REVISTA FESTAS INFANTIS Nº26

 

Carta ao Leitor

O segundo semestre começa com grandes novidades nos buffets infantis, que estão comemorando suas novas aquisições: Jet Boat, Turbo Drop, Máquina de Pular Corda, Speed, La Bamba, Arena Zoopa Glow, Tombo Legal, Helicóptero Thunder, Minigolfe, Torre de Rapel e Arvorismo são algumas delas e prometem muita emoção nas festas. Alguns buffets infantis estão sob a mesma direção há mais de oito anos. Sempre renovando seus espaços e com brinquedos novos, mas mantendo a mesma qualidade. A experiência desses profissionais que começaram fazendo um pouco de tudo você vai ver nessa edição. Se você já se esqueceu de levar seu filho a alguma festa ou errou a data ou o endereço do buffet, vai ficar mais aliviada, pois isso é mais comum do que se pensa. Saiba o que fazer caso isso aconteça. Você vai conhecer algumas novidades que estão animando as festas infantis: unhas mágicas, gibis personalizados, scrapbook feito na hora da festa e porta retrato feito também na festa, com foto superproduzida.
É só curtir a festa. E comemore.

Zuleica Russi

 

Buffets ganham novos brinquedos

Agosto é um mês de muitos lançamentos. Parte deles já está nos endereços de festas de São Paulo. Entre as novidades encontram-se Jet Boat movido a bateria, Turbo Droop de queda turbinada, simuladores de última geração, alguns com monitores de 38 polegadas, helicópteros de desenhos arrojados e muito mais próximos dos reais, Torre de Rapel desenhada especialmente para buffets. Há ainda as pequenas mudanças que fazem a diferença, como Minicama Elástica para bebês. É também a era dos infláveis, que surgem em áreas infantis e até em picadeiro. Quanto às brincadeiras, algumas, como a de atirar bolinhas e pular corda ganharam ares de modernidade: máquinas tornam possível jogar a tradicional queimada com bolinhas de espuma no escuro e pular barbante macio em vez da rústica corda de cisal. Nesse mundo maravilhoso da fantasia, há de tudo. Veja você mesmo a seguir:

JET BOAT MOVIDO A BATERIA

Desde março funcionando no seu novo endereço, na alameda dos Aicás, em Moema, o buffet Tropical Kids conta com dois Jet Boats, para até três pessoas cada um. A novidade aqui é a parte funcional, pois o bote de 1,60 metro de diâmetro, com outras versões já conhecidas no mercado, é movido a bateria, em uma piscina de 10 metros de comprimento por 6 metros de largura, de desenho semelhante ao de um lago verdadeiro, com acompanhamento de dois monitores. O sistema de funcionamento é considerado “ecológico” pelo fabricante Ricardo Uyemura, da Aquatoys, pois dispensa o uso de combustível, não deixando resíduos na água da piscina.
Os ocupantes se divertem nesse brinquedo, que funciona como se fosse um bate-bate na água, um se chocando contra o outro.
E tem mais: a escolha dos proprietários do Tropical Kids, Carolina de Oliveira Garcia e André Vieira de Araújo, foi mais do que acertada. Com isso, eles também passaram a oferecer uma atividade idêntica à de um grande parque de diversões. E todas as medidas necessárias foram tomadas para receber a grande atração. Carolina conta que queria uma piscina parecida com um lago e para tanto chamou o arquiteto Vini Casseres para colocar a sua idéia no papel. O resultado de todo o cuidado para construção da piscina e instalação do equipamento são os sorrisos de quem faz a festa no Tropical Kids, o único buffet a ter esse brinquedo.

QUEDA TURBINADA NO TURBO DROOP

Equipamento semelhante ao do Hopi Hari, o Turbo Droop acaba de ser instalado no buffet Espaço da Alegria, que funciona há sete anos na Aclimação, e tem encantado os seus freqüentadores. Para os proprietários Simone Jaber e Luís Armando Bittencourt, a idéia inicial de colocar no buffet uma grande novidade funcionou.
O brinquedo, disputadíssimo durante os eventos, com capacidade para quatro pessoas, crianças e adultos, é um elevador, que sobe a sete metros e desce em uma queda turbinada e muita adrenalina. “Não há uso de energia. Ele pára por sistemas de freios magnéticos”, esclarece Reinaldo Garcia, proprietário da empresa fabricante Nova Atrações. O sistema ainda não existe no Brasil e é importado em parceria com uma empresa dos Estados Unidos.
Toda a operação no Turbo Droop demora apenas 1 minuto e 40 segundos. “Leva mais tempo para subir porque passa pelo efeito do freio magnético” , explica Garcia. O sistema é o mesmo do trem bala: rápido e econômico. Para funcionar, o Turbo Droop, com desenho que lembra uma nave espacial, consome “metade do gasto de uma fritadeira de batatas”.
Os proprietários do Espaço da Alegria decidiram pelo Turbo Droop porque queriam um brinquedo diferente, uma novidade que agradasse e surpreendesse seus clientes, considerando entre esses crianças que chegam aos 10 anos portando celulares, se sentem independentes e buscam fortes aventuras, ao lado da família. Esse público “conta com serviços muito especiais, de primeira linha, pois não adianta espaço lindo e bons equipamentos, sem boa gastronomia e serviços,” diz Simone Jaber. “Aqui todos ficam à vontade como se fosse em casa”, diz.
No Turbo Droop, pais e filhos se divertem juntos. “Quando o pai ou a mãe e a criança entram no brinquedo acham que é tudo igual ao que já existe, mas quando ele despenca a sensação é muito diferente. Os outros elevadores sobem e descem dando tranquinhos. No Turbo Droop não, a queda é turbinada, é um brinquedo radical”, contam os sócios.
A atração já foi aprovada nas mais de 25 festas realizadas desde a instalação do equipamento no Espaço da Alegria, que funciona em área de 800 metros quadrados e já conta com outras atrações de sucesso, como monorail, que faz percurso externo e segue como se fosse bater no elevador, desviando no último momento e oferecendo mais diversão para os ocupantes dos dois brinquedos.

SPEED E NAVE

Dois outros novos equipamentos estão sendo lançados pela Nova Atrações: o Speed, com oito carrinhos e capacidade para 16 crianças, que anda para frente e também para traz, em pista circular de 5, 40 m, e pode atingir uma velocidade de até 100 Km por hora, e a Nave Espacial Star Wars, de cinco lugares, de 4, 30 m x 2, 50 m, com capacidade para cinco pessoas, que trabalha como um disco voador, subindo e descendo na vertical. “Esta é comandada por um operador, em função de quem está no brinquedo, fazendo 13 ciclos por minuto”, explica o engenheiro Reinaldo Garcia, que é projetista da sua empresa. Para fazer esse trabalho, ele também acompanha os lançamentos da indústria européia e americana, nas feiras internacionais, e busca adaptá-los ao Brasil.

MUITAS NOVIDADES

O buffet Fábrica da Alegria tem promovido festas mais animadas com o La Bamba, instalado em uma de suas cinco unidades em São Paulo. O proprietário, Márcio Meira, explica que o melhor do brinquedo é a sua capacidade de promover a interação entre adultos e crianças. Nele, os ocupantes sentados em volta giram, balançam, tentam dançar com o aparelho em movimento, caem, levantam, dão boas gargalhadas. O brinquedo, com desenho semelhante a uma tigela com lombada e capacidade para 18 pessoas, ocupa área de 16 metros quadrados e tem mecânica de movimentos inédita, ou seja, gira e balança ao mesmo tempo.
O fabricante Mauro Nascimento, da Nogueira Entretenimentos, recentemente associado à empresa 3DS, instalou também uma Máquina de Pular Corda no Fábrica da Alegria. Aqui, as crianças de 5 a 12 anos pulam corda (que na realidade é um elástico macio, para não machucá-las) com velocidade controlada por um monitor, que vai acelerando o ritmo de acordo com a disposição de cada um. “Dá para pular até foguinho”, conta Márcio, feliz com a novidade. E o fabricante Mauro Nascimento continua investindo. Acaba de finalizar o Chapéu Mexicano, um brinquedo com seis cadeiras que ao girarem se abrem como um chapéu, inspirado nas cadeirinhas voadoras dos antigos parques de diversões, e o Simulador de Avião, em que o operador simula um vôo de um caça F 16, com toda a emoção que isso possa provocar. Há ainda um simulador de lancha a caminho. Todos esses equipamentos estão chegando ao mercado e começam a ser comercializados.
Esse é apenas um dos projetos da Nogueira e 3DS Entretenimentos, que também prepara o Quadriciclo, com monitor de 38 polegadas (os que estão no mercado são 29’ e 32’), e um Simulador de barco. “O Quadriciclo é diferente. Imita uma pista onde a moto fica. Na velocidade, sai de 0 e cria trilha marrom de terra com rastro da roda. E é o primeiro monitor de 38 polegadas”, adianta o sócio de Mauro Nascimento, Mário Sérgio.

ARENA ZOOPA

O Arena Zoopa é um daqueles brinquedos que traz para um espaço fechado a brincadeira de rua. Crianças a partir de 3 anos de idade brincam atirando bolinhas de espuma que saem de dentro de canhões. A grande diferença é que o jogo manual ficou eletrônico, ganhou mais velocidade e proteção para os jogadores, que se divertem ao receberem as boladas. Mas o melhor do momento é que o Arena Zoopa evoluiu para o Zoopa Glow, que brilha no escuro, tem placares eletrônicos iluminados e as bolinhas exibem pontos fosforescentes. A empresa fabricante do Zoopa é a SPI Play, que tem ainda a Arena Tematizada Inflável, que pode ser produzida de acordo com a vontade do comprador. Assim, o buffet integra o brinquedo ao seu espaço e com as suas cores e temas. “O Arena Zoopa em ambiente fosforescente é uma das grandes estrelas dos lançamentos de 2005, informa Ian Pacey, dono da SPI.

TOMBO

O buffet Toys&Dolls, em Moema, reabre suas portas no dia 18 de agosto com fachada renovada, mais bonito, espaçoso e com novas atrações. A principal delas é o Tombo Legal, que as novas proprietárias Estela Maris Mussolin Ayres Netto e Miley Masteguim Ayres Netto consideram bem diferente dos outros exemplares que estão no mercado. Desenhado e fabricado pela empresa Carpe Diem, especializada em tematização, no Tombo Legal as crianças se divertem atirando no alvo e ao acertar derrubam os coleguinhas na piscina de bolinhas coloridas.
Também reabrindo suas portas renovado, o buffet Phormiguinhas, no Morumbi, coloca entre suas novidades o Tombo Legal com funcionamento eletrônico e manual. Rose Scarpin, uma das proprietárias , espera que ninguém fique fora dessa alegre brincadeira, feita pela Nogueira Entretenimentos, assim como a nova fachada.

HELICÓPTERO THUNDER

O Helicóptero Thunder da Divermaxi é outra coqueluche do momento. Adultos e crianças poderão viver o grande desafio de “voar” com mais emoção nesse novo equipamento por enquanto nos buffets Bumbaka e Mega Circus, que serão inaugurados em setembro, na Aclimação e em Moema, respectivamente.
No Bumbaka, o helicóptero percorrerá a área externa, enquanto no Mega Circus dois helicópteros farão percurso interno.
No buffet da Aclimação, o aparelho deslizará sobre um trilho de 28 metros, partindo de 3 metros de altura e chegando a 5 metros ao fim do percurso. Isso ocorre com aproveitamento do declive do terreno, situado entre dois pinheiros de 30 metros de altura e uma jaboticabeira centenária, que fica entre o salão e a área baby do buffet, em espaço envidraçado. Por todo o percurso, os ocupantes (três crianças ou dois adultos) desfrutarão a beleza paisagística do jardim bem cuidado, que a arquiteta Lanna Scartezzini Caram e seus dois sócios, os engenheiros Rogério Caram e Fábio Pavan fizeram questão de preservar na instalação do Bumbaka (nome dado ao castor mascote do buffet).
No percurso, há também uma iluminação especial para os vôos noturnos. Todos poderão ver durante o passeio a copa das árvores e o encerram em uma piscina de bolinhas. Na reforma do casarão os proprietários “derrubaram” todas as barreiras visuais do salão, da recepção, da área de lazer e os passageiros também se beneficiam do projeto, com muito vidro e jardins à mostra.
“O helicóptero Thunder é como o de um parque de diversões e uma atração muito interativa entre crianças e adultos” , diz Lanna. O Bumbaka tem 400 m2 de área e capacidade para 150 pessoas.
Já o buffet Mega Circus optou por dois helicópteros Thunder, que sobrevoarão o salão a uma altura de 4 metros. “O helicóptero Thunder é uma espécie de nova versão do monorail. Seu mecanismo é basicamente o mesmo: sobre trilhos suspensos, os helicópteros sobrevoam o salão. O passeio será totalmente feito na parte interna, que é de grandes dimensões (1.000m2), explicam Carol Bueno, Cristina Bezerra e Iara Ota, sócias do Mega Circus. Acrescentam que a “inovação é que, ao terminar o percurso, os helicópteros realizam um giro de 180 graus, o que permite que façam a volta de frente e não de ré, como acontece com os monorails”.
Cada helicóptero transporta duas pessoas por vez. E para dar espaço a mais emoção, especialmente ao adulto, o seu público-alvo, o Mega Circus também contará com outra novidade do mercado: o Crazy Fall. “É conhecido como Torre Tornado, uma inovação no mercado de brinquedos para os buffets infantis”, dizem as sócias. “Com 6 metros de altura, seu diferencial em relação aos conhecidos elevadores, está no fato de que ao subir e descer esta torre o faz realizando movimentos giratórios, tanto para a esquerda quanto para a direita”, esclarecem.
O Crazy Fall tem capacidade para oito pessoas por vez, adultos ou crianças. De acordo com Nelson Silveira Lima, diretor-sócio da Divermaxi Indústria e Comércio Ltda., a área para instalação do Helicóptero Thunder é de no mínimo 25 metros de extensão e altura a partir de 3,50 m. Ele conta que, além do helicóptero de combate e do Crazy Fall, que pode ser instalado até no centro dos buffets, está lançando dois outros brinquedos: a Moto Elétrica, que funciona em pista de bate-bate, sendo no mínimo três motos por vez, e o Frevo, um disco que fica em cima de uma base, girando para todos os lados. Este já está instalado em um buffet na Espanha, mas ambos são lançamentos no Brasil, onde começam a ser comercializados.

MINIGOLFE

A Gigante Entretenimento vem se preparando para os diversos lançamentos programados para este ano. As novidades, guardadas a sete chaves até o início deste mês de agosto, incluem diversos itens. A empresa, que funciona no Rio de Janeiro há 12 anos, também inaugura escritório em São Paulo este mês, segundo o seu proprietário Acácio Gigante.
“Inicialmente íamos lançar 20 brinquedos mas resolvemos apresentar 50 produtos. Alguns já existem no mercado, mas têm características bem diferenciadas”, diz. Entre esses produtos estão a Pista de Minigolfe, adaptável em espaços reduzidos, a Área Baby Inflável, projetada do tamanho que o buffet solicitar, tematizada e na cor escolhida; a Cama Elástica Baby, em tamanho reduzido e com toda a segurança para bebês; Circuito de Carros Infláveis, para funcionar dentro do buffet; Picadeiro Inflável; Caixa de Presente, que fala com os convidados, agradecendo os presentes com a voz do aniversariante gravada antes da festa; Cozilândia, onde tudo funciona de verdade; Oficina Mecânica, com carros que são ‘consertados’ pela criança como se fosse em uma oficina real e outros itens. “Estamos trabalhando aceleradamente para finalizar todos os projetos ainda em agosto”, diz Acácio Gigante.

TORRE DE RAPEL

Há mais de dois anos, Maurício Catena Girotto, diretor operacional da Adventree Esportes Radicais, se dedica à Torre de Rapel para buffets. “Embora esta seja uma modalidade utilizada no esporte radical, fazer a adaptação é como criar um novo equipamento. É preciso considerar espaços disponíveis internos ou externos e fazer o melhor aproveitamento, seguir um design de acordo e oferecer um produto com total segurança no local em que irá funcionar. É um brinquedo para crianças a partir de 4 anos e que será usado também por adultos”, diz.
A Torre de Rapel da Adventree pode ser instalada em área com pé direito a partir de 5 metros. Nesse caso, quanto mais altura mais emoção.
“A Torre tem opcionais de uma até três vias para o rapel, descida de bombeiro, parede de escalada nas laterais, subida com escada bamba, a torre, com um, dois ou quatro troncos de eucalipto, plataformas com ou sem guarda-corpo, com ou sem telhado, instalação interna ou externa do salão”, explica o empresário.
Para ele, a Torre é um equipamento com um grande diferencial: ainda permite ser acoplada ao Arvorismo e à Tirolesa como seqüência no percurso.
Só agora a Torre de Rapel da Adventree começa a ser comercializada e tudo indica que em um futuro muito próximo já poderá ser vista e curtida nos buffets da cidade.

ARVORISMO

“Com o crescimento dos esportes radicais e a divulgação por parte da mídia dessas atividades, os buffets tiveram de acompanhar essa tendência, trazendo para seu espaço, na medida do possível, a Escalada, a Tirolesa e agora o Arvorismo. Nós já fornecíamos a escalada in door para buffets e agora também o Arvorismo” , diz Ricardo Tadeu Roobik, proprietário da Roobik Brinquedos.
Segundo ele, a preocupação não foi fazer uma adaptação do que já existe no mercado, mas desenvolver um produto específico para buffets. “Nesse caso, não basta trazer uma atividade e colocar dentro do salão. O Arvorismo, na sua forma original, obedece a critérios que são diferentes dos de um buffet. Dois bons exemplos disso são as dimensões e o acabamento. Não podemos esquecer que o brinquedo visualmente deve agradar e possibilitar a utilização pelo maior número possível de crianças, tornando-se assim um bom investimento”, diz.
No mais novo equipamento da Roobik, as pontes de cabos de aço, madeira e corda continuam dando um ar rústico, mas, dependendo do projeto, podem se tornar parte da decoração permanente, substituindo ou acrescentando materiais e o colorido ao brinquedo. A questão da segurança, sempre tão relevante, foi pensada de maneira especial. “Durante todo o trajeto, a criança fica conectada a um trilho, na parte superior do Arvorismo. Não há a necessidade de monitores para conectar ou desconectar o usuário a cada mudança de direção ou atividade durante o percurso, diminuindo riscos. O monitor é necessário somente para colocar, no início, e retirar o equipamento da criança ao final.”
O trilho utilizado para segurança acompanha todo o percurso. Assim, o sistema possibilita mais aproveitamento do espaço interno dos buffets, o projeto pode ter o circuito aberto, fechado ou misto e os níveis de dificuldade serão de acordo com o projeto de cada cliente.
Com um baixo custo de manutenção, o equipamento tem os cabos de aço revestidos, para evitar que as crianças se machuquem, e as cadeirinhas também oferecem mais conforto, pois são de corpo inteiro, lembra Roobik, que está iniciando a comercialização de seu novo equipamento.

 

Sob a mesma direção há 8, 10, 15 anos...

As festas em buffets infantis há 10, 15 anos, eram bem diferentes de hoje em dia.
Espaços menores e com poucos brinquedos mas com não menos qualidade e cuidado no atendimento. Alguns desses buffets precursores continuam na ativa até hoje - e, o mais surpreendente, com os mesmos proprietários na direção e no mesmo local.
São esses buffets pioneiros que a revista Festas Infantis mostra nessa reportagem. Gente que ajudou a fazer a história das festas de criança na cidade. Cada um deles possui um traço e estilo particular, mas todos são empresas que continuam em busca da satisfação dos clientes e de inovações constantes.
Quando foi inaugurado, há 12 anos, o Reino Mágico já tinha a proposta de ser um buffet radical. Instalado num galpão de 1.100 metros quadrados, a estrela do buffet era o imenso brinquedão, ousado para a época, e a quadra tamanho oficial de futebol de salão. “Sempre tivemos a preocupação de ter um diferencial, para aproveitar o espaço que temos”, afirma Renata Assumpção S. Matheus, sócia do Reino Mágico com Maria Helena Botelho Bueno.
Assim, em todos esses anos de atividades, a fachada do buffet mudou bastante e novidades foram introduzidas, porém sempre com a idéia de oferecer brinquedos interligados, fazendo com que as crianças participem e brinquem entre si. Entre os brinquedos mais recentes estão a ponte inca, com 33 metros de comprimento e instalada a mais de cinco metros de altura, o adrenatubo, uma rede de tubos localizada sobre a quadra, onde a criança se desloca numa cadeirinha, e a Casa do Espanto. As atividades radicais e o grande espaço acarretam alguns cuidados extras nas festas do Reino Mágico. Segundo Renata, há cerca de 14 monitores por festa e um número maior do que o usual de copeiras para garantir um bom serviço.
Há tanto tempo no ramo, Renata ainda não cansou do clima das festas. Ela comenta que o buffet conta com uma equipe formada, com gerentes e funcionários preparados. “Hoje, posso delegar e cuido mais da supervisão da gerência e da parte administrativa. Mas, no início, fazíamos de tudo, da faxina às compras, o que também foi ótimo para conhecer toda a parte operacional do buffet”, acredita. Renata completa que nem da comida do buffet ela enjoou. “O Reino me alegra. Brinco que ele é meu segundo filho”, diverte-se Renata, mãe de uma jovem cujo aniversário de 18 anos foi comemorado no buffet. “O buffet exige investimento, cuidados e muita dedicação”, compara.
A cuidadosa – e cara – manutenção dos brinquedos, a renovação constante das instalações e o mercado oscilante (com épocas melhores e piores para festas) são detalhes que provam, na opinião da empresária, que um buffet infantil hoje é um negócio muito sério. “No caso da nossa empresa, o buffet tem que se pagar. Fazemos um estudo muito bem feito de onde iremos reinvestir”, aponta. A evolução do negócio atingiu a Internet. Hoje, o Reino Mágico tem um site com fotos em 360º, fato impensável para a época da inauguração. Pelo site, os pais podem até enviar convites eletrônicos para seus convidados. Enquanto o mercado evolui, as sócias não páram de planejar o futuro. Em breve, em uma nova reforma, o buffet ganhará uma discoteca para os teens no mezanino.

KNOW-HOW

O Funny Days é um dos primeiros nomes que vêm a cabeça quando pensamos nos buffets mais tradicionais de São Paulo. Em novembro de 2004, o trio de sócias Márcia Novaes, Paula de Oliveira e Rosely Taniwaki completou 10 anos de atividades no mesmo endereço. A história do encontro das três é curiosa. Com filhos da mesma idade e morando no mesmo prédio, Rosely e Paula comemoraram os aniversários de um ano das crianças em buffets e pensaram em se unir para abrir uma casa. Na mesma época, Márcia, que trabalhava com colocação de executivos em grandes franquias, pensava em realizar o sonho de ter seu próprio negócio e procurava uma franquia de buffet infantil junto com uma amiga.
Quando Rosely e Paula estavam prestes a assinar um contrato de franquia com o buffet Criança e Cia. para atuar em Moema, a amiga de Márcia desistiu da sociedade. “Eu iria abrir uma franquia no Campo Belo e o próprio franqueador, então, sugeriu que nós três nos uníssemos”, lembra Márcia. Assim, as três inauguraram o buffet em Moema. A franquia, porém, durou apenas 11 meses, mas a paixão pelas festas já havia vingado. “Bancamos o know-how da franquia porque não sabíamos ser donas de festa. Posso dizer que aprendemos 30% com a franquia e 70% com nosso trabalho”, sustenta Márcia.
Trabalho, aliás, nunca faltou. No início, elas ficavam das oito da manhã à meia-noite no buffet, revezando os finais de semana. Não havia secretária nem gerente. As três contavam com suas experiências profissionais e a ajuda dos maridos. Desde o início, cada sócia cuida de uma área. Márcia cuida da parte financeira e de recursos humanos, Rosely das compras e Paula de vendas. Nada, porém, acontece no setor de uma sócia sem que as outras duas não saibam. As três inclusive atendem clientes, continuam com plantões intercalados nos finais de semana e não abrem mão de estarem à frente do buffet (contando com a mesma gerente há 10 anos, dona Lígia, que, segundo Márcia, “põe as clientes no colo”). “Montamos um time bem forte. Nosso turn-over é baixíssimo. A cliente volta e encontra a mesma copeira, o mesmo garçom”, comenta Márcia.
Ao lado do atendimento atencioso, as sócias consideram que a renovação do visual do buffet é fundamental para sua história de sucesso, além do preço convidativo. “A cada seis meses mudamos o buffet, seja mexendo com os brinquedos que já temos, seja substituindo algum por algo que ninguém tenha. Foi assim com a montanha-russa. Fomos empreendedoras em 2003, quando o buffet passou por grandes transformações para instalar esse brinquedo”, recorda. Em maio passado, mais uma novidade agitou o Funny Days: o buffet foi convidado pelo Esporte Clube Sírio para ser concessionário de um espaço para festas infantis dentro do clube. “O clube montou o espaço e a cozinha e nos convidou para administrá-lo. A decoração tem o estilo Funny Days e há uma funcionária nossa lá. Em breve estaremos em outros dois clubes que também nos convidaram para cuidar dos seus espaços de festas infantis”, conta.
Após 10 anos de estrada e com o novo horizonte das festas nos clubes, a turma do Funny Days não mede esforços para continuar fazendo a história dos buffets infantis. “Nossa pior fase foi no primeiro ano, quando perdemos a franquia. Ficamos sem apoio. Precisamos sair correndo em busca de fornecedores. Hoje, temos uma sociedade com uma cozinha industrial que nos fornece um cardápio exclusivo e estamos sempre lançando maneiras de fazer festas diferentes”, garante Marcia. Neste inverno, o trio incluiu no cardápio um festival de sopas.

PROFISSIONALISMO

Antes e depois do Billy Willy. Assim, muita gente define o mercado de buffets infantis. Quando surgiu, há nove anos, o Billy Willy inovou com o projeto do arquiteto João Armentano e com a proposta de uma estrutura profissional de festas. “Antes do Billy Willy, os buffets existiam para agradar as crianças, com comida de criança. Entramos no mercado para mudar essa situação. O adulto bem atendido sai de uma festa divulgando o buffet, e isso faz a diferença”, atesta Laís Adduci, gerente do buffet, trabalhando na empresa desde dois meses antes da inauguração.
Segundo Laís, o buffet pretende oferecer um espaço onde as crianças possam correr, brincar à vontade, e que não seja claustrofóbico para os convidados. “Nosso sucesso é resultado do casamento entre um projeto feliz e uma equipe entrosada, do serviço à cozinha”, avalia. Laís lembra que no início do buffet praticamente não existiam festas com almoço ou jantar. Hoje, o Billy Willy conta com os serviços de um chef de cozinha e está preparado até para servir jantares à francesa. “Antigamente, eram raras as festas ao meio-dia. Fazíamos, aos sábados e domingos, uma festa às 16 horas. Hoje, os primeiros horários que fechamos são os almoços de finais de semana e marcamos outra festa para as 18h30”, compara. Tudo é produzido na própria cozinha do buffet. Doces e bolos são feitos no dia da festa.
Laís comenta que as festas infantis com decorações grandiosas também ganharam força com a inauguração do Billy Willy. “Nossos clientes faziam grandes festas em casa, criando um ambiente infantil e de festa com decoradoras especializadas. Esses clientes acabaram trazendo esse estilo de decoração para o buffet”, recorda a gerente. Ao mesmo tempo em que as decorações super-especiais tornaram-se cada vez mais caprichadas e completas, as mesas de pacote (isto é, que fazem parte do pacote básico de festa do buffet), ganharam qualidade. “O que mais mudou nesses nove anos de buffet em relação aos prestadores de serviço, sem dúvida foi a qualidade das mesas de pacote. Hoje, elas não têm mais tule ou peças esculpidas em isopor. As melhores decoradoras investem em peças originais e no trabalho de artistas plásticos”, aponta.
A preocupação com a manutenção impecável (há um funcionário só para cuidar de pequenos consertos todos os dias), com a cozinha que agrada os mais exigentes paladares e com a segurança das crianças rendeu ao buffet, segundo a gerente, uma imagem de profissionalismo. Frequentemente, Laís é procurada por proprietários de outros buffets, em busca de sugestões sobre brinquedos ou serviços. Para esses empresários, Laís fala sobre o que considera uma lei no Billy Willy: fazer na festa exatamente o que foi combinado previamente com a mãe. “É fundamental a prestação de serviços com postura profissional. A imensa maioria das mães trabalha fora, quer realizar um sonho com a festa dos filhos mas não queima dinheiro. O buffet preza muito a liberdade do cliente em fazer uma festa com a sua cara”, completa.

 

 

ALTERNATIVA

Focadas em oferecer aos clientes um serviço impecável, boa alimentação e decoração diferenciada, as irmãs Cristina Buchaim e Beatriz Kouak e sua mãe Yvone Warde Kouak fizeram do Fanikito um dos buffets há mais tempo no mercado com os mesmos proprietários. Elas compraram o buffet em 1997. A casa já existia desde 1993, e já havia passado por duas duplas de sócias. “Quisemos imprimir ao buffet uma marca diferenciada. Temos mesas alternativas, fora do padrão, feitas de um artesanato fino”, conta Cristina, que é artista plástica e idealiza todas as mesas, além de se dedicar ao atendimento e ao desenvolvimento de doces decorados. Beatriz também artista gráfica, cuida da divulgação e da administração do buffet. “Cada uma tem um talento diferente da outra. Assim, conseguimos ter uma orquestra bem afinada. Trabalhamos duro até hoje, perseguindo sempre o objetivo de nos colocar como diferentes no setor”, define Cristina.
A dupla faz questão de ter uma turma de copeiras que servem muito bem sem, contudo, incomodar os convidados. Em oito anos de mercado elas notaram uma mudança na exigência com os monitores. “Há oito anos, bastavam que os monitores atendessem as crianças. Hoje, eles precisam ser treinados para fazer esculturas de balões e maquiagem, por exemplo”, diz. “As mães começaram a exigir mais”, completa. Em festas de segunda a quinta-feira o buffet oferece uma parceria com a turma de recreação Animaníacos. Os doces decorados que reproduzem o tema da festa, com desenhos exclusivos, também fazem parte de qualquer pacote.
O longo tempo no mercado torna o buffet confiável para o cliente, garante Cristina. “O que sempre agregou muito valor ao nosso negócio foi o fato de sermos honestas e transparentes com o cliente. Temos uma sede própria, as proprietárias estão sempre aqui e as pessoas sabem que podem confiar no nosso trabalho”, considera. A dupla pensa em investir em um novo brinquedo ainda este ano. “O buffet sempre tem que ter uma coisa diferente, apesar do nosso foco não estar na tecnologia mas na mesa inesquecível. A mãe de crianças pequenas, que está conhecendo agora o mercado de festas, tem referências de que no Fanikito ela vai encontrar a festa certa”, garante.

PULO DO GATO

Outro buffet em atividade desde 1997 é o Wally & Dolly. Depois de cinco anos com um buffet na Vila Mariana, as irmãs Eliane de Fátima Ferreira e Salete Pereira Kokkinos resolveram partir para uma casa maior. “Queríamos construir um buffet e não adaptar uma casa. Praticamente demolimos a casa que alugamos e construímos um espaço com pé direito de cinco metros, com brinquedão de dois andares, uma inovação para a época”, conta Eliane.
A dupla considera a alimentação o ponto forte do buffet. A cozinha industrial de onde saem salgados, bolos e doces (enrolados no dia da festa) é conduzida por Oneide Steola Pereira, mãe de Eliane e Salete, e por Maria Aparecida Steola, tia das duas. “Em todos esses anos, não deixamos cair a qualidade da alimentação. Os salgados são fritos e assados na hora da festa, esse é nosso grande pulo do gato”, acredita Eliane. As sócias também se preocupam com o serviço. “De nada adianta oferecer uma ótima alimentação por funcionários mal-humorados”, diz. A experiência das irmãs tem rendido alguns convites para prestar consultoria em gerência de buffets a gente nova no ramo. “Se, quando começamos, tivéssemos alguém com experiência para ajudar, na certa teríamos deixado de passar por alguns transtornos, como calcular as quantidades de salgados e doces, o que servir primeiro e como formar uma boa equipe de serviço”, comenta Eliane.
Há 14 anos convivendo com pais, as irmãs perceberam que houve uma mudança no comportamento dos clientes: hoje, a busca é por preço aliado a qualidade. “Os pais estão optando mais pelos buffets com preço honesto”, confirma a sócia. Apesar de não ter espaço disponível para oferecer mais brinquedos, a dupla do Wally & Dolly já planeja uma nova reforma para este ano, renovando as cores internas e o mobiliário. “Há investimentos que precisam ser feitos. Mesmo porque temos clientes que já fizeram mais de 10 festas aqui”, afirma. Entre as atrações atuais do buffet que não existiam na inauguração estão roda gigante, parede de escalada, air game e penteadeira. “O buffet não precisa ser um parque de diversões. Mas sempre é preciso investir em novidades”, sustenta.

 

 

INVESTIMENTO

Proprietário do Ação y Emoção, no bairro da Saúde há 10 anos, Adriano Chiofalo percebe que os clientes escolhem um buffet infantil não só pela sua estrutura mas principalmente pelo atendimento e pela credibilidade. “Eles gostam de saber que o buffet tem uma história”, conta. O segredo para se manter no mercado é investir sempre, na opinião de Adriano. Em sua trajetória, o Ação y Emoção passou por três grandes reformas. A última foi finalizada em fevereiro deste ano. O pé direito do buffet passou de 3m80 para seis metros de altura e ganhou um novo kid play (que suporta inclusive brincadeiras com adultos), parede de escalada com 5,5 metros, tirolesa, novos simuladores e autorama. “Percebi a necessidade de atender também o público infanto-juvenil e adequei o buffet a essa tendência. O espaço ficou mais sóbrio, com paredes brancas”, comenta. Outra novidade prevista para esse semestre é uma área descoberta, com quiosque para churrasco e pizza, arvorismo e quadra de futebol. “Será uma área apenas 10% coberta, justamente para que as crianças tenham contato com o verde”, aponta.
Segundo Adriano, 60% da reforma foi baseada na opinião de clientes e dos próprios funcionários. “Valorizo a equipe como se fôssemos uma família”, compara. Formado em Publicidade, quase por acaso Adriano se tornou proprietário de buffet infantil. “Tive meu carro roubado na época e recebi um dinheiro do seguro. Pretendia abrir um restaurante com esse dinheiro, mas houve a proposta de um amigo para entrar na sociedade do buffet. Ele me convenceu que era uma alternativa de negócio interessante e hoje dou graças a Deus por não ter aberto um restaurante”, diverte-se.
A sociedade durou cinco anos e, segundo Adriano, foi fundamental para que ele aprendesse a administrar um buffet. “Além disso, meu ex-sócio é artista plástico e desenvolveu toda a concepção visual da casa, muito elogiada”, conta. Durante quatro anos eles investiram no buffet, fazendo apenas uma retirada simbólica. “Muita gente acha que ter um buffet infantil é muito fácil. Por isso, é grande a porcentagem de buffets que fecham. É um grande erro pensar que um buffet dá retorno rápido. Você não sobrevive se não investir sempre”, avalia.
Além do investimento, é preciso perceber quando é hora de mudar. Há seis anos, por exemplo, Adriano comprou a idéia das festas escolares e, atualmente, organiza festas desse tipo durante toda a semana, de manhã, à tarde e até à noite. “A festa convencional é mais para os adultos. A escolar tem 90% de crianças. Como marketing é muito interessante, além do que giro um número muito maior de festas”, explica.
Adriano, com apenas 22 anos na época da inauguração do buffet, já tinha experiência com crianças: havia sido guia na Disney e monitor de acampamento. Ele se orgulha de, no início, ter feito muita recreação nas festas. Afirma que aprendeu com os erros do início e que cresceu junto com o buffet. Até hoje ele conta com a mesma boleira e o mesmo fornecedor de salgados e acredita que o buffet tem a “cara” do dono. “Faço questão do atendimento com um sorriso no rosto e somos muito elogiados por isso”, arremata.

SOLIDEZ

Perseverança. Essa é a palavra-chave para Maria Montoro Chila, proprietária do Yabadabadu definir sua história de 12 anos na área de festas infantis. “Estar há tanto tempo no mercado significa solidez e a certeza de que tantas passagens difíceis foram superadas. É preciso amar muito o que se faz”, constata. Maria teve uma sócia no início da empresa, que acabou se mudando para Belo Horizonte e deixando o negócio. “Tocar um buffet sozinha é muito sacrificado. Com um sócio é possível dividir mais as tarefas, sair para uma viagem”, aponta. Maria faz questão de cuidar de tudo: compras, administração, organização das festas. “Estou sempre na retaguarda. Vivo em festa”, brinca.
O Yabadabadu é um buffet dirigido para crianças de um a seis anos. Maria investe em brinquedos especiais para os pequenos e na limpeza e aparência impecáveis. “Recebo muitos elogios por isso”, diz. Segundo a proprietária, são poucas as casas direcionadas para essa faixa etária. “Temos fornecedores exclusivos de salgados, doces e bolo. Damos uma atenção especial para os clientes e passamos muita segurança no atendimento. Acabamos criando um ambiente familiar”, acredita. Orgulhosa, ela conta que já recebeu convites de aniversários de 15 anos de filhas de antigos clientes. Maria também cativa os clientes oferecendo atividades de recreação em janeiro e julho. As atividades acontecem nos dias úteis, com um lanche. “Tenho uma clientela fixa na região para esse serviço de férias”, completa.

EXPERIÊNCIA

Entre os buffets há mais tempo em atividade, há quem chegue ao mercado como cliente. É o caso de Regina Cinelli, proprietária do Fantastic World há 15 anos. Cliente do buffet, ela fez amizade com a proprietária da época. “Propus a ela que eu montasse uma franquia da casa, já que ela fazia festas de segunda a segunda, nos dois horários. Comecei a procurar uma casa para montar o negócio, quando ela me propôs sociedade. Disse que estava cansada, foi viajar por um tempo e acabei ficando com o buffet”, lembra Regina.
Com uma grande bagagem em festas infantis, Regina acredita que nem só de belos brinquedos vive um buffet. “Os adultos reparam na alimentação e no serviço. O cliente que é bem servido e atendido volta”, constata. É claro que a concorrência atual entre os buffets interfere. “Hoje, o cliente pesquisa muito. Ele vem aqui e em mais cinco buffets”, compara. Para a dona do Fantastic World, as festas estão sendo fechadas cada vez mais em cima da hora. Como produz tudo no próprio buffet, Regina comenta que as festas reservadas às vezes até na própria semana do evento atrapalham um melhor planejamento das compras.
Para garantir seu lugar no mercado, Regina aposta na atualização constante das atrações e numa equipe forte de funcionários. Ela tem um cozinheiro e um doceiro fixos, os dois na casa praticamente desde a inauguração. Há dois anos, o buffet passou por uma grande reforma. “Mudei toda a estrutura da casa para acompanhar a moda dos grandes brinquedos. Levantei o pé direito, coloquei uma cobertura de policarbonato e instalei um brinquedão de quatro andares. Engana-se quem imagina que o buffet antigo não tem novidades. Se não tomarmos cuidado, ficamos para trás”, avalia. Ciente dessa necessidade, ela já planeja um novo brinquedo e uma remodelação da fachada ainda para este ano.

FAMÍLIA UNIDA

Um buffet de família. Esse é o slogan do Lé com Cré. O lema faz sentido: comandado pelos irmãos Célio, Ruy e Nayda Elentério, o buffet surgiu há 10 anos no Sumaré e acaba de ganhar uma nova unidade na Lapa. “O cliente tem uma referência segura quando sabe que quem vai preparar a sua festa é uma família. Criamos uma empatia e transmitimos confiança aos pais”, acredita Ruy. A convivência diária há tanto tempo só dá certo entre os irmãos justamente por serem uma família unida. Ruy cuida da parte administrativa, Célio e Nayda que era professora acompanham as festas e a produção dos alimentos na cozinha própria (instalada no buffet da Lapa). Mais uma irmã, que não é sócia, cuida de itens diversos da cozinha, como patês, molhos, complementos e pães de metro.
A história do Lé com Cré começou porque Ruy trabalhava com filmagem de festas infantis. Célio e Nayda eventualmente prestavam serviços de buffet em domicílio. “Um dia brinquei com meus irmãos que, se eles abrissem um buffet, eu teria muitas filmagens para fazer”, lembra Ruy que depois que montou o buffet não teve mais tempo para fazer as filmagens, passando para um sobrinho. Célio costumava acompanhar Ruy em algumas festas, e os dois comentavam sobre os defeitos e qualidades dos buffets. “Percebíamos que os buffets da região faziam muitas festas e que havia mercado também para nós”, completa. Assim, eles foram amadurecendo a idéia de abrir mais um buffet. Como moram na Lapa, os irmãos conhecem bem a zona oeste da cidade e escolheram a região para montar o negócio. “Pesquisamos durante um ano, inclusive buscando informações no Sebrae”, comenta Célio. Na procura pelo imóvel ideal, eles deram preferência às avenidas de grande circulação e onde não houvesse problema com o zoneamento. A casa escolhida - originalmente uma residência – passou por um ano de reforma. “Não queríamos que o buffet ficasse com cara de uma casa transformada”, explica Ruy.
Há 10 anos, as grandes atrações dos buffets eram o brinquedão e o pula-pula, lembram. Assim, o Lé com Cré investiu no brinquedão. Como Ruy é arquiteto e Célio desenhista industrial, os dois cuidaram do projeto. “O brinquedão estava no auge, mas geralmente ficava escondido dentro dos buffets. Tivemos a idéia de colocá-lo na fachada envidraçada, funcionando como atrativo para quem passasse na rua. Na época, o projeto foi inovador porque instalamos uma parte do escorregador saindo para fora da fachada. Ficamos conhecidos durante muito tempo como o buffet do tubo amarelo”, conta Ruy.
Depois da experiência bem sucedida da primeira unidade, os sócios sentiram a necessidade de partir para um buffet com pé direito maior, onde pudessem instalar brinquedos mais radicais. O buffet da Lapa tem monorail, roda-gigante, barco giratório, xícara, mini-quadra de futebol e arvorismo. “Para montar um negócio sólido é preciso planejamento. Nos capitalizamos e inauguramos o buffet com praticamente o dobro do tamanho do primeiro”, afirma Célio.

MUDANÇA

No próximo mês de setembro, Raquel Fontanezi comemora 16 anos de festas infantis. Proprietária do Brinque Abrace, localizado em Moema, Raquel é do tempo em que oferecer um gira-gira e uma piscina de bolinhas era o máximo. “Para as mães, o fato de não ter que fazer os salgadinhos e servir já era ótimo. As crianças daquele tempo também não tinham nenhum outro referencial de brinquedo. As exigências eram menores”, lembra.
Raquel se recorda que, na época em que começou, existiam 41 buffets infantis entre os bairros de Itaim, Vila Olímpia, Vila Mariana, Moema e Jardins. “Hoje, só em Moema há um número muito maior do que esse de buffets”, compara. Ao mesmo tempo em que aumentou a concorrência, mudou o perfil dos buffets. Raquel acredita que, com 300 metros quadrados de área construída, o Brinque Abrace era um buffet grande. Hoje, é um buffet pequeno, que atende festas de 50 a 100 pessoas, principalmente para aniversários de crianças menores. “Quando cresce, a criança começa a pedir buffets com brinquedos maiores. Mesmo assim, tenho clientes que já fizeram mais de 10 festas aqui e que não abrem mão disso”, considera.
Com a experiência de tantos anos de festa, Raquel acredita que uma das principais mudanças em relação aos aniversários de criança é a maior participação dos homens nos eventos, especialmente nos últimos dez anos. “O pai participa das festas, vai atrás da criança para ver onde ela está brincando e se está comendo. E também convida seus amigos, o que aumentou nos últimos anos o número de adultos na festa.
Raquel iniciou o Brinque Abrace com uma sócia e chegou a ter duas casas. Depois da saída da sócia, Raquel acabou fechando a segunda casa e ficando só com a primeira. “O Brinque Abrace nasceu em Moema e optei por ficar desse tamanho”, afirma. Em 2004, Raquel investiu numa grande reforma. Construiu um mezanino para os games, instalou roda-gigante e brinquedão em dois pisos com cama elástica, além de abrir espaço para a recreação. Para a empresária, não importa o porte do buffet e o preço da festa - o fundamental é oferecer uma boa prestação de serviços. O Brinque Abrace conta com cozinha própria e tem uma experiente equipe de copeiras, algumas com Raquel desde a inauguração. A gerente operacional começou como monitora e está no buffet há 10 anos. “O buffet que não presta um bom serviço acaba morrendo, mesmo que invista em brinquedos”, acredita.

ESTRUTURA

Para Antonio Costa, com 16 anos de experiência em buffet infantil, muita coisa mudou nesse período. “Tudo era muito improvisado em termos de festa infantil. Hoje, desde a casa, que não pode mais ser improvisada, aos brinquedos e treinamento de pessoal, tudo deve ser apropriado. Criou-se um mercado muito competitivo, que fez todos se aprimorarem”, sustenta Antonio, proprietário do buffet Per Bambini. Antonio começou com uma unidade na rua Bahia e chegou a ter uma rede de quatro casas. Acabou fechando uma e vendendo duas (a da rua Bahia e a do Itaim) para a rede Peekaboo.
Antonio lembra do início, quando seu primeiro buffet tinha apenas um balanço e uma piscina de bolinhas de madeira. Dirigindo o Per Bambini da alameda Barros, já há oito anos, Antonio conta que as atuais instalações em nada lembram os primórdios dos buffets infantis, com arvorismo, bung jump, boliche e basquete eletrônicos, autorama, carrossel, air game, parede de escalada, kid play, enfim, uma imensa relação de brinquedos.
A casa, que comporta até 200 convidados, foi construída para ser um buffet, com um único piso e pé direito alto. Para Antonio, a estrutura da casa é um importante diferencial. “Os buffets se tornaram muito parecidos, com os mesmos fornecedores de brinquedos. O que diferencia um do outro é a estrutura e o serviço”, acredita. O Per Bambini conta com a mesma salgadeira há 15 anos e produz tudo que é consumido no buffet. “Da alimentação à decoração, somos independentes. Não terceirizamos nada. Terceirizar diminui o trabalho mas também tem um custo que o cliente acaba pagando”, aponta.

EVOLUÇÃO

Regiane Roque e Elisabeth Sumida, sócias do Dia de Folia, instalado há 13 anos em Moema, lembram-se bem do tempo em que não era tão comum comemorar um aniversário de criança em buffet. Regiane comenta que não havia o hábito de fazer festas fora de casa e que as mães tinham receio de confiar no buffet. “Era muito difícil convencer uma mãe a fazer festa no horário de almoço. Festa escolar, então, nem pensar. Foi uma novidade que introduzimos por volta de 1995, dirigida principalmente para crianças maiores, que comemoravam aniversários em lanchonetes”, conta Regiane.
Regiane e Elisabeth já trabalhavam com buffet em domicílio dois anos antes de abrirem o Dia de Folia. E quando lançaram o buffet puseram os brinquedos mais modernos do mercado: pula-pula inflável, piscina de bolinhas e gira-gira. Em 13 anos, as instalações foram ampliadas e reformadas inúmeras vezes e hoje há kid play, cama elástica, roda gigante, parede de escalada, pebolim eletrônico, mini-quadra, entre outras atrações. Em julho último passou por mais uma grande reforma interna e externa.
Se os brinquedos evoluíram, os hábitos das famílias também mudaram muito. “Hoje, mesmo as mães de primeiro filho já estiveram como convidadas em algum buffet”, diz Regiane. A localização dos buffets na cidade também se modificou. Segundo Regiane, quando o Dia de Folia abriu, já existiam concorrentes em Moema, e as sócias atendiam muitos clientes de outras regiões. “Agora, continuamos atendendo clientes de outras zonas de São Paulo só que em menor número. As festas se espalharam pelos bairros”, justifica.
As sócias fazem questão de um atendimento especial. Por isso sempre uma delas está à frente das festas. “A grande maioria dos buffets que abriram e fecharam desde que estamos no mercado era de pessoas que vinham de outros ramos de negócios e achavam que era fácil tocar festas. As crises econômicas não chegam a atingir os buffets infantis que já têm muita experiência, pois sua clientela é cativa e não gosta de ficar mudando de fornecedor”, garante Regiane.

 

O mesmo buffet em novo endereço

Dos buffets tradicionais há mais de oito anos com os mesmos proprietários, alguns mudaram de endereço – continuando porém sob a mesma direção. Uma experiente proprietária de buffet é Rosângela Cantiero Veiga. Seu primeiro buffet foi o Planeta Criança, aberto há 12 anos na rua Bento de Andrade, que tornou-se conhecida nos anos 90 como “a rua dos buffets”. Mudou-se da famosa rua para Moema, há três anos, onde inaugurou o Planet Mundi, com uma nova proposta de espaço para festas. “O Planet é uma casa de eventos onde há um parque indoor. Fazemos muitas festas de adultos e de empresas no parque. Mas, por termos nossa origem nos buffets infantis, esse segmento se tornou nosso carro-chefe”, explica.
Do início na rua dos buffets até hoje tudo mudou em termos de festas, aponta a empresária. Para criar o espaço do Planeta Criança, Rosângela contratou cenógrafos do Castelo Rá-tim-bum da TV Cultura. “Não existiam, na época, empresas especializadas em grandes projetos para buffets, nem tanta facilidade para importar brinquedos. Hoje, esse setor cresceu e contribuiu também para o surgimento dos grandes buffets”, acredita, completando que o Planeta teve um projeto inovador para a época. “Ainda não se tinha a idéia de levar cenógrafos para os buffets infantis”, conta.
E foi com o objetivo de continuar oferecendo algo diferente que Rosângela montou o Planet Mundi, projetado pelo arquiteto Roberto Migotto. São 2700 metros de área e uma estrutura que conta com três cozinhas industriais, uma em cada piso. “O Planet é uma empresa, com uma administração por trás, cobrando postura da equipe e dos terceirizados”, aponta. Saem das cozinhas próprias tudo o que é servido nas festas, com exceção, segundo Rosângela, de chocolates, bolos decorados com pasta americana, doces caramelados e pratos específicos, como sushis ou pizzas. O buffet conta também com 50 temas de mesas decoradas próprias. “Contratamos cenógrafos que estão desenvolvendo mesas de sete a 15 metros, já que nosso espaço de mesa é muito maior do que o dos buffets tradicionais. Assim, evitamos atrasos na entrega ou problemas com a qualidade de terceirizados”, argumenta.
Na opinião da proprietária do Planet, o crescimento do buffet também a permitiu crescer profissionalmente e como pessoa. “Aprendemos a lidar com situações, personalidades e gostos diferentes. É muito trabalhoso mas não dá para cansar, mesmo porque tenho muito prazer no que faço”, aponta. Com o passar dos anos, Rosângela tem notado também algumas mudanças de comportamento na clientela como, por exemplo, quanto à reserva de datas. No início do buffet, Rosângela lembra-se de festas reservadas até dois anos antes. Hoje, a grande maioria das datas são fechadas com dois a três meses de antecedência. “Sempre há os clientes fiéis que deixam uma pré-reserva de um ano para o outro. As festas de final de semana exigem maior antecedência mas o mercado mudou e muitas datas são reservadas em cima da hora”, compara. Porém, a mudança mais marcante é o aumento da participação dos pais nas festas. “Antes, o pai frequentava as festas para sentar na sala Vip, comer e beber com seus amigos. Hoje, se percebe claramente que ele brinca com seus filhos, na bazooka, no carrinho bate-bate, no trem fantasma, no monorail. Houve uma mudança para melhor”, diz.

OUTRO BAIRRO

O Sonho a Mais é um buffet tradicional na zona Norte. Kátia Cilene Sousa, proprietária, lembra que o buffet inovou quando, há oito anos, construiu um espaço próprio para festas, ao invés de se instalar numa casa adaptada. Na época, segundo Kátia, existiam apenas dois buffets infantis na zona Norte. Kátia, formada em Pedagogia e que na época dava aulas, começou a desenvolver nas festas um trabalho forte de recreação. Fátima Faria, que também é pedagoga e sócia do Sonho a Mais há seis anos, acredita que um dos diferenciais do buffet é a inovação nas brincadeiras. “Não fazemos festas onde o monitor fica apenas ao lado do brinquedo”, diz.
Além disso, a dupla investe a cada ano em novos brinquedos. A casa da avenida Água Fria conta com elevador, trenzinho e monorail com dois helicópteros entre suas principais atrações. “Recebemos mães até de bairros da zona Sul, como Morumbi”, comenta Fátima. Na opinião de Kátia, já foi mais fácil agradar os pais. “Antigamente, era mais fácil trabalhar com festas. Hoje, os clientes são mais exigentes, querem cada vez mais coisas diferentes nas festas e a concorrência é maior. Tudo isso obriga o buffet a ter sempre novidades”, avalia.
O sucesso na região Norte da cidade levou a dupla a migrar para o outro lado da cidade e abrir outra unidade. Mais precisamente, em Higienópolis. “Sempre pensamos em crescer. Surgiu uma boa oportunidade de comprar um buffet e estamos aqui desde fevereiro”, afirma Kátia. O objetivo é levar o mesmo padrão de atendimento, personalizado (sempre com as proprietárias na linha de frente), e o estilo diferenciado da recreação também para Higienópolis. Kátia já percebeu uma diferença entre os bairros, ao menos em relação aos dias das festas. “Na zona Norte, são mais comuns festas de quinta-feira a domingo. Em Higienópolis, há festas de segunda a segunda”, compara. Para dar conta de atender bem as cerca de 55 festas que acontecem por mês, entre as duas casas, cada dia uma das sócias está em uma unidade. “Não queremos nos dividir por unidade, porque cada uma tem uma característica e é importante que as duas tenham contato com os clientes”, aponta Kátia.

QUALIDADE

Há buffets que continuam há muito tempo no mercado e cresceram sem sair da sua região inicial. É o caso do Estação Criança. Inaugurado em 1994 na rua Bento de Andrade, há seis anos o buffet se mudou para Moema. Para a proprietária Vivian Vassiliates, experiência é tudo. “Um buffet que permanece no mercado há tanto tempo prova que é idôneo. Ganhamos a credibilidade dos clientes”, acredita.
Desde o início, Vivian persegue o mesmo objetivo: oferecer festas infantis de primeira qualidade. “Dos salgados e doces mais comuns aos mais sofisticados, como fondants e especialidades árabes, usamos só produtos de qualidade comprovada. Para oferecer boa comida, com funcionários de nível num local nobre, nosso lucro cai. Os clientes exigem qualidade”, atesta. Vivian é rigorosa até mesmo nas festas escolares. “Não modifico a quantidade do que é servido e nem troco garçons e copeiras por monitores para servir”, conta.
Recentemente, o buffet passou por uma grande reforma. Ganhou um elevador tornado para 12 crianças, que exigiu uma mudança radical, inclusive com reforço no piso, por ser uma estrutura muito pesada. Vivian acredita que, atualmente, não há mais muitas novidades em relação a brinquedos. “Muitos são variações do que já existe”, aponta, ressaltando, porém, que o buffet exige modernização e manutenção constantes. “A modernização deve incluir mobiliário e uniformes dos funcionários, por exemplo”, cita.
Acompanhando o crescimento dos seus clientes, há cinco anos o Estação inaugurou o Estação Club I, dirigido para festas teens. “Alguns clientes me dizem que nos transformamos em empresas de festas, o que é verdade. Temos funcionários fixos para a manutenção e conservação dos ambientes, promovemos reformas nos espaços a cada seis meses e constantemente estamos pesquisando tendências de alimentação e criando pratos novos para os cardápios”, exemplifica.

 

Perdidos na festa

Com a correria do dia-a-dia, todo mundo acaba se esquecendo de fazer alguma coisa que havia agendado, como uma consulta médica, o pagamento de uma conta e até de levar o filho a uma festa cujo convite estava grudado na geladeira fazia um mês. Essa última distração é mais comum de acontecer do que se possa imaginar. Os equívocos podem colocar todos os envolvidos em verdadeira saia-justa, como ir a uma festa em data e horário incorretos e ainda entregar o presente ao aniversariante errado ou mesmo perceber que está em outra festa somente depois de algum tempo.
Os proprietários dos buffets paulistanos são unânimes em afirmar que esses e outros enganos em festas infantis são freqüentes. “De cada 10 festas, pelo menos em 2 acontece alguma situação inusitada”, comenta Bernardete Sera, proprietária do buffet, no bairro de Moema. Há 3 anos, organizando festas para “baixinhos” entre 1 e 6 anos de idade, Bernardete conseguiu driblar com sucesso algumas dessas situações.
Foi o que aconteceu numa festa de um menino que fazia 1 ano, marcada para começar às 12h. Alguns parentes iam vir da cidade de Santos. O período da festa estava quase para acabar e nada dos parentes chegarem. Passava das 16h e um dos tios telefonou para a mãe do aniversariante avisando que estavam na estrada a caminho. Enganou-se com o horário. Pensou que o evento seria às 18h. “Como não conseguiriam chegar a tempo, preparei pratos de salgadinhos e bolo para que a mãe prosseguisse a festa com os parentes em sua casa”, relata Bernardete.
Sempre que há festa no Zuera, Bernardete está presente. “Gosto de acompanhar todo o desenrolar do evento para oferecer um atendimento personalizado e solucionar situações como essa”, conclui.

NINGUÉM CONHECIDO

Ir ao local errado do evento é também muito comum acontecer. A proprietária do buffet Happy Day, Cátia Martins Belasco, presenciou algumas cenas de mães, filhos e até avós que foram parar no local errado. “Aqui nas proximidades da avenida Cidade Jardim existem muitos buffets infantis, o que acaba confundindo as pessoas”, explica Cátia. Ela acredita que o maior número de casos acontece quando a criança é trazida pelo pai ou pelo motorista. “Eles são mais desatentos com esses detalhes do que as mães”, brinca.
Certa vez, um motorista levou a avó de um aniversariante até o Happy Day. Ela entrou e se acomodou e achou estranho que a filha e o neto ainda não tivessem chegado. Decidiu esperar. “Notei aquela senhora isolada e fui oferecer salgadinhos e refrigerante. Fiz todo o atendimento. Depois de um tempo, ela comentou que não estava encontrando a filha e o neto que fazia aniversário. Foi aí que descobriu que estava no local errado. Ligou para a filha para saber o endereço correto, aguardando o motorista para levá-la à festa do neto que era num buffet muito próximo”, relata Cátia.

ABRIU O PRESENTE POR ENGANO

A Gerente de Relacionamento do buffet Magic Blue, Marília Pegado, concorda com Cátia, do Happy Day, que, entre os equívocos mais cometidos, é muito mais freqüente os pais se enganarem com o local da festa. “Acredito que isso aconteça em, pelo menos, 4 de um total de 10 festas realizadas”, calcula Marília.
E mais constrangedor é ainda, quando, além de se enganar com o local da festa, a criança entrega o presente para o aniversariante. Essa situação aconteceu no Magic Blue. “Uma mãe entrou com uma caixa enorme e entregou a um funcionário do buffet para que colocasse junto aos outros presentes. O aniversariante, que completava 4 anos, viu a caixa e correu alucinado ao seu encontro. Desembrulhou rasgando o papel e encontrou um lindo carro. Nesse meio tempo, a mãe percebeu que estava no buffet errado. E o menino não queria largar o brinquedo por nada. Foi preciso desviar sua atenção para um outro brinquedo”, recorda-se Marília.

FESTA FOI NO DIA ANTERIOR

Outra situação constante é quando os pais levam o filho a uma festa que já aconteceu. O buffet Mundo Encantado, há 23 anos no bairro de Moema e há 4 anos sob a direção de Cristhiane de Oliveira Hochheim, realiza cerca de 25 festas por mês e às vezes presencia alguns casos de convidados que trocam a data da festa.
Cristhiane lembra dos pais que levaram o filho pequeno para a festa do amiguinho um dia depois da data. “ Havia outra festa e, para que a criança pudesse brincar um pouco e não ficar chateada, a mãe do aniversariante convidou o pequeno para ficar, conta Cristhiane.
Segundo a proprietária do Mundo Encantado também é comum o convidado chegar em horário diferente do que foi marcado e, muitas vezes, comparecer ao evento uma semana antes ou depois do combinado. “No caso dos pais perceberem que não é o lugar que deveriam estar, nós telefonamos para todos os buffets das proximidades até descobrir onde o amiguinho está comemorando o aniversário”, completa.

MÃES CONTAM SUAS HISTÓRIAS

A publicitária Sílvia Borges passou por duas situações embaraçosas ao levar seus filhos em festas infantis. “Meu filho, na época com 10 anos de idade, foi convidado para uma festa teen no buffet Estação Club. O convite estava em cima de um móvel entre vários papéis e contas para pagar. No dia da festa saímos meia hora antes do horário marcado para que eu passasse em uma loja para comprar o presente. Chegamos ao local e achei estranho. Estava tudo meio parado. Perguntei ao gerente qual o horário que a festa iria começar e ele me informou que seria às 20h. Resolvi ligar para casa e pedir para que o meu marido verificasse no convite. Fiquei desolada.A festa tinha acontecido fazia um mês. Saí de lá chateada e expliquei o ocorrido para o meu filho, que entendeu.
Em uma outra vez, Sílvia levou os dois filhos, na ocasião com 6 e 9 anos de idade, a uma festa no buffet Zuera. Chegou ao buffet, entregou o presente e foi cumprimentar a mãe da aniversariante. “Eu não a reconheci”, confessa Silvia. Conversou com a dona do buffet e descobriu que a festa que suas crianças foram convidadas iria acontecer no dia seguinte no mesmo local. “Meus filhos já estavam sem os tênis, comendo pipoca, brincando, quando me dei conta do equívoco”, lamenta. Alguns minutos depois, pegou o presente de volta, porque era para menina, e levou as crianças para uma lanchonete.
Para não passar mais por esse tipo de apuro, Sílvia decidiu adotar o hábito de grudar o convite na porta da geladeira e também anotar o compromisso em sua agenda.

ANIVERSÁRIO ERRADO

Levar os filhos à festa com um dia de antecedência foi o que aconteceu com a jornalista Silvia Raphael. Quando seus filhos estavam com 2 e 5 anos de idade, todos os convites de festinhas em buffet eram afixados na porta da geladeira. Mas, nem isso, certa vez, ajudou Sílvia a se lembrar que o aniversário que as crianças tinham sido convidadas seria no domingo e não no sábado. “Vesti meus filhos para a festa e saímos. A sorte foi que, logo na entrada do buffet, estava escrito em balões o nome do aniversariante. Nesse momento percebi que estava no aniversário errado. Inclusive já havia conversado com a mãe do aniversariante, que recebia os convidados na porta, e até dado o presente.
Como meus filhos já conheciam o buffet, não perderam tempo e foram direto para os brinquedos. Minha filha mais velha achou um pouco estranho por não ver seus amiguinhos, pensando que ainda não haviam chegado. Pedi desculpas a mãe do aniversariante, que concordou que os meus filhos brincassem um pouco mais com as outras crianças. Pouco depois, fomos embora e expliquei aos meus filhos que no dia seguinte teriam outra festa para ir”, relata Silvia. Quanto ao presente, ela achou melhor não pegar de volta.

 

 

Sem medo de pedir desculpas

A reação de mães e filhos ao se confundirem com datas, horários e o local de uma festa traz sempre uma verdadeira decepção associada a um sentimento inacreditável de como isso pode acontecer. Mesmo assim, a situação, na maioria das vezes, é solucionada, seja por uma atitude da própria mãe ou até por parte de profissionais que trabalham no local da festa. Mas será que a forma encontrada para resolver esses acidentes de percurso é a mais adequada?
A consultora de etiqueta para crianças e adolescentes, Ligia Marques, afirma que qualquer pessoa está sujeita a equivocar-se com datas e horários sejam quais forem os compromissos. “Todo mundo tem a vida atribulada e em situações como essas o melhor remédio é pedir desculpas. Não precisa ter vergonha”, instrui Lígia. Para as mães que levaram o filho na festa errada, expliquem para a criança que é melhor ir embora. “Nessa circunstância vale o bom senso. Como o erro foi da mãe, o ideal é levar o filho para uma lanchonete ou um parque. A proposta tem que ser feita como se fosse uma brincadeira e não pode ser caracterizada como uma troca, para que em outras ocasiões a criança não use o erro da mãe como chantagem. A ocasião tem que ser enriquecedora para a criança, no sentido dela perceber que a mãe e o pai estão sujeitos a cometer erros”, aconselha.
Há 23 anos ensinando boas maneiras para a garotada entre 9 e 13 anos de idade e criadora de um curso com metodologia própria para essa faixa etária, Lígia assegura que é permitido pedir o presente de volta, no caso da criança tê-lo oferecido ao aniversariante errado. Essa é a mesma orientação de Célia Pereira de Souza Leão, consultora de etiqueta e autora do livro “Boas maneiras de A a Z “, da Editora STS. “A mãe deve explicar o que aconteceu para a pessoa responsável por receber o presente e, depois de recuperá-lo, telefonar para a mãe do aniversariante que convidou o filho para a festa agendando uma visita para levar o presente”, explica ela.
Ainda para se evitar situações embaraçosas em companhia dos pequenos, Célia atenta para outra eventualidade. “Se for convidar somente alguns colegas da sala de aula, as sugestões são enviar o convite para a casa dos escolhidos ou pode falar sobre a festa diretamente com a mãe do convidado. Assim, não haverá constrangimento com os que não foram selecionados para comparecer ao evento”, ensina.

 

 

Novidades que vão agitar a sua festa

Local adequado, brincadeiras originais, bolo gostoso e qualidade do atendimento são alguns dos itens fundamentais para garantir o sucesso da comemoração do aniversário da criançada. Para incrementar as festas infantis, as empresas que oferecem produtos e serviços para esses eventos estão cada vez mais criativas. São várias opções inéditas e diferenciadas que vão proporcionar diversão em dobro e deliciosas lembranças para todos os convidados.
Um desses lançamentos é a Máquina de fazer Unhas Mágicas. Com mais de 1.700 desenhos diferentes para serem aplicados sobre a unha, que pode ter qualquer tamanho e formato, tem capacidade de fazer a impressão em até 100 unhas por hora. A máquina tem feito muito sucesso nas festas infantis. A novidade foi trazida da França pelo casal de São Paulo, Solange Rettmann e Dieter Witecy. Em menos de seis meses no Brasil esteve presente como a principal atração em 80 festas. Segundo Solange o processo é muito rápido e seguro. “A pessoa escolhe a figura nas 12 telas que são apresentadas no computador da máquina. Antes de iniciar a impressão aplica-se uma base sobre a unha, preparando-a para receber o desenho. Por um método que utiliza um spray à distância, em menos de 15 segundos a unha recebe a ilustração. Ao final do processo é pincelado um protetor sobre a unha para auxiliar na fixação da figura”, explica.
“A máquina tem feito tanto sucesso que todos que estão na festa entram na fila para experimentar a novidade. Não são só as meninas que esperam ansiosas na fila para ter o seu personagem ou figura preferida reluzindo na unha. Até os meninos e os seus pais ficam aguardando para colocar o escudo do seu time”, revela Solange.
Nas festas infantis, de acordo com Solange, as figuras preferidas são as dos personagens de Os Incríveis. “Hoje em dia tem muita festa utilizando esse tema, além dos desenhos do Hello Kitty, Minie, Mickey, sapos e florzinhas”, comenta.
A empresa atende a Capital e as cidades da Grande São Paulo, e ainda alguns municípios do Interior Paulista, como Campos do Jordão, Vinhedo, Campinas, São José dos Campos, Sorocaba, Atibaia e Jundiaí. Além da máquina, dois profissionais são destacados para o atendimento na festa. A estrutura montada no local ocupa um espaço de 3 metros quadrados e o equipamento se apresenta nas versões 110 e 220 volts.

GIBIS PERSONALIZADOS

Há um ano, o ilustrador e cartunista Fábio Saad não imaginava que a lembrancinha criada para oferecer aos convidados do aniversário da filha fosse fazer tanto sucesso a ponto de virar uma oportunidade de negócio. A idéia foi transformar a sua filha em personagem de gibi. Na capa colorida, a menina aparecia vestida de Bela Adormecida, tema da festa na época, e as oito páginas internas da pequena publicação exibiam a história ilustrada da filha se apresentando e se referindo a todas as atividades que gostava de fazer, como nadar na piscina, assistir a desenhos na TV e passear no parque. Nas outras páginas, Saad incluiu passatempos, como figuras para colorir, jogo dos sete erros e labirinto.
Os amigos ficaram tão encantados com a criatividade do trabalho do cartunista, que decidiram encomendar os gibis personalizados para a festa dos filhos. “Por festa, a média solicitada é de 40 a 50 unidades, mas posso fazer 100 unidades para um único evento”, comemora Saad.
O gibi tem 20 cm de altura por 14 cm de largura e cada exemplar é embalado com celofane e fita, prontos para serem distribuídos para os convidados da festa. Todos os detalhes para a execução da publicação são previamente tratados com o responsável pelo aniversariante. “São definidos o tema da festa, as atividades que a criança gosta de fazer e a escolha de três fotos da criança, que servirão de referência para o desenvolvimento da capa e da história nas páginas internas”, explica Saad.
De acordo com o ilustrador, os temas mais pedidos são a Bela e a Fera, A pequena Sereia e os personagens de Os Incríveis, embora o cartunista possa produzir o gibi com qualquer outro personagem de preferência da criança.

FAST BOOK

Quem não adoraria ver o álbum de fotos do aniversário do filho logo no fim da festa? Pensando em atender esse desejo de ter o resultado imediato desses momentos inesquecíveis, a fotógrafa Solange Del Pozzo decidiu oferecer um trabalho inédito e instantâneo.
Com 13 anos de experiência nessa área, Solange acaba de criar o Fast Book, um álbum, montado de forma artesanal e exclusiva, que pode reunir uma seleção de 40, 60 ou 80 fotos registradas durante o evento. Além disso, 5 páginas do álbum e mais a capa são decoradas com motivos do tema da festa em scrapbook, resultando num produto criativo e personalizado. “O roteiro das fotos é pré-definido com a mãe da criança, que pode incluir a fachada do local e até o convite da festa. O trabalho fotográfico é realizado em máquina digital que vai para o computador para que sejam preparadas para a impressão. O álbum fica muito divertido, colorido e o que é melhor, pronto para ser apreciado logo depois do parabéns”, explica Solange.
A montagem do álbum é realizada no próprio local por profissionais especializados. Todas as páginas são intercaladas por papel de seda. As fotos, com a qualidade muito próxima das reveladas em laboratório, apresentam-se em 10 cm por 15 cm, com a possibilidade de se colocar também no tamanho de 15 cm por 21 cm. No caso de um parente da criança desejar ter um exemplar, Solange orienta para que o pedido seja feito durante a festa, e garante que o álbum adicional ficará pronto no dia seguinte.

CAMARIM FOTOGRÁFICO

Uma lembrancinha que é feita durante a festa, com a participação de todos os convidados, de forma muito divertida é a proposta da pedagoga e artista plástica Mônica Silvia Ponte Schapiro, proprietária da Art Design, há 5 anos no mercado. Mônica monta um camarim fotográfico, no local da festa, com mais de 30 adereços, como perucas de todos os tipos, óculos dos mais diversos modelos, barba, bigode, chapéus, todos organizados em cima de uma mesa ao lado de um espelho para que as pessoas vejam a produção. “No começo todo mundo fica meio sem graça de se aproximar para experimentar os adereços. Daí eu coloco um chapéu diferente ou uma peruca e convido as pessoas a provarem os acessórios. Chegam crianças, jovens e até os mais maduros entram na brincadeira”, diverte-se Mônica.
Antes de iniciar a sessão fotográfica, a mãe do aniversariante escolhe o modelo de porta retrato de acrílico com vidro que vai acondicionar as fotos que serão a lembrancinha da festa. Quando os convidados estão descontraídos e devidamente produzidos, Mônica reúne grupos de pessoas nas mesas e inicia os cliques com máquina digital. As imagens são abertas no computador para ser realizada a impressão. “Todo mundo sai da festa com o porta retrato, que tem a inscrição no rodapé de quem foi o aniversário”, complementa.

 

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