MATÉRIA REVISTA Nº11

Carta ao Leitor

A Revista Festas Infantis, agora trimestral, traz na sua matéria de capa o depoimento de vários proprietários de buffets novos, que contam como é se preparar para a inauguração, como selecionar tudo - do pessoal até os doces e salgados - e tomar todos os cuidados para que nada saia errado nas festas. Veteranos contam como foram seus começos e o quais os segredos que garantem o sucesso.

Nossas páginas foram literalmente invadidas pelos maravilhosos heróis da festa - os personagens - que dão, sem dúvida, um charme especial a qualquer comemoração. E eles têm sido muito requisitados, segundo os atores que os representam.

Esta última edição do ano da Revista Festas Infantis não deixou de lado as idéias inusitadas que as criadoras de mesas e decorações têm tido para tornar as festas infantis cada vez mais bonitas. Sejam elas comestíveis, de espuma ou uma cópia fiel de uma linda praia para ser repleta do que o cliente quiser.

Aliás, repletas também estão as mesas que alguns buffets estão montando para garantir que as crianças saiam das festas bem alimentadas. A Hora do Lanche tem sido muito bem aceita pelas mães.

A seção Novidades também deve auxiliar quem está à busca de coisas diferentes para incrementar a festa. A todos que querem fazer uma festa que agrade os grandes e, principalmente, os pequenos, uma boa leitura.

Boa festa e até fevereiro.

 

COMO NASCE UM BUFFET

Antes da inauguração é sempre aquela correria - tanto que poderíamos comparar os dias que antecedem a abertura de um buffet aos capítulos finais de uma telenovela que pode ter se estendido por meses a fio. Nos primeiros capítulos, vemos a escolha do ponto. Depois, acompanhamos a construção ou reforma do imóvel. E por fim, assistimos à decoração. Será que acaba aí ou está apenas começando?

A expectativa vivida pelos proprietários de um buffet infantil antes de sua inauguração é muito grande. Paralelamente à obra são necessárias algumas medidas importantes que devem ser tomadas para que nenhuma surpresa desagradável aconteça.

"Não esperamos acabar a obra para definir a alimentação a ser servida nas festas ou o quadro de funcionários", lembram Silvana e Rosely Touma, cunhadas e sócias de um dos mais novos buffets de Moema, o Magic Place, com capacidade para cerca de 350 pessoas.

Freqüentadoras assíduas de buffets infantis, pois têm filhos pequenos, Silvana e Rosely fizeram muitos contatos com fornecedores e visitaram feiras de alimentação.

"Buscamos alternativas diferenciadas para garantir um cardápio distinto com variedade e requinte", lembra Rosely. Com essa busca, as sócias, descendentes de italianos, encontraram até um fornecedor de massa pasteurizada desidratada e sem conservantes que, segundo o fabricante lhes informou, não perde o sabor quando fervida.

O cardápio básico, por exemplo, conta com antepastos e entradas (não são opcionais) e para as crianças o menu é especial, bem ao gosto do baixinhos.

"Pensamos muito em todos os detalhes como brinquedos e recreação. Uma matéria publicada na Revista Festas Infantis chamou a nossa atenção para o item segurança de brinquedos em buffets. Por isso redobramos a preocupação e fizemos questão de visitar os principais fornecedores e conhecer de perto os detalhes para garantir total tranqüilidade aos pais durante as festas", esclarece Silvana.

Recreação, salão de beleza e fantasias também fazem parte do "pacote" no buffet Magic Place. Com maridos na área de entretenimento, Silvana e Rosely já se sentem preparadas para enfrentar 20, 30 ou quem sabe 40 festas mensais.

Os quatro sócios que inauguraram dia 20 de outubro último o buffet Circo Circus, também em Moema, aproveitaram os conhecimentos que têm na área de saúde - um é pediatra, outro odonto-pediatra e suas esposas nutricionista e professora - para aplicar no novo negócio. Vale lembrar que eles não abandonaram suas profissões e pretendem cuidar pessoalmente da nova empreitada em esquema de rodízio.

De acordo com um dos sócios, Pedro de Paula Netto, suas experiências profissionais influenciaram muito na escolha dos fornecedores de alimentação, do pessoal de recreação e até no berçário, onde nenhum item foi esquecido como água quente nas torneiras para auxiliar as mães e babás na hora da troca dos bebês e um superestojo de primeiros socorros onde não faltam nem medicamentos para uma febrinha ou aquela dor de cabeça repentina.

Mas o que mereceu maior atenção, segundo Pedro, foi a alimentação. "Durante as 15 noites que antecederam a inauguração, fizemos no buffet degustações com amigos e parentes. De saladas a jantares, para testar o ponto de cozimento das massas, o sabor dos molhos e a fritura dos salgados, nada passou despercebido", garante.

Pedro diz que assim também foi possível cronometrar o tempo de preparo dos pratos para poder organizar e programar tudo com a antecedência necessária.

"Não queríamos economizar na alimentação. Para ter a certeza da qualidade dos salgados servidos, queríamos que fossem feitos com gordura hidrogenada sem colesterol e que não ficassem encharcados. Encontramos na empresa Ingredientes essa garantia. O processo de congelamento rápido foi o principal responsável pela escolha

SEM BACTÉRIAS

Angela Botoni, da Ingredientes, há 12 anos no mercado e com cerca de 30 buffets infantis em sua carteira de clientes, diz que a grande vantagem da máquina de congelamento rápido é que atinge menos 35 graus centígrados em tempo recorde. "Além de exterminar as bactérias, essa máquina aumentou a nossa capacidade em 20%. Fabricamos diariamente cerca de 7 mil salgados, que precisam ser congelados no mesmo dia para manter a qualidade. Já congelados, os salgados vão, sem contato manual, para outros freezers, em embalagens pequenas, e de lá para os clientes", explica Angela.

PERSONAGEM O HERÓI DA FESTA

Lucas Brum Milos acaba de completar 3 anos de vida. Do alto de sua experiência, não pestanejou ao dizer que dois convidados não poderiam faltar à sua festa de aniversário: seus "amigos" Batman e Robin.

Na festa, que aconteceu no buffet Morangolândia, os pais do pequeno herói até tentaram fazer uma surpresa, "mas ele já tinha certeza que a dupla dinâmica estaria lá", contou a mãe de Lucas, Sandra. Para ela, essa fase em que a criança não sabe separar direito a fantasia da realidade é muito importante na formação da personalidade dos pequenos.

"Lucas não tira a máscara do Batman, assiste todos os dias aos filmes dos heróis e contracena com o pai. Só que na brincadeira, o protagonista é sempre Lucas. O pai dele é obrigado a vestir a máscara do Robin", diverte-se Sandra. "Não podíamos decepcioná-lo, por isso contratamos os personagens da Funny Toys", afirma.

De acordo com a responsável pela Funny Toys, Valdete de Freitas, que trabalha há apenas um ano com personagens, a presença dessas figuras mascaradas e de roupas coloridas nas festas infantis é uma tendência que vem crescendo bastante. A empresa já faz cerca de 30 festas por mês. "Os personagens dão um toque especial a qualquer festa. Eles brincam tanto com as crianças quanto com os adultos. Vale a pena investir cada vez mais nesse negócio promissor", afirma.

Quem tem experiência no negócio concorda e também dá algumas dicas. Trabalhando há dez anos com personagens, Joana, da Fábrica de Ilusões, possui mais de cem fantasias. Com uma equipe de 30 pessoas, Joana conta que chega a fazer oito eventos em um só dia. "O principal nessa área é a qualidade da fantasia", diz. Segundo ela, tanto os adultos quanto as crianças reparam em todos os detalhes. "Além disso, a performance também é importante, para que as crianças acreditem que o personagem que está na festa é o mesmo que elas vêem na tevê, no cinema. Para trabalhar com isso é preciso ter muita paciência e gostar de criança", revela.

"Os atores que trabalham no Studio Town Toon precisam entender de psicologia para lidar com o público infantil", afirma Eduardo Bony, proprietário da empresa. Seus personagens fazem a recepção das festas e também shows temáticos. O tema Guerra nas Estrelas, por exemplo, ganha vida com o canhão de luz e fumaça. O Cavaleiro de Jedi luta com os vilões montado em um dinossauro de três metros de comprimento e o aniversariante participa do show, vestido a caráter e empunha um sabre de luz para combater o adversário.

Eduardo afirma que as fantasias precisam estar sempre limpas e impecáveis, para que as crianças possam ver seus ídolos como eles realmente são na ficção, sejam eles Mickey e Minnie, Tigrão e Pooh, Tico e Teco, a Bela e a Fera.

A maioria das festas com personagens é de crianças que fazem até 6 ou 7 anos, pois é nessa idade que elas ainda acreditam na veracidade da figuração.

Anselmo do Prado, da Estação Felicidade, empresa que atua com shows há cerca de seis anos com personagens temáticos para a recepção de eventos, diz que é possível ver a satisfação no rostinho das crianças. " É o que enriquece o momento. Recepcionando os convidados, os atores os chamam para entrar no clima da festa", afirma.

A Estação Felicidade faz festas com os mais variados temas. Desde os clássicos como Cinderela, Branca de Neve ou Peter Pan, até os mais atuais, como Meninas Super Poderosas. E a encenação não fica restrita aos momentos do aniversário. Alguns dias antes da festa, o personagem conversa com o aniversariante por telefone e confirma a sua presença. No dia da festa, a criança também pode ligar para a casa do Mickey e saber se ele já está a caminho.

Super-heróis são a especialidade da Liga da Justiça há quatro anos. Com mais de 50 fantasias e cerca de 45 festas por mês, o grupo realiza o sonho de muitas crianças. Meninos, em sua grande maioria. "Podemos fazer os mais diversos shows de super-heróis, tão reais quanto na tela da tevê ou do cinema", contou Alexandre Lichewitz, da Liga.

Quem optar pelos Power Rangers, por exemplo, pode ser escoltado por duas motos de sua casa até o local da festa. Os personagens recepcionam os convidados e voltam uma hora antes do "parabéns" para o show. "Trata-se de uma coreografia em que os heróis vencem o vilão, que fugiu de sua galáxia e atacou o planeta Terra. Tudo isso com direito a vários efeitos especiais, fumaça e trilha sonora. "Segundo Alexandre, no final da festa os personagens sempre passam uma mensagem positiva".

A psicóloga Adriana Levi Porto diz que, na maioria das vezes, é a partir dos 3 anos que a criança começa a interagir com as histórias que fazem parte do seu imaginário. "Quando a criança dessa faixa etária escuta uma história é capaz de elaborar internamente seus conflitos. Ela se encanta quando vê o personagem, que entra de verdade na sua vida. É a continuação daquela história que ela ouviu ou viu no cinema que está ali, presente, na sua festa", explica.

De acordo com Adriana, algumas crianças menores de 3 anos chegam a se assustar quando vêem os bonecos Mickey e Minie, pois são muito maiores do que estão na televisão. No entanto, a grande maioria nem quer sair de perto deles.

Adriana pode falar do tema com propriedade. Além de psicóloga, ela tem uma empresa de animação, o teatrinho de fantoches Belle e Melle. "Percebo na prática o quanto é importante para as crianças se vestirem com as fantasias durante o show: elas se transformam no personagem que admiram, sendo ele bom ou mau.", finaliza.

 

DAS TELAS PARA AS FESTAS

Programas educativos da televisão como Castelo Rá Tim Bum, Cocóricó e, mais recentemente, o Sítio do Pica-Pau Amarelo saíram das telas e invadiram as festas infantis.

Maria Luciene da Silva, da loja Folia e Fantasia, afirma que cresce o número de pessoas procurando novos temas para confecção de fantasias. Ela produz e também aluga tanto os clássicos – que nunca saem de moda – quanto os novos, como Dragoon Ball Z e Meninas Super Poderosas ou ainda de personagens de filmes como Aladin e Jasmine (foto à esquerda).

"É importante aceitar a vontade da criança, ela é quem deve escolher o tema da festa e o personagem, afinal é o seu grande dia. Os personagens podem recepcionar os convidados por uma hora e voltar no final da festa para cantar o parabéns", diz.

Vânia Zanini, do Recanto da Arte, acha que a presença de um personagem completa a festa. "Não adianta ter uma mesa fantástica se o ‘ator principal’ não está lá para brincar com as crianças. É importante estimular a imaginação delas", afirma.

A empresa de Vânia, além dos figurinos, conta também com uma equipe de maquiadores profissionais para uma caracterização perfeita. O resultado desse perfeccionismo pode ser visto nas cerca de 30 festas mensais que a Recanto da Arte faz com personagens.


BELEZA SE PÕE A MESA SIM

Há poucas coisas mais simples do que uma mesa. A não ser que seja uma mesa de festa de aniversário - essas, por obrigação - são sempre incrementadíssimas. Não é à toa que os decoradores capricham na hora de transformar esse móvel de quatro pernas e um tampo em um verdadeiro mundo de fantasia.É lá que vai acontecer o ponto alto da festa: o "Parabéns à você".

Também é atrás dela que o principal personagem da comemoração é fotografado e é sobre a mesa que fica o bolo, que estão os doces e os enfeites. Por isso, quem decora mesas vive pensando em temas variados e já há gente tendo idéias inusitadas para colocar sobre a toalha.

A criação de uma mesa decorada para uma festa infantil vem se tornando uma arte, cada vez mais diferenciada e sofisticada. Há temas conhecidos, como os clássicos com personagens da Disney - que nunca saem de moda. Há os novos "modismos" que sempre viram exigência quando um novo filme ou desenho animado é lançado. Para dar conta do recado é preciso estar antenado com tudo e algumas empresas têm feito trabalhos que chamam atenção pela criatividade.

Criatividade, aliás, não falta à artista plástica Mariza Quintana, que há seis anos vem se destacando por fazer mesas originais. Uma de suas criações mais diferentes é a mesa "Praia". A decoração é bastante versátil. "Posso explorar de uma maneira bem ampla o tema e adaptá-lo, criando várias opções", conta Mariza.

A base é uma linda praia com ondas e coqueiros. A "sacada" é que a praia pode se transformar, de acordo com a imaginação e a vontade do aniversariante. Barbies ou Susies podem invadi-la de bike ou curtir a areia jogando uma partida de vôlei. As meninas adoram.

Nessa praia, os meninos também têm vez. Ken, o namorado da Barbie, pode freqüentar a orla, praticando esportes mais radicais como o surfe e o jet-ski, ou até mesmo jogar uma boa partida de futebol. Segundo Mariza, essa é uma forma diferente de abordar temas conhecidos. "O segredo é ter outra visão, analisar por um ângulo que ninguém viu", explica.

Mariza faz mesas por encomenda, qualquer que seja o tema, e entrega em até 15 dias. Além disso, também as aluga para festas em residências ou buffets. Outra empresa que atua no segmento há 14 anos é a Xic Balloon. Suas decorações são peculiares, pois extrapolam a mesa e chegam aos jardins e às entradas das casas ou buffets com grandes painéis.

A Xic Balloon resgata temas antigos e cria cenários e mesas totalmente diferentes. "O Circo", por exemplo, é uma mesa que é um trem, para lembrar como o circo chegava antigamente nas cidades (como no filme Dumbo, da Disney). O trem solta fumaça de verdade e sempre chama a atenção dos convidados. A Xic Balloon, que tem 20 opções de locação, a mesa é um dos elementos do cenário.

No tema "Safari", um enorme hipopótamo suporta os bolos e doces; no tema "Jardim", a mesa é uma tartaruga gigante. Na decoração "Fundo do Mar", a mesa é um tubarão que abre e fecha a boca e dela saem bolhas de sabão.

 

ENFEITES DE COMER

Em meio a casinhas de madeira com luz, fontes, pedras, gangorras, pratos giratórios e grama sintética, Cristine de Brito Correa de Melo, da empresa Titiati, colocou na mesa tudo o que tem de mais gostoso na festa: bolos, doces e gelatinas.

Só que os doces são modelados e confeitados de maneira a dar mais vida e sabor e fazer parte da decoração. "É um misto de mesa comestível e mesa não comestível, explica Cristine. Segundo ela, as esculturas, em tamanho grande (cerca de 15 centímetros), dão um toque a mais na mesa, assim como os minibolos decorados e os doces modelados, todos seguindo o tema.

Como curiosidade, ela lembra das mães "corujas", que pedem para colocar nas esculturas comestíveis um modelo igual da roupa que a filha vai usar na festa. Para isso, levam o vestido para que a cópia seja fiel ao original.

Cristine começou a fazer mesas comestíveis há quase quatro anos, para a filha e os primos. O negócio foi dando certo e a assistente social especializada em arteterapia acabou se tornando decoradora de mesas. Utilizando somente esculturas comestíveis, Ana Lucia Bellonzi Abissamra, artista plástica, e sua sócia Maria Cristina de Freitas Camargo, formada em Propaganda e Marketing, garantem que podem criar qualquer tema. A inspiração pode vir de um livro, de uma idéia, de um filme.

"Queremos ter liberdade para criar temas exclusivos, para que a decoração seja personalizada. Minibolos viram bichinhos, moitas, flores, enfim dá pra se fazer o que quiser", diz Ana Lucia. Segundo ela, a mesa serve bem uma festa com 60 adultos e inclui 300 doces não convencionais, 20 minibolos decorados com a cena da mesa e o bolo decorado.

A história escolhida, seja Os Três Porquinhos, Harry Potter, Barney, ou o que a imaginação conseguir alcançar, vira, como num toque de mágica, uma decoração.

Mas Ana Lucia não começou seu trabalho com mesas comestíveis. Há mais de cinco anos ela faz mesas de espuma, esculpidas a partir de blocos."É um material leve para transporte, durável, não quebra e facilita a pintura, deixando brilhante", explica. Outro material bastante utilizado por ela é o biscuí, ideal para fazer roupas de personagens, ou conseguir alcançar a transparência para produzir uma asa, por exemplo. O biscuí também pode ser utilizado para fazer um grande bolo decorado "de mentira".

"A partir da mesa de espuma, comecei a criar os doces decorados idênticos ao tema. Daí para a mesa comestível foi um pulinho", conta ela, que tem várias mesas de espuma para locação, como Mágico de Oz, Chapeuzinho Vermelho e Esportes, entre outros temas.

DE CLÁSSICOS A CARRINHOS

Fabíola Lombardi, há 4 anos desenvolve mesas sofisticadas e detalhadas para festas infantis. Ela tem em seu "book" mais de 20 temas, a maior parte da Disney. Segundo a decoradora, um dos temas mais procurados para locação é a mesa de carros, por ser neutra voltada para meninos. "Não há um sequer que não goste de carrinhos. Nessa mesa (foto) temos vários tipos de automóveis, como carros de corrida, importados e caminhões. Uma concessionária e um trem fazem os olhos dos garotos brilharem", diz.

No entanto, Fabíola afirma que os clássicos sempre são os campeões dos pedidos. Branca de Neve e Cinderela são imbatíveis. Dos temas mais atuais Toy Story e Meninas Superpoderosas estão bem cotados. Fabíola afirma que antes de se decidir criar uma mesa com um novo motivo é importante ter "feeling" para saber se a criança vai gostar ou não.

PARADA OBRIGATÓRIA PRA COMER

Além de muito barulho, o que não faltam nas festas infantis são comes e bebes. Dos tradicionais salgadinhos, doces e bolo a cardápios mais elaborados, ir a uma festa infantil é sinônimo de calorias extras no final do período. Só que nem sempre a criançada está disposta a parar com a brincadeira para se alimentar. E mesmo com o número variado de opções servidas de bandeja - literalmente - não é incomum que elas voltem para casa depois da festinha e peçam um lanchinho para a mamãe.

Preocupados com isso, alguns proprietários de buffets infantis resolveram ajudar os pais na hora da difícil tarefa de fazer um filho parar de brincar para comer alguma coisa.

Rosana Santos, proprietária do buffet Ki Folia, localizado no bairro do Tatuapé, não estava tranqüila com a alimentação das crianças em suas festas. Foi por isso que ela criou uma paradinha para o lanche. "As crianças nunca comiam o suficiente", lembra.

O quintal da casinha de bonecas do Ki Folia foi o local escolhido para a ser o palco da "Hora do Lanche". "Montamos mesas com mini-pizzas, lanchinhos, batatinhas de carinhas, pasteizinhos com sabores e formatos diversos e fizemos uma surpresa", diz.

Para que a parada obrigatória de reabastecimento fosse respeitada, foi elaborada toda uma estratégia. São os monitores que atraem os baixinhos até o "pit-stop". Eles vão cantando e fazendo com que a criançada os siga. Chegando lá, servem os convidados com aquilo que eles mais gostam.

Claro que a garotada curte a brincadeira e os pais mais ainda, pois assim a criança sai da festa bem alimentada. Foi uma experiência que deu certo, a hora de comer ficou muito mais agradável.

"Desde que começamos a fazer a "Hora do Lanche" podemos notar a diferença. Uma criança vê a outra comer e come também, sem que seja necessário insistir para que isso aconteça. E começamos a mandar para as mães uma bandeja com guloseimas, pois reparamos que elas, como as crianças, não têm tempo para se alimentar durante a festa. Se as mães não conseguem comer no buffet, comem em casa os salgados e doces", explica a proprietária do buffet Ki Folia.

Gabriela Lopes Lourenço, uma das sócias do buffet Fábrica Festa, no Morumbi, já estava cansada de ver as mães correndo atrás de seus filhos para tentar fazê-los comer. Para resolver o problema, não teve dúvidas, também instituiu a "Hora do Lanche" no Fábrica Festa.

"Normalmente depois de uma atividade que reúna as crianças, montamos uma grande mesa no meio do salão, repleta de comes e bebes. É nessa hora que saem mais as comidas que os pequenos gostam. As mães ficam tranqüilas, pois a grande maioria dos filhos come só nessa hora. Os monitores dão total assistência e é muito gratificante vê-los devorando tudo", diz.

Nídia Aparecida Regados é mãe da pequena Júlia, que acaba de completar 5 anos e comemorou a data no Fábrica Festa. Ela concorda com Gabriela. "Adorei a idéia de reunir as crianças para comer. Elas não costumam parar de brincar para nada e às vezes só acabam beliscando um algodão doce ou sorvete. E as mães convidadas também acharam excelente essa ´Hora do Lanche´. Assim, não precisam mais dar jantar para os filhos após as festas. Com certeza eles voltam para casa bem alimentados", afirma.

 

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