MATÉRIA REVISTA Nº21

Carta ao Leitor

Será que as pessoas se cansam do buffet onde fazem a festa e resolvem mudar todo ano? Ou preferem repetir a dose pela confiança que adquiriram? A Revista Festas Infantis - Buffets e Eventos falou com buffets infantis e também com pais e mães: muitos são' fiéis' e fazem mais de uma festa no mesmo espaço. Não enjoam, ao contrário, ficam mais tranquilos em manter o que já conhecem. Veja os prós e contras da escolha na reportagem especial desta edição. Saiba que um dos motivos dessa preferência é a higiene. E esse é o tema da reportagem "Festa com 'cheiro' de limpeza" feita pela revista.

Mas não é só higiene e limpeza que determinam a escolha de um buffet. E a segurança? Como deve ser? Quais os cuidados que devem ser tomados na porta na hora de receber os convidados? E durante a festa? E na saída? Veja a receita em "Segurança máxima".

A Revista Festas Infantis, comemorando sua vigézima edição, fez uma festa para as empresas do setor que vêm acompanhando de perto o seu trabalho nesses últimos oito anos. Confira. E, por falar em festa, conhecemos um pouco do trabalho do Projeto Felicidade junto a crianças com câncer e o que os buffets têm feito e podem fazer por elas.

E, para encerrar, algumas novidades em lembrancinhas para festa. Esperamos que gostem.

Será que as pessoas se cansam do buffet onde fazem a festa e resolvem mudar todo ano? Ou preferem repetir a dose pela confiança que adquiriram? A Revista Festas Infantis - Buffets e Eventos falou com buffets infantis e também com pais e mães: muitos são' fiéis' e fazem mais de uma festa no mesmo espaço. Não enjoam, ao contrário, ficam mais tranquilos em manter o que já conhecem. Veja os prós e contras da escolha na reportagem especial desta edição. Saiba que um dos motivos dessa preferência é a higiene. E esse é o tema da reportagem "Festa com 'cheiro' de limpeza" feita pela revista.

Mas não é só higiene e limpeza que determinam a escolha de um buffet. E a segurança? Como deve ser? Quais os cuidados que devem ser tomados na porta na hora de receber os convidados? E durante a festa? E na saída? Veja a receita em "Segurança máxima".

A Revista Festas Infantis, comemorando sua vigézima edição, fez uma festa para as empresas do setor que vêm acompanhando de perto o seu trabalho nesses últimos oito anos. Confira. E, por falar em festa, conhecemos um pouco do trabalho do Projeto Felicidade junto a crianças com câncer e o que os buffets têm feito e podem fazer por elas.

E, para encerrar, algumas novidades em lembrancinhas para festa.

Esperamos que gostem.

Fidelidade aos buffets

Nada de surpresas. Muitos pais preferem contratar o mesmo buffet vários anos para a festa dos filhos do que arriscar um novo. Para eles, as crianças e os convidados dificilmente enjoam do local. A rede de buffets Peekaboo, com quatro unidades, procura atender os clientes evitando que as festas se tornem repetitivas. "Cada unidade possui uma atração diferente entre os brinquedos. O que prevalece sempre é o bom atendimento, garantido por uma equipe treinada e a mesma qualidade na alimentação", explica Henrique Machado, sócio do Peekaboo ao lado de Solange Machado, Susi Valentina Vilela e Renata Guedes. "Quando um cliente entra, queremos que faça parte da família Peekaboo. Se voltar, é porque foi bem atendido,"completa Henrique.

Foi o que ocorreu com Mirza Sanchez, que comemorou durante três anos seguidos o aniversário da filha Vitória no Peekaboo. A festa de três anos foi realizada na unidade Moema, e as de quatro e cinco anos nos Jardins. "O atendimento foi tão bom e a festa tão elogiada que não compensava procurar outro buffet", conta. A pequena Vitória participa da escolha dos buffets, e chama o Peekaboo de Moema de "buffet da roda-gigante", e o dos Jardins, de "buffet do elevador", numa alusão aos brinquedos que mais lhe chamam a atenção.

A partir do quarto aniversário, a festa mudou de unidade em função do aumento no número de convidados. O de quatro anos de Vitória teve 130 convidados; o de cinco foi programado para 100 pessoas, acabaram aparecendo 150, entre as quais 70 crianças, e todos foram muito bem servidos. "Sou exigente. Entro na cozinha, verifico a limpeza e gosto que todos comam bem. Quero que os convidados saiam contentes", diz Mirza, lembrando que já recomendou o buffet para uma sobrinha e para duas colegas de escola da filha.

Mirza procura diferenciar as festas inovando nas lembrancinhas e nos shows, como contratar as "Princesas" ou o show do grupo cover do Rouge, mas não pensa em mudar de buffet.

Em casa

Há quem não mude praticamente nada nas festas, mesmo que sejam sempre no mesmo local. É o caso de Maria Silvia Queiroz, mãe de Cláudio, com 12 anos, e Dante, com 10, que já perdeu a conta das festas que fez no Reino Mágico. Para os meninos, apaixonados por futebol, o mais importante é a quadra. "A comida é ótima e eles amam o buffet. Nunca pediram para fazer o aniversário em outro lugar. Além disso, no Reino Mágico sentem–se em casa", conta a mãe. Dante faz aniversário em abril e Cláudio em novembro. O maior fez festas no buffet até os 10 anos e o menor ainda comemorou lá os 11 anos. "Terminava uma festa e já começava a pagar outra", lembra Maria Silvia.

Para Renata Assumpção Siqueira Matheus, sócia do Reino Mágico com Maria Helena Botelho Bueno, a casa diferencia-se pelos brinquedos interativos, mais "radicais". "Não temos monorail, nem elevador. Investimos em brinquedos diferentes, como o arborismo", diz. O grande atrativo, entretanto, é a quadra de futebol. No tamanho oficial de futebol de salão, cativa meninos de até 13 anos, que não se cansam de fazer lá os aniversários. Além disso, a cada ano o buffet investe num brinquedo novo. "Para os clientes antigos, mandamos uma carta com um folder atualizado do buffet para que fiquem sabendo das novidades", conta.

Amigos

Há oito anos no mercado, o Billy Willy também investe na renovação periódica das atrações. O buffet tem uma clientela fiel, que retorna todos os anos, muitas vezes contratando mais de uma festa por ano. Para a gerente Laís Adduci, os principais motivos que fazem os pais retornarem é a renovação constante, com novos brinquedos, e a equipe de funcionários, bem treinada e entrosada. "A equipe é muito grande. Todos são funcionários e estão na casa praticamente desde o início. Nem precisa ser o dono da festa. Basta participar de algumas festas para ser reconhecido pelos garçons", atesta Laís. "Os clientes não querem mexer em time que está ganhando", argumenta.

Laís lembra casos de clientes que acabam se transformando em amigos. "É sempre um prazer fazer essas festas. Alguns nem vêm ao buffet assinar contrato. A responsabilidade nesses casos é até maior, pois os pais confiam totalmente", explica. Ao mesmo tempo em que recebe pais "antigos", o buffet deve saber conquistar novos clientes. "Um cliente novo tem um valor enorme. Diariamente temos de conquistá-los" comenta a gerente.

Um dos que não abre mão de festas no Billy Willy é Francisco Martins Fadiga Junior. Pai de Bruna e Guilherme, Francisco já fez sete festas no local. A oitava está marcada para agosto, em comemoração ao sétimo aniversário de Guilherme. Normalmente, Francisco contrata festas para os domingos na hora do almoço. Como as crianças estudam no Mackenzie Tamboré, nesse dia a presença dos amigos é certa.

O fato de sempre fazer as festas no mesmo buffet não desagrada os convidados, acredita o pai. "Ao contrário, todos gostam muito do Billy Willy. As crianças brincam demais, nem as vemos na festa. A única reclamação é quanto ao tempo de duração, muito curto. Parece que o ponteiro do relógio gira mais rápido", completa.


" Volta a fita, mãe!"

Se a repetição não desagrada os convidados, muito menos às crianças. "É comum que os pequenos vejam várias vezes o mesmo filme. No final, ainda pedem para voltar a fita", compara Ana Cláudia Ferraz Franco, proprietária do Happy Day, acostumada a receber clientes constantes nos nove anos em que está no mercado. "Alguns querem experimentar uma novidade, mas voltam no ano seguinte, arrependidos", comenta.

Ana Beatriz Teixeira Bazaresco já comemorou cinco aniversários das duas filhas no Happy Day e acredita que as crianças querem se sentir num ambiente conhecido. "Muitos enganam-se em relação às crianças, e acham que elas precisam de novidade o tempo todo. Ao contrário. Elas gostam de repetir as mesmas músicas, os mesmos brinquedos e se divertir com as pequenas coisas", comenta.

Os três primeiros aniversários da filha Rachel e os dois primeiros de Sofia, a caçula, foram realizadas no Happy Day. O espaço agradou Ana Beatriz: "Tem a minha cara. Nem rebuscado demais, nem simples demais, limpo e de bom gosto. Além disso, como moro em Aldeia da Serra, é de fácil acesso tanto para a família como para os amigos que moram em São Paulo", salienta.

Silvia Assiune, também cliente cativa do Happy Day, há cinco anos faz duas festas anuais no buffet: em janeiro, para Guilherme, de seis anos, e em agosto, para Patrícia, que fará oito. "As crianças não enjoam. Não posso me atrever a procurar outro buffet. Quando passamos em frente ao Happy Day, eles falam: ‘olha o meu buffet!’", diverte-se. Silvia conta que faz as festas de "olhos fechados". "A gerente já sabe do que gosto. Só mudo a alimentação em função do clima. Nas festas de Guilherme, no verão, sirvo pratos mais leves e, nas de Patrícia, normalmente massas."

"Extensão"

Milena tem cinco anos. Do primeiro ao quinto aniversário, todas as festas tiveram o mesmo cenário: o buffet Mega Party. Nem por isso a menina enjoou. Ao contrário, pede que o próximo aniversário seja no mesmo local. "Ela assimilou que festa é no Mega Party. É quase que uma extensão da casa", avalia a mãe, Linda Stancka.

Linda recorda que foi uma das primeiras clientes do buffet, quando Andréa Chinaglia Bizutti, uma das proprietárias, ainda conseguia atender todos os pais. Hoje, com quatro unidades, Andréa cuida para que os clientes encontrem sempre as mesmas gerentes para atendê-las.

"Gosto que o atendimento seja informal. A equipe não muda, por isso a familiaridade dos clientes conosco", comenta Andréa. A mãe de Milena concorda: "Sou fiel ao buffet e também à equipe, que é fixa. O garçom do ano passado foi o mesmo deste ano", exemplifica.

Além dos funcionários, Linda prefere que a festa seja realizada perto da escola e da casa dos convidados. Como a família mora em Higienópolis, e a escola de Milena é no mesmo bairro, quatro festas foram no Mega de Higienópolis e apenas uma no dos Jardins. "Em São Paulo, ninguém quer se expor no trânsito", defende.

Outra vantagem do cliente fiel, segundo Linda, é que sempre pode-se conseguir um serviço extra por um bom preço. "Não se trata do valor, mas de se sentir bem atendido. A fidelidade é recíproca", finaliza.

Vínculo

Pais fiéis acabam se considerando clientes especiais. É o caso de Regiane Hernandez, com oito festas no currículo do filho Marcelo, todas no Funny Days. Regiane experimentou os "pacotes" do buffet e ficou satisfeita com todos. "Em alguns anos foram festas maiores, em outros menores, mas todas excepcionais. Criamos um vínculo de amizade com o buffet e falo para o Marcelo que se planejarmos uma festa para ele, ela será no Funny Days", sentencia.

Regiane confia nas indicações de Márcia Novaes, sócia do empreendimento, juntamente com Paula de Oliveira e Rosely Taniwaki. "Se ela sugere um salgado novo, aceito. Afinal, não sou da área e confio", esclarece. Como repete festas todos os anos, Regiane toma apenas o cuidado de guardar os cardápios para não repetir o sabor do bolo, por exemplo, e variar a alimentação. Ela, que procura preço e qualidade, não quer ser tratada como apenas um número, uma cliente a mais. "Com a fidelidade, eu e o buffet temos benefícios", pondera.

Márcia Novaes nota que cerca de 30% da clientela do buffet são compostas por famílias que repetem festas. Segundo ela, clientes que trocam todos os anos de buffet são minoria. "O cliente que entra aqui fica no mínimo quatro anos. O buffet tem dez anos e há clientes completando o mesmo período com o buffet", conta. Para Márcia, a confiança é fundamental. "Os clientes confiam na solidez da empresa e sabem que sempre encontrarão surpresas de bom gosto em relação aos brinquedos e à decoração", complementa Márcia.


Mais novo

Mesmo buffets novos já contabilizam a fidelidade de clientes. O Pura Folia completará dois anos em junho e Anna Spallicci, proprietária , acredita que os pais voltam em função do atendimento e do investimento em novos brinquedos.

Este ano, o Pura Folia ganhou um body jump, brinquedoteca, com casinha de bonecas e escorregador, numa área especialmente dirigida a crianças pequenas, e discoteca, com DJ incluído no "pacote". "Os pais ficam encantados com a renovação", alegra-se Anna.

Quem já contratou festas no Pura Folia procura diversificar, mudando o show ou a atração principal. O buffet oferece opções, como teatro para os pequenos, personagens e recreação para os maiores. A cliente Lúcia Nunes caminha para a terceira festa no buffet. Inicialmente, o que mais agradou foi o fato de o buffet estar localizado no Morumbi, onde mora e onde o filho mais velho, Bruno, de três anos, estuda. Lúcia comemorou o aniversário de Bruno lá, em outubro do ano passado.

Satisfeita com o serviço, e com a diversidade de brinquedos para crianças pequenas, Lúcia contratou em abril o mesmo buffet para o aniversário de um ano de Henrique, Eduardo e Ricardo, seus trigêmeos. "Só tenho a elogiar o atendimento diferenciado e as ‘dicas’ de lembrancinhas e alimentação", comenta. Para outubro deste ano, a agenda do Pura Folia já tem marcada outra festa de Lúcia: o quarto aniversário de Bruno.

Festa com 'cheiro' de limpeza

Um dos principais itens de sucesso de um buffet infantil é a limpeza. Além de brinquedos modernos, comida de qualidade e muita animação, uma boa festa precisa de um ambiente limpo e, principalmente, livre de insetos.

A dedetização é uma das principais armas para prevenir pragas urbanas. No Wally & Dolly ela é feita a cada três meses. "Sabemos os riscos que os insetos causam à saúde e fazemos de tudo para que não cheguem nem perto", conta Salete Kokkinos, sócia do buffet com a irmã Eliane Ferreira. A dedetização costuma ser feita em feriados ou sábado à noite, quando não há festa no domingo. O buffet é reaberto só na segunda-feira. Na hora da pulverização, as bolinhas da piscina são retiradas e colocadas em sacos plásticos. "Depois, limpamos todos os brinquedos com álcool e recolocamos as bolinhas na piscina. Seguimos as orientações em relação ao tempo em que o local precisa ficar sem ser lavado", explica Salete.

Além da dedetização, a prevenção contra insetos é feita com cuidados diários. Depois de cada festa o lixo é recolhido, o salão varrido e o chão limpo com pano úmido. "Mesmo que a festa termine às 23 horas, depois que a família do aniversariante vai embora o batalhão da limpeza começa o trabalho. Os monitores levantam as cadeiras, as copeiras varrem e recolhem o lixo, as tampas dos vasos sanitários são fechadas. Não podemos deixar restos de coxinha e brigadeiro para o dia seguinte", afirma.

No dia seguinte à festa, o chão é lavado com água, sabão e desinfetante. A faxineira faz o trabalho de manutenção diária, com pano úmido e desinfetante, incluindo os banheiros. O resultado tem agradado. "Temos clientes que salientam o cheiro de limpeza e voltam a fazer outras festas justamente por esse diferencial. Além da alimentação e do atendimento, também tentamos ganhar da concorrência prestando atenção especial à limpeza", conclui Salete.

Limpeza total

Outro buffet que percebeu os efeitos de uma limpeza bem feita é o Fanikito. "Os pais frisam que aqui a limpeza é visível", conta Cristina Buchaim, sócia com Beatriz Kouak. A atenção é grande especialmente quanto a restos de comida deixados nos brinquedos. Apesar de não ser permitido entrar no brinquedão comendo, é inevitável que alguma criança deixe pelo caminho algum alimento. "Não podemos sequer imaginar se uma criança coloca na boca um alimento encontrado no brinquedão", diz.

Para garantir a segurança das crianças, a limpeza é rigorosa. Após cada festa são retiradas as bolinhas da piscina e feita uma limpeza completa no brinquedão. Os três funcionários do buffet responsáveis pela higienização também tiram o pó dos brinquedos todos os dias. O piso emborrachado da área das crianças é limpo com máquina profissional. Manter a limpeza durante as festas é outro segredo. "Temos no mínimo um funcionário para cuidar disso durante a festa", garante Cristina.

Os cerca de 20 temas de mesas decoradas, que pertencem ao buffet, também são limpos regularmente: as toalhas lavadas e os enfeites aspirados. Na montagem das mesas, os funcionários trabalham com luvas descartáveis. "A decoração é feita com materiais delicados, daí o cuidado com a manutenção e o uso diário", explica Cristina. O pessoal do buffet que trabalha durante as festas recebe um treinamento sobre higiene pessoal e procedimentos com os alimentos (como o uso de touca e luvas na cozinha e a atenção com o acondicionamento e o prazo de validade dos produtos, por exemplo). "Temos vários procedimentos, como separar as buchas na lavagem da louça: uma é usada só para copos, outra para cinzeiros e uma terceira para louças com gordura", cita a proprietária.

O lixo é outro capítulo importante no Fanikito, que faz coleta seletiva separando o reciclável do orgânico. O material reciclável é guardado limpo e todos os dias a área usada para guardar o lixo é lavada. Para garantir a limpeza total os funcionários periodicamente fazem a lavagem da caixa d’água, a limpeza do forno e o descongelamento e limpeza de freezers e geladeiras.

Ar limpo

No Comics, limpeza e higiene fazem parte de um conceito amplo, que envolve da caixa d’água até a pintura. Uma novidade é o resfriamento evaporativo instalado recentemente na parte externa. O sistema solta um vapor d’água fino, que refresca o ambiente e limpa o ar, sem molhar as pessoas. "É como um ar condicionado natural para áreas externas que tira, inclusive, o cheiro de comida do ambiente", explica Dany Lam, o proprietário. Há, também, um cuidado especial com os uniformes de copeiras e monitores. "Os uniformes são próprios. Assim garantimos que estejam sempre limpos", comenta Dany Lam, explicando que dedica atenção até para pequenos detalhes, como o fato de exigir que as copeiras trabalhem com os cabelos penteados com gel e presos com rede.

Os responsáveis pela limpeza (dois homens e uma mulher) seguem um cronograma mensal: a manutenção dos filtros do ar condicionado, por exemplo, é feita quinzenalmente; as bolinhas da piscina são retiradas semanalmente; e todos dias os brinquedos são limpos após os eventos. "A limpeza não é difícil, mas é preciso seguir alguns critérios", afirma Dany.

Contra pernilongos

Os cuidados com a higiene devem ser mais intensos conforme a localização do buffet. O Boomerang, na avenida Cidade Jardim, próximo à Marginal do Pinheiros, precisa evitar que os pernilongos incomodem os convidados e mensalmente faz uma pulverização com empresa especializada. "Cobrimos todos os brinquedos. No dia seguinte, lavamos tudo, inclusive utensílios de cozinha, e limpamos muito bem os brinquedos", recorda Andréa Porciúncula, a proprietária. Além da pulverização, de três em três meses é feita uma dedetização convencional contra ratos e baratas. Telas em todas as janelas completam a prevenção.

A limpeza é feita por dois funcionários (um homem e uma mulher): ele encarrega-se mais da manutenção, inclusive retoques de pintura para deixar as paredes em ordem. "O uso de espuma e de pintura na recreação suja o buffet", afirma Andréa. Uma máquina profissional, que limpa e dá brilho, é utilizada semanalmente nos pisos de granito e cerâmica. Uma vez por semana também é feita a limpeza mais completa na cozinha, incluindo lavagem de piso e azulejos. Para Andréa, é mais do que obrigatório que a casa esteja limpa todos os dias. "Buffet limpo, cheiroso e bem cuidado também vende festa", finaliza.

Hora das máquinas

A tecnologia é uma importante aliada na batalha pela limpeza. O Tropical Kids investiu em máquinas profissionais para limpeza do piso de porcelanato. Segundo Carolina Garcia, a proprietária, o equipamento é usado todos os dias e até duas vezes por dia nos finais de semana. Uma das vantagens: quando há duas festas no sábado a máquina garante que o buffet fique limpo rapidamente para o segundo horário. A limpeza da louça também é feita com maquinário específico. "Investimos R$ 6 mil numa máquina industrial de lavar louças com capacidade para 30 pratos, 40 copos e cerca de 100 talheres", conta Carolina. A máquina é usada várias vezes durante as festas, já que o ciclo de lavagem completo é muito rápido: dura apenas 90 segundos. "O equipamento tem enxagüe a quente e a frio e utiliza um detergente secante, que elimina a secagem da louça com pano", explica.

Carolina frisa que o investimento em tecnologia representa ganho de tempo para os funcionários e aumenta a eficiência. Apesar disso, o treinamento da mão-de-obra não é esquecido. "Conscientizamos os funcionários constantemente do cuidado necessário com a higiene. Passamos vídeos e fixamos no quadro de avisos reportagens sobre o assunto", conta.

A bolinhas da piscina são retiradas duas vezes por semana e limpas com álcool, assim como o fundo do brinquedo. Pequenos cuidados, como o uso de luvas descartáveis pelas copeiras durante a festa, para evitar contato manual com guardanapos ou salgados, também não são esquecidos, assim como os banheiros, que são limpos pelo menos três vezes durante as festas.

Longe das pragas

Nada de cheiro forte ou produtos químicos perigosos à saúde. Atualmente, o controle químico funciona como um complemento preventivo à presença de ratos, baratas, formigas e outros insetos rasteiros e voadores. "Limpeza e organização também fazem parte do conceito de controle integrado de pragas. O produto químico é um coadjuvante para complementar a luta contra as pragas", salienta Sérgio Bocalini, biólogo e diretor executivo da Associação Paulista dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (Aprag).

Sérgio enumera algumas iniciativas que devem ser tomadas pelos buffets: não deixar restos de alimentos à disposição de insetos e ratos, fechar frestas e rachaduras que funcionam como esconderijos para formigas e baratas, e cuidar, principalmente, para que o descarte do lixo seja feito em local fechado.

Tomadas as medidas preventivas, que devem fazer parte da rotina, periodicamente deve ser feita a dedetização.

O produto químico pode ser pulverizado em forma líquida ou aplicado na versão gel (para baratas e formigas). No caso da pulverização, durante e após a aplicação o local deve estar ventilado. "Há uma idéia errada de que para a dedetização ser eficiente é preciso que o local fique abafado e com cheiro forte. O que vai matar a praga não é o cheiro , mas o produto residual, que não é prejudicial à saúde humana", explica Priscila Damiani, bióloga da D.D.Drin, empresa com 46 anos de tradição no ramo e responsável pela dedetização do buffet Comics, entre outros. Alguns locais não podem ser pulverizados, como a piscina de bolinhas, onde se utiliza gel, colocado em lugares de difícil acesso para evitar o contato de crianças. "A primeira preocupação é com a saúde das pessoas", completa Priscila.

Depois da aplicação recomenda-se que os locais não sejam lavados nas próximas 48 horas, fazendo a limpeza apenas com pano úmido. A D.D. Drin dá garantia de três meses para o serviço e oferece contratos mensais de manutenção. "Depende da situação: pode-se fazer barreiras físicas para as pragas, como telas nas janelas e vedação na parte inferior das portas. O controle químico não extermina nem impede o inseto de entrar no ambiente", ensina a bióloga.

Para que o buffet infantil se cerque da maior segurança ao fazer uma dedetização é importante contratar uma empresa com registro no Serviço de Vigilância Sanitária, e que tenha em seus quadros um técnico responsável (agrônomo, biólogo, farmacêutico, engenheiro florestal, veterinário ou químico) com registro no Conselho Regional ao qual pertence o seu profissional. A empresa ainda deve fornecer o nome do produto químico utilizado, o antídoto e o número de atendimento de um centro de controle de intoxicação. A Aprag dispõe de um serviço ao consumidor para tirar dúvidas técnicas, além de fornecer a relação de empresas associadas: (0XX11) 5563-5258 ou aprag@aprag.org.br.

Segurança máxima

O trabalho de segurança em buffet infantil vai muito além de simplesmente evitar que estranhos ameacem a tranqüilidade da festa. Impedir que crianças saiam desacompanhadas e, principalmente, auxiliar na chegada e saída dos convidados são as principais tarefas dos seguranças.

Sandra Negri, proprietária do Magic Blue, por exemplo, diz que o trabalho de um segurança de buffet infantil é muito diferente do de um de banco. "Aqui estamos protegendo pessoas e, principalmente, crianças, e não o patrimônio, que é a primeira coisa que vem à mente quando fala-se em segurança", afirma. Para Sandra, são os seguranças (a empresa tem três) que fazem, em nome do buffet, o primeiro contato com clientes e convidados. "E a primeira impressão é fundamental", diz.

Há sempre dois seguranças em cada festa. Além de receber os convidados na porta, junto com os manobristas, dando especial atenção aos convidados da terceira idade e crianças, têm de ficar atentos aos fornecedores e profissionais de manutenção que entram no buffet. Os seguranças trabalham com uma lista do pessoal de shows e serviços contratados. "Eles devem, ainda, observar as condições externas, como iluminação e rotas de saída, impedindo que filas e aglomerações provoquem desconforto para os convidados", acrescenta.

Sandra diz ser preciso atenção e cordialidade para fazer a segurança de pessoas, principalmente nos buffets infantis, onde as famílias estão vivendo um momento especial. "No Magic Blue, a filosofia é encantar as pessoas todo o tempo. E isso começa pela segurança", afirma.

Identidade

No Toys & Dolls, o segurança além de dar boas-vindas aos convidados, ajuda-os a descer do carro e a carregar os presentes ou o guarda-chuva. "Além disso, é importante ter uma presença masculina na porta. Enquanto o manobrista vai buscar o carro, os convidados não ficam sozinhos", explica Fabiana Tolosa, proprietária do buffet.

Fabiana utiliza há quase dois anos os serviços da mesma empresa, tanto para manobrista como para segurança. "Optei pelo ‘pacote’ de valet com segurança e trabalho com um determinado número de festas por mês. Estou satisfeita porque não há troca de funcionários. Muitos pais pensam que eles são funcionários do buffet", conta Fabiana, ressaltando que em dias com duas festas eles permanecem o dia todo no buffet. "Eles convivem com os outros funcionários e acabam criando uma identidade conosco", completa.

Além da presença física do segurança, Fabiana toma atitudes preventivas: o buffet tem circuito fechado de TV, com imagens de todo salão, do brinquedão, da saída e até da rua. Além disso, 40 minutos após do início da festa o Toys & Dolls fecha as portas . "Se chegar algum convidado, a recepcionista abre. É uma garantia a mais para evitar que crianças saiam", justifica.

Perfil

Nos tempos atuais, em que a violência urbana assusta cada vez mais, a presença de um segurança na porta impõe respeito. "Apesar de muitos clientes e convidados terem seus próprios seguranças, sentimos necessidade do buffet contar com profissionais qualificados", argumenta Eliete Negri, proprietária do Splash Blue, que tem três seguranças fixos.

Eliete já utilizou seguranças de uma empresa terceirizada, mas o resultado não foi satisfatório. "Muitas vezes, na troca de turno a empresa mandava um profissional que não se adaptava ao serviço. Preferimos contratar pessoas com o nosso perfil", comenta. Hoje, o Splash Blue trabalha com dois seguranças na porta por festa. Eles observam o quarteirão todo e ficam atentos a qualquer presença suspeita. Em caso de necessidade - como, por exemplo, um carro estranho rodando diversas vezes pela região -, eles solicitam, por rádio, a presença da polícia. Para garantir a segurança patrimonial do buffet, um profissional fica a noite toda no local. Quanto às crianças, o maior cuidado é pará-las na saída, no caso de aparecerem sozinhas. "Para a criança sair sozinha teria de passar pela recepcionista e ainda pelo segurança", garante.

Até o carro

Cuidar para que a criança que sai desacompanhada chegue em segurança até onde estejam os pais também é uma das preocupações no Anarkia Park. O segurança, funcionário registrado do buffet, acompanha os convidados até o carro. "É comum em festas escolares, quando há muitas crianças sozinhas. O segurança fica ao lado da criança para se certificar que ela realmente entrou no carro dos pais", conta Carlos Sanchez, gestor do Anarkia Park. Todo o esquema interno contribui para que a criança não saia sozinha. "Trabalhamos sempre com 10 monitores, e ainda há a recepcionista e o segurança", explica. Quando há necessidade, o buffet contrata mais um segurança e mesmo quando não há festa, o segurança permanece na porta do buffet, inibindo e evitando a entrada de estranhos.

Especializado


O trabalho com a segurança de buffets infantis é tão específico que até empresas do setor estão se especializando em atender esse mercado. É o caso da Original RH Serviços Terceirizados. Criada para prestar serviços de segurança a condomínios e escolas, a empresa começou a atender buffets a pedido dos pais. "Trabalhamos em escolas, acompanhando o embarque e desembarque de crianças. Alguns pais pediram o mesmo serviço para festas", lembra Claudeir Mazzonetto, que formou uma equipe de profissionais só para atender esse público. "Numa festa infantil, o segurança tem atenção maior com a recepção e cordialidade. Deixamos uma viatura de apoio no local e o funcionário mantém contato via rádio Nextel 24 horas com a empresa", explica.

Alguns cuidados são comuns a portas de escolas e buffets, como verificar se a criança está saindo mesmo com os pais. "O segurança trabalha com uma lista de crianças que ficarão sem a família e de quem irá buscá-las", conclui.

Parabéns pra revista Festas Infantis!

Uma grande festa para os profissionais que atuam no segmento de festas infantis. Assim a revista Festas Infantis – Buffets e Eventos, publicação da Notas e Notícias Editora, comemorou sua 20a edição, que coincidiu com o 8o aniversário da publicação. Em seus oito anos, a revista Festas Infantis tornou-se fonte de consulta obrigatória de pais e mães interessados em festas especiais. De acordo com a editora da revista, Zuleica Russi, o objetivo do encontro foi aproximar ainda mais os profissionais que atuam no segmento de festas infantis, hoje uma área pujante da economia paulistana.

Num discurso emocionado, Zuleica lembrou o início do projeto e o crescimento do setor nos últimos anos, ressaltando o papel da revista na profissionalização do setor e no desenvolvimento daqueles que trabalham na área, como fornecedores, proprietários e artistas das mais variadas especialidades.

Caramelo, por exemplo, que se dedica a shows com animais há quase 30 anos, lembra da primeira revista Festas Infantis. "Agradou em cheio. Até hoje quando alguém pede uma indicação de serviços indico a revista, que tem de tudo e mais alguma coisa", diz. Quando soube da festa dos oito anos, Caramelo abriu a agenda e ficou satisfeita por ter o dia livre. Afinal, quem acompanhou o surgimento do mercado de festas infantis em São Paulo não poderia faltar. "O auge da festa foi o show de fogos. A revista Festas Infantis é única, ninguém consegue fazer igual", afirma Caramelo.

Outra empresa tradicional que esteve na comemoração foi a Vivo Desejo. A proprietária, Ivani Neublum, lembra que participa publicitariamente da Festas Infantis desde o número um. "Não sabíamos se a revista ia dar certo porque era uma inovação para a época. A Zuleica foi pioneira",diz . Hoje, a Vivo Desejo comemora o retorno garantido. "A revista é direcionada, gostosa de olhar, com matérias interessantes. Todo mundo guarda para consultar", ressalta.

Eliete Negri, proprietária do Splash Blue, lembra de quando o buffet ganhou a capa da revista. "A foto ficou linda e tivemos um grande retorno. Todo mundo ligava para comentar. Naquele momento percebi o quanto a revista tinha crescido. Hoje, é um sucesso", comenta. Renato Amaral Pires, proprietário do Touché com Andréa Facio e Priscila Amaral, por sua vez pertence à turma dos novatos em festas infantis, mas também fez questão de prestigiar o aniversário. O Touché foi inaugurado em maio de 2003, quando fez o primeiro anúncio na Festas Infantis. De lá para cá, não parou. "Fui acolhido pela equipe da revista com muito respeito e carinho. Recebi dicas importantes, que não visavam só o lado comercial", elogia Renato.

Segundo ele, a participação na revista foi fundamental para firmar a marca do Touché. "Precisávamos de tempo para a imagem ser absorvida. Com a revista, conseguiu-se que muitas pessoas fossem conhecer o buffet. Hoje, graças à revista, a marca da tartaruga é conhecida. A Festas Infantis tem conteúdo, profissionalismo e credibilidade. O público conhece e sabe o que vai encontrar nela", declara.

 

Festa da felicidade

Ações beneficentes que antes se limitavam a empresas de grande porte, hoje também abrangem pequenas empresas como buffets infantis onde tem crescido o número de eventos. Individualmente ou como parte de um projeto maior, essas ações levam alegria a crianças carentes. O 'Projeto Felicidade', que existe desde 2001 por iniciativa da Sociedade Israelita de Beneficência Beit Chabad do Brasil, leva momentos de alegria e fantasia a crianças com câncer. Todas as segundas-feiras recebe crianças doentes de várias regiões do Brasil, cada uma acompanhada de dois adultos e um irmão. As crianças são selecionadas por 26 hospitais conveniados. O grupo, de cerca de 50 pessoas, fica uma semana em São Paulo, fazendo uma programação cheia de diversões. No primeiro dia, voluntários acompanham as crianças aos hotéis onde ficarão hospedadas, e depois as famílias vão para um buffet infantil, para participar de uma festa completa.

Em 2003, 37 buffets colaboraram com o projeto. "Na festa, elas podem comer coisas que não estão acostumadas. São crianças carentes em vários aspectos", conta Flávia Bochernitsan, diretora geral do 'Projeto Felicidade'. Durante a festa, psicólogos e artistas de teatro vestidos de palhaço brincam com as crianças. Para elas, um "mundo da felicidade", uma oportunidade de esquecer a rotina de médicos, tratamentos e hospitais. Na hora do ‘parabéns’, todas as crianças apagam as velinhas. "É como se fosse o aniversário de todas elas", explica Flávia.

Alguns buffets oferecem ao grupo shows ou atividades de recreação. "Na maioria, os funcionários ‘dão’ esse dia de trabalho para as crianças. O ‘Projeto Felicidade’ quer agradecer esse gesto tão bonito. A partir do buffet, outros podem ajudar, formando uma malha de solidariedade", afirma Flávia.

Depois da festa, a semana completa-se com passeios a parques, cinema, boliche. Quando a sede do projeto ficar pronta, em julho, vai abrigar o encerramento das atividades, na sexta-feira. "Teremos oficinas de costura, marcenaria e artesanato, biblioteca e cozinha. As crianças vão trabalhar no que estiverem dispostas", explica.

Mesmo após esse período os quase 100 voluntários do projeto mantém contato com as crianças, por carta e telefone. "Procuramos dar amor, colo e perspectiva de vida para as crianças. Queremos inseri-las na sociedade, por isso as levamos para buffets, parques, hotéis. É preciso acabar com o preconceito que existe em torno do câncer. Setenta e cinco por cento das crianças com câncer se curam", sustenta a diretora do projeto. Depois do "tratamento de choque", vivendo uma semana de alegrias, Flávia conta que até os médicos notam diferenças nas crianças. "Resgatamos a dignidade humana dessas crianças", orgulha-se.

A Revista Festas Infantis apoia esse trabalho beneficente e passa a ser uma das empresas colaboradoras.

 


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