da festa de aniversário de caráter beneficente, Daniela conta que os convidados gostaram muito da idéia. “Eles acharam o máximo! A escola veio falar, todo mundo aprovou. As pessoas não sabem muito como colaborar com entidades beneficentes e essa foi uma boa oportunidade para aprender”, acredita.

Já é tradição da família de Daniela ajudar ao próximo e ela quer perpetuar essa consciência nas filhas e deixar a dica para os amigos. “Fui criada assim, fazendo cesta de Natal para os mais necessitados”, lembra. “Quero que minhas filhas cresçam vendo isso”, diz. “Se todo mundo desse algo para quem precisa ia ser um barato, porque basta um pouquinho de cada um para mobilizar a todos!”, completa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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