REVISTA FESTAS INFANTIS Nº29

Carta ao Leitor

 

Não é nada fácil fazer a primeira festa. Escolher o melhor buffet, definir fornecedores, o tema da festa e até o melhor horário para que o bebê não durma na hora do parabéns. A revista Festas Infantis falou com algumas mães de primeira viagem para saber suas maiores dúvidas. Segundo profissionais da área, é importante ter confiança no buffet, ter a certeza de que as crianças irão aproveitar bem os brinquedos e que os adultos possam conversar e também curtir a festa.Confira e faça tranquila a primeira festa.

Se a idéia é fazer uma comemoração com muitas brincadeiras e menos brinquedos eletrônicos, há em São Paulo três buffets especializados em resgatar brincadeiras antigas e que garantem várias horas de diversão para a garotada.Conheça essas opções.

Se o tema escolhido for circo ou se seu filho gosta de palhaços, contrate um e aproveite para dar boas gargalhadas junto com os convidados.

Nos meses de junho e julho as festas juninas estão em alta e empresas capricham no visual de suas barracas para festas de aniversário. Em junho também começa a Copa do Mundo de Futebol e selecionamos mil idéias para uma festa bem esportiva.Comemore.

 

A PRIMEIRA FESTA!

 

Planejar uma festa não é tarefa fácil para quem já conhece o caminho. Imagine para quem nunca sequer pensou nisso antes! Com a vinda do primeiro filho, vem também a primeira festa de aniversário, que, quase sempre, funciona como uma oportunidade de reencontrar amigos e parentes. A maioria dos buffets infantis orienta e indica outros profissionais para os pais. E estes dão dicas importantes para que tudo saia perfeito.

A parceria de buffets infantis e fornecedores com as mães é muito importante para garantir que o sonho da festa do primeiro filho se realize sem frustrações. Entre as preocupações que rondam a mãe de primeira viagem está a de oferecer uma comemoração diferente de todas as outras. Por isso, a busca por opções diferenciadas se torna maior.

 

Lista de convidados:

facilidade na hora de negociar

 

De acordo com alguns proprietários de buffets infantis de São Paulo, antes de escolher o espaço da festa, os pais devem definir a lista de convidados, cuidando para não esquecer de ninguém. “Para o primeiro ano você fica na dúvida sobre quem convidar. Comecei minha lista com 60 pessoas e tive que adicionar mais vinte no final”, conta Joyce Machado Teixeira, mãe de João Victor. “Para o segundo aniversário vou dar prioridade aos amiguinhos da escola e seus pais, além dos nossos parentes. Alguns amigos talvez fiquem de fora”, completa.

Joyce queria algo especial e fez uma comemoração atraente para todos. “Virou uma festa de adulto!”, lembra. “A festa de primeiro ano é mais dos pais. As crianças não entendem tudo, mas participam bastante. O João Victor, por exemplo, apagou velinhas, lambeu o bolo”, diz Joyce. Dos cerca de 80 convidados, dez eram crianças. “Tínhamos uma promoção de abertura que, além das crianças de até cinco anos não pagarem, as de idade entre seis e nove pagavam meia”, explica Marli G. Pirró, proprietária do buffet Magic Tower, na Chácara Flora, inaugurado em fevereiro de 2005 e escolhido por Joyce. Entre os motivos dessa escolha, a mãe destaca a proximidade da residência dos familiares, além da beleza e da boa distribuição do local: em cima, lanchonete, fraldário e brinquedos; em baixo fica o cantinho baby e um confortável salão de pais com circuito interno de TV. Também o serviço a agradou. “Fiz a degustação. Achei muito caprichado!”, conta.

Logo na primeira visita, Joyce fez a pré-reserva, que no Magic Towertermina num prazo de 48 horas para evitar segurar a data para um cliente que pode desistir em cima da hora e não dar oportunidade a outro. Voltou para fechar o contrato com antecedência de quatro meses da festa. Como uma mãe precavida, Joyce resolveu verificar todos os itens solicitados uma semana antes da data e garantiu a festa que queria.

Na hora de negociar, Joyce aproveitou a promoção de abertura do Magic Tower e ganhou a mesa de guloseimas, a decoração com balões na fachada e no salão. A recreação foi feita pelo Grupo Curumin, com camarim e escultura de balões. Como na época o buffet não tinha nos álbuns o tema de decoração que a mãe queria, Joyce procurou em revistas até encontrar Cocoricó e o buffet providenciou a contratação. Durante toda a festa, o filme do Cocoricó ficou rodando na TV do buffet para distrair os convidados.

O serviço de foto foi realizado por José Roberto, da JRBrancini. “Hoje vejo as fotos do meu filho e é maravilhoso relembrar! Mas não quis o vídeo e a retrospectiva no primeiro aniversário porque achei que eu ia aparecer mais que o João Victor em função de ele estar sempre comigo”, conta.

Os docinhos diferenciados de morango com chocolate e o fondue de uva foram encomendados da PC Doces. A maior dificuldade de Joyce foi em definir a quantidade de bebida extra que iria levar. Além da oferecida pelo buffet - refrigerante, água e cerveja - os pais serviram uísque e vinho. “Sobrou muita bebida apesar do pessoal do buffet ter nos orientado. Ficamos com medo que faltasse”, lembra Joyce.

Na agitação de atender a todos os convidados e ao filho ainda pequeno, Joyce mal parou na festa para comer as delícias experimentadas no dia da degustação. Por isso, dá a dica para as novas mamães: “aproveitem a festa! Vale a pena!”. Pensando nisso, o buffet prepara uma caixa com todos os salgados, os doces e o bolo da festa para os pais levarem para casa.

Para Joyce foi uma experiência tranqüila, apesar da ansiedade. Por isso, fechou a festa do segundo ano de João Victor no mesmo buffet apesar do local já não oferecer a mesma promoção. A decoração da mesa já foi reservada e será Madagascar,  da Chiara Marcelli. E, desta vez, fará a gravação da festa.

Cíntia Maria Martins de Luca preparou a festa do primeiro aniversário de Helena em menos de um mês. Para presentear a primeira filha, o tema da decoração foi Circo, com direito a perna-de-pau, realejo e show de cachorrinhos. Apesar de Cíntia já ter freqüentado outras festas infantis – a dos filhos dos amigos – ela partiu do ponto zero. “Para ter idéias criativas, procurei a Revista Festas Infantis – indicação de uma amiga”, lembra.

Sua jornada começou no início de janeiro de 2006, com a escolha do local. Em apenas três dias, Cíntia visitou mais de cinco buffets infantis e acabou optando pelo Comics, no Morumbi. “Gostei de todos! Mas achei o Comics maravilhoso, grande, com uma sala de pais muito confortável e silenciosa e, além de tudo, perto da minha casa”, conta. Outro fator relevante para a escolha de Cíntia foi a disponibilidade da data da festa no buffet, um domingo, dia 29 de janeiro. “Consegui porque é um mês de poucas festas”, confessa. E Cíntia tem razão. Os meses de férias escolares – janeiro e julho – costumam ser mais tranqüilos para os profissionais da área de festas infantis.

A mãe também se preocupou em adaptar o período da comemoração para Helena aproveitar todos os minutos. O Comics oferece dois horários para festas, das 11h às 15h, e das 18h às 22h. Como a época escolhida tem um movimento menor, Cíntia conseguiu fazer a festa mais cedo, das 17h às 21h. Assim, a menina pôde curtir toda a festa sem dormir.

Dos serviços oferecidos pelo Comics, Cíntia aproveitou a música infantil, a decoração da mesa, a recreação e o buffet de doces, salgados e bolo. Na hora de escolher o cardápio, ela optou pelos quitutes que as crianças mais gostam: coxinha, brigadeiro, etc. “Não sabia que podia ser feita a degustação, mas estava tudo muito gostoso”, conta. O bolo foi de Sonho de Valsa, oferecido pelo próprio buffet. Além das bebidas disponíveis no menu, Cíntia levou prosecco e uísque. O serviço de garçons também foi aprovado pela mãe. “Eles foram muito educados e serviram muito bem”, conta.

“Quis contratar outras atrações para deixar a festa ainda mais bonita”, explica, por isso procurei na Revista Festas Infantis outros fornecedores”. O tema Circo foi escolhido "porque tinha animais, palhaços e uma porção de coisas divertidas e muitas cores". Para combinar, chamou a empresa Show Tradição para fazer números com cachorros. “Helena não teve medo nenhum. Ela amou o show!”, lembra

Cíntia pesquisou muito até encontrar, na redação da Revista, o telefone do ‘seu’ Geraldo Santiago, há mais de vinte anos no mercado, que leva um realejo na festa. O antigo instrumento movido à manivela toca músicas enquanto o bilhete da sorte é retirado por um pássaro, que encanta a todos os convidados. Também o perna-de-pau trajado de verde num estilo Jetsons, da Quiz Eventos, recepcionou os convidados e alegrou a festa com truques de malabares. A recreação, da equipe Tchurminha Nossa, oferecida pelo buffet, fez gincanas, colocou fantasias e distribuiu prêmios para as crianças. “Os monitores são muito legais. Todo mundo comenta!”, diz.

 

A Cenário Balões decorou a fachada do buffet com personagens de circo, como palhaços e equilibristas, tudo em balões. “Ficou maravilhoso! Não conhecia a empresa, mas resolvi apostar e valeu à pena”, declara.

A decoração do salão ficou por conta da Guacirema Balões. Eles enfeitaram tudo com bexigas de gás hélio vermelha, amarela, azul e laranja. Nas mesas dos convidados foram colocadas bexigas em forma de palhacinho, que também segurava um balão. E, para finalizar a decoração interna, foi feito um arco de balões em volta da mesa de bolo.

Máscaras de EVA de leão, tigre, urso panda e girafinha foram compradas pela mãe. “Só comprei para as crianças, cerca de 50. Mas os adultos também usaram para tirar fotos”, lembra.

Apesar do buffet oferecer as lembrancinhas, Cíntia optou por um kit para pipoca, com cinco baldes. Todos desenhados com meninos e meninas, para a família, independente do número de filhos.

Foram convidadas 150 pessoas, entre parentes do interior e da capital, amigos e colegas do trabalho. Cíntia passou a maior parte do tempo recebendo os convidados e acompanhando a alegria de Helena. “Fui comer um salgadinho em casa, acredita?”, confessa. Por isso, o Comics também prepara caixas com doces, salgados e bolo iguais aos que foram servidos na festa para os pais levarem para casa.

Para a hora do parabéns, Cíntia usou a imaginação e comprou lança confete e serpentina. “Ficou superdivertido!”, lembra. Mas, para o segundo aninho de Helena, garante que vai contratar a decoração da mesa de bolo em local especializado para ficar ainda mais atraente.

 

Programação:

como encontrar vaga nas agendas dos buffets

 

Tudo o que foi acertado com o buffet Comics e com o Show Tradição foi assinado em contrato. Os outros fornecedores foram contratados por telefone e pagos no dia da festa. Mas para a próxima, Cíntia espera começar a organização mais cedo. “Fiz tudo sozinha! Graças à Deus eu tinha a Revista Festas Infantis nas mãos!”, lembra. E, por falta de tempo, a mãe pensou, mas não conseguiu colocar barraquinhas de pipoca, churros e maçã do amor.

Agora, mais experiente, ela conta que descobriu o segredo das outras mães: prestar atenção nos detalhes das festas dos amigos e averiguar o fornecedor. “Em todo aniversário que vou vejo o que me agrada mais e pego o cartão da empresa que faz”, diz.

Antes de decidir fazer a festa de Laura, um ano, no buffet Peekaboo, em Moema, a mãe Rosana de Souza Moreira pediu a opinião de amigos que já fizeram festas para os filhos. Com dois meses de antecedência, Rosana começou a pesquisa. “Visitei uns dez buffets, a maioria em Moema”, lembra. Para encontrar vaga na agenda, a mãe não teve dificuldades, pois realizou a festa durante a semana.

“Durante a semana é mais tranqüilo para encontrar data em buffet infantil. Há algum tempo, o prazo médio para reserva de festas em fim de semana era de oito meses.Hoje o prazo reduziu para três meses”, explica Henrique Machado, sócio da rede de buffets Peekaboo junto de Susi Vilela Machado, Solange Machado e Renata Guedes. A dica vem em boa hora para a mãe que já decidiu fazer a próxima festa sexta-feira ou domingo. “Vários casais com filhos querem viajar e se a festa é sábado não dá!”, diz Rosana.

A festa de Laura foi gravada e clicada por Cátia Herrera e Marcelo Vita. “Gostei bastante. Ela fez o vídeo com personagens da festa. Na abertura eles falam que é o aniversário da Laura. Depois aparece a Minie fazendo bolo e o Mickey comprando o presente”, conta Rosana. A profissional foi indicação de uma amiga de Rosana, que ainda tinha dúvidas em contratar o serviço, mas não se arrependeu. “A Laura assiste muito ao filme. Ela adorou!”, diz.

A mesa foi decorada com o tema Fim de semana do Mickey e da Minie, de Chiara Marcelli. Porém, antes de optar, a mãe não se contentou em ver as fotos. Preferiu ver a mesa montada antes da festa. Rosana também contratou o teatrinho do Tutti Hortelã Frutti. “Achei legal porque, além do Mickey e da Minie, eles tinham outras personagens e não tinham uma história pronta. É um teatro interativo, as crianças colocam fantasia, tem mágica”, conta. O contrato com a empresa foi feito por telefone, fax e e-mail. E, para alegrar ainda mais a festa de Laura, a mãe convidou as personagens do Mickey e Minie, da Fábrica de Ilusões. Também os docinhos, da Doces Teresa, foram decorados com a carinha do Mickey e da Minie.

Os serviços contratados foram indicados pelo próprio buffet para facilitar a vida de Rosana. Ela também não teve que correr atrás de decoração de fachada e espaço interno, e a recreação foi feita pelo próprio buffet, que incluía pintura artística.

A maior preocupação de Rosana foi com a comida para cerca de cem pessoas: 70 adultos e trinta crianças, de zero a doze anos. Aquelas com até quatro anos não pagaram. As de cinco a dez, pagaram meia. “A negociação depende da data que a mãe quer, do tamanho da festa e se o cliente é antigo”, conta Henrique.

Antes de contratar o buffet, Rosana marcou uma data para degustação e aprovou. No jantar da festa ela comprovou a qualidade e o serviço: foram servidas duas massas e dois molhos, além dos salgadinhos e doces. Além das bebidas oferecidas pelo buffet – água, refrigerante e cerveja - Rosana levou uísque.

E na hora de preparar as lembrancinhas, Rosana foi atrás. “Queria algo que tivesse a ver com o tema da festa. Optei por uma caixa personalizada com a carinha da Minie, para as meninas, e do Mickey, para os meninos”, lembra. Para conseguir o efeito que queira, Rosana procurou a Funny Gift para encomendar as caixas e, para enchê-las, comprou docinhos e brinquedinhos para os meninos, e docinhos e bolinha de sabão para as meninas. Para a festa foi montada uma mesa com as lembrancinhas.

 

Lembrancinhas:

mães podem improvisar com ajuda de fornecedores

 

“Fiz tudo com ajuda do buffet Happy Day”, conta Ana Virgínia Brando, mãe de Henrique. A mãe conta que foi muito importante comemorar o primeiro aniversário do Henrique porque passou por momentos difíceis em função de ele ser prematuro de sete meses. “Assoprar a vela de um ano foi uma vitória pra gente!”, diz.

Fazer as lembrancinhas da festa foi uma atitude muito representativa para Ana Virgínia. “Construí uma lancheira para as crianças”, conta. Ela usou duas cores para agradar a meninos e meninas e lembra que teve muito trabalho porque o número de convidados aumentava a cada dia e quando voltava para comprar mais já não achava o produto igual. “Foi uma loucura! Mas ficou lindo. Valeu a pena!”, diz.

Ela usou um pote plástico da Camicado e colou selos cortados em quadradinhos. Ficou como uma valise de alça curta.

A escolha pelo buffet Happy Day foi feita pela proximidade com sua casa e porque o local foi todo contruído para atender as necessidades das crianças pequenas. “São mesinhas, cadeirinhas e brinquedos para crianças de até três anos”, fala. Com quatro meses de antecedência, Ana Virgínia reservou o horário do almoço de sábado, dia 5 de novembro. “Procurei no sábado porque era mais fácil para os parentes participarem”, conta.

O buffet orientou a mãe para ficar atenta com a escolha do horário da festa em função do horário do sono do filho. Para não tirá-lo da rotina, fez a festa das 12h às 16h, assim, ele não dormiu e aproveitou todos os momentos. Com data marcada, Ana Virgínia voltou ao buffet para fazer a degustação. Aprovou e contratou o serviço: três massas e salada, além dos docinhos e salgadinhos.

“Perguntei onde tinha tudo e o pessoal do buffet me indicou algumas empresas”, conta. A decoração da fachada, a decoração interna, os centros de mesa, a mesa de bolo decorada com o tema Urso Pooh e a recreação foram do próprio buffet. “E ganhei uma maquiadora artística!”, comemora. Graças a antecedência da reserva, Ana Virgínia pôde pagar a festa em cinco vezes.

Na última hora, a mãe lembrou de contratar serviço de foto e vídeo. Como já conhecia Solange Del Pozzo de um evento anterior, a contratou e deu sorte de conseguir a data. “Fiquei encantada quando vi o trabalho pronto. Que lembrança maravilhosa ela deixou pra gente!”, diz.

 

A mineira Renata Oliveira, mãe de Enzo, um ano, só conhecia dois buffets em São Paulo quando decidiu comemorar o aniversário do filho. “Saí em busca de um local que comportasse cem pessoas sem ficar nem lotado nem vazio”, lembra. Selecionou, aproximadamente, vinte buffets na Revista Festas Infantis e começou a pesquisa com oito meses de antecedência. “Alguns buffets já não tinham mais vagas para a data e o horário que queria”, conta. Renata avaliou os orçamentos até ficar com cinco opções de espaços. Duas semanas após ter visitado o Jurassic Buffet, em Moema, que tem 500 m², e ter feito a reserva para sábado, dia 11 de março, à noite, decidiu bater o martelo, mas, ao retornar, o horário já estava preenchido. “Não prestei atenção no prazo da pré-reserva, de 24 horas”, diz. Em função disso, Renata fez a festa a partir do meio dia. “No fim achei ótimo porque programei o horário de sono do Enzo, que ficou acordado o tempo todo da festa e curtiu muito tudo!”, fala.

Alguns argumentos foram relevantes para Renata na hora de escolher o Jurassic. Além da gratuidade para crianças de zero a cinco anos, oferecida pela maioria dos buffets, ela conseguiu negociar para mais dez crianças com idades entre seis e sete anos. Também ganhou a decoração de balões em volta da mesa de bolo e um clip retrospectiva, com participação do marido na montagem.

Fora as questões de orçamento, Renata também levou em consideração a localização do buffet, os brinquedos atraentes para todas as idades - como o helicóptero, a parede de escalada, a cama elástica e a piscina de bolinhas - e a reforma pela qual a casa estava passando. “Ia ficar mais bonito ainda!”, diz.

O menu foi definido com pratos básicos. Para o almoço foram servidos rondelli e salada variada. De quitutes tinha crepe, quiche, coxinha, brigadeiro, algodão-doce e outras gostosuras. “Fiz a degustação antes e achei tudo maravilhoso!”, lembra. Para beber foram servidas bebidas sem álcool, exceto por uma batidinha. “Muita gente telefonou depois da festa para elogiar a qualidade tanto do serviço quanto da comida”, conta.

O buffet facilita a escolha da mesa de bolo disponibilizando o portfólio de seis decoradores. A mãe pagou um valor adicional e garantiu a decoração Fazendinha, criada por Luciana Di Ritti. “Um mês antes da festa mudei o tema de Circo para Fazendinha porque percebi que ele está numa fase de adorar os bichinhos”, diz. Para Renata, comemorar o primeiro ano do filho é fundamental. Por isso, se esforçou para deixar a festa muito atraente.

Os convites usados para a festa de Enzo foram os do próprio buffet, com um dinossauro na capa. Como lembrancinha, o buffet oferecia brinquedos como lousas e pula-corda, mas Renata queria algo personalizado. “Fiz um enorme saco de celofani com balas coloridas cerrado por uma fita azul”, explica. A lembrancinha acompanhava um cartão de agradecimento com a foto do filho. Para as mães, Renata embalou num tecido xadrez um alfajor e fechou a embalagem com palha.

Para divertir a todos, contratou um robô que interagia com os convidados, da Criatronic. “Achei que podia ser uma opção bastante diferente”, conta. A recreação foi feita pelos monitores do buffet, que fizeram gincanas.

Geralmente, festas de aniversário de um ano são repletas de adultos. No caso de Enzo, o salão ficou cheio de crianças. Isto porque Renata priorizou pessoas com filhos na sua lista de convidados. “Veio gente de vários locais: vários vieram de Minas Gerais (BH), meus sogros, do Guarujá (SP), e outras pessoas - tanto da família quanto do trabalho - vieram de diversas partes da capital”, conta.

 

 

Buffets e fornecedores:

são parceiros da mãe na hora da festa

 

A lista de convidados foi feita várias vezes. Primeiro, Renata fechou a festa para 60 pessoas, depois inseriu mais quinze, depois mais dez... “Com o tempo a gente vai lembrando de mais um, mais outro. E não dá para esquecer ninguém”, fala. Entretanto, a mãe garante que é importante ter essa lista em mãos até na hora de escolher o buffet, para atentar ao tamanho que será necessário, aos serviços que serão utilizados, aos brinquedos para atender as diversas faixas etárias; na hora de negociar com os fornecedores e adquirir orçamentos de decoração, recreação etc. “Uma dica é pedir para os convidados confirmarem presença ou por e-mail ou por telefone”, diz.

Depois de toda essa correria, Renata dá uma outra dica para as mães. “Na festa estamos ocupadas em atender a todos. Para a próxima vou tirar o dia anterior para descansar bastante e fazer uma massagem para ficar bem relaxada”, conta.

 

“Ter confiança no buffet contratado

e a certeza de que ele pode auxiliá-la na organização da festa diminui a ansiedade

da mãe e minimiza a inexperiência”.

Marli G. Pirró, proprietária do buffet Magic Tower

 

"Respeitar a rotina da criança. O ideal é fazer a festa no horário do almoço para o aniversarianteestar disposto e participar mais da festa”.

Regina Marta Costa , gerente do buffet Comics

 

"A mãe hoje pode contar com facilidades na hora de complementar a lista de convidados. Com o convite virtual, ela envia para quantas pessoas quiser e solicita a confirmação de presença por e-mail mesmo”.

Henrique Machado, sócio-proprietário do buffet Peekaboo.

 

“Preste atenção à indicação de faixa etária dos brinquedos oferecidos pelo buffet para que as crianças aproveitem”.

Cátia Martins Belasco, sócia-proprietária do buffet Happy Day

 

“A escolha do buffet deve ser feita de acordo com o espaço disponível e o número de convidados, para que todos fiquem à vontade seja circulando ou sentados. Outra observação importante é que a área de adultos deve ser, preferencialmente, separada da área de lazer das crianças".

Harry Hochheim, sócio-proprietário do Jurassic buffet

 

ACERTE A FESTA!

 

Para dar uma mãozinha aos pais de primeira viagem, a Revista Festas Infantis elencou alguns itens fundamentais para organizar a festa dos sonhos.

 

• Não deixe para a última hora: agende a data no buffet com 90 dias de antecedência, mas não esqueça de verificar no calendário se o dia escolhido não coincide com datas comemorativas.

 

• Evite festas antes ou depois de feriados prolongados. Caso faça questão, comece a programação com seis meses de antecedência.

 

• Os meses mais concorridos nos buffets são março, junho, agosto e outubro. Os mais tranqüilos são os das férias escolares: julho e janeiro.

 

• Prepare uma lista aproximada de convidados e só depois procure o espaço da festa – buffet, salão do prédio ou sítio. Com o número de convidados na mão fica mais fácil saber o tamanho necessário do local para receber bem a todos e para negociar o orçamento. Depois disso, procure os outros fornecedores.

 

• Peça aos convidados que confirmem a presença para evitar surpresas.

 

• Fique atenta ao sistema de pré-reserva dos buffets para não perder a data escolhida.

 

• Uma semana antes da festa verifique se todos os itens estão atendidos.

 

• Caso seu filho tenha menos de três anos, escolha um tema da festa mais clássico, para evitar que ele queira o mesmo tema quando tiver idade para optar.

 

• Sempre que possível certifique-se do serviço que está contratando. No buffet, peça degustação; assista ao teatrinho escolhido; conheça o trabalho das personagens, palhaços, mágicos e outros profissionais.

 

• O horário da festa não pode coincidir com o do soninho do bebê para que ele possa participar o tempo todo.

 

COMEMORE À MODA ANTIGA

 

Velhas brincadeiras de infância, cantigas de roda e brinquedos rústicos ainda podem encantar os pequenos do século XXI. Acostumadas ao mundo eletrônico, as crianças descobrem um novo universo ao visitar antigos hábitos, do tempo dos pais ou dos avós.

Queimada, cabra-cega, corre-cutia, ciranda, esconde-esconde, pião, barra-manteiga, bolinha de gude, pula-sela, amarelinha e passa-anel. Tudo isso mesclado às histórias clássicas e lendas brasileiras fascinam a criançada, que sem querer perder nada, também experimenta um novo paladar em piqueniques cheios de quitutes exóticos.

São poucos os espaços na cidade onde as atividades resgatam a delícia da infância vivida nos quintais de casa. Mas existem! A proposta desses locais é a de oferecer para a criança uma festa bem diferente, educativa e, ao mesmo tempo, divertida.

 

Brincadeiras de quintal

 

Essa foi a idéia de Ângela Soares e Mariana Ramos, neta do escritor Graciliano Ramos – autor de Vidas Secas e São Bernardo, entre outros sucessos - quando criaram, há cinco anos, a Casa Tupiniquim Festas e Afins, na Vila Madalena. “Queríamos resgatar o que temos de mais bonito nas lendas e mitos brasileiros”, explica Ângela.

Aos poucos, as empresárias incorporaram à casa outras histórias que envolvem crianças de todos os tempos. Daí surgiram as mesas decoradas nos temas A Festa no Céu, Três Porquinhos, Bichos da Mata, Festa Romântica (Boto e Yara), Dinossauros, Circo, Futebol, Mágica, Terror, D. Baratinha e Sr. Ratão, Junina, Turma da Mônica, Sítio do Pica-pau Amarelo e Saci. Todas criadas pelo ateliê Fora de Ordem, em papel machê.

A Casa Tupiniquim tem 500m 2 de área integrada. “Quando chegamos aqui, derrubamos paredes, aumentamos as portas, e o que era uma tímida garagem virou teatro e camarim”, conta Ângela. Ali, os monitores realizam brincadeiras musicais, como ciranda, caracol e dança da cadeira. Embaixo do brinquedão de madeira, na grama sintética há um lago pintado, onde "mora" um jacaré de papel machê. Também há casinha de boneca, túnel, parede de escalada, trilha de arvorismo, tirolesa e muitos outros brinquedos e brincadeiras orientadas. “Brincamos muito. É a festa do encontro, onde pais, filhos e amigos passam horas muito felizes juntos!”, alegra-se Angela.

“Conheci a Casa Tupiniquim quando fui à festa do filho de uma amiga. Isso foi há cinco anos. Adorei a proposta!”, conta Nancy Flofi, mãe de Pedro, sete anos, e de Luiza, quatro. Apenas o primeiro ano dos filhos não foi comemorado neste buffet e, mesmo assim, Nancy diz que as festas são sempre diferentes.

A última comemoração foi a da filha, com tema de Carnaval e mesa supercolorida, decorada com motivos circenses. Pela primeira vez, Nancy contratou um serviço extra: o mágico Eduardo Perez. “Eu o vi numa festa e gostei!”, lembra. A festa também foi animada com brincadeiras coletivas. “Apesar de ser diferente do que estão acostumadas, as crianças não estranham porque brincam mesmo, e os pais também gostam porque ficam meio nostálgicos”, explica Nancy.

Além das brincadeiras de quintal, a Casa Tupiniquim faz uma oficina de construção de brinquedos a partir de sucata. De uma caixa de leite e restos de papel crepom surge um palhaço, cujo nariz pode ser a tampa de uma garrafa. “O mais legal de tudo é sair com amigos para brincar, e as brincadeiras de lá favorecem essa comunhão, esse brincar juntos! Como minha filha mudou de escola recentemente, foi foi bom porque brincou com os novos e com os antigos amigos”, revela Nancy.

A criatividade também vai para a cozinha da Casa Tupiniquim. As comidinhas são assinadas por Ashraf Klink (irmã do velejador Amyr Klink). “No início ela nos ajudou muito: montou o cardápio e treinou o pessoal”, conta Ângela. Uma de suas criações foi Lampião e Maria Bonita – uma fatia de queijo com doce de leite. Mas não é só isso: sanduíche de carne-louca, esfiha de berinjela e de escarola, pé-de-moleque e compotinhas brasileiras (abóbora com coco, banana e doce de leite) podem fazer parte do cardápio, que é bastante flexível e não deixa de lado os tradicionais e imbatíveis salgadinhos e brigadeiros. Independente do menu escolhido, a Casa Tupiniquim coloca à disposição caldinho de feijão, caldinho de abóbora ou cuscuz de camarão.

“Escolho sempre sanduíche de carne-louca, cuscuz de camarão servido na folha de bananeira, caldinho de feijão, a brasileiríssima caipirinha e cerveja. Mas também peço coxinhas, esfihas e outros salgadinhos normais”, diz Nancy. “Este ano tive a boa surpresa com as compotinhas que serviram. Uma delícia!”, completa.

Algumas mães gostam de incrementar e contratam outros serviços que acabam casando com o estilo alternativo do espaço. Ângela e Mônica indicam o teatro de bonecos Furunfunfum e o Grupo Tiquequê, que conta histórias com recursos de música e dança. Entretanto, as mães podem optar por outras empresas.

Quando Rafael, cinco anos, completou três anos, a mãe Priscila Machado Barreto já conhecia a Casa Tupiniquim, onde comemorou os seis anos de sua filha, Júlia. Ela procurou este espaço alternativo para sair do lugar-comum e resgatar a cultura brasileira. “Queria um buffet com a cara do Brasil”, conta Priscila. A mãe já conhecia o espetáculo realizado pelo Von Feffer, com bonecos de luva, e contratou os atores para contar a história Os Três Porquinhos. “Não é tão brasileiro, mas é universal e meu filho gosta da história”, explica. O tema da mesa foi Bichos da Mata, e a lembrancinha foi um quebra-cabeças de madeira em forma de bichinho para pintura, já com pincel e tinta. “Achei mais acolhedor dar uma lembrancinha de madeira”, conta.

Ligia Mello também procurou algo alternativo para comemorar o aniversário do filho Antônio, três anos. “Fiquei ansiosa até a hora da festa porque todo mundo espera um outro tipo de buffet. Mas foi ótimo! As crianças e os adultos gostaram muito”, conta. Ela diz que outro fator que levou em consideração na hora de contratar o serviço foi o som. “Não tem barulho de eletrônicos. A música tocada é do grupo Palavra Cantada - dos músicos Sandra Peres e Paulo Tatit -, que meu filho adora”, completa.

 

Histórias mágicas

 

O amor pela infância e pela arte entusiasmou o casal Pedro Paulo Eva e Adriana Domite Mendonça a abrir a Casa Amarela Festas, no Campo Belo. Empenhados em construir esse espaço, eles se uniram a Susanne Bartlewski, professora de pré-escola, especializada na Pedagogia Waldorf, há mais de dez anos.

Após o convite do casal à pedagoga, os três trabalharam durante um ano pesquisando e preparando aquilo que achavam ideal para a criança em matéria de espaço, brincadeiras, festas, história para contar e até cores adequadas para o buffet e alimentação atraente. “É considerado o que a criança consegue absorver e o que é apropriado para cada uma. Por exemplo, não é contada a mesma história para todas. São histórias diferentes para idades diferentes”, explica Susanne.

Uma das principais características da Pedagogia Waldorf é a concepção de desenvolvimento do ser considerando as diferentes características das crianças e jovens de acordo com a idade - ou seja, um mesmo assunto nunca é tratado da mesma maneira em idades diferentes. Com este embasamento, Susanne assessora pedagogicamente o trabalho dos monitores. “Além disso, ela é uma excelente artista plástica e é a responsável pela decoração das mesas”, conta Pedro.

“Para ser monitor na Casa Amarela é preciso ter conhecimento de teatro e música”, diz Susanne. Por isso, a equipe de monitores é formada por amantes da música e das artes cênicas. Eles contam histórias, com música instrumental e com aparições de bonecos e personagens, cantam e brincam.

Paulo Antônio de Campos Bier, 19 anos, é monitor na Casa Amarela. Além de tocar violão e gostar muito de trabalhar com crianças, ele é aluno de Ciências Sociais, na USP, e de Psicologia, na PUC. Paulo conta que uma vez por semana todos se reúnem para treinamento, com oficinas de teatro, ensaios de personagens e de música: instrumento e canto. “Aqui as brincadeiras são mais direcionadas para integrar e mexer com o imaginário da criança”, explica.

Lara Losada Iglesias, mãe de duas meninas, dois e quatro anos, escolheu a Casa Amarela para comemorar o aniversário das pequenas, primeiro, porque a idéia de que as crianças podiam brincar entre elas a agradou muito; também o fato de os adultos se sentirem à vontade de participar foi importante na hora de decidir. “Não é obrigatório, mas o clima criado na festa é um convite para os adultos entrarem na brincadeira”, conta.

As histórias contadas na Casa Amarela são as dos irmãos Grimm e lendas brasileiras. Todas de acordo com o tema da decoração da mesa. “Quando o tema é Conto de Fadas contamos a história As Doze Princesas. O enredo se passa com as doze filhas de um rei que acordam sempre com os sapatos sujos e vestidos rasgados sem saber por quê. Para desvendar o mistério, um soldado as segue e descobre que elas vão para um mundo encantado...”, conta Pedro.

Para explicar melhor a atmosfera das festas na Casa Amarela, Lara conta que a última comemoração teve decoração do Reino das Fadas, que conta a história de uma bruxa que roubou um cristal do reino das fadas. A partir daí, os monitores recriam todas as aventuras para encontrar o cristal. “O conto é muito bem interpretado! São encenadas todas as passagens”, diz. A bruxa é representada por uma marionete, o gigante não é visto, só se ouve a voz. Então, as crianças acham o cristal e devolvem para a fada, que é uma janela iluminada e que conversa. “Eles deixam a cargo da imaginação da criançada a criação das personagens!”, conclui.

No Percurso da História, como é chamado, as crianças vivenciam a história contada pelos 350m² de área coberta. “A Casa Amarela foi projetada pelo laboratório de arquitetura da Fao – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, com cuidado especial para que tivesse luz natural e um ambiente bem arejado e agradável sem o uso de ar condicionado”, fala Pedro.

As festas na Casa Amarela têm três opções de cardápio: tradicional, integral e café da manhã. Neste último, que ocorre entre 9h e 13h, é servido granola, frutas, iogurtes e outros quitutes diferentes, saudáveis e deliciosos. O menu integral oferece receitas, como quibe de proteína de soja, sanduíche de pão integral e até brigadeiro de mandioquinha. Claro, tudo isso de acordo com o paladar do cliente. “Achei uma delícia! Minha dúvida era essa: de ser muito natureba, mas é muito gostoso!”, conta Lara. Todos os cardápios podem ser mesclados a alguns itens do tradicional, como bolo e brigadeiro.

Além disso, a Casa Amarela dispõe de sucos feitos com polpa de frutas nativas da mata brasileira, como araçá, cambuci, pitanga e amora. “Alguns eu nunca tinha ouvido falar, outros, como o de serigüela, eu conhecia. É uma novidade gostosa e é uma experiência legal para as crianças”, fala.

Para completar as quatro horas de festa, muitas brincadeiras. Os monitores apresentam mais brinquedos para as crianças, como corda, pião, bambolê, amarelinha e outros, e as convidam a visitar o camarim - onde há fantasias assinadas pelo figurinista e costureiro Alexandre Cunha - a casa do Tarzan, a parede de escalada e a fazerem cambalhotas e rolarem nos tatames.

 

Respeito à identidade

 

A singularidade de cada família representada em todos os detalhes da festa. Essa é a proposta do recém-inaugurado Espaço Pindorama, no Itaim. Por meio da natureza e da história do Brasil, o buffet proporciona um ambiente especial para encontros e trocas, não só entre as crianças, mas entre os adultos também.

A idéia nasceu da observação das amigas Juliana Pires da Costa Pagana, psicóloga, e Laura de Barros Marinho Anitablian, engenheira. Como as duas têm filhos pequenos, visitaram muitos buffets infantis e sentiram vontade de contribuir com esse mercado lançando uma opção criativa no segmento de festas infantis. “O dia do aniversário de uma criança é muito especial porque ela espera o ano inteiro para acontecer. Tem que ser do jeito dela!”, explica Juliana.

O projeto e a execução levaram cerca de um ano para serem concluídos e, em fevereiro de 2006, o espaço foi aberto com infra-estrutura suficiente para atender a família inteira. Como uma forma de homenagear e resgatar a história da nossa terra, o nome Pindorama – como os índios chamavam o Brasil – foi escolhido; e uma espécie de oca foi construída na parte de trás do buffet. “Parece com uma casa de João de Barro e, aqui dentro, decoramos com o tema que a criança quer. Pode ser bruxa, fada...”, conta Juliana.

De dentro desse espaço circular sai uma rampa que se liga a um brinquedão de madeira todo cercado por redes de proteção. Ao longo do circuito há uma porção de desafios. É tudo interligado. Da oca a criança sai para o brinquedão que leva a todos os cantos do buffet: escorregador, Casinha do Faz-de-conta e arvorismo – monitorado por bombeiros mirins treinados por um bombeiro responsável.

Como um grande jardim muito bem tratado, o espaço é amplo, térreo, com pé-direito de sete metros e parte dele coberto por um teto retrátil que garante diversão até em dias de chuva. Há um sistema de refrigeração para ambientes externos e um lago de peixes e tartarugas que encantam os menores. “Geralmente deixamos o aniversariante alimentar os bichinhos”, diz Juliana.

Bem ao lado fica a Casinha do Faz-de-conta decorada com móveis e todo o tipo de apetrechos do lar. Tudo de mentirinha, inclusive os três computadores instalados no mezanino. “São teclados de verdade que não funcionam, lousas no lugar dos monitores e deixamos giz à disposição”, conta.

No espaço gramado, de 10m x 10m, tem duas traves de futebol e os monitores fazem brincadeiras com bola ou sem bola, como corre-cutia e bate-corda. E, na Casinha da Arte, são desenvolvidas oficinas, em parceria com o Atelier Arte Expressão, que, por vezes, culminam nas lembrancinhas da festa, que podem ser colares de miçanga, chaveiros de fita de cetim e fadas de material reciclado. Breve, o Espaço Pindorama vai oferecer também como lembrancinha produções de ONG’s em tecido, madeira, etc. “É uma forma de ajudar o terceiro setor ao mesmo tempo que se oferece algo bonito e criativo para os convidados”, explica Juliana.

O artesanato também pode ser aproveitado nos convites. O buffet oferece dois modelos: um que já vem pronto e outro em papel craft para as crianças fazerem. Também a decoração da mesa pode ser bastante original. Além das mesas artesanais prontas decoradas em parceria com a Escola Viva, com madeira e fuxico, nos temas Circo, Nordeste, Bonecas de Pano e Piratas, e das criadas pela artista plástica Ana Lucia Abissamra, em espuma, o Pindorama dispõe de kits para a família criar sua própria decoração. A personagem principal da mesa também é criada pela criança com auxílio de um kit. “Não queremos impor nada”, fala Juliana.

Ana Claudia Rizzo Devai optou pela mesa de bolo de Ana Lucia e pela mesa de balas feita pela família. Os gêmeos Pedro Henrique e João Vitor, três anos, e o marido Silas Devai acompanharam Ana Claudia na divertida construção dos itens decorativos. “Tenho alguns valores nos quais acredito e escolhi um espaço alternativo porque queria algo mais pessoal”, conta Ana Claudia, que passou sua infância no interior e ainda guarda ótimas lembranças. “Minhas festas foram no meu quintal e o ‘pré-aniversário’ - enrolando os brigadeiros, escolhendo o tema junto com minha mãe... - era o mais gostoso de tudo!”, completa. Para Ana Claudia, as festas no buffet infantil são cômodas porque a mãe não se envolve tanto, mas, participar pode ser muito divertido.

Ana Claudia conheceu o Espaço Pindorama por meio de uma mala-direta. Visitou, gostou e já começou a escolher o tema junto com os filhos. “Eles queriam super-heróis, mas achei que, como eles estão curtindo muito a história Os Três Porquinhos, podíamos fazer a festa com esse tema”, explica. Para convencê-los, Ana Claudia usou um argumento superatraente: os próprios meninos, junto com os pais, confeccionariam a decoração da mesa de balas, com as casas de madeira, tijolo e palha feitas de palito de sorvete e EVA, e os porquinhos e o lobo, criados com base nos bonecos pré-prontos oferecidos pelo buffet. “Com isso, resgato um pouco o calor dos aniversários de antigamente”, diz.

O convite da festa também foi produzido pela família e a contadora de histórias Érika Bordin Honorato foi com o violeiro encantar as crianças com contos incríveis. Um painel em homenagem aos aniversariantes foi preenchido com roupas de quando eram bebês, desenhos da escola e fotos. “Eles mesmos escolheram!”, conta. No final, os convidados levaram para casa o livro dos Três Porquinhos, que a mãe negociou diretamente com a editora.

Seguindo essa linha de personalizar a festa, as atividades ocorrem de acordo com o perfil da criança. A casa tem nove monitores, alguns com ensino médio, outros, estudantes de psicologia ou já formados em áreas ligadas à pedagogia. A cantora Érika é uma das contadoras de histórias do Espaço Pindorama. “Conto histórias modernas de autores brasileiros, como Cecília Meireles, Heloisa Pietro, José Paulo Paes e Regina Machado”, explica. Em algumas festas ela faz roda de cantoria com violeiro. No repertório, contos e cânticos infantis tirados do folclore. “Além da Érika temos outras contadoras de história com estilos diferentes”, explica Juliana. A liberdade de escolha também ocorre na seleção de músicas. “Incluímos no CD que vai tocar durante o evento as preferidas pelo aniversariante”, diz.

Na festa dos gêmeos Caio e Franco, três anos, o buffet preparou um painel com fotos das crianças bem na entrada do espaço. “Sempre fazemos uma homenagem ao aniversariante, que pode ser foto, desenho, pôster”, diz Juliana. A festa dos pequenos teve mesa decorada de Ana Lucia Abissamra, no tema Madagascar. A mãe, Gal Barradas, explica que o tema Natureza e Animais foi escolhido porque os filhos gostam de bichinhos e porque era relacionado com o próprio espaço. “Sempre procuro fazer festas criativas. Uma amiga me indicou o Espaço Pindorama e achei bárbaro tanto pelo conceito quanto pela localização”, fala Gal.

Para completar o clima de contato com a natureza, ela contratou o teatrinho da SOS Ambiental, com animais vivos da fauna brasileira. “O Caio e o Franco amaram! Os convidados também comentaram muito”, lembra.

Como lembrancinha, Gal escolheu pranchetas em formato de sapo, que vinham com uma caneta. “Tudo teve a ver com natureza. Inclusive a decoração da mesa foi escolhida muito mais pela mensagem de liberdade dos animais do que pelo próprio filme”, conta.

No variado cardápio do Espaço Pindorama podem ser encontradas receitas gostosas e bem diferentes, como caldinho de feijão, carne-louca no pão francês, risoles de alcachofra e docinhos brasileiros. Para atrair a criançada também pelos olhos, os pratos são servidos de forma atraente, com o caldinho de abóbora na moranga e os docinhos de banana acomodados sobre folhas de bananeira. As frutas também estão no menu. Além dos sucos, a preferida da criança é servida de um jeito bem diferente. “Se a criança gosta de melancia, ela será cortada em cubinhos, acomodada dentro da própria casca e servida em palitinhos; se for abacaxi, cortamos em tiras e deixamos no gelo dentro de um saquinho. Fica parecido com o sacolé – espécie de picolé sem pauzinho -, mas é a polpa da fruta”, explica.

Apesar do Espaço Pindorama oferecer um menu completo, Laura e Juliana sempre incentivam as mães a levarem um bolo feito por elas mesmas ou pela avó. “Por mais lindo e gostoso que seja o nosso, tanto o da mãe quanto o da avó tem um sabor muito especial”, diz.

 

O PALHAÇO ANIMA A FESTA

 

Calça larga caindo, sapato de bico largo, cara pintada, cabeleira enorme e nariz vermelho. Conhecidos como mensageiros da alegria, os palhaços vivem dos sorrisos e aplausos de crianças e adultos. O universo circense é recheado de artistas, como malabaristas, acrobatas e equilibristas, mas nada é mais característico no picadeiro do que o palhaço. A maioria deles vem de famílias circenses e a profissão é passada de pai para filho por gerações.

Essa personagem surgiu inspirada no bobo shakespeariano e influenciada pela comédia dell’arte italiana (séc. XVIII). Em 1870 surgiu um dos primeiros palhaços brasileiros, o Polydoro. De lá pra cá muitos palhaços ficaram famosos, como Arrelia, Bozzo, Carequinha, Picolino, Fusarca, Pimentinha, Torresmo e Pururuca.

Esses artistas dão piruetas, caem, levantam, pulam, sobem, descem e cativam a todos em qualquer lugar: circo, inauguração de lojas, festas de casamento, despedida de solteiro, hospitais. Mas o forte são as festas infantis, principalmente as que têm o tema circo na decoração.

 

Tradicionais

 

Um menino que corria sempre para ver o circo que se instalava na esquina da rua onde ficava o comércio dos pais. Assim, Cavadinha descobriu esse mundo mágico. Entretanto, somente quando já estava com quinze anos, trabalhava como operário, investiu num curso de teatro e, finalmente, assumiu seu talento. O pai achou estranha a opção, mas a mãe apoiou e fez o primeiro terno de palhaço. “O professor Dantas, do curso de teatro do Sesi, me deu uma chance e deixou que eu me apresentasse como o palhaço Pimenta nos intervalos das peças”, lembra.

Aos 70 anos, 55 de profissão, Cavadinha se inspirou no palhaço Estremilique, e ainda guarda velhas brincadeiras feitas pelos palhaços da época. “Tenho uma mala com um monte de objetos que eram usados antigamente”, conta. Tudo para ajudar a provocar a gargalhada, como a peruca que jorra água e o táxi-maluco.

O palhaço chega na festa caracterizado e brincando, sem dar tempo para sustos. “Se alguma criança tem medo, faço mágica e pronto!”, conta. Durante uma hora de show, Cavadinha envolve a todos com brincadeiras de palhaço e, por fim, com mágicas realizadas com objetos, como lenços, guarda-chuvas, etc. Os três últimos números contam com a graça de animais, como pombo e coelho. “Então chega a hora gostosa da festa: chamo as avós para a brincadeira!”, confessa a preferência.

Entre muita palhaçada e animação, Cavadinha ensinou a arte para os filhos, Rabanete e Fubéca. Até o dia que cada um seguiu o seu caminho.

“Resgato o palhaço da antiga”, conta Rabanete, que há 35 anos leva para as famílias a deliciosa ingenuidade da graça. “Quando me assusto, me escondo dentro do colarinho; minha cartola pula; cai minha calça; quando choro, minhas lágrimas espirram...”, explica. Essas brincadeiras que fizeram adultos e crianças sorrirem há cem anos, ainda arranca boas gargalhadas.

Não há idade para rir com o palhaço Rabanete. “O gostoso é ver criancinha de quatro anos e senhores de 60 rindo ao mesmo tempo”, emociona-se ao recordar os adultos que, ao final do espetáculo, agradecem por tê-los feito lembrar do palhaço conhecido na infância.

Rabanete usa um sapato grande de verniz, calça de veludo, camisa de cetim e colete brilhante. Coloca uma peruca de cabelo e, para não assustar ninguém, põe pouca maquiagem, que é feita na frente das próprias crianças. Ele faz palhaçada para fazer mágica. “Para fazer aparecer uma pombinha sob o lenço, brinco com o lencinho antes, fazendo-o voar com espirros. A mágica parece que acontece por acaso”, explica.

O espetáculo ganha piadas infantis com ajuda de bonecos ventríloquos: Ching Ling, o chinês; e Raspadinha, o palhacinho, e muitas outras personagens, como os do Muppets Show. A apresentação dura cerca de uma hora e Rabanete é contratado, geralmente, para animar festas em buffets infantis.

“Amo o que faço”, fala ao lembrar de histórias bonitas ligadas à carreira e à vida pessoal. “Meu filho conheceu por acaso uma moça de 22 anos para quem eu animei as festinhas de um, dois e três anos. Hoje, ela é minha nora e ainda guarda a foto onde aparece sentada no meu colo. Eles me deram um neto, que está com dois anos e meio, e este sim, será palhaço também!”, garante.

Fubéca segue o mesmo estilo do pai Cavadinha e do irmão Rabanete. Não é pra menos, afinal os três trabalharam muito juntos. “Faço aquela palhaçada tipo pastelão”, explica. Uma das brincadeiras que não cai de moda é a do ratinho de pano que aparece assustando o palhaço e a da calça caindo.

Para garantir o andamento do show, a indumentária deve estar de acordo. Fubéca chega pronto na festa: um grande sapato com um dedão de madeira para fora; meias com fio de tricô imitando pêlos; calça gigante sem arco; camisa; paletó; cabeleira; e... o narizinho? Isso mesmo, Fubéca usa um nariz vermelho bem pequenininho e um bigodinho marrom. Todo o visual é arrematado com um chapéu-coco ou um laçarote.

O espetáculo dura cerca de uma hora e mescla mágica cômica e palhaçada. “Monto minha mesinha e coloco as crianças sentadas em meia-lua”, conta. Entre as mágicas que fascinam a criançada está a que faz surgir um coelhinho de dentro de uma caixinha. “Deixo as crianças passarem a mão. Elas ficam vidradas!”, lembra.

Fubéca não faz palhaçada sozinho. Seu filho, de 25 anos, é o Fubequinha, que o ajuda no show desde os cinco anos. Como ele também trabalha em um escritório, às vezes sua mãe assume o papel do parceiro sério. “Ela aprendeu comigo a arte do circo”, fala.

Nascido e criado no circo, Cacareco é a sexta geração de palhaço da família Mello. Seu pai, o trapezista Ovídio Mello, extinguiu o Circo Theatro 8 Irmãos Mello, em 1970, e então a família continuou as apresentações em grandes companhias.

Com cinco anos de idade, Cacareco pisou pela primeira vez no picadeiro como palhaço; e, aos quinze, começou a animar festas infantis. Ele conta que as pessoas o procuravam no circo para contratar seu show. Com 43 anos de profissão, o palhaço costuma dizer que não tem sangue nas veias. “Tenho serragem!”, brinca.

Com cabeleira, nariz vermelho e inocentes brincadeiras, ele oferece três tipos de shows: em 45 minutos, com o Melancia - um boneco ventríloquo muito esperto e também atrapalhado - e mágicas com animais, como ramister, chinchila, cachorro pincher, pomba e coelho; em uma hora, o espetáculo começa com a dupla de palhaços Fatinha e Cacareco fazendo esquetes e brincadeiras, para depois entrar o número do Melancia e das mágicas, e, em 1h30, com maquiagem e escultura de balões antes de começar a mesma programação descrita para uma hora de show.

Fatinha é, na vida real, esposa de Cacareco, e aprendeu a arte do palhaço há dez anos com o próprio marido. “Ela faz o papel do palhaço sério, inteligente”, conta Cacareco. Ambos entram na festa prontos para as brincadeiras. “Se alguma criança assusta, aos poucos percebe que o palhaço não é nem um bicho de sete cabeças e acaba se divertindo!”, explica.

O carisma de Cacareco conquista também adultos. “Já animei a festa de aniversário de uma senhora de 98 anos!”, lembra. Mesmo assim, ele diz que ainda é o sorriso das crianças o mais gostoso de ser palhaço.

 

Versáteis

 

“Ser palhaço está no sangue”, conta Motoquinha. Sua família era de circo, na Lituânia. Quando seus pais e avós vieram para o Brasil começaram a trabalhar em eventos e, em 1979, o palhaço Vita, pai de Motoquinha, teve a idéia de animar festas infantis. Assim começou sua carreira, aos oito anos.

Com o tempo, Motoquinha começou a procurar alternativas para deixar seu trabalho diferente. “Mesclei o mágico palhaço com o minizoo”, explica. Motoquinha tem quase 70 animais, entre arara, furão, marreco, patinho, galo francês e muito outros - todos legalizados pelo Ibama - que o auxilia nos números de mágica nas festas, realizadas geralmente em residências e sítios.

Os espetáculos duram cerca de 1h15. Ao chegar na festa, Motoquinha faz questão de estar vestido de calça jeans e camiseta e sem maquiagem. Então explica para o público o que é o palhaço e se maquia na frente das crianças. “Assim elas não ficam com medo”, fala.

Com 26 anos de profissão, o palhaço Motoquinha faz shows com a ajuda de alguém muito especial, seu filho Lucas, o Motoca, de apenas nove anos. “Ele é palhaço desde os dois!”, Motoquinha conta orgulhoso. Enquanto o pai se veste de palhaço, o filho entra pronto, todo maquiado. “Ninguém se assusta porque ele é criança!”, revela Motoquinha. Motoca diz que adora ser palhaço. Por quê? “Ora, porque eu consigo a coisa mais difícil: fazer os outros sorrirem!”, explica.

O espetáculo começa já com os preparativos do Motoquinha, com cenário e som montados, ele chama: “Cadê o Motoca?”. Os dois fazem uma esquete, depois as mágicas com os animais, brincadeiras e muita gargalhada. Para Motoquinha, não há preço que pague o sorriso de uma criança. “O mais importante para mim é aquela parte branca do rosto aparecendo!”, fala referindo-se aos dentes que surgem com as risadas.

Em 1974, ele era o Pirulitinho e trabalhava com o avô, o palhaço Pirulito, no circo. Em 1979, assumiu o posto do avô e seu nome de guerra. Aos poucos, o novo Pirulito foi renovando o repertório e inovando a clientela. Além de se apresentar em cruzeiros, trabalha na televisão. Mas é a animação de festa infantil o ponto alto do trabalho do palhaço.

Geralmente ele é chamado para alegrar comemorações em residências e hotéis. O tempo de animação varia de 1h30 a quatro horas. “Depende do pacote solicitado pelos pais, se inclui maquiagem nas crianças ou não”, explica. Ele chega com uma jardineira toda colorida e logo começa o teatro de fantoches contando a história de Joãozinho, um menino que tem medo de ir ao dentista. Em seguida começa a dizer para as crianças que quer ser palhaço e, assim, se maquia na frente da platéia com o auxílio animado da criançada.

Vestido de palhaço, Pirulito arranca gargalhadas com o sapato que fala, com o chapéu que solta água e com outras graças. A partir daí, começa a brincadeira com as bexigas, quando as crianças correm atrás dos balões, e a recreação, com inúmeras atividades. Todo mundo já riu, mas a diversão continua com as mágicas cômicas do Pirulito. “Não faço números com bichinhos. Uso apenas objetos, como lencinhos e sacos, para interagir com a criança, especialmente com o aniversariante”, conta.

Em seguida, começa a escultura em balões – sempre com piadas. “Aviso que o boneco Incrível chegou, mas ele não chega. Então coloco a máscara do Incrível feita com balão em uma criança”, diverte-se. “Todo mundo cai na risada!”, completa.

Os avós eram proprietários de circo, na Argentina, o pai, trapezista, a mãe, malabarista. Em busca de uma nova linguagem, o palhaço Cartuchinho introduziu nos seus shows personagens atuais. “Procuro deixar sempre uma mensagem construtiva para a criança”, explica.

Cartuchinho fez curso superior, formou-se publicitário, mas nunca deixou a arte do riso. “Paguei a faculdade com os shows que fazia como palhaço”, conta. Com mais de vinte anos de experiência, o forte do seu trabalho são as festas infantis, para crianças de até sete anos, em residências. Mas também atende em escolas e buffets.

Pronto para o espetáculo, que dura cerca de uma hora, o palhaço divide o tempo em dois momentos principais. Na primeira parte, ele chega todo atrapalhado, fazendo mágica e pedindo ajuda para a platéia. “A maquiagem é uma das preocupações dos pais cujos filhos têm medo”, conta. Mas ele entra sem muito estardalhaço e garante: o que assusta é o barulho e não a pintura. Assim, firma amizade com os pequenos aos poucos.

A segunda parte do espetáculo é um teatrinho com marionetes. A comédia musical infantil é sobre A Galinha dos Ovos de Ouro. Depois de muita gargalhada, a galinha bota os ovos e todo mundo fica contente. Nessa hora entra uma nova personagem: Harry Potter. O boneco faz uma mágica com uma bola que flutua. “Não dá pra explicar”, diz. Todas as marionetes se despedem e o Cartuchinho é chamado de volta para fazer um trenzinho animado com as crianças e ir direto para a mesa de bolo cantar o parabéns.

 

ANIVERSÁRIO NO ARRAIAL

 

Se o aniversário é no meio do ano, por que não dar um sabor diferente à festa? Pipoca, cocada, pé-de-moleque, maçã-do-amor, algodão-doce e quentão. Tudo isso acompanhado de chapéu de palha e bandeirinhas. Para fazer seu próprio arraial, basta contar com os serviços de algumas empresas especializadas em eventos e que oferecem produtos específicos para atender o tema, como as de barraquinhas, que entram como opção alternativa de festa econômica, bem servida e diversificada.

Há 22 anos no mercado, o buffet em domicílio Mundo Magia oferece barraquinhas, decoração e recreação tematizados. “Em junho e julho muitas mães nos procuram para fazer festas com tema junino”, conta Sandra Magali Gonçalves Santa Paula, sócia-proprietária junto com Caetano Santa Paula. Geralmente a empresa é contratada para atender em sítios, em salão de prédio e em casa. E faz sucesso! Prova disso é que o Mundo Magia começou sua história com apenas quatro barraquinhas de lanches e hoje conta com quase 40. “Para as festas juninas, elas são enfeitadas com juta e boneco caipira feito em balão”, explica Sandra.

A decoração é feita não só nas barraquinhas, mas em todo o espaço da festa, com balões e bandeirinhas. Para entrar no clima, os funcionários vestem camiseta vermelha, lenço no pescoço e chapéu de cowboy. “Eles também circulam pelo espaço para oferecer os quitutes”, lembra. Todos usam luvas e prendem os cabelos na hora de servir as guloseimas.

Acomodados em cestas de vime nas próprias barracas, são servidos os doces típicos, como arroz-doce, canjica, curau, doce de abóbora, pé-de-moleque e paçoca. “É possível fazer também uma mesa de doces decorada”, diz Sandra. As barraquinhas de comidas tradicionais podem ser de milho verde, pinhão, churrasco, churros, frutas no chocolate, pipoca, algodão-doce e outras. Para beber, vinho quente e quentão. Tudo semi-pronto.

O Mundo Magia chega com cerca de duas horas de antecedência no local. “A mãe não precisa nem se preocupar com tomadas. Levamos extensões e puxamos a energia do quadro, se for preciso”, explica Sandra. A equipe serve os convidados durante cinco horas.

Para os pais que não páram para comer na festa, a empresa já prepara alguns petiscos antes mesmo de começar a festa e, no final, o que não foi servido fica para os pais. “Trabalhamos com pacotes. Caso a festa seja para 50 pessoas, a mãe escolhe no mínimo três barracas e não deixamos faltar alimento para nenhum convidado”, fala Sandra.

Além das barracas de comida, o Mundo Magia também tem barraquinhas de jogos e brincadeiras, como brincadeira da maçã e correio-elegante. A recreação é feita durante três horas para animar ainda mais a festa. “Montamos até quadrilha!”, conta Sandra.

No buffet Pataty os pais também encontram barraquinhas de jogos, como pescaria e boca de palhaço. E brincadeiras, como bingo e um animador que põe todo mundo para dançar quadrilha. Os funcionários do Pataty entram no clima de festa junina. As moças usam tranças no cabelo e todos se vestem com camisa xadrez, calça com retalhos, chapéu de palha, e até maquiagem, se for solicitado. “Eles brincam até com o jeito de falar!”, conta Patrícia Mara Dahher, proprietária. Apesar de toda essa produção, eles não esquecem de manter o cabelo preso e colocar luvas para manusear os alimentos.

Hoje com mais de trinta barraquinhas, o Pataty comemora seu quarto ano. “Começamos com apenas três barracas”, lembra Patrícia. A mãe escolhe as comidas, que podem ser os típicos pinhão, milho verde, curau, vinho quente e quentão, ou os tradicionais, como churrasco, minipizza e pastel. O número de barracas vai depender do número de convidados. Todas são decoradas com bandeirinhas e o espaço da festa também é enfeitado com espantalho e fogueira artificial. Uma mesa de doces típicos é montada, com paçoca, pé-de-moleque, doce-de-abóbora, cocada, frutas no chocolate e muito mais.

“Chegamos com duas horas e meia de antecedência e montamos tudo. Levamos todo o equipamento necessário e as comidas prontas ou semi-prontas. A mãe não precisa se preocupar com nada”, conta Patrícia. A equipe fica na festa por quatro horas e garante meia-hora de tolerância. Durante esse período a comida é servida à vontade. E os pais não precisam se preocupar caso deixem de experimentar algo, pois o Pataty prepara uma bandeja especial com todas as variedades oferecidas na festa, além de tudo o que não for consumido.

“No Harmonia Festas, os pais podem receber os alimentos que não foram consumidos pré-prontos, para congelar”, explica Sônia Ferracini da Silva, sócia-proprietária junto com Everaldo Paulino da Silva. Churros, fruta no chocolate, curau, pamonha, pipoca, algodão-doce, bolo de fubá, churrasco no espetinho e tudo o mais que combina com a festa é servido nas barraquinhas decoradas. “Temos hoje cerca de 40 barraquinhas, mas começamos com apenas seis, há quatro anos”, conta Sônia. Os pais podem escolher dois produtos para servir numa só barraquinha.

A decoração das barraquinhas é feita com taboa e, caso faça parte da decoração do espaço e a mãe ofereça, são colocadas bandeirinhas. A mesa de doces também é envolta por taboa e sobre ela é colocada uma toalha xadrez. “A taboa dá um efeito muito bonito na festa junina”, garante Sônia.Os funcionários do Harmonia Festas também se caracterizam. Vestem camisa xadrez e chapéu de palha. Para 2006, Sônia conta que pretende que as moças coloquem vestido de caipira. Todos usam luvas, avental e cabelo preso.

A empresa atende tanto em sítios quanto em prédios ou em casas. “Nós não temos problemas com distância. Já fizemos festas em Maresias, Piracicaba e Valinhos”, avisa. A equipe se encarrega de levar os equipamentos necessários e chega com uma hora de antecedência para montar tudo. O serviço é realizado por quatro horas, com tolerância de meia-hora.

Há dez anos, o Doce Fantasia começou com três barraquinhas tradicionais, de hot dog, pizza e crepe. Hoje, a empresa conta com 40 barraquinhas, de 1m² cada, e com dez minilanchonetes, de 1,70m, cada, e atende por todo São Paulo, inclusive no interior, com o acréscimo de frete. Para os pais que querem fazer a festa do filho na própria escola, é possível usar as minilanchonetes. “Caso a festa seja no salão do prédio ou em casa, a melhor opção para otimizar espaço são as barraquinhas”, explica Sueli Gonçalves de Queiroz, sócia-proprietária junto de Edson de Queiroz.

As barraquinhas são decoradas com motivos juninos, e os funcionários vão vestidos a caráter: calça jeans, camiseta xadrez e chapéu de palha. “As moças às vezes fazem tranças e até se pintam!”, conta. Mas, independente do tema da festa, eles sempre usam luvas e prendem os cabelos.

Além das tradicionais, o Doce Fantasia tem barraquinhas típicas, como pamonha, curau, milho verde, vinho quente e quentão. “Montamos uma mesa de doces, mas se a mãe preferir acomodamos os docinhos em cestas de vime adornadas com babados e as colocamos na própria barraquinha”, diz.

A equipe da empresa chega com duas horas de antecedência na festa, que dura cerca de cinco horas. Os pais escolhem o pacote de acordo com o número de convidados e o buffet Doce Fantasia garante que todos serão bem servidos. O que não for consumido fica com os pais.

“Começamos sem imaginar que o Banana Azul fosse crescer tanto!”, conta Sônia Maria Morales, sócia-proprietária junto com Ariovaldo Morales. A empresa começou com apenas três barraquinhas, de 1m² cada, e hoje conta com 90. Para as festas infantis tematizadas de junina, a empresa oferece, além dos alimentos tradicionais, os típicos, como maçã-do-amor, arroz-doce, batata doce no palitinho ou no prato, pipoca doce e salgada, caldo verde e várias outras opções. “Os pais podem mesclar as barraquinhas típicas com as tradicionais”, sugere Sônia.

As barracas são decoradas na frente com o tema. Os funcionários usam calça jeans, camiseta, lencinho no pescoço e avental. A Banana Azul conta com o DJ para deixar a festa mais animada com músicas country e junina. Os pais contratam o pacote por número de convidados. “Se a festa é de aniversário, é menor, então chegamos com uma hora e meia de antecedência. Caso seja em empresa ou em escolas, o número de barracas aumenta, então chegamos duas horas e meia antes para montar tudo”, explica. Para evitar sobras, a quantidade de alimento é medida de acordo com o número de pessoas. Caso não seja consumido tudo, os pais podem levar para casa ou até congelar se forem alimentos tradicionais. “Os típicos, não aconselho”, completa.

 

As barraquinhas tematizadas de junina do buffet Cabana são decoradas com juta e com desenhos de caipiras dançando e fogueira pintados à mão. São oferecidos produtos típicos, como fogaça, tapioca doce e salgada feitas na hora, milho verde, castanha de caju, cuscuz, amendoim, arroz-doce, maçã-do-amor e doces caseiros. “O nosso vinho quente é servido com pedacinhos de maçã e uva passa. E, a nossa queijadinha e o bombocado de mandioca são preparados com uma receita antiga de família”, explica Lídia Pereira Guimarães, sócia-proprietária com Edson Toth.

Os funcionários do Cabana vão vestidos a caráter: chapéu de palha, lenço no pescoço e camiseta branca. A equipe leva todo o maquinário para a festa. Ela chega uma hora e meia antes de começar para organizar e montar tudo. “Antes da festa já começamos a servir, pois sabemos que os pais poderão não ter tempo de comer durante a festa”, diz Lídia. Também por isso, tudo o que não é consumido fica com os pais.

Para fechar um contrato com o buffet Cabana, a mãe faz primeiro um contato por telefone e informa o número de convidados. Em seguida, Lídia envia o contrato por fax, a mãe assina e devolve também por fax. É prático. Mas alguns clientes preferem conhecer pessoalmente a empresa e o serviço. Neste caso, é possível marcar uma data para degustação. “Dificilmente acontece, pois quem nos contrata geralmente já conhece nosso trabalho de outra festa”, conta Lídia.

Se a idéia é fazer uma festa com barraquinhas, há inúmeras outras empresas, além das citadas na reportagem, que oferecem o serviço, como Abelhinhas, Animações Felicidade, Bicho Grillo, Big Lanche Mania, Divina Folia, Dog Eventos, Eliana, Fantasia Eventos, Ki Delícia Maçã do Amor, Laura Show, Menta e Pimenta, Mil Barracas, Quer +?, Samuel Festas e Eventos, Talesmã, entre outros.

 

FESTA VERDE-AMARELA

 

De quatro em quatro anos, o Brasil pára para assistir a Copa do Mundo de Futebol e torcer pela seleção brasileira que este anopode ser hexacampeã. Todos já se preparam para a grande comemoração. Meninos e meninas não querem ficar de fora. Para animar ainda mais a torcida, o mercado de festas infantis apresenta inúmeras opções com o tema. Decoração de fachada, mesas e bolos; docinhos e salgadinhos tematizados; atrações para a garotada; convites; livro de mensagens; e até espaços para a criançada jogar futebol e os adultos torcerem.

Decorações criativas de Chiara Marcelli (1) e Baby Fagundes (2) valorizam a festa da Copa.

A Vivo Desejo (3) caprichou na fachada, assim como a Cenário Balões (4), com arcos e jogadores feitos em balão.

É da Guacirema a decoração com balões no interior do salão (5) e da Vivo Desejo a mesa de balas (6), que agrada a todos os convidados.

Sobre as mesas, toalhas desenhadas à mão por Glei Guerrazzi (7)

Os bolos decorados de Maria Iraildes (8) e Isabela Suplicy (9) encantam as mesas. Para complementar a decoração, até os salgadinhos da Regaatti (10) são do tema da Copa do Mundo

É claro que os convites não podiam ser de outra cor: verde-amarelo. Estes são da Fabrika de Festas Infantis (12) e da Cartes D`Art (11)

Docinhos decorados da Teresa Doces (13) para degustar e enfeitar a mesa, assim como chocolates em forma de bolas de futebol, bonés e camisetas da Anusha Chocolates (14) e Rejane Bombons (15).

Escolas de futebol infantil como Kick Bola Urbana(16)

Bem Me Quer Sports (17) aproveitam suas quadras e professoresespecializados para comemorar aniversários no cenário esportivo.

Buffets infantis colocam telões e TVs maiores para os convidados assistirem às partidas durante as festas, como o Mundo Encantado e o Reino Mágico(18), que colocou uma TV de plasma de 42 polegadas.

Para animar as festas, a equipe Mãos de Cera (19) já chega preparada: tinta verde, amarela e azul não podem faltar, além de dezenas de adereços para enfeitar as mãozinhas.

A Nome na Hora também se equipou: tudo no tema Copa para as festas temáticas (20). Até o pônei, da Pônei Amigo, (21) chega na festa a caráter, com camiseta e boné do Brasil.

As oficinas da Turma do Pererê (22) distraem os pequenos artistas. Ela leva um kit para desenhar na camiseta e a Bekaboom (23) leva banquinhos para as crianças pintarem. Já a Vickboom (24) monta uma oficina de havaianas verdes, amarelas e azuis para que os convidados possam explorar sua criatividade.

A Carinhas Pintadas (25) solta a imaginação nas festas da Copa assim como a Puma Balões (26) e pintam rostos, mãos e braços com os mais variados desenhos.

E para completar o visual, cabelos multicoloridos feitos por Tia Vera (27) ou pela Animada Trupe (28).

Já a Unhas Mágicas leva na festa uma máquina que imprime nas unhas desenhos variados (30).

As unhas também entram no clima de alegria. A Pincel Mágico (29) pinta à mão.

Para quem quer fazer a festa na escola, Renata Zaccano leva maletas cheias de guloseimas e ainda alguns brinquedos para animar a torcida (31).

Já exaustos de tanto brincar, jogar e torcer, é hora de ir para casa com lindas lembranças da festa. Da La Vie en Douce (32) chocolates ao leite embrulhados e decorados nas cores da bandeira brasileira. De Patrícia Schmidt, caixinhas com deliciosos pães de mel decorados (33).

Para recordar, álbum de assinaturas preparado por Sabrina Neublum. (34)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

voltar para arquivo