MATÉRIA REVISTA Nº14
Carta ao Leitor
Montar um buffet infantil não é tarefa fácil, exigindo acompanhamento de perto das obras à decoração. E o trabalho, por incrível que possa parecer, aumenta quando ele já está em pleno funcionamento, levando muitos empresários e empresárias "à loucura" para atender da melhor forma possível os clientes. Mas eles - e elas - não se queixam e a cada dia aumenta o número de filiais dos buffets que já conquistaram a cidade, sempre com novidades. E investimentos também cada vez maiores. Quem administra um buffet sabe que é preciso estar "por dentro" de tudo o que envolve esse mundo mágico das festas infantis. Na verdade, atrás das festas infantis existe uma verdadeira "indústria!, que alimenta empresas, gera empregos e faturamento, alegra crianças e adultos e, principalmente, realiza sonhos. A edição deste mês mostra tudo o que envolve esse mundo mágico: do surgimento de filiais de buffets às "máquinas" que comandam as festas.
Mas não é só. Além de uma página só de novidades, é possível saber como agradar aniversariantes com uma festa especial, embalada pelo tema da moda, ou da preferência do cliente.
E para quem quer vestir bem as crianças para brincar à vontade nas festas, um presente: uma produção de moda no buffet Rok Kid, em Moema, com roupas da loja Joju Calu, cabelos da Pluft Plaft Zoom e fotos da Kaleidoscópio. Vale a pena conferir os resultados.Boa leitura e boas festas.
O primeiro buffet ninguém esquece. O segundo, também!
Um é pouco; dois é bom; três é melhor! Para proprietários de buffets assim deve ser escrito o provérbio. Depois de montar o primeiro buffet, eles resolvem repetir a dose e inauguram outra unidade, na maioria das vezes seguindo o mesmo estilo e padrão. Não chegam a ser "clones", pois nunca são idênticos. Na maioria das vezes, a segunda casa sempre traz novidades em relação à primeira, inclusive no que diz respeito aos brinquedos.
Existem buffets cujos nomes já estão na "cabeça" do consumidor, o que não os impedem de ampliar o raio de ação e conquistar novos clientes. O Splash Blue é um deles. Instalou em Moema um buffet cuja atração principal, um monorail, fez tanto sucesso a ponto de o empreendimento ter ficado conhecido como "o buffet do monorail". Isso levou a proprietária, Eliete Negri, a projetar a instalação de uma nova unidade, igual e no mesmo bairro.
"Moema requer mais um buffet desse porte. Queremos continuar com essa marca e escolhemos este bairro porque é aqui que tudo acontece em termos de buffet. Além disso, quem não conseguir reservar data em um, consegue no outro", afirma Eliete ao informar que o novo Splash Blue deverá ser inaugurado em agosto na rua Canário, com uma área 200 m² maior do que a atual , com capacidade para 300 pessoas.
Além do monorail, a nova casa terá simuladores (como o de ski) e games de última geração, que garantem também a diversão dos adultos. As grandes novidades, entretanto, serão uma montanha russa e uma minicidade para as crianças menores, instalada em uma área livre, embaixo do brinquedão (que é suspenso). Para garantir mais "emoção" às festas, o Splash Blue da Canário terá ainda o free fall (elevador com queda livre de 8 metros) e uma parede de escalada. "Os brinquedos são mais modernos que os atuais. Os equipamentos renovam-se praticamente a cada dia e é preciso atualizar sempre", comenta Eliete.
O novo buffet contará, ainda, com estacionamento próprio, sala de pais (com som diferenciado do salão das crianças), espaços para shows e discoteca. Cada uma das unidades terá um chefe de cozinha exclusivo para os pratos quentes. O restante do cardápio continua terceirizado, mas os dois buffets terão a cozinha coordenada por uma nutricionista para "manter a qualidade", de acordo com Eliete.
O buffet Mega Party instalou sua primeira unidade no bairro de Higienopólis. Dois anos depois, a proprietária, Andréa Chinaglia Bizutti, inaugurou uma segunda, próxima ao colégio Dante Alighieri, nos Jardins. Como a escola só recebe alunos com idade superior a quatro anos, decidiu que a segunda casa iria explorar esse nicho de mercado.
"O Mega Party de Higienópolis é ideal para crianças de até seis anos, já que é plano e tem uma área exclusiva para bebês de até dois anos", explica Andréa. Ela faz questão de frisar que os cardápios, a qualidade e o atendimento são os mesmos nas duas casas. "Os brinquedos são muito parecidos e a filosofia de trabalho a mesma. Se o cliente não encontrar data disponível em uma unidade, pode fazer tranqüilamente a festa na outra", completa.
Há, porém, quem pretenda diversificar a faixa de atuação para atingir um público maior. Foi o que fez o buffet Cartoon, que também dois anos depois de reformulado, em uma área de cerca de 300 m² em Moema, abriu uma segunda unidade, o Cartoon II (antes chamava-se "Happy Birthday"), na mesma rua, desta vez com 900 m², destinado especialmente para quem necessita de festas para muitas pessoas e muito espaço.
Sérgio Dalle Molle gerencia o Cartoon II, enquanto sua mulher, Leila Cristina, toma conta do Cartoon I.
A filosofia da empresa é fazer os dois crescerem paralelamente, oferecendo atrações idênticas, como telões de 150 polegadas que transmitem uma retrospectiva da vida do aniversariante na hora do "parabéns". "O surgimento de um segundo buffet mostra progresso e evolução. Não queremos que um mate o outro", explica Sérgio, informando que o volume de festas solicitadas cresceu a tal ponto que o buffet passou a ter cozinha própria para garantir a qualidade "e, logicamente, reduzir custos".
O Peekaboo é outro buffet que decidiu partir para uma segunda casa maior do que a primeira, instalada em Moema e que tem capacidade para 200 pessoas. A nova casa, inaugurada em junho nos Jardins, pode receber o dobro de convidados e tem superatrações, como elevador, barco viking, trem-bala, parede de escalada com 6,5 metros de altura, brinquedão com quase 30 metros de comprimento linear, sete computadores ligados na Internet etc.
"Triplicamos a quantidade de brinquedos e mantivemos a qualidade. A idéia é oferecer uma nova opção para quem não consegue reservar data em Moema, mas quer fazer a festa na Peekaboo", ressalta Henrique Machado, sócio do buffet ao lado de Solange Machado, Susi Valentina Vilela e Renata Guedes.
O visual do Peekaboo nos Jardins é o mesmo do de Moema, mantendo inclusive o macaco como símbolo. "Já virou grife. Por causa da nova filial, colocamos o macaco também na fachada da casa de Moema", lembra Henrique.
Depois do segundo buffet, o quarteto de sócios já faz planos para abrir uma terceira unidade. "Podemos dividir as funções, cada um gerenciando uma unidade", finaliza Henrique.
"A fase mais difícil é abrir a segunda casa. Depois, tudo se organiza melhor", diz Antonio Alves da Costa ao explicar como o buffet Per Bambini, que abriu suas portas em 1988 em Higienópolis, possui hoje quatro casas, com 85 funcionários e 110 festas por mês. Há seis anos, Antonio, com a mulher Beatrice Sarvasi Alves da Costa, resolveram abrir uma segunda casa na rua General Menna Barreto, onde funcionava o antigo "Alegria e Fantasia"; um ano depois, partiram para um nova casa no Itaim; em seguida, a quarta unidade, na Alameda Barros.
"Hoje temos um sistema de computador que controla as quatro unidades, um gerente em cada buffet e fabricamos tudo, das mesas aos doces", conta Antônio.
São quatro cozinhas: uma para doces, uma para bolos e duas para salgados. Uma nutricionista controla a qualidade. Nos quatro buffets tudo é igual, das fachadas e pisos à decoração e o uniforme das copeiras. Os funcionários são registrados e passam por treinamento constante. "Criamos um padrão de qualidade e não terceirizamos nada para que o buffet não perca a identidade", diz o proprietário.
AMPLIANDO A FAMÍLIA
Há sete anos Rosângela Cantiero Veiga decidiu montar um buffet infantil na rua Bento de Andrade. Não imaginou que acabasse ficando tão apaixonada pelo empreendimento a ponto de começar a imaginar outros Planeta Criança espalhados pela cidade. "Ter um buffet é um vício e uma experiência muito boa de vida", diz Rosângela ao completar a primeira etapa de seu sonho e inaugurar um novo Planeta Criança em Moema.
"Hoje, posso afirmar que o Planeta Criança é uma família. Percebi que era o momento de inovar com um novo projeto, uma casa de eventos completa, que permita interatividade entre pais e filhos e maior convívio social". E a nova casa tem tudo isso. Com projeto do arquiteto Roberto Migotto e do paisagista Gilberto Erkis, o novo buffet, que exigiu um ano de trabalho, inova desde a fachada, tem novos brinquedos e dois andares: o térreo reservado para festas infantis e o primeiro andar agitado no "Planet Dancing", voltado aos adolescentes.
"Temos de inovar sempre e não clonar. Procuramos fazer o melhor em relação ao atendimento, à decoração, ao conforto e à estrutura. Isso só se consegue com muita experiência, profissionalismo e respeito ao cliente", finaliza Rosângela.
A INDÚSTRIA DOS BUFFETS INFANTIS
Uma verdadeira máquina , que gera um número inimaginável de empregos diretos e indiretos, dentro de uma cadeia produtiva que une o mercado tradicional ao informal , e que abriga segmentos tão diversos a ponto de formar uma corrente de distribuição de riquezas sem similar em qualquer outro tipo de atividade. Paralelamente, controles subliminares de comportamento, com aproveitamento máximo dos recursos humanos colocados à disposição dos empreendimentos e o fortalecimento do trabalho de equipe e da abertura das discussões em grupo. E ,para fechar esse quadro com chave de ouro, um mundo mágico que não deixa de fora nem mesmo a realização dos mais estranhos , e bonitos, sonhos!
Essa poderia ser a receita de qualquer plano econômico que , implantado, renderia dividendos financeiros – e políticos – incríveis para seus idealizadores. Mas não. É a fórmula "milagrosa" que está por trás da indústria dos sonhos, a "indústria" dos buffets infantis.
Não existem pesquisas que mostrem com exatidão a quantidade de empregos diretos e indiretos gerados por aproximadamente 500 buffets infantis só na cidade de São Paulo. Os únicos dados disponíveis, e que podem servir para se projetar a grandiosidade desse segmento, são fornecidos pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae): as micros e pequenas empresas – onde estão reunidas as que fazem parte da "indústria" dos buffets – respondem por 98% das atividades empresariais no País e por 59% das pessoas ocupadas. Nesses números incríveis ainda não estão computados os trabalhadores do mercado informal, que reúne 60% das pessoas ocupadas e que não têm vínculo empregatício. No Brasil, 60% das pessoas estão no mercado informal. Alguma coisa em torno de 40 milhões de trabalhadores!
A única certeza é que existem milhões de pessoas por trás desse mundo mágico dos aniversários infantis. Além dos funcionários dos buffets (cozinheiros, copeiras, garçons, gerentes, monitores, manobristas, faxineiras etc) há uma legião de prestadores de serviços terceirizados, que vão dos vendedores de bexigas, passando pelos fornecedores de pão, de salsicha, de refrigerantes, de água mineral, de salgados, de doces, de bolos, de shows, de decoração, de lembrancinhas, de filmagem, de fotos etc. etc. etc.
E mais: empresas de arquitetura (hoje, os buffets esmeram-se para ter um visual diferente, moderno, revolucionário e, principalmente, que os tornem diferenciados da concorrência), de brinquedos, de equipamentos de cozinha, de decoração, de convites, de impressos, de logotipos, de, de, de, de, de......
Administrar um buffet infantil, e todas as atividades paralelas, há muito tempo deixou de ser uma "brincadeira" ou uma "forma de ocupar o tempo". Muitos começaram para melhorar a arrecadação familiar. E quase sempre da mesma maneira: a mulher montando um pequeno negócio, que começa a crescer, a ficar rentável - e a exigir dedicação exclusiva. Em pouco tempo, o que era uma "atividade marginal" passa a ser a "atividade principal" da família. Mulher, marido, filhos, pais, irmãos, tios...vão-se juntando em empresas familiares e cuidando de tudo, da alimentação ao show, da decoração às lembrancinhas.
Anete Fernandes, proprietária do Aquarella sabe da importância dessa "indústria". Ela comandava a empresa durante os cinco anos que ela funcionou na rua Bento Andrade, que ficou conhecida como "a rua dos buffets infantis". Eles foram obrigados a sair em função de a Prefeitura ter modificado os critérios de zoneamento para o local. Anete chegou a preparar um documento para o Ministério Público mostrando que muitas pessoas iriam ficar desempregadas. "O Aquarella e alguns poucos buffets conseguiram sobreviver. Mas muitos fecharam, e deixaram profissionais sem emprego", resigna-se.
E não é para menos. No Aquarella, uma festa para 100 pessoas exige três manobristas (no mínimo), um gerente, uma recepcionista, oito copeiras (10 se for contratado almoço ou jantar), mais um número variável de monitores (cinco monitores para grupos de 30 a 50 crianças e mais um a cada 10 crianças que excedam esse número). Quando a presença de adultos é grande, mais dois garçons para o serviço de bebidas. Como o buffet faz uma média de 25 festas/mês, basta uma conta de multiplicar para se ter idéia da quantidade de profissionais envolvida no processo.
A situação repete-se no Rok Kid, que mobiliza aproximadamente 30 funcionários em uma festa para 100 pessoas. Segundo Rokelli de Camargo, proprietária do buffet, são necessários de três a quatro manobristas (que garantem o estacionamento gratuito dos convidados), duas encarregadas da recepção, dez monitores (pelo menos) para os brinquedos, dez garçons, além do pessoal de suporte na cozinha. Na opinião da empresária, o profissional que trabalha em buffet infantil, às vezes até mais do que em outros tipos de empresas de serviços, precisa preocupar-se em deixar o cliente "absolutamente satisfeito". "Os buffets geram empregos e a especialização nessa atividade é fundamental. Terá emprego, direto ou indireto, quem estiver comprometido com as reais necessidades do cliente", garante.
Ana Cláudia Ferraz Franco, proprietária do Happy Day, diz que, além das 27 pessoas que utiliza em festas para 100 pessoas, se socorre de serviços extras e ela mesma acompanha cada detalhe. "Existe um mundo que gira por trás de uma festa infantil", explica.
ADEUS A ROTINA SALVE A AMIZADE
Além da geração de empregos, os buffets infantis proporcionam muito mais do que apenas quatro horas de alegria. Se para as crianças é a possibilidade de realizar um sonho, para os pais, a chance de conhecer as famílias dos amiguinhos dos filhos, de conversar com outras pessoas, de trocar idéias, de sair da rotina do dia a dia.
Celise Rosa Gouvea, psicóloga clínica e escolar, explica que as festas infantis favorecem e fortalecem os vínculos afetivos da criança. "Elas tem oportunidade de se relacionar com grupos heterogêneos, aprendem a conhecer seus limites e os das outras crianças", explica. Ela exemplifica dizendo que a criança vê que é necessário esperar a vez quando um brinquedo está "cheio". Além disso, diz que um buffet mostra para a criança "um mundo mítico fascinante, uma fantasia saudável". "No mundo em que vivemos, com tanta violência e injustiça, temos de permitir um espaço para realizarmos nossos sonhos e dos nossos jovens", afirma.
Ana Cláudia Ferraz Franco, do Happy Day, tem notado que nas festas as pessoas estão cada vez mais preocupadas em ficar ao lado da família, curtindo os filhos. "Temos de fazer da vida também um prazer. Na festa, você se permite parar", observa. Tanto isso é verdade que pais como o médico Jamil Sobhi Azzam procuram cada vez mais essa proximidade. Jamil acompanha a esposa Maristela e os filhos Camila (4 anos) e Felipe (8 anos)em todas as festas. "Em primeiro lugar, vou às festas para estar ao lado dos meus filhos. Se minha filha está no escorregador e tem medo, seguro sua mão e ela sente-se muito mais segura", revela.
Jamil diz que a possibilidade de conviver com outras pessoas e fazer novas amizades é outra vantagem das festas em buffets. Foi em uma delas que ele acabou conhecendo o pai do amigo de seu filho, e descobriu que ambos tinham como paixão a música. Como Jamil toca bateria e o pai do amigo do filho piano, organizaram uma audição na escola para as classe das crianças.
Para Maria Beatriz Alexandrino Beraldi, mãe de Carolina (5 anos) e Juliana (3 anos), as festas permitiram que fosse formado um novo grupo de amigos. Cerca de 20 mães – e, eventualmente, os pais – participam com freqüência das festas dos colegas da classe de Carolina, no Colégio Visconde de Porto Seguro. "Criamos um vínculo muito grande de amizade. Não vamos às festas só para acompanhar as crianças. Saímos da rotina, conversamos sobre outros assuntos", garante. Para elas, os buffets são locais ideais para esse tipo de confraternização. "Fui a festas em parques de diversão, mas não gostei. As crianças ficam soltas e os pais separados. Nos buffets, as mães ficam tranqüilas e sempre há ovidades para os pequenos", argumenta.
Ana Fernandes, proprietária do Aquarella, acredita que as festas em buffets tornam as crianças mais independentes. ‘Vejo crianças de dois, três anos, tentando escalar uma parede. Os monitores evitam que as mães fiquem muito em cima dos filhos", explica.
As festas também têm conteúdo. "É um grande momento para se transmitir coisas boas", diz Ana Lúcia Brunelli, do teatro Zímbala, que durante o show de 50 minutos em que ela e seu marido incorporam uma fada e um mago procuram brincar – e ensinar – a preservar a natureza, além de dar informações sobre higiene corporal e dental. Com bonecos educativos, ensinam as crianças a cuidar dos dentes, de uma forma leve e divertida. Mostram até uma "hipopótama" que tomou mamadeira e usou chupeta muito tempo e acabou sendo obrigada a usar aparelho corretivo.
QUANTO VALE UM SORRISO
Há quem considere um "luxo" e até "exagero" comemorar aniversários em buffets infantis. Afinal, questionam os desafetos dos buffets, por que tanto requinte e capricho? Para os que seguem essa opinião, reunir as crianças em casa ou no salão do prédio é muito mais satisfatório e econômico. Porém, para mães que levam uma vida agitada, tão comum nos dias atuais, os buffets são uma solução prática e eficiente para comemorar o aniversário dos filhos. O único trabalho é o de decidir em qual será feita a festa - e abrir os presentes quando chegar em casa, que estará limpa e em ordem.
As mães que fazem festas em buffets geralmente não querem comemorar os aniversários dos filhos de outra forma. É o caso de Marina Bandeira, esposa do velejador Amir Klink. Festeira "nata" (trabalha há 20 anos com produção de eventos empresariais e sociais), Marina "produzia" os aniversários em sua própria casa. "Cada criança tinha seu lugar à mesa, com uma garrafa de refrigerante decorada, gelatina e bolo", explica . Depois de uma experiência no primeiro aniversário das gêmeas, nunca mais quis repetir a dose em sua casa. "No dia seguinte é que percebi que não tinha conversado com nenhum dos convidados. Só trabalhei, atenta a todos os detalhes. E a casa ainda ficou uma bagunça por uma semana", recorda.
Marina diz poder oferecer hoje às filhas (uma de dois anos e duas gêmeas de cinco) festas que não existiam em sua infância e de lá para cá todas as festas das crianças ela programa para o buffet Rok Kid. "É um espaço neutro, com linhas arquitetônicas atuais, pé direito alto, sem cores predominantes, que combinam com qualquer decoração, além de acolher bem de 50 a 250 pessoas", argumenta. Além disso, como Amir Klink chega a ficar meses fora de casa em função de sua profissão, Marina abriu mão de comemorar os aniversários nas datas certas. Escolhe o dia que o marido pode estar presente. Apesar de adorar o conforto dos buffets, Marina esbarra num detalhe: Amir não tolera barulho de brinquedos eletrônicos. Como no Rok Kid os games ficam no mezanino, o problema acaba sendo contornado.
Marina lembra que, enquanto o mercado em geral está retraído, o segmento de festas infantis não pára de crescer, talvez pelo fato da garantia dos pais de que nada dá errado nas festas. Mesmo assim, faz questão de personalizar o salão, cuidando pessoalmente da escolha do tema, da decoração e da animação. Detalhes que fazem o sucesso das festas e da alegria das crianças e dos pais.
Para Anete Fernandes, do Aquarella, o aniversário de uma criança deve ser comemorado sempre, pois uma festa bem feita "transforma-se em um marco na vida da criança e da família", tese que é totalmente endossada por Ana Cláudia Ferraz Franco, do Happy Day: "No dia do aniversário a criança percebe a sua importância para a família e para os amigos. Ela é o centro das atenções e é muito importante ver seu rosto iluminado com um sorriso", finaliza.
TENTE INVENTE BOLE UM TEMA DIFERENTE
Há quem considere um "luxo" e até "exagero" comemorar aniversários em buffets infantis. Afinal, questionam os desafetos dos buffets, por que tanto requinte e capricho? Para os que seguem essa opinião, reunir as crianças em casa ou no salão do prédio é muito mais satisfatório e econômico. Porém, para mães que levam uma vida agitada, tão comum nos dias atuais, os buffets são uma solução prática e eficiente para comemorar o aniversário dos filhos. O único trabalho é o de decidir em qual será feita a festa - e abrir os presentes quando chegar em casa, que estará limpa e em ordem.
As mães que fazem festas em buffets geralmente não querem comemorar os aniversários dos filhos de outra forma. É o caso de Marina Bandeira, esposa do velejador Amir Klink. Festeira "nata" (trabalha há 20 anos com produção de eventos empresariais e sociais), Marina "produzia" os aniversários em sua própria casa. "Cada criança tinha seu lugar à mesa, com uma garrafa de refrigerante decorada, gelatina e bolo", explica . Depois de uma experiência no primeiro aniversário das gêmeas, nunca mais quis repetir a dose em sua casa. "No dia seguinte é que percebi que não tinha conversado com nenhum dos convidados. Só trabalhei, atenta a todos os detalhes. E a casa ainda ficou uma bagunça por uma semana", recorda.
Marina diz poder oferecer hoje às filhas (uma de dois anos e duas gêmeas de cinco) festas que não existiam em sua infância e de lá para cá todas as festas das crianças ela programa para o buffet Rok Kid. "É um espaço neutro, com linhas arquitetônicas atuais, pé direito alto, sem cores predominantes, que combinam com qualquer decoração, além de acolher bem de 50 a 250 pessoas", argumenta. Além disso, como Amir Klink chega a ficar meses fora de casa em função de sua profissão, Marina abriu mão de comemorar os aniversários nas datas certas. Escolhe o dia que o marido pode estar presente. Apesar de adorar o conforto dos buffets, Marina esbarra num detalhe: Amir não tolera barulho de brinquedos eletrônicos. Como no Rok Kid os games ficam no mezanino, o problema acaba sendo contornado.
Marina lembra que, enquanto o mercado em geral está retraído, o segmento de festas infantis não pára de crescer, talvez pelo fato da garantia dos pais de que nada dá errado nas festas. Mesmo assim, faz questão de personalizar o salão, cuidando pessoalmente da escolha do tema, da decoração e da animação. Detalhes que fazem o sucesso das festas e da alegria das crianças e dos pais.
Para Anete Fernandes, do Aquarella, o aniversário de uma criança deve ser comemorado sempre, pois uma festa bem feita "transforma-se em um marco na vida da criança e da família", tese que é totalmente endossada por Ana Cláudia Ferraz Franco, do Happy Day: "No dia do aniversário a criança percebe a sua importância para a família e para os amigos. Ela é o centro das atenções e é muito importante ver seu rosto iluminado com um sorriso", finaliza.
Se o (a) aniversariante é um pouco lunático, vive olhando para o céu e imaginando se existe vida em outros planetas, por que não uma festa com o tema universo? O buffet Universo Criança, instalado há quatro anos no Tatuapé, oferece um espaço com esse tema. Já na fachada um grande foguete -construído em alvenaria e fibra de vidro - recepciona os convidados, com direito até a um casal de marcianos espiando pela janela. Fabiana Medioli, uma das sócias do buffet junto com Lu Araújo Lima, conta que a escolha do tema deu em função de seu próprio gosto pessoal. "Sou apaixonada por estrelas, pelo espaço e por coisas futuristas. Minha filha de 10 anos também, tanto que coleciona livros e vídeos sobre o assunto e diz que quer ser astronauta", explica Fabiana.
O tema faz sucesso, na opinião da proprietária, principalmente na faixa de cinco a 10 anos. Mas, foi um aniversário de um ano o mais espacial de todos os já realizados no buffet. A mãe vestiu as copeiras com roupas prateadas e providenciou arranjos lunáticos, num estilo bem moderno, para as mesas, que foram decoradas com o tema do filme Star Wars. E, surpresa maior: os pais e a aniversariante apareceram vestidos como os personagens do filme. Mas, independente da decoração escolhida, a hora do "parabéns" no Universo Criança reserva uma grande surpresa: o aniversariante sai de um foguete, em meio a um show de raio laser e fumaça. Tudo ao som da música do filme "2001 Uma Odisséia no Espaço" e da contagem regressiva da Nasa.
Mais espacial e futurista, impossível!
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