REVISTA FESTAS INFANTIS Nº28
Carta ao Leitor
A Revista Festas Infantis - Buffets e Eventos comemora este ano seu décimo aniversário. Nesses dez anos de trabalho ganhamos ano a ano mais experiência e conseguimos "agitar" o mercado de festas infantis, difundindo as mais novas tendências e novidades. Esperando manter a confiança depositada, a revista agradece o carinho dos leitores e anunciantes.
Nessa edição de aniversário falamos da emoção, que fica na memória para sempre, de festejar junto aos amigos e parentes. Mostramos também muitas novidades que podem ser levadas na festa, como um planetário móvel, e os teatros, que agradam tanto as crianças como os adultos.
Falamos com os buffets que têm quadras esportivas, para quem gosta de futebol, e com as empresas que levam um personagem para passar o dia do aniversário com a criança. E para uma comemoração diferente, há ateliers de arte e de culinária que organizam uma festa original, principalmente para as meninas.
Comemore sempre.
Zuleica Russi
A EMOÇÃO FAZ A FESTA!
O aniversário do filho também é motivo para reunir familiares, amigos e até de estreitar relações comos pais dos coleguinhas da escola. De acordo com alguns proprietários de buffets infantis, ainda são feitas as festas de aniversário caracterizadas especialmente por evidenciar valores de união e fraternidade. E que, conforme as crianças crescem, o foco das festas mudam, mas não se perde o reconhecimento da importância do afeto. Além disso, todos concordam que trabalhar em eventos com esse perfil é muito gratificante porque todos são envolvidos no clima de confraternização.
“O trabalho realizado para a mãe que está interessada em fazer uma festa para toda a família e amigos flui mais fácil, pois há uma identificação com os valores da gente. É como receber em casa”, diz Cristina Buchaim, sócia do buffet infantilFanikito. Para Márcia Aun, sócia do buffet infantilThe Planets, o nível de exigência desse tipo de festa é maior, mas mais gratificante porque a mãe sempre sai satisfeita de ver todos os seus pedidos realizados. “Somos motivados pelo trabalho desde os primeiros preparativos”, diz Carlos Henrique Sanchez, proprietário do buffet infantilAnarkia Park. E Edna Mateus de Oliveira, sócia do Mundo Encantado, acha que a festa familiar tem um astral todo especial.
Para Marcelo Vicente, sócio do buffet infantil Mago Ra-tim Boom, o paulistano é carente de locais de socialização. E esse é mais um fator que impulsiona a procura por buffets. Como resultado, os empreendimentos tendem a crescer. O Mago Ra-tim Boom, por exemplo, acaba de abrir um novo espaço no Itaim. “O ambiente segue os mesmos moldes que aquele da Saúde: espaço amplo, quadra de esportes e inúmeras atividades”, explica. “Tudo integrado para estimular ainda mais o bom astral familiar”, completa.
AMOR COMPARTILHADO
Márcia Ferreira dos Santos é mãe de Mariana, quatro anos, e Laurinha, dois anos, e não deixa de comemorar o aniversário das filhas. “Sempre intercalo a festa das meninas: um ano faço a de uma e, no outro, a da outra. Aquela que ficou sem a comemoração no buffet ganha um bolinho em casa. Mas nunca passa em branco”, explica.
Há dois anos Márcia faz a festa no buffet infantil Mago Ra-tim Boom, na Saúde. “É um espaço atraente, com serviço e atendimento de primeira, diz. Entre pessoas da família, amiguinhos da escola acompanhados de seus pais, o número de convidados chega a 150 e de todas as idades. Não falta distração para ninguém.”, conta.
Com o tempo curto, Márcia apenas agenda a festa com antecedência. Os demais detalhes ela deixa por conta do buffet, que oferece serviços personalizados. A mãe se ocupa com convites e lembrancinhas. Ela sequer cogita a possibilidade de fazer uma festa dessa proporção em outro lugar senão em buffet.
Sua maior preocupação é que as crianças estejam bem assistidas. “Os monitores de lá me dão muita tranqüilidade”, lembra. Além disso, Márcia cuida para que não falte brigadeiro para os pequenos e que o almoço ou jantar oferecido seja bem servido. “Não quero preocupação, por isso vejo todos os detalhes com o proprietário do buffet, Marcelo Vicente”, afirma.
A festa das filhas também é uma oportunidade de entrosamento entre os pais dos colegas da escola. Dessa convivência podem nascer novas amizades. E claro, esse tempo também serve para rever os bons amigos. “A vida da gente é tão corrida que durante o ano apenas mantenho contato por telefone com amigas de infância, e a possibilidade que temos de nos encontrar é na festa. Então, mesmo sem ter filhos, elas vão”, diz.
No buffet, Márcia diz que todos ficam à vontade e confraternizam. “O astral é muito bom”, conta. E confessa que também freqüenta a festa das amiguinhas das filhas. “É o perfil da nossa família. Queremos participar sempre”, fala. 
Naturalmente, tudo é registrado em foto e vídeo. Isso possibilitou que fosse editada uma retrospectiva da história da família. O filme mostrou da gravidez da Laurinha até seu nascimento e os primeiros passos, além do desenvolvimento da Mariana.
“Poder participar e compartilhar a alegria da família com os amigos é muito prazeroso. Preparo tudo de coração e isso faz muita diferença”, completa.
CELEBRAÇÃO DE VIDA
Para Maria Cecília César Schiesari, o aniversário das filhas Ana Luiza, quatro anos, e Lígia, sete, é um pretexto para aproveitar o espírito de celebração que envolve a todos nessas datas. As comemorações ocorrem todos os anos e, quase sempre, no Fanikito, na Vila Nova Conceição. “Não consigo escolher outro. A qualidade e a acolhida são diferenciais que me encantam”, conta Maria Cecília.
São convidadas para as festas todas as pessoas que de alguma maneira fazem parte da vida das aniversariantes: toda a família, desde o bisavô e os tios dos pais, até os colegas da escola, que sempre vão com seus pais e irmãos.
Os amigos mais próximos de Maria Cecília e de seu marido também não ficam de fora. “O pessoal já sabe que vai ter festa e aguarda a data, porque é importante passarmos juntos essas horas”, diz Maria Cecília. “A minha irmã morou três anos nos Estados Unidos e mesmo assim não faltou a nenhuma festa. Combinávamos o dia para que ela também pudesse participar”, completa.
As crianças se divertem nos brinquedos disponíveis no buffet e com as atividades contratadas. Os convidados adolescentes também não perdem a festa. “Elas têm primos grandes, de até 15 anos, que vão por puro afeto!”, comemora.
Enquanto isso, os adultos aproveitam para matar as saudades e colocar o papo em dia. “Temos amigos que moram no interior e que vemos muito pouco, como uma amiga que, há 21 anos, me apresentou meu marido, Wagner. Ela não perde um aniversário”, lembra.
Com gestos gentis, Maria Cecília faz com que todos se sintam especiais. “Ano passado, uma amiguinha da Ligia ia mudar para o México, então inclui sua despedida no aniversário”, conta.
Entre os pontos fortes de se fazer a festa num buffet infantil destacados pela mãe está a tranqüilidade. “Eu confio as tarefas para o Fanikito e sei que tudo sairá do meu agrado. Não tenho nenhum trabalho, e não fico preocupada com as atividades das crianças!”, explica.
Todas as festas realizadas são registradas em foto e vídeo. Durante o ano, a família revê as imagens e revive os melhores momentos. Para Maria Cecília, estar junto, bem e feliz é importante. “Os aniversários das minhas filhas são uma forma de agradecer, de celebrar a vida!”, encerra.
EXPRESSÃO DE CARINHO
Uma boa festa é feita com capricho e atenção em todos os detalhes. Essa é a opinião de Renata Kinikel de Andrade Miguel, mãe dos gêmeos José Neif e Yasmim, quatro anos. Mesmo sendo uma tradição familiar gostar de reunir as pessoas, Renata não descuida. Desde a chegada dos convidados até a finalização da comemoração, todos são envolvidos no clima. Renata cria uma atmosfera de sonho e com muita emoção.
A festa dos pequenos é realizada no buffet infantil Anarkia Park, em Moema. “Eles atendem muito bem e como já conheço facilita muito”, conta. Mesmo assim os preparativos começam muito antes da data. Lembrancinhas, mesa de doces, fotógrafos, shows. Tudo é acertado com antecedência. E, claro, registrado para relembrar os bons momentos.
Cerca de 15 dias antes da festa, os convites são enviados a todos os parentes, amigos, colegas dos filhos, professoras e diretores da escola e até amigos da época da escola da Renata e do marido, Alfredo. “Todos já esperam a próxima festa”, conta Renata.
Os parentes que moram longe também não perdem um encontro. O bisavô Augustinho é um que está sempre presente. Ele vem de Saquarema, no Rio de Janeiro, e os avós que são de São João da Boa Vista, perto de Minas Gerais, também participam. “As crianças ficam ansiosas para vê-los”, conta.
Geralmente ela prepara um almoço no domingo seguinte a data do aniversário dos filhos. O cardápio escolhido procura atender a todos: salada para quem está de regime, massa para as crianças com molho de carne moída ou de ave. “Não é nada muito pessoal, procuro agradar todo mundo da melhor forma possível”, explica.
Em compensação, os quase 150 convidados são atraídos para entrar e viver o dia no clima do tema proposto, que é escolhido pelas próprias crianças. Pessoas de todas as idades encontram diversão no buffet. Há uma minicidade para crianças pequenas e outros brinquedos para as maiores. Os adultos e os adolescentes podem brincar no boliche, por exemplo.
“Quero que meus filhos dêem opinião. Não imponho nada. Sempre decidimos juntos”, conta Renata. Isso não impede que a festa reserve surpresas. “Na que teve o tema do Aladim, em 2004, levei um grupo de dança do ventre para se apresentar. Já em 2005, na que teve temas da Disney, pouco antes do parabéns, distribuímos umas cabeças, como se fossem máscaras, do Mickey e da Minnie e outros bichos. Foi muito legal”, lembra. “É uma das maneiras de expressar nosso amor pelos filhos!”, completa.
AFETO NOS ENCONTROS
Desde o batizado do Guilherme, três anos, a mãe Christina Fleury Almeida Arruda Camargo festeja no buffet The Planets, nos Jardins. “Os monitores são extremamente atenciosos, a comida é muito elogiada por todos, tem muitas atividades e é seguro. Não tem bagunça e sinto muita confiança no trabalho deles”, explica Christina.
Apenas o primeiro aninho de vida do menino foi comemorado em casa. “Deu um trabalhão” diz. Depois disso, decidiu pela tranqüilidade dos buffets. 
Não tenho preocupação. O buffet tem espaços integrados, brinquedos e berços com babá eletrônica, para os bebês”, conta.
"A família inteira: tios, primos, avós; os amigos da família, os de infância do marido, colegas dos tempos de escola, a turma do clube. Todo mundo é convidado. No último aniversário, o grupo de convidados aumentou. Os amiguinhos do Guilherme e seus pais também foram, já que esse foi o primeiro ano dele na escola”, diz.
Os cuidados com os participantes também é grande. Além da alimentação preparada para atender a todos os gostos e das atividades para todo mundo, Christina distribui lembrancinhas para crianças e adultos. “No último aniversário, o tema foi Mickey Safári. Os pequenos ganharam um kit para fazer moldes em gesso. As forminhas tinham forma de animais e ainda vinha com tinta e pincel para colorir. Já os grandes levaram para casa um pequeno porta-retrato com a foto dele”, explica.
Como a festa é em dezembro, o momento é aproveitado para confraternizar com pessoas que o casal não vê há tempos e com quem não terá oportunidade de passar as festas de fim de ano. Entretanto nenhum momento supera o da chegada ao buffet. “O Guilherme adora bicho-de-pé e não come brigadeiro. Por isso, peço muitos desses docinhos. Ao entrar no The Planets e ver a mesa de doces, os olhinhos dele brilham. É lindo de ver!”, emociona-se.
Um outro momento importante foi o da retrospectiva em telão. “Foi a primeira vez que fiz. Tinha imagens desde a gravidez e do parto porque sempre registrei tudo em foto e vídeo”, conta. “Foi emocionante! Aliás, o aniversário do Guilherme é sempre muito especial porque é hora de reencontrar todas as pessoas de quem gostamos”, finaliza.
SÓ ALEGRIA
Há quatro anos, Rosani Yoshioka Coutinho conheceu o buffet infantil Mundo Encantado, em Moema.“Quem foi, adorou! O buffet nos surpreende”, conta Rosani. Ela é mãe de Giovanna, dois anos, e Felipe, 10 anos.
Nas festas de aniversário toda a família é convidada, amigos dos pais, seus filhos, e até pessoas que não se vêem há tempos. “Tenho uma prima em Piracicaba que não via há 10 anos. Ela foi à festa com suas filhas, de seis e 10 anos. Agora as meninas ligam perguntando quando será a próxima festa!”, diz.
Para fazer todo esse sucesso, Rosani conta com a infra-estrutura do buffet e seus serviços. Além da confiança no trabalho oferecido, a mãe encomenda sempre um cardápio que agrada a todos e não esquece de muitos brigadeiros para o Felipe e do brigadeiro crocante para a Giovanna. “Ela adora comer as bolinhas de Nescau que vem dentro!”, alegra-se.
Rosani optou pelo sossego que a casa oferece e não faz festas fora. “No buffet é melhor, dá para curtir mais a festa! E todo mundo se diverte!”, recorda.
As crianças menores, da idade da Giovanna, desfrutam da parte da frente do Mundo Encantado, onde tem carrossel, casinha de boneca e piscina de bolinhas. A garotada da mesma faixa etária do Felipe aproveita outros espaços, como a quadra, e brinca nos jogos eletrônicos e outros.
No Mundo Encantado também os adultos podem ir aos brinquedos e se esbaldarem. Por isso, a integração é grande entre pais e filhos. “Todo mundo adora! Viramos criança outra vez!”, conta Rosani. “Até minha sogra entra no elevador que despenca e grita!”, lembra.
MOMENTO MÁGICO
Cada primavera de Matheus, cinco anos, filho de Ana Paula Pellegrino Bechelli, é motivo de festa e alegria, mas também de união. Não são só parentes e amiguinhos do Matheus que vão à festa. “Também os nossos amigos são convidados para matar as saudades, e a família dos amiguinhos dele para estreitarmos relação”, explica.
Como a família é italiana e o clima é de grande satisfação, apesar de a média de convidados ficar em torno de 50 pessoas, o evento é longo. Enquanto as festas duram geralmente cerca de quatro horas, esta se prolonga por até sete horas. 
Com cinco ou seis meses de antecedência, Ana Paula começa os preparativos. A festa ocorre, nos últimos três anos, no buffet Splash Blue, em Moema. “Depois que fiz uma vez no Splash, não saí mais de lá!”, conta. Além do espaço adequado, Ana Paula lembra que a alimentação, os brinquedos, os monitores, o atendimento, tudo deve estar equilibrado. “O mais importante para que a festa aconteça perfeita é a harmonia de todos os detalhes”, explica.
Ana Paula conta que Matheus sempre participa da organização das próprias festas de aniversário. “Ele escolhe a mesa de bolo, a de balas, o tema”, enumera. Na última festa, o tema foi Dinossauros e ele queria um bolo que fosse um vulcão de onde saíssem lavas. Ficou perfeito!”, lembra. Além dessas delícias, as crianças se divertem nos brinquedos e com os animadores contratados pela mãe. 
Os adultos aproveitam o espaço, a boa comida e bebida para botar a conversa em dia. “Além do aniversário, essa reunião é muito especial porque todas as pessoas com quem temos ligação, inclusive as que não moram em São Paulo, vêm e trazem muita alegria!”, diz.
Todos esses encontros são registrados em foto e vídeo. “É um momento mágico que cada vez que revemos acontece de novo!”, emociona-se.
PRIMEIRA FESTA
Carla Sganga Szperling comemorou o segundo aniversário do filho Eduardo no buffet infantil Universo Feliz, em Moema. “Esta foi a primeira vez que fiz a festa num buffet”, diz.
Para Eduardo, a ocasião foi uma grande surpresa. Carla conta que eles sempre iam às festas dos amigos em buffet e que o Eduardo só entendeu que aquilo tudo era pra ele, depois que chegou lá. “Os olhos dele brilhavam!”, lembra.
Com tema de fazenda e uma enorme mesa de balas, a comemoração foi para toda a família, amigos e coleguinhas da escola. Para os 130 convidados havia diversão. As crianças pequenas tinham brinquedos à vontade, para as mais velhas tinha também rappel e os adultos podiam jogar pebolim.
Depois de tanta farra, Eduardo voltou exausto para casa e dormiu logo. No dia seguinte, começou a abrir os brinquedos. “Ele nunca tinha ganhado tanta coisa antes. E teve que aprender a abrir os pacotes!”, fala.
Carla acha que valeu a pena investir na tranqüilidade de fazer festa em buffet. Para 2006, ela já disse: repetirá a dose. Além da oportunidade de reunir as pessoas mais próximas, na festa também se divide o momento especial e mágico do Eduardo.
“A alegria foi tanta que ele fica revendo as fotos e sempre que vê bexigas pede: Mamãe, vamos na festa?”
A ALEGRIA DO TEATRO
Um universo de faz-de-conta invade a festa. São shows de bonecos movidos por fios, varas ou com as mãos e que envolvem as crianças num mundo de sonhos, onde elas soltam a imaginação e vivem histórias incríveis. Empresas que oferecem o serviço acompanham as novidades e dão às personagens toques especiais para atrair ainda mais a atenção da criançada. Na hora da brincadeira, o visual, a música e a interação encantam e garantem boas gargalhadas!
ESTRELAS DO PALCO
No Show Musical de Bonecos Broadway Delivery, da artista plástica Thais T. Martins Stierli, os grandes musicais, como O Fantasma da Ópera, Chicago, Mudança de Hábito, Flash Dance e outros, ganham atores muito especiais: bonecos de látex manipuláveis pelas diversas técnicas. Eles são feitos pela própria artista, que desde 1991 já se dedicava a confecção de bonecos de resina e tecido. Anos mais tarde, teve a idéia de criá-los manipuláveis, inspirada nas marionetes de Praga, da República Tcheca.
Há quatro anos, a trupe da Broadway Delivery se apresenta em clubes, buffets, creches, hospitais, livrarias e em teatros, como o Crowne Plaza e o Teatro Folha. No teatrinho de madeira e tecido, os bonecos desfilam suas histórias, seus contos, suas fantasias, manipulados por seis atrizes que, muitas vezes, misturam-se a eles. “É um show para toda a família, para todas as idades”, garante Thais.
Nesse espetáculo são apresentados nove números musicais de diferentes temas em 40 minutos. As personagens ora são reproduções bem humoradas de astros da Broadway, ora são seres que habitam o universo infantil. Glória e Durvalina - as bonecas apresentadoras do show - fazem uma homenagem ao aniversariante no final. “Nessa hora, pais, avós e convidados ficam muito emocionados”, lembra Thais.
CLÁSSICOS INFANTIS
Há 10 anos fazendo teatro em festa, a Maria Fumaça, em Higienópolis, traz histórias da Disney e do Sítio do Pica-pau Amarelo. Assim, o Mickey, a Minnie, os Dálmatas, o Pateta, a Emília e mais outras tantas personagens se mesclam num enredo adaptado para o público. “As crianças ficam fascinadas também pela beleza dos fantoches, que são importados da Disneylândia”, conta Adriana da Silva, sócia da Maria Fumaça.
O próprio Caco, do Muppets Show, apresenta o espetáculo e interage com o aniversariante e com os convidados. Ele é ajudado pela apresentadora Stephanie Jorge e por mais duas atrizes manipuladoras. Em seguida, o aniversariante é convidado a se vestir de mágico junto com o Pernalonga, e então eles fazem uma mágica: surgem pirulitos, que são distribuídos para toda a criançada.
Uma terceira parte do espetáculo é opcional: o teatro dirigido. De 7 a 15 crianças - o total varia de acordo com o número de personagens da história - são fantasiadas com o tema escolhido da peça e interpretam, no palco, a história. As monitoras sopram, pelo microfone, as falas e o desenrolar da história. Em 2006, a novidade é a dramatização das aventuras do peixinho Nemo e sua turma.
“Quem curte mesmo o teatro são as crianças menores, de 1 a 4 anos”, explica Adriana. As três partes duram cerca de 50 minutos. Geralmente, as mães optam por apresentar o teatrinho no final da festa. Por isso, ao terminar o teatro dirigido, as crianças tiram a fantasia e vão para o parabéns.
Caso a mãe queira algo personalizado, também pode. “Uma vez, fizemos o ursinho de pelúcia da aniversariante, de apenas um aninho, participar da peça junto aos fantoches. Ela ficou fascinada!”, conta Adriana. “E se a idéia for fantasiar todas as crianças para o teatrinho dirigido, é bom lembrar que foge dos 50 minutos, mas dá para fazer”, completa.
SHOW EM TRÊS ATOS
Os fantoches sempre fizeram sucesso na T.Melly Melly. A empresa nasceu da antiga T.Belly Melly e está sob coordenação de Melissa Smith. As histórias contadas nos shows dos bonecos são sempre renovadas de acordo com os lançamentos da indústria cinematográfica. Mas a grande novidade é a oficina de fantoches. 
A equipe da T.Melly Melly leva para a festa um boneco de feltro, recortes de tecido, lãs, fios e tinta plástica. Com auxílio de monitoras, as crianças pintam seus próprios fantoches com o tema da festa. Depois é só esperar secar e todo mundo leva o seu bonequinho para casa.
Enquanto as crianças aguardam a secagem, elas participam do animado show dos fantoches. A linguagem das histórias é muito versátil para se adequar a faixa etária do público, que vai de 1 a 7 anos. “Para crianças menores, usamos mais músicas e pouca fala. As maiores assistem a um espetáculo com mais diálogos e interativo”, conta Melissa.
Depois do espetáculo dos bonecos é a vez das crianças dramatizarem uma história. Elas se fantasiam de acordo com as personagens da festa e sobem ao palco para explorar seu talento cênico. “Só não podem ir todas de uma vez, senão onde fica a platéia? Por isso, três crianças por vez se trocam e sobem ao palco. Elas já ficam fantasiadas pelo resto da festa”, explica Melissa. Atualmente, a T.Melly Melly pode vestir cerca de 60 crianças por festa. Caso o número de convidados seja maior, é só encomendar. A brincadeira dura, ao todo, cerca de 50 minutos.
CONTOS ENCANTADOS
Um universo de príncipes, princesas, heróis e seres invisíveis fazem parte das histórias contadas pela Companhia das Fábulas. Num show interativo a contadora de histórias, Emily Godoy, sócia da empresa, carrega as crianças para lugares incríveis com personagens fascinantes.
Mais de vinte contos fazem parte do repertório da Companhia das Fábulas. Alguns são escritos pela própria Emily, que também é professora de literatura. Uma das personagens presentes em todas as histórias é o Zuig Marudin, guardião da porta do castelo onde moram as histórias.
Quando os pais contratam o serviço, Débora Barreto, sócia da Companhia das Fábulas, indica a história mais apropriada para cada faixa etária. O show dura cerca de 50 minutos e, de 10 a 100 crianças, entre 2 e 8 anos, participam do espetáculo. Uma tenda azul com cortina é montada no local. Ali dentro ficam as fantasias e o aparelho de som. Algumas crianças encenam a história devidamente caracterizadas. Mas todas participam. “Quando a Fada Dourada entra em cena com o mapa do tesouro, as crianças correm para encontrá-lo. E ele é de verdade! Tem pirulitos e carimbos com a imagem do amiguinho imaginário Zuig Marudin, que tem o poder de proteger a todos de qualquer coisa ruim”, conta Débora. 
Na Mais Kid Mais além de clássicos, como Branca de Neve e os Sete Anões, e outras histórias da Disney, o repertório inclui a turma do Maurício de Souza e outros. Com um anti-herói participando de todas as cenas, o Morcegão, as crianças são envolvidas nas histórias durante os cerca de 50 minutos de espetáculo.
A equipe começa com um teatro de fantoches interativo, com histórias criadas pelas sócias Ina Valio e Eliana Costabile. É aqui que o Morcegão entra e cria mil confusões. Ele diz para as crianças que é o convidado especial e outras provocações. “O boneco é o menor de todos, mas o mais chato”, diverte-se Eliana. Também nessa primeira parte, o aniversariante é convidado pelos bonecos a interagir com eles.
Como as histórias podem ser criadas por Ina e Eliana, elas podem ser encomendadas. Esse foi o caso de uma mãe que adotou uma menina de 1 ano e queria contar à criança sobre como ela veio fazer parte da sua nova família. No seu aniversário, o Mais Kid Mais criou um enredo especial. “Os fantoches receberam os nomes dos familiares da aniversariante. A mãe era a canguru que queria um filhote na sua bolsa, mas nunca conseguia. Um belo dia, encontrou uma gatinha que adorou o seu colo! Ou seja, não precisa ser canguru para ser amada pela mamãe canguru”, conta Eliana. “A emoção foi total!”, completa. Essa encenação foi gravada para ser mostrada quando a menina já estiver maior e puder entender a mensagem final.
Depois da apresentação dos fantoches, começa a dramatização de uma peça também escolhida pela mãe. Todas as crianças são fantasiadas e sobem ao palco. “Os pais ficam babando ao ver o filho atuando lá na frente”, conta Ina. Não existe número mínimo para as apresentações, mas para garantir conforto e visibilidade a todos, o número ideal gira em torno de 50 crianças, com idade entre 2 e 6 anos.
Ah! E o Morcegão? Desaparece num toque de mágica e se transforma em fitas coloridas pelo salão!
BOAS RISADAS
Uma história que se faz na hora. Assim são as apresentações do Quique Show . Com três bonecos – professor Narigão, Rubens e Cristina – Quique contracena nos papéis de Ritinha, o pintor e o menino. O teatro reserva brincadeiras que se desenrolam com a ajuda das crianças.
Ritinha é bem velhinha e tem um bumbum de 50 centímetros. Quer sentar-se ao lado de algum participante, o que provoca muitas risadas. O pintor ajuda as crianças a desenhar mensagens para o aniversariante no palco montado e forrado com papel craft. O menino - um palhaço com pouca maquiagem – apresenta os bonecos manipulados por vareta, luva e espuma, além das vassouras dançarinas.
Adultos e crianças, a partir de 2 anos, se divertem durante uma hora de espetáculo.
BONECO VIVO
Com 25 anos de experiência em recreação, o Tio Pan, sediado em Jundiaí, levou para o palco um momento mágico. Numa determinada altura do espetáculo, o fantoche deixa o palco montado e entra novamente, mas transformado: ele não é mais um boneco, mas uma pessoa de verdade. 
“Sabe quando você tem uma linda surpresa: a pupila dilata, parece que o olho cresce, você suspira e vem aquele sorriso contido de quem ainda não acredita no que está vendo? Só sentido, só vivendo para saber...”, emociona-se Tio Pan ao lembrar do encantamento das crianças ao assistirem a esse momento.
As histórias contadas são, na maioria das vezes, as clássicas, como Branca de Neve, Mickey e Barney. Outras personagens como Hello Kitty também brilham nos shows. Em breve, o Tio Pan lança no seu palco outro grande sucesso do cinema: Madagascar, com uma história envolvente e surpreendente.
As narrativas são todas escritas e adaptadas pelo próprio Tio Pan. “Existe todo um enredo, com começo, meio e fim”, conta o recreacionista. Também ele cria as trilhas, apresenta e dirige os três atores que o acompanham.
MARIONETES
Grandes marionetes, de 60 a 70 centímetros, e bonecos de manipulação direta, que são aquelas que podem ser manipuladas por mais de uma pessoa sem auxílio de fios ou luvas, apresentam o show musical da Happy Children Recreações. Há 10 anos a empresa teve a idéia de agenciar artistas para eventos e shows.
Atualmente, o ator bonequeiro Virgílio Zago, da Cia de Títeres, é quem realiza os espetáculos da Happy Children. Há 15 anos ele cria e constrói os bonecos, que são feitos de fibra de vidro, técnica de papelamento, madeira e tecido. “É emocionante ver os dois no palco: o Virgílio e a marionete, que vai ganhando vida nas suas mãos desde a concepção!”, conta Sueli Aquino de Oliveira, proprietária da empresa.
Na hora de contratar o serviço, o cliente deve escolher entre as personagens já criadas, pois o processo de criação dos bonecos é detalhado e demorado. De acordo com Sueli, a mãe geralmente já conhece o trabalho. “Na maioria das vezes, quem nos contrata já nos viu na festa do amiguinho do filho. Do contrário, fazemos uma performance exclusiva!”, explica. Para personalizar a apresentação, a mãe pode gravar uma homenagem ao filho, que será dublada pela marionete. O show musical dura de 30 a 40 minutos.
O artista entra no palco junto com o boneco. A Sambista, o Violinista, a Carmen Miranda e a Gata Pink são algumas das personagens disponíveis para os shows e que prendem a atenção e divertem todos os públicos. Mas a gargalhada rola solta quando o boneco é o Mosquito Cantor: “uma figura cômica e desengonçada. Ele canta com microfone a versão original, não a cantada pelo Latino, da música Festa no AP”, conta Virgílio
PARA ANIMAR A TURMA!
Idéias interessantes e diferentes surgem com força no cenário das festas infantis em 2006. Para agitar ainda mais as oficinas e as recreações, empresas apostam na originalidade. E as crianças aproveitam!
MUNDO ESTELAR
Físico e astrônomo, o professor Emerson Perez criou o Planetário Sedna. Com o intuito de ensinar e distrair ao mesmo tempo, o planetário móvel tem uma estrutura de ferro montado, com 4 metros de diâmetro e 3 metros de altura. Ele é coberto por lonas especiais que não deixam a luz entrar e tem ar condicionado. 
Cerca de 20 pessoas podem participar, por sessão. Todas ficam sentadas em almofadas colocadas em círculo. A máquina que projeta estrelas, planetas e galáxias fica bem no centro da tenda. Antes de começar a diversão, o aparelho é ajustado para representar o céu de acordo com o real. “Se estamos em Ribeirão Preto, acertamos a latitude, o dia e a hora para simular o céu como é visto deste local”, explica Emerson. Enquanto são feitas as projeções, uma gravação conta uma das histórias disponíveis.
A mãe escolhe um entre os diversos roteiros oferecidos de acordo com o tipo de festa e a idade dos participantes. Para crianças de 5 a 11 anos, por exemplo, Emerson sugere a Viagem pelo sistema solar. Todos se acomodam ao som de uma música instrumental e com meia-luz, para que a pupila se adapte ao escuro. A porta é fechada com velcro e não há problema algum se alguém quiser sair antes de terminar a sessão. Uma bela simulação do pôr do sol abre a sessão, até que tudo escurece como se virasse noite.
As primeiras imagens mostram um céu carregado de poluição. Depois, um céu limpo aparece para explicar o surgimento do sistema solar como o conhecemos hoje. O texto e a linguagem são adaptados para as diferentes faixas etárias. “Tanto crianças quanto adultos se divertem e aprendem”, conta Emerson.
Depois de 20 minutos conhecendo os mistérios do céu, o professor Emerson abre espaço para perguntas. E são muitas. Entre elas, se existe vida em Marte, disco voador e extraterrestres. “Sempre explico a partir do ponto de vista científico”, diz.
LEMBRANÇAS INFLÁVEIS
A Puma Balões faz, há quase dez anos, modelagens de bichinhos e imagens com balões para festas infantis, além de brinquedos, como ioiô, petecas e chocalhos. Em 2006 a empresa inova e lança a Oficina de Balões e ensina as crianças a trabalhar com esse material. Elas produzem o próprio brinquedo e a lembrancinha. 
A empresa leva para a festa duas mesinhas com banquinhos, que comporta até seis crianças de cada vez. Com o auxílio de três monitores, elas aprendem a técnica e põem mãos à obra.
Mesclando balões de látex redondos e compridos e balões de microfoil – aqueles metalizados com formatos pré-definidos – é criada a lembrancinha. “Por exemplo, um balão de microfoil do Nemo é colocado numa base. Com os outros balões, os de látex, são feitas algas e outras figuras marítimas para formar uma paisagem”, explica Wiliam Sawaki, sócio da Puma Balões Animações. Com meia hora de trabalho, as crianças saem de lá com o brinquedo pronto. A lembrancinha é entregue somente no final da festa.
Como os balões são inflados com ar normal, a sustentação é dada por uma base de madeira ou de E.V.A . As lembranças chegam a ter cerca 30 centímetros e duram até 30 dias. Cada tema, escolhido previamente pela mãe, tem até quatro modelos diferentes.
CRIAÇÕES EM E.V.A.
Há três anos animando festas infantis, a Nome na Hora oferece inúmeros objetos decorativos em E.V.A. São cerca de 100 personagens de histórias infantis, nomes escritos em faixas, painéis decorativos, quadro de aviso e outros. A empresa entra em 2006 com outra novidade: o porta-retrato.
Também feito na hora da festa, o porta-retrato pode ser de mesa, com apoio em E.V.A mais largo, por isso, mais resistente, ou de parede, com ilhós. Cada pessoa pode escolher até três cores e os enfeites, como nome e personagem. “Geralmente a mãe não se prende ao tema e deixa o convidado escolher o motivo livremente”, conta Renata Paschoareli, sócia da Nome na Hora.
Caso a mãe queira, pode contratar um profissional para clicar e imprimir as fotos durante a festa. “A gente trabalha com senhas, por isso não há risco de se enganar na hora de entregar as lembrancinhas”, explica Renata. 
Os trabalhos oferecidos em E.V.A não têm idade. “As lembranças podem ser feitas também para os pais. Eles adoram!”, lembra Renata. Por isso, a empresa também lançou signos e símbolos japoneses em E.V.A.
Em festas com pelo menos 40 crianças, a Nome na Hora fica do começo ao fim. As crianças encomendam seus porta-retratos personalizados e a equipe confecciona na hora e no local. Somente depois do parabéns ou quando a criança vai embora é que as lembrancinhas são entregues. Para festas menores, a Nome na Hora aceita encomendas com antecedência e as entrega no dia da festa.
BUFFETS ADEREM À QUADRA
Sem preconceitos, meninos e meninas desfrutam de um grande atrativo dos buffets: a quadra de esportes. Na hora da festa, o que vale é a integração e a disputa saudável entre os times montados na hora. O sucesso é tão grande que, muitas vezes, a casa passa por reformas, mas a quadra está sempre ali: quem não a tem, constrói; e quem já tem, faz melhorias.
Os campos de futebol society oficiais são de grama sintética, com dimensões de 50m x 35m. Mas tanto para os buffets quanto para as crianças, o tamanho não importa tanto. O que vale mesmo é a brincadeira! 
A procura por buffets com quadra esportiva é tão grande que o buffet infantil Mago Ra-tim Boom, na Saúde, abriu outra unidade, no Itaim. As duas casas têm quadras nos mesmos moldes: tamanho de 14m x 7m, grama sintética, são cobertas e têm redes de proteção para facilitar a visão dos pais. “O ano inteiro a quadra está sempre cheia. Se não é com jogos é com brincadeiras”, afirma Marcelo Vicente, um dos proprietários do Mago Ra-tim Boom.
A integração é um dos conceitos mais respeitados no buffet, tanto no que se refere a interligação entre os ambientes quanto às brincadeiras e campeonatos de futebol. Nesse último, as mães levam troféu, medalha, camisetas ou coletes coloridos e, durante toda a festa, a criançada se diverte. “Não dá tempo de cansar. É tudo muito lúdico, tem muita brincadeira”, conta Marcelo.
No buffet Era uma Vez um Gato Xadrez, em Moema, uma das maiores atrações é a quadra coberta de 15m x 7m. Nas suas laterais não há cobertura, mas, como o piso é de Paviflex, se chover um pouco é só secar e já está pronta para uso outra vez. Antigamente ela era aberta e de grama sintética. Por isso, quando chovia não podia ser utilizada. “O investimento valeu a pena, pois a quadra é, muitas vezes, onde se desenrola a festa”, conta Marina Simões, proprietária do buffet.
“Procurei o Gato Xadrez, pela segunda vez, por causa da quadra”, diz Tília Voloch Rozenberg, mãe de Michel, nove anos.“Ele é torcedor do Santos e queria uma festa focada em futebol”, lembra. Na festa tudo lembrava o esporte preferido de Michel e os monitores do Gato Xadrez organizaram um campeonato entre os convidados. O buffet se encarregou das medalhas, dos coletes para distingüir os times e da bola.
Como a quadra fica no piso superior, quem não quis jogar pôde se divertir nos brinquedos do salão. Os adultos acompanharam de longe a alegria dos meninos. “Todo mundo gostou da festa e do futebol: pais e filhos”, comemora Tília. “E os monitores foram ótimos”, completa.
TAMBÉM PARA MENINAS
Para quem pensa que futebol é esporte só para meninos, surpresa: as meninas também gostam. Foi no buffet Reino Mágico, na Vila Olímpia, que Laura, cinco anos, e Luciana, oito, comemoraram juntas o aniversário. “Relutei muito para aceitar, até que descobri que as colegas de classe delas também jogavam futsal”, fala Lina Alvares, mãe de Laura e Luciana.
Numa quadra de 16m x 11m, as meninas vestidas com o uniforme do time e de chuteira e meião não esqueceram de adornar os cabelos e foram ao jogo. Meninos e meninas montaram times mistos. Um monitor foi juiz, mas também abriu espaço para os pais apitarem a partida e garantir ainda mais diversão. No final, todos ganharam medalhas personalizadas, com os dizeres “Campeonato de Aniversário de Luciana e Laura”, que também funcionaram como criativas lembrancinhas.
Montado num grande galpão, de cerca de 1.100m 2 , o buffet mantém a quadra coberta, com piso de cimento, separada do resto do salão apenas por redes de proteção. “A quadra fica ao alcance dos olhos dos pais, que podem torcer pelo filho que está jogando dos bancos colocados em volta, como uma arquibancada, ou até entrar na brincadeira”, conta Renata Assunção S. Matheus, sócia do Reino Mágico. Nem por isso o tema da festa fica amarrado ao esporte. “Laura e Luciana tiveram a mesa enfeitada de bonecas”, diz Lina.

Mesmo que o foco da festa não seja esporte, a quadra não perde o brilho. “Nunca ocupamos esse espaço com brinquedos”, conta Márcia Novaes, sócia do buffet Funny Days, em Moema. A procura pela quadra é tão grande que estimulou investimentos, como a colocação de um teto retrátil. Dessa forma, se faz sol, as crianças ficam ao ar livre e, se chove, a cobertura evita que o local não possa ser usado.
Por isso, a quadra que mede 6m x 11m abriga inúmeras outras atividades, como queimada, shows e até almoços nas festinhas de um ano. Mas se o assunto é futebol, os monitores estão preparados para organizar os times com jalecos coloridos e botar a bola para rolar. Em caso de campeonatos, a mãe se encarrega das premiações – troféus e medalhas.
Para encantar e divertir os pequenos, há uma montanha russa suspensa na área da quadra, que é toda protegida por redes e separada do salão por portas de vidro, o que proporciona grande luminosidade ao espaço.
COM TODO CUIDADO
Muitas festas focadas no futebol têm algo a mais além da decoração e de um monitor para organizar as partidas. “No Comics Buffet, no Morumbi, geralmente, um professor de futebol society participa dos campeonatos”, conta o proprietário, Dany Lam. Com uma quadra de 11m x 5,5m, coberta, inclusive nas laterais, e de grama sintética, o buffet tem esse espaço como um atrativo a mais para festas de aniversário, especialmente de meninos. Para a comemoração ganhar um ar ainda mais divertido, o buffet coloca a música da Copa do Mundo e os pais levam troféus e medalhas para o momento da premiação.
No buffet Bugui Ugui,na Vila Mascote, para festas com campeonato de futebol são indicados profissionais para acompanhar e organizar. “É mais seguro ter um professor de educação física que oriente os times”, diz Aymard Caccaos, proprietário do buffet. Por isso, o buffet indica alguns profissionais, como o professor Tato, com experiência de 12 anos na área de recreação infantil. Ele lembra que o grande objetivo do jogo é brincar e que não é bom estimular a competitividade excessiva. “A estratégia é valorizar a participação de todos, independente do grau de conhecimento”. fala.
O cuidado com os pequenos é grande. Como a quadra também é aproveitada para outros jogos e brincadeiras, o buffet oferecia uma bola de futebol de salão para distrair a criançada. “Só que ela era muito pesada, então, resolvi trocar por outra mais leve. Agora todos, grandes e pequenos, podem brincar”, fala Aymard.
A linha democrática também pode ser percebida no espaço, de 13m x 6m, que é aberto para que todos aproveitem as brincadeiras ao ar livre. Quando chove não dá para usar a quadra. Por isso, já existe um projeto para colocar um teto retrátil, em 2006.
No buffet infantil Morangotango, na Vila Mariana, a quadra esportiva foi construída depois de inaugurado o salão e logo virou palco de inúmeras brincadeiras, como queimada e pega-pega e também de divertidos campeonatos de futebol. As crianças já podem formar times, a partir dos cinco anos, sempre com orientação de monitores. “Para garantir que nenhum acidente aconteça, as traves são baixas”, conta Isabel.
A quadra do Morangotango não é grande e não tem cobertura, mas proporciona momentos de descontração. “Ao ar livre é mais gostoso”, conta Isabel Cristina Méier, proprietária do buffet. Mesmo assim, a chuva às vezes atrapalha, por isso, já há um projeto para cobrir o local. Vários outros buffets infantis possuem quadras ou miniquadras. São eles Bumbaka, Cartoon, Fantastic House, Lé com Cré, Magic Box, Magic Place, Mega Circus, Mundo Encantado, Oceano, Water Planet e Zuera.
O DIA É DO ANIVERSARIANTE
Passar o dia do aniversário com o personagem preferido ou com um bichinho de estimação ou ainda poder registrar para sempre o dia-dia da criança desde que acorda até a chegada na festa vão, com certeza, animar ainda mais o dia do aniversário.
Alexandre Lichewitz, da Liga da Justiça, há seis anos faz a caracterização de super-heróis. A empresa possui dezenas de personagens, como Batman, Homem Aranha, Power Ranger, com fantasias semelhantes aos temas preferidos dos meninos. Recentemente criou mais um atrativo: “Vamos à casa do aniversariante, tomamos café da manhã com ele e o acompanhamos até a escola para cantar o parabéns com os colegas na sala de aula. Depois da aula, podemos escoltar de moto o ônibus ou o carro até o buffet ou a casa. Durante a festa, fazemos um show, com uma coreografia fiel ao filme”, diz Alexandre. Essa novidade atrai mais os meninos de três a seis anos.
FILHOTES EM CASA
Quem adora bichinhos vai ficar fascinado passando o dia do aniversário com um filhotinho de coelho ou um patinho com uma semana de vida. Ou ainda um lindo cãozinho. Caramelo e Estrelinha “emprestam” o filhote que vai com tudo que precisa em sua mochilinha para passar o dia fora: potinho para água e ração, cenoura e couve e um cobertor para facilitar os abraços e o colinho. 
“A única exigência é cuidar bem deles: não apertar nem deixar cair no chão”, diz Stella, a Estrelinha. Todos os animais que fazem show com a dupla são vacinados. Para dormir, eles podem ser colocados na própria gaiola.
INTERAÇÃO
A empresa Batalhão D'Alegria teve tantos pedidos dos pais para que alguns de seus personagens passassem a tarde ou a manhã com o aniversariante que introduziu essa novidade. As crianças gostam tanto que o personagem vai no carro dos pais até a escola. Se a família quiser, ele volta na saída da escola para acompanhar a criança para casa ou direto para a festa. Nossos profissionais interagem com as crianças e fazem pose para as fotos e ainda podem recepcionar os convidados no buffet.
O DIA TODO
Nem sempre é possível registrar tudo o que gostaríamos de nossos filhos. O dia-a-dia da criança desde que acorda, o banho e até a hora do almoço ficam às vezes apenas na lembrança. Pensando nisso, os fotógrafos Catia Herrera e Marcelo Vita fazem o making off do aniversariante, clicando em casa os melhores momentos da criança. Registramos tudo: desde quando o bebê acorda, a primeira mamadeira, a mãe dando banho, até o guarda roupa, um abraço dos pais. Sempre fotos expontâneas. Por fim, a troca de roupa para ir à festa e a entrada no carro. No buffet, sua equipe espera para a chegada e as melhores cenas da festa. Tudo pode ser também filmado. 
FESTA NA OFICINA
Vai ter festa... no atelier! Imersa num mundo de fantasias, bexigas e cantigas, a criançada aproveita o aniversário e solta a imaginação em telas, cerâmicas, colagens e ainda desfruta de um cenário totalmente diferente: ateliers artísticos.
Cada vez mais procurados como alternativa original de espaço para festas infantis, esses estabelecimentos ensinam brincando técnicas de pintura e colagem. E as criações da garotada acabam virando lembrancinha! 
Na Quadrifoglio Oficina de Arte, atelier e escola de pintura para adultos e crianças, em Moema, o espaço e o material são garantidos. A criatividade é por conta dos pequenos. Ao contratar o serviço, a mãe e a criança escolhem o motivo dos desenhos e o material: cerâmica, tela ou ainda a tela-relógio, cuja base para a pintura é uma tela-painel, que é mais grossa que a tela normal e tem acabamento, por isso dispensa moldura. Depois, a Quadrifoglio coloca uma máquina de relógio, que funciona com pilha, e gancho pra colocar na parede.
Numa minitela a equipe da Quadrifoglio pincela um criativo convite com o tema escolhido e que pode virar quadrinho. É só emoldurar. Na hora da festa, os participantes têm uma aula de pintura e levam como lembrancinha a sua própria obra de arte.
O atelier comporta até 30 crianças, a partir dos cinco anos, e a festa dura aproximadamente três horas. “O nosso foco é artístico, e só depois do trabalho é servido o lanche e cantamos o parabéns”, diz Ivonete Penna, proprietária da Quadrifoglio. “Algumas mães contratam transporte para trazer as crianças direto da escola. Nesse caso, é servido um almoço antes”, completa. Geralmente, entretanto, as festas ocorrem entre 16h e 17h e se estendem até as 20h.
CASA ARTEIRA
Na loja e escola de artes Casa Arteira, no Morumbi,o espaço destinado para festas infantis comporta até 25 crianças. O pacote inclui mesa decorada com retalhos de tecidos e objetos de madeira, como grandes carretéis, botões gigantes e agulhas enormes. Para o lanche, a mãe pode encomendar cestinhas individuais de guloseimas, com pães salgados, docinhos, um minibolo, um pacote de salgadinho e um refrigerante caçulinha ou um suco de caixinha. Já o bolo de aniversário e as velinhas devem ser levados pela mãe. 
Das inúmeras atividades oferecidas - confecção de bolsa, boneca de pano, porta-retrato, que pode ser feito até por crianças a partir de três anos, e scrapbook, que pode ser feito por crianças a partir de cinco anos - duas podem ser escolhidas para distrair a criançada. Aqui também tudo pode virar lembrancinha.
Entre os meninos, a pintura em madeira é o que faz mais sucesso. “A procura maior é de meninas de sete a nove anos, que curtem bastante os trabalhos manuais”, garante Mônica Tallia Loducca, gerente da Casa Arteira.
Para agradar aos dois - meninos e meninas - existe a oficina de decoração de porta-retrato de madeira. A moldura é toda decorada com recortes de tecido, no estilo pachtwork. As crianças recebem um kit, com uma folha padrão de álbum e o tema escolhido recortado. Com esse material elas abusam do talento com auxílio de furadores de vários formatos, colando e inventando novas formas, mas nada de tesouras, para evitar acidentes.
Caso a mãe queira personalizar ainda mais a festa, ela pode contratar outros serviços. “Fizemos uma festa em que, enquanto as crianças decoravam um porta-retrato, um caricaturista as desenhava. No final, todos foram para casa com um porta-retrato novo e sua própria caricatura”, conta Mônica.
ART & PAPIÊ
A papelaria especializada em scrapbookArt & Papiê, no Itaim, faz oficinas para crianças a partir de cinco anos. A loja ocupa 500m 2 e tem um espaço com duas mesas grandes onde os pequenos podem comemorar o aniversário fazendo arte, literalmente. “Aqui já é um paraíso para as crianças, por isso, a festa não exige decoração além de algumas bexigas”, garante Fabiana Mattar Lutfalla Abdon, proprietária da Art & Papiê. 
A festa dura cerca de três horas e pode ser feita com pelo menos seis e no máximo 18 crianças. A loja oferece o convite, que pode ser um pequeno álbum feito pela papelaria, com a técnica Shaker Box – uma caixinha colada na frente do álbum - repleta de miçangas; e a lembrancinha, que pode ser uma latinha enfeitada com muitas fitas e cheia de giz de cera. De acordo com Fabiana, normalmente, as crianças levam de lembrancinha o que produzem na própria oficina durante a festa.
Como na casa tem um bar, os salgadinhos e o bolo podem ser incluídos no pacote. Tudo depende do que a mãe quer. Na hora de cantar o parabéns, que pode ser no intervalo da oficina ou no fim, todos, inclusive a equipe da loja, fazem aquela folia!
Meninas de oito a 12 anos são as que mais procuram por esse tipo de festa. “Elas querem algo mais intimista. Só com as amigas”, conta Fabiana. Mesmo assim, o lugar também diverte meninos. “A última festa que fiz tinha meninos e meninas. Todos ficaram superfelizes”, lembra. Os convidados trabalharam uma lata de tinta. Primeiro, cada um encapou a sua com papel especial de scrapbook. Depois, começaram a decorá-la com colagens de recortes. A alça foi enfeitada com fitas azul, para os meninos, e cor de rosa, para as meninas. “Foi o maior sucesso!”, completa.
VIDRADA EM ARTE
A idéia de abrir as portas para festas infantis surgiu por acaso no atelier e loja Vidrada em Arte, em Moema. “A proprietária resolveu comemorar o aniversário de um dos filhos no atelier. As mães dos amiguinhos ficaram tão encantadas que seguiram o exemplo”, conta Viviane Coelho, gerente da Vidrada em Arte. O sucesso é tão grande que hoje há em média de quatro a seis festas por semana.
Decoração, recreação e aulas são por conta da Vidrada em Arte. O aniversariante apenas escolhe a oficina. Caso a criança vá para a festa direto da escola, o almoço pode ser servido lá mesmo, mas a mãe se encarrega da alimentação, inclusive o lanche e o bolo. Os convites confeccionados pelo atelier podem ser bastante originais: cestinhas contendo um doce para cada convidado, e as informações básicas, como data, local, hora, etc.

A festa pode ser realizada com até 15 crianças, com mais de cinco anos. Três monitoras e um monitor orientam a criançada durante a comemoração, que dura aproximadamente quatro horas. “Para não deixar os meninos deslocados optamos por manter um monitor homem. Assim eles ficam mais à vontade”, conta Viviane. As atividades são todas de integração. Todos os convidados, dos mais novos aos mais velhos, encontram atividade. “Às vezes até o pai e a mãe fazem trabalhos!”, lembra.
Patrícia Bueno Moreira, mãe da aniversariante Gabriela, de quatro anos, conta que ia fazer a festa da sua filha em casa e enquanto buscava alternativas diferentes para incrementar a comemoração, descobriu a Vidrada em Arte. “O conceito me chamou atenção. Dar atividades dirigidas e educativas para as crianças é algo bastante diferente do que estamos acostumados”, diz.
Ao todo eram 15 meninas, mas o irmãozinho de Gabriela, Lucas, de sete anos, não ficou de fora. “Mesmo sendo o único menino da festa, divertiu-se muito”, lembra Patrícia. Como a idéia era fazer algo diferente, ela resolveu inovar também na hora do parabéns: encomendou minibolos da Sinhazinha, empresa indicada pelo atelier, e colocou uma velinha sobre cada um. “A Gabriela sempre chora na hora do parabéns e dessa vez, como ela viu que todos tinham velinha, pela primeira vez ela não chorou”, comemora. 
A festa da Gabriela começou às 10h, mas quem chegou antes foi se distrair no cabeleireiro montado lá dentro. Chiquinhas, brilhos, presilhas já divertiam os primeiros convidados. As atividades que Patrícia escolheu – sabonete, sachê de sagu, colagem de caderno e decoração de aquário – estavam de acordo com as habilidades características da idade das meninas.
Todas as criações foram colocadas numa sacola cor de rosa e levadas como lembrancinha. Uma, entretanto, encantou a todos de forma muito especial: a oficina de decoração de aquário com E.V.A. As crianças receberam um kit com figuras recortadas com motivos do fundo do mar e decoraram toda a volta do aquário. Ao final, a Vidrada em Arte dá um peixinho e comidinha. Mas Patrícia preferiu comprar os próprios peixes e deu um kit, com um Beta supercolorido para cada criança e um pacote de comidinha.
As crianças foram levadas ao atelier pelos pais e, na hora de ir embora, algumas mães se reuniram e levaram todos para a escola. No caminho, resolveram batizar os peixinhos. “A Gabriela diz que o dela é uma peixa e a chama de Fofinha. O do Lucas chama-se Campeão”, conta. “Tanto as mães quanto as crianças amaram esse dia porque foi muito diferente”, completa.
PAPER CHASE
Entre cadernos, porta-retratos e álbuns as meninas de sete a 14 anos se divertem na Paper Chase, loja de scrapbook, convites e lembrancinhas, na Vila Nova Conceição. Foi lá que Adriana Amaro fez a festa de 10 anos da filha Natalia. “Depois que conheci a loja, há três anos, comecei a me interessar mais por fotos e a arrumar meus álbuns. Descobri o quanto é importante ter essas recordações, além de ser uma excelente terapia”, diz.
Na aula-festa, que pode ser feita com no mínimo nove e no máximo 15 crianças, Natalia comemorou seu aniversário com mais 13 amigas do colégio. Os convites foram confeccionados pela Paper Chase. “Nós fazemos um livrinho todo decorado de scrapbook e cada página (quatro no total) vem com uma mensagem escolhida pela mãe e com os dados da festa”, diz Gislaine Matias de Oliveira, subgerente da Paper Chase.
A mãe se encarrega da decoração e do buffet. O local possui uma cozinha para aquecer os pratos quando necessário e tem uma copeira para ajudar a servir. Adriana encomendou minissanduíches e cachorro-quente para a hora do lanche. Para cantar o parabéns, ela escolheu um bolo de brigadeiro da doceria Amor aos Pedaços. 
Um professor e um monitor acompanham a festa, que dura cerca de quatro horas, e as crianças saem de lá com o objeto – escolhido previamente – e um álbum de fotos, com quatro páginas, decorados durante a aula. “Contratei uma fotógrafa que imprimiu as fotos durante a festa. Então, as meninas saíram de lá com o álbum completo!”, conta Adriana. Na festa da Natalia, ele foi decorado com flores e borboletas e ganhou o título de Melhores Amigas.
De acordo com Gislaine, a oficina de maior sucesso é a de caixa de jóias. As crianças recebem um kit semipronto, contendo chaveirinho de papelão, papel decorado, flores de papel, fitas, adesivo. Tudo de acordo com o tema escolhido. A caixa vem com divisórias e espelho. “As meninas ficaram encantadas!”, comemora Adriana.
FESTA NA COZINHA
Dia de festa também é dia de ir para a cozinha. Só que, dessa vez, a arte gastronômica fica por conta das crianças. Elas se lambuzam e se divertem. E, ainda, aprendem a fazer pratos de dar água na boca!
Na escola de gastronomia Studio do Sabor, no Pacaembu, as crianças podem aprender pratos rápidos e comemorar o aniversário ao mesmo tempo. Ao contratar o serviço, uma lista de pratos, incluindo hambúrguer, nhoque, batata recheada, tomates recheados, minipizzas, tortinhas de morango e de limão, pavê de chocolate e outras maravilhas, é disponibilizada. Quatro receitas são escolhidas para fazer a alegria da criançada. 
Durante a festa-aula, que dura aproximadamente três horas, as guloseimas são feitas uma a uma e degustadas conforme ficam prontas. Sempre orientadas sobre as regras de higiene, as crianças confeccionam primeiro os pratos salgados e depois os doces. “Muitas vezes, a criança leva o doce que ela mesma fez como lembrancinha, além da apostila digitada com as receitas”, conta Mônica Eva Bushatsky, proprietária do Studio do Sabor.
O espaço comporta até 24 crianças, de seis a 12 anos. As meninas são as que mais procuram por esse tipo de festa, mas os convidados meninos também se divertem. A comemoração dura cerca de três horas e pode ser realizada durante a semana e de fim de semana.
No Atelier Gourmand, escola de gastronomia localizada nos Jardins, crianças entre cinco e 12 anos também podem se divertir no aniversário com invenções culinárias. Há uma cozinha equipada com 12 bancadas de trabalho, onde ficam duplas ou trios de convidados, além de uma central onde a chef de cozinha demonstra as receitas junto ao aniversariante de forma didática e divertida. Todas as bancadas possuem utensílios necessários para a produção das receitas e não há contato com fogo, fogão ou objetos cortantes (facas, garfos, etc.).
As crianças aprendem três receitas bem lúdicas e artesanais. Uma é a lembrancinha da festa: minipão-de-ló coberto com doce de leite. Nessa receita, cada criança aprende a cobrir e decorar o bolo com pasta americana. Depois, ele é embalado numa caixa plástica. As outras duas podem ser escolhidas entre delícias como brownies, muffins coloridos, milk shake, pavê de chocolate, pão de queijo, pizza brotinho, canapés divertidos, etc.
Ao final, cerca de três horas depois, canta-se o parabéns, com bolo de aniversário e mesa de docinhos. 
O atelier fornece decoração com bexigas, chapéu de chef e avental descartável, bolo de aniversário, bebidas, comidas, lembrancinha e canudo com as receitas ensinadas. “Sugerimos serviço de valet com seguro, locais para confecção de convites e aventais personalizados caso queiram. De resto nós cuidamos de tudo!”, conta Cristina Paulo, coordenadora de eventos do Atelier Gourmand.
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