MATÉRIA REVISTA Nº13
Carta ao Leitor
A concorrência acirrada entre os buffets infantis está fazendo com que eles invistam cada vez mais em "atrações" que os diferenciem, a ponto de alguns salões de festas se transformarem em verdadeiros "parques de diversão", com brinquedos sofisticados e atrações que as crianças (e adultos) só viam nas telas dos cinemas.
E ao lado dos "elevadores" ou "monorails" , surge também a necessidade de atender a todos os nichos de mercado, inclusive o de estrangeiros, cujos filhos muitas vezes ainda não dominam o idioma local. Para isso, existem grupos especiais de atendimento, fazendo a festa na linguagem que a criança possa entender.
Se resolvidos os problemas de atrações e linguagem, o que dizer da alimentação? Quem imagina que festa infantil só tem salgadinhos, pode se surprender. Hoje, é comum a presença de cafés da manhã e pratos como paellas, sushis, tabules....
Depois de tudo isso, nada como dar um "ar hollywoodiano" às festas. Para isso, para contratar profissionais que produzem desde cenários onde não faltam raios laser, gelo seco e muita ficção, até desenhistas e artistas plásticos.
Como pode-se ver, esta edição de "Festas Infantis" tem novidades para todos os gostos – e mais uma especial: um encarte dedicado exclusivamente a festas de pré-adolescentes, as crianças que ainda são crianças, mas não querem mais ser crianças.
Boa leitura.
NO REINO DA FANTASIA
"Magic Kingdon"? Não chega a tanto, mas que os salões de
festas estão se transformando em autênticos parques de diversão ninguém discute. Os buffets infantis a cada dia esbanjam novidades, investem alto em brinquedos e atrações como nunca fizeram, na disputa de um público cada vez mais ávido de inovações.
A transformação chegou a tal ponto que o tempo de duração das festas de aniversário –normalmente em volta de quatro horas – está ficando muito "apertado" para que os convidados – crianças e adultos – possam usufruir de todas as "atrações".
Os brinquedos são apenas parte da festa, que continuam alicerçadas em cima do tripé alimentação-serviço-local, mas estão tendo cada vez maior importância entre os itens indispensáveis para uma boa recepção. E o que leva os proprietários de buffets infantis a despender tanto dinheiro para instalar máquinas e equipamentos que até pouco tempo eram exclusivos de parques de diversões?
O empresário Dany Lam, que está finalizando a construção do buffet Comics, no Morumbi, diz que a instalação de brinquedos é fundamental, dando como exemplo o barco vicking que passará a fazer parte das atrações da casa e que vai "atrair não só as crianças, como permitir que os pais brinquem com os filhos". "O Comics vai preencher uma lacuna no bairro, que é carente de grandes buffets infantis e de atrações que possibilitem essa interatividade pais-filhos", explica Dany.
Eliete Negri, do buffet Splash Blue, lembra que as festas infantis antigamente eram "chatas" e que nos dois anos de existência do buffet pôde perceber que os pais querem participar da festa junto com os filhos e é preciso ter atrações que permitam isso. "O adulto – explica – interage com a criança e os nossos brinquedos podem ser usados por todos. Tanto o elevador (free fall) como o monorail, que foi a grande sensação na inauguração do buffet (o Splash Blue instalou um monorail, espécie de trem suspenso como os existentes nos parques dos Estados Unidos, que ultrapassa as paredes do buffet), agradam não só crianças como pais e avós que fazem questão de acompanhar os filhos e netos". Segundo Eliete, os clientes muitas vezes querem fazer uma nova festa no mesmo local no ano seguinte, mas exigem novidades, obrigando a direção do buffet a investir em atrações e sair à busca de coisas novas. Por isso em agosto último colocou também um elevador free fall. E por isso também que a segunda unidade do Splash Blue, com previsão de abertura ainda no primeiro semestre, deverá contar com brinquedos de grande porte e diferenciados.
Os brinquedos grandes e altos causam impacto. Essa foi a razão do buffet Mega Party ter instalado em suas casas de Higienópolis e Jardins atrações de grande porte. "Fomos os primeiros a colocar um barco viking em buffet, em Higienópolis. Quando construímos o dos Jardins, instalamos o elevador, até então uma atração totalmente nova", diz Andréa Bizutti.
Segundo ela, o Mega Party procura estar sempre em sintonia com o que existe de mais moderno nesse segmento, buscando sempre novidades e, às vezes, usando o recurso de tematizar alguns brinquedos para que fiquem "diferentes" do da concorrência. Andréa Bizutti sabe da importância do serviço com qualidade e bom atendimento, mas enfatiza que um brinquedo que chame a atenção pode ser determinante para a escolha do local da festa.
Manoel Gonçalves, do Anarkia Park, concorda com essa tese e foi pesquisar o que poderia instalar em seu buffet em Moema para ser "diferente". Acabou projetando um elevador (free fall), instalado acima do nível do buffet e que permite que quem esteja no último andar possa avistar a rua, 15 metros abaixo. "É para garantir mais emoção durante toda a festa", argumenta. De acordo com Manoel Gonçalves, o Anarkia Park, inaugurado há menos de um ano, foi o primeiro a ter o free fall, o que levou muitos clientes a conhecê-lo como o "buffet do elevador".
Preocupada em reformular e readaptar suas instalações visando conquistar novos clientes, e manter antigos, o buffet Happy Day instalou um barco viking. "É um investimento que vale a pena, e agrada os clientes, que estão sempre procurando novidades", explica Ana Cláudia Franco, uma das sócias. O Happy Day tem como estratégia fazer reformas freqüentes, mudando a fachada, as cores das paredes e o visual dos brinquedos, tematizando-os.
Proprietárias do parque temático Reino Mágico, um buffet infanto-juvenil de mil metros quadrados, Renata Assumpção Matheus e Maria Helena Botelho Bueno não abrem mão dos brinquedos de impacto.
Para garantir uma distração diferenciada, o Reino tem uma montanha para alpinismo, com descida "a tirolesa" que faz sucesso não só com as crianças, mas também com os adultos, assim como submarino, que dá a sensação de estar no fundo do mar.
O simulador do submarino, que tem escotilhas e comporta seis crianças simultaneamente, movimenta-se como se estivesse navegando e apresenta para os "passageiros" um filme que mostra um pouco do mundo marinho.
O buffet Toys & Dolls, prestes a ser inaugurado, surge com uma nova filosofia, unindo criatividade e tecnologia. Para isso, está criando uma minicidade, com tudo de verdade: cinema, cabeleireiro, lanchonete etc. Para circular pela minicidade, o principal meio de transporte é o trem-bala. "Quisemos fugir do tradicional, sem abrir mão da cratividade, agradando crianças e adultos", conta Fabiana Tolosa, a proprietária.
Aliás, o trem-bala praticamente garante sozinho o sucesso de uma festa. Essa pela menos é a opinião de Leônidas Fabrio Júnior, que inaugurou em março deste ano o buffet Tutti Frutti. "Um brinquedo de porte atrai e dá mais emoção às festas. As crianças e pais adoram", diz, para completar, em tom de brincadeira: "Não sou eu quem vende as festas, mas o trem".
Sem analogias, o buffet Oceano, apesar do nome, buscou um brinquedo mais "terra" para atrair seus clientes: um monorail. Segundo Maria Aparecida Cotrim, apesar de não ser exclusivo, um "trem suspenso no ar além de bonito esteticamente atrai a todos".
BILLY WILLY: EXCLUSIVIDADE POR MUITOS ANOS
O pioneiro em grandes investimentos com brinquedos foi o Billy Willy. Há seis anos, quando o buffet foi projetado, o arquiteto João Armentano havia sugerido que fosse instalada uma montanha russa dentro do salão de festas. Os proprietários, entretanto, preocupados com o nível de ruído que esse tipo de brinquedo poderia provocar e, também, com a segurança, decidiram optar por um monorail, que acabou sendo uma espécie de "marca exclusiva" durante muitos anos.
Até então, nenhum buffet infantil havia ousado em investir tão alto em brinquedos. Segundo um dos proprietários, Ricardo Mauad Arede, a novidade ajudou muito o Billy Willy a ter projeção. "Quisemos algo bonito, que fosse do gosto da criança e que sempre garantisse segurança", esclarece.
Happy Birthday ... Glücklich Geburtstag... Feliz Cumpleaños....
Na mesma proporção em que cresce o número de escolas bilíngües em São Paulo, aumentam os grupos destinados a animar crianças estrangeiras em festas de aniversário ou em reuniões de amigos.
Muitas crianças têm como primeiro idioma o Inglês, Espanhol ou Alemão e, às vezes, mal entendem o Português. Para que participem das brincadeiras nas festas é necessário a ajuda de profissionais, daí o surgimento dos monitores bilíngües.
A Brincarte, grupo especializado em recreação infantil, tem monitores que falam Inglês e está acostumado a promover festas bilíngües. Muitos estrangeiros que chegaram há pouco ao Brasil querem festas infantis maiores – não tão comuns em seus países de origem - e procuram o grupo.
"Para que as crianças aproveitem a festa, participando de todas as brincadeiras, é importante que todos se entendam, por isso fazemos gincanas e oficinas de artes, além de teatro de fantoches, tudo em Inglês", explica Sandra Bekin de Carvalho, da Brincarte. Segundo ela, "como os estrangeiros valorizam muito o artesanato, são estimuladas atividades como pintura em camiseta, criação de colares, caixinhas para pintar na festa etc. Uma das opções mais procuradas é o teatrinho com fantoches ou com fantasias, em que as crianças criam uma história e apresentam para os pais. Todos ‘trabalham’ e quem não quer se fantasiar pode atuar como diretor".
A Brincarte também faz recreação bilíngüe fora de São Paulo. É comum um grupo de monitores passar o fim de semana em uma comemoração no sítio, onde é montado um mini acampamento. Do café da manhã à pescaria passando pela horta ou os passeios a cavalo, com direito a "Caça ao Tesouro", tudo é em Inglês. Até mesmo a tradicional música de "Feliz Aniversário".
Para Cristina Capobianco, mãe de Cecília, de 10 anos, a recreação bilíngüe é fundamental nas festas onde existam crianças que falam idiomas diferentes. Estudando na escola inglesa St. Paul’s, onde cerca de 20% da classe só se comunica em Inglês, Cristina sempre requisita o grupo Brincarte para as festas da filha em casa ou na chácara. De acordo com ela, "só assim os adultos podem conversar à vontade e as crianças, descontraídas, participar das brincadeiras".
No Animaltudo, as festas em Inglês têm alguns componentes diferentes. Os monitores analisam o perfil dos convidados – se são mais agitados ou mais calmos, se querem brincadeiras como "Caça ao Tesouro" ou "Pega-Pega"-para organizar atividades específicas e fazem também gincanas cooperativas, em que se joga pelo prazer de brincar , sem competição. Obviamente, tudo em Inglês. "Todos ganham, pois disputam apenas contra o tempo e se ajudam para alcançar o objetivo", informa Cristiano Brito Andrade.
Ainda no Animaltudo, uma outra atividade diferenciada e que serve para "treinar" o Inglês é o "piquenique": todos se sentam em roda para lanchar , enquanto os monitores contam histórias - também em Inglês. "As mães adoram, pois as crianças comem mais em grupo e, ao mesmo tempo, vão aprendendo", finaliza Cristiano.
Além das crianças estrangeiras, as brasileiras que estão começando a aprender um segundo idioma também podem aproveitar bastante a festa com recreação bilíngüe e, ao mesmo tempo, treinar a nova língua. Kiko Oliveira, do grupo Curumim, que também organiza festas em dois idiomas, explica que a recreação que promove inclui jogos, músicas, oficinas temáticas, além de discoteca, que tem também a participação dos adultos.
O Curumim tem monitores que falam Inglês, Espanhol e Alemão e faz gincanas para todas as faixas etárias. " Também adaptamos as atividades de acordo com o tema da festa, oferecendo oficinas de pintura e outros tipos de recreação que se enquadrem dentro do ‘motivo’ da festa", explica.
Com jogos folclóricos, cooperativos e teatrais, dependendo do grupo, Cecília Helena de Sylos, do Fazendo Arte, enriquece a recreação bilìngüe em Inglês ou Espanhol.
"Nas gincanas, os pais estrangeiros participam muito e brincam com os filhos na festa. Com a recreação bilìngüe fica mais fácil não só para as crianças entenderem como também os pais, que adoram até as mais simples brincadeiras como corrida dos sacos e ovo na colher", conta Cecília.
Efeitos especiais, como raio laser, gelo seco, chuva artificial etc transformam qualquer aniversário em um momento inesquecível, agradando crianças de todas as idades e até adultos. São recursos que algumas empresas "importaram" do cinema e da televisão e levam para as festas infantis , criando um clima de ilusão e fantasia.
Efeitos "à la Spielberg"
A Sky Art é uma das responsáveis por essas atrações e tem colhido bons resultados. Ela permite, por exemplo, que o aniversariante, ou a aniversariante, de repente surja no meio de seus convidados envolvido por uma nuvem de gelo seco, até mesmo na hora do tradicional "Parabéns a você".
A criança pode optar também por uma chuva de papel. Para as menininhas, por que não uma chuva de pétalas de rosas, de corações ou de estrelas? É romântico e superdiferente. A chuva pode ser produzida com "canhões", com um "estouro" só - formam uma "pancada de chuva" - ou como se fosse um chuva tradicional, dessas que demoram para parar.
Pode-se optar, também, pelo show com raios laser, um dos mais indicados para festas infantis. As imagens do tema da festa, ou o nome do (ou da) aniversariante é projetado pelos raios coloridos em qualquer superfície, como uma parede ou uma tela.
Se o buffet tiver espaço, as opções são as máquinas de bolhas, de espuma ou de neve, que também é possível utilizar em decoração externa, dando um "clima de inverno".
A Sky Art oferece, ainda, a opção de mudar as cores da fachada do buffet ou "desenvolver efeitos com temas específicos", explica Sidney Mandelam, sócio de Alexandre Delben na empresa. Atrações que deixam os convidados de boca aberta. Outra atração que consegue agradar todo mundo, pais, aniversariantes e convidados, é o Mãos de Cera, um misto de diversão e lembrancinha. Marcelo Moretti conheceu essa atração na Califórnia, em 1998. Um ano depois, criou a marca "Play Hands" e começou a apresentá-la no Brasil, especialmente em eventos no litoral e em Campos do Jordão.
Utilizando uma cera especial, importada, Marcelo tira moldes das mãos dos aniversariantes e convidados; depois, pinta-os na cor escolhida. Em poucos minutos, o "dono da mão", pode "levá-la" em cera para casa. O processo demora de três a quatro minutos por mão e é indicado para crianças a partir de quatro anos. "A cera, no início, se transforma em uma película muito fina e qualquer movimento pode quebrá-la, por isso não é recomendado para crianças muito pequenas", explica Marcelo Moretti.
A técnica é tão precisa que a criança pode estar segurando algum objeto, de mãos dadas com outra pessoa, ou fazendo o gesto que desejar, que é possível reproduzir tudo em cera. O Mãos de Cera tem hoje duas equipes que fazem mais de quatro festas por semana.
A arte pode ser reproduzida também de outras formas. Existe alguma criança que não goste de desenhar? Se existir, é exceção. Portanto, a maioria vai achar Ivo Fávero uma atração irresistível. Ele desenha caricaturas, ou seja, reproduz no papel as pessoas que estão na festa!
"Comecei com eventos em empresas , escolas, feiras de livros. Festas eram raras. Hoje, praticamente só trabalho em festas infantis", explica o artista, que produz em média 10 caricaturas por hora, em preto e branco, em uma tela de 42cm x 29,7 cm que é entregue embalada em um saco plástico.
A experiência ensinou Ivo a usar um fixador em spray sobre o desenho, para evitar que o grafite saia com o manuseio. Ivo costuma fazer brincadeiras nos desenhos, como colocar o emblema do time de futebol na camiseta do menino ou desenhar a menina com corpo de bailarina.
Uma das festas que deu mais trabalho para Ivo foi a da filha do humorista Tom Cavalcanti, na qual ele teve de fazer 70 caricaturas durante as seis horas da festa. Todos adoraram!
DELICÍAS PARA TODOS OS PALADARES
É possível fugir do convencional quando se trata de alimentação em buffets infantis. Muitos oferecem cardápios que fogem dos tradicionais salgadinhos, pizzas e cachorros-quentes. É claro que os quitutes preferidos da criançada não podem faltar, mas dá para incrementar a festa com pratos típicos, como os da cozinha japonesa, italiana, árabe, espanhola, judaica etc.
O Magia & Cia oferece esse tipo de festa desde sua inauguração, há oito anos. Monta a festa árabe no próprio buffet ou na casa do cliente. No cardápio, arroz marroquino, quibe de bandeja, charuto com folha de uva e tabule. Como entrada, coalhada, húmus e babaganuche, oferecidos com torradas de pão sírio. A esfiha faz sucesso entre adultos e crianças: são mais de 20 tipos, entre fechadas e abertas, com os mais diversos recheios. Sobremesas típicas árabes também estão no cardápio. "Entre as festas típicas, montamos também a kasher , a japonesa e a espanhola", conta Renata Zarif, proprietária do Magia & Cia. "Fazemos a paella à Valenciana, com frutos do mar, camarão, lula, polvo, peixe e frango e, como entrada, servimos deliciosas patinhas de carangueijo empanadas. Para completar, a tradicional sangria", completa Renata.
O Mega Party começou a oferecer o menu kasher (pratos sem carne e preparados sob a supervisão de um rabino) em função de ter uma unidade no bairro de Higienópolis, onde há grande concentração de famílias judias. "Atualmente, fazemos oito festas por mês para a colônia judaica. Acabamos montando uma cozinha só para a preparação dos pratos daquela região", explica Andréa Chinaglia Bizutti, proprietária do buffet. Andréa conta que teve de conhecer a alimentação kasher para atender à demanda: "É uma culinária complexa. A própria colônia nos indicou um cozinheiro, que contratamos quando há solicitação desse tipo de festa", explica. Outra opção do Mega Party é o "Menu de Leite", em que todos os derivados de carne são substituídos por alimentos originários do leite. Conhecida como "linha natureba", atende o público vegetariano, com muitos pratos à base de escarola, espinafre, queijo, ricota e palmito. "Atendemos os clientes que preferem uma linha mais light. São personal trainers e donos de academias, por exemplo. Toda semana temos um pedido desse tipo", diz Andréa.
A preocupação com a alimentação muitas vezes é essencial: é o caso de crianças diabéticas. "Deparamo-nos com a angústia das mães que têm filhos com esse problema. É justo que uma criança diabética tenha uma festa como qualquer outra e não fique passando vontade de comer", conta Andréa. Neste caso, na preparação das massas entra o glúten no lugar dos farináceos comuns e tudo é feito com ingredientes diet.
O cardápio oferecido numa festa infantil também sofre influências da moda. O sucesso dos personagens árabes da novela global "O Clone" tem feito crescer os pedidos de menus dessa culinária. No Mega Party os pratos são servidos por garçons vestidos de "sheik" e por copeiras de "odalisca".
A culinária japonesa já tem cadeira cativa e permanece há alguns anos entre as prediletas, principalmente dos adolescentes. Sassá, proprietário do Sassá Sushi, acredita que a moda da culinária japonesa veio para ficar, principalmente por ser um tipo de comida natural e saudável. "As crianças de hoje entendem muito de pratos japoneses. Sushi, sashimi e hossomaki são nomes familiares para elas", diz Sassá, que também dá aulas de culinária japonesa, treinando pessoal de buffet, ou para quem procura simplesmente por lazer. No caso de festas, a empresa leva ao buffet o sushiman e a própria equipe de garçons e de limpeza. Os pratos são servidos numa mesa de vidro decorada.
Qualquer que seja a culinária escolhida, é preciso criatividade. Uma opção é mudar o horário da festa. Por que não um café da manhã? É o que faz o Funny Days, que desde 1998 oferece esse tipo de festa. Começa por volta das 9 horas. Os convidados encontram uma mesa caprichada, onde não faltam pães, torradas, pão de queijo, presunto, queijo prato, geléia, iogurte, manteiga, cereais matinais, sucos, café, achocolatados e frutas da época. "É uma festa muito procurada
para crianças dos 5 aos 8 anos. Fazemos pelo menos 10 cafés da manhã por mês", conta Márcia Novaes, sócia do Funny Days junto com Paula de Oliveira e Rosely Taniwaki. Antes do bolo e dos docinhos, ainda é servido o almoço (talharim ao sugo ou com molho branco). Às 13 horas, a criança sai da festa pronta para a escola. "O sucesso do café da manhã deve-se, também, ao fato de ser uma opção econômica", diz Márcia. E já que o horário é sucesso, para junho o Funny Days prepara um novo café da manhã, com novidades para as crianças.
Para pais saudosos da "comidinha do interior", bem caseira, vale a pena apostar no cardápio da Casa Tupiniquim. O espaço, na Vila Madalena, é um misto de buffet e centro cultural infantil e busca resgatar a cultura e a tradição brasileiras. A culinária acompanha essa proposta. "Fomos buscar no fundo do baú receitas bem caseiras", diz Ângela Soares, uma das sócias da casa, junto com Mariana Ramos. Nas mesas , cumbucas com biscoitos de polvilho e pipoca e, entre os salgados, além das opções tradicionais, sanduíche de "carne louca" (feito em minipães franceses), minicuscuz de camarão e caldinhos de feijão ou de abóbora. Entre os doces, pode-se escolher Maria Mole, cocada branca e escura e Romeu e Julieta. Enfeitam a mesa do bolo, pipoca de canjica, bananinha, jujuba e delicado. Tudo com um saboroso gostinho da infância.
voltar para arquivo