MATÉRIA REVISTA Nº08

 

E sai uma festa pela Internet!


A rede mundial de computadores caiu nas graças das pessoas que querem dar festas,
mas não podem perder tempo visitando uma série de buffeats.

Dá para conhecer muitos, saber a respeito do espaço, temas, serviços, capacidade, entre outras coisas que interessam a quem busca fazer uma festa com toda a comodidade possível. Aliás, comodidade é o que leva muitas pessoas a procurarem um buffet. Nele dá para cantar parabéns com todo conforto, cercado por funcionários treinados, diversões garantidas e alimentação de qualidade. Tudo isso é considerado na hora de escolher um buffet e já dá para ser visto sem sair de casa, pela Internet.
Quem tem site na rede só tem elogios para o retorno que é recebido. O buffet torna-se muito mais conhecido, não só em São Paulo, mas no mundo inteiro, graças ao forte poder de fogo que a Internet tem.
Gente de outros Estados e países mandam mensagens para os buffets e, às vezes, fecham um evento só pela rede.

ROK KID
Acreditando nessa nova ferramenta de Marketing, Rokelli F. de Camargo, proprietária do buffet, não se arrependeu nesses seis meses no “ar”. Ela conta que já houve até uma empresária que fechou a festa conhecendo o buffet somente pela Internet. “Ela gostou do nosso site e só entrou no buffet no dia da festa”, lembra. Também houve quem morasse bem longe – nos Estados Unidos – e que ao conhecer o buffet pelo site pediu à mãe, que mora em São Paulo, para ver pessoalmente o buffet e reservar a festa. Em cinco meses, Rokelli teve mais de 300 consultas pela rede.

MEGA PARTY
A proprie-tária do buffet Mega Party, Andréa Monteiro, já teve mais de 200 pesquisas em cerca de quatro meses. “Isso sem nenhuma divulgação do site”, enfatiza. “Ainda é novidade. Os pais consultam, acabam falando do buffet para as mães, que vêm conhecer o espaço. É mais uma ação promocional que vem complementar o nosso trabalho de divulgação”, finaliza.

FANIKITO
Enquanto o site do buffet infantil Fanikito estava em construção, em junho deste ano, as irmãs Cristina Buchaim e Beatriz Kouak, para não ficarem de fora do mundo digital, colocaram uma página no site www.revistafestas.com.br. "Foi uma experiência muito boa, que deu um retorno significativo", diz Cristina. Segundo ela, a Internet jamais irá substituir a visita que a mãe deve fazer ao buffet para ver o atendimento e experimentar a comida, mas sem dúvida vai mostrar o diferencial que ele possui. "Temos realizado um trabalho diferenciado principalmente com relação à decoração e às mesas, nossas fotos chamam a atenção e é isso o que mais atrai no site. É mais um instrumento de divulgação e abre um canal de comunicação com os clientes".

ADVENTURE
Para suprir uma necessidade e garantir a divulgação de suas novidades, Regiane Benetti Teixeixa, proprietária do Buffet Adventure, acaba de ingressar na Internet. "Mais de 30% dos clientes que nos telefonavam, perguntavam sobre o site. Agora fica mais fácil conhecer o espaço e as coisas novas que o buffet coloca para seus clientes, principalmente os opcionais". A falta de tempo, segundo Regiane, faz com que os pais consultem cada vez mais os sites, seja para escolher buffets, móveis e até viagens.

ESTAÇÃO CRIANÇA
O buffet Estação Criança acaba de aderir à Internet e tem uma grande expectativa: "espero aumentar em 20% o número de festas pelo site", acreditam Nilton e Vivian Martinez, donos do buffet. Tanto do escritório como de casa, os pais podem acessar e conhecer melhor o nosso novo espaço de Moema.

KIDS & TEENS
Também de Moema, o Kids & Teens ingressou recentemente na rede devido ao grande número de solicitações de mães. "Para conhecer melhor nessa vida agitada de São Paulo, os pais podem fazer suas pesquisas através da Internet e depois visitar pessoalmente os buffets que tiverem o perfil que desejarem". Sem dúvida, é muito prático, constatam as sócias Luciana Curi, Beth Buffara e Cristina Curi.

PAPAGAIO
A proprie-tária do buffet Papagaio, Maria Isabela Romano, mantém o seu endereço na rede há cerca de um ano e meio e conta que cerca de 30% dos clientes que fecham contratos no buffet vêm pela Internet. “As pessoas acham o site interessante, gostam dos serviços que são oferecidos por nós e analisam o nosso preço com o de outros buffets”, define Isabela. Entre a lista de aniversariantes que já recebeu, constam duas pessoas de Minas Gerais, que resolveram dar a festa no buffet, graças à Internet, e uma do Paraná, que conheceu o buffet pela rede e não teve dúvidas: “Minha festa vai ser lá”, conta Maria Isabela.

CARAS E CARETAS
Caras e Caretas, por exemplo, foi outro buffet que foi contratado por um brasileiro que mora na Califórnia, nos Estados Unidos. Ele vinha para o Brasil para passar as férias e comemorar seu aniversário. Acessou o site do buffet, conheceu os serviços oferecidos, gostou e fechou um contrato. A proprietária do Caras e Caretas, Solange Mendes Martinez, contou que enviou os convites para ele pelo Correio. “A festa de aniversário foi um sucesso. Pena que não pôde ser vista pela Internet”, diz Solange. Segundo ela, o site de seu buffet já recebeu cerca de 1300 visitas. Nos três anos em que ele é mantido, Solange notou um grande retorno por parte do site. “Muitas pessoas ficam indecisas entre um buffet e outro, visitam o site e acabam decidindo, sem precisar visitar pessoalmente o estabelecimento”, comentou.

ATMOSFERA
Há mais de dois anos no ar, o site do buffet Atmosfera tem proporcionado muito retorno, tanto de pessoas querendo saber mais sobre os serviços, quanto no aumento das festas. A gerente Márcia Ferreira comenta que o buffet atende diariamente entre 25 e 30 pessoas interessadas, e pelo menos a metade chega pelo e-mail. “Como o nosso site tem muitas fotos, as pessoas acabam tendo uma idéia de como é o buffet”, observou. A gerente contou que dois brasileiros que moravam nos Estados Unidos acessaram o site. Como a família mora no Brasil, o aniversariante e a família resolveram cantar os parabéns aqui, escolhendo o Atmosfera para reunir os convidados.


Show: uma parada obrigatória

Pode ser teatro de fantoches, ventriloquia, mágica ou recreação. Quando a ordem é divertir as crianças – e por que não também os adultos – a festa só vai estar completa se tiver uma paradinha para o show. É a hora mágica, em que a fantasia se confunde à realidade e as crianças se transportam para um mundo distante, especial, diferente.
Dezenas de artistas, cada vez mais bem preparados para “lidar” com a garotada, desembarcam com toda a sua parafernália para transformar a festa em um dia de completa alegria.
Com tanta variedade é natural que os pais fiquem em dúvida ao escolher quem irá entreter a turma, se com bichinhos de pelúcia fofinhos ou de verdade, vozes e músicas já conhecidas de famosos filmes infantis ou com fantasias quase reais.
Os shows têm a função de atrair a atenção dos baixinhos e também de ensinar-lhes coisas como preservação da natureza, carinho com os animais, higiene pessoal etc.
Para colaborar nessa árdua tarefa, a Revista Festas Infantis - Buffets e Eventos entrevistou nada menos do que 20 grupos de “animadores” de festas, alguns deles já veteranos, há mais de 20 anos nesse mercado.
É o caso da Caramelo, que há 23 anos vem fazendo shows infantis, um trabalho já bastante conhecido, que inclui uma grande variedade de pequenos animais, como coelhinhos. patinhos, pombos, poodles, todos bem treinados. A participação das crianças é natural e de forma carinhosa, seja vestidas com lindas fantasias, ou dando comidinha aos patos e pombos. Depois de acompanhar e assistir aos shows durante alguns anos, a filha da Caramelo, a Estrelinha, criou outro show —só seu—, que inclui também alguns animaizinhos treinados. Com cenário próprio, além de camarim para maquiagem e tatuagens, Estrelinha leva para a festa bolos para serem confeitados pelas crianças. É uma lembrança do que a mãe fazia em suas festas. As coberturas podem ser de marshmallow, brigadeiro, morango, e fazem o maior sucesso até mesmo para os meninos.
Há não menos do que 15 anos fazendo shows, Gil e Regina, do grupo Tutti Hortelã Frutti possuem cerca de 20 temas, que vão dos clássicos Branca de Neve e Cinderela aos mais atuais como Teletubbies e Pokémon. As crianças são fantasiadas e os fantoches, bonecos de espuma e pelúcia fazem o show — que muda a cada seis meses. Há também mágicas com pombos e coelhos.
Eugênio, há 17 anos fazendo shows, ampliou sua carreira há dois anos para o teatro e criou a Eugenioslávia, um lugar onde só se pode ser criativo e original. “A festa é uma comemoração da vida”, por isso é para a criança se sentir bem, ficar feliz e à vontade, lembra. Em 50 minutos de show, Eugênio fica de ponta-cabeça, “voa” em um tapete “mágico”, faz mágicas, sapateado e hipnose, tudo de uma maneira divertida em cinco ou seis enquetes que “atingem o pique da criança”. No teatro, Eugênio faz o show infantil Antes que o Feitiço se Acabe, no Crowne Plaza Hotel, para crianças a partir de quatro anos.
Se a opção for teatro de fantoches, Pulgão, da Cia. de Teatro Von Feffer, tem oito temas educativos a clássicos, que permitem maior interação com as crianças. Há cerca de 10 anos, Miriam Cáceres vem resgatando o teatro clássico antigo, onde “o boneco de luva pode ter vida própria e a criança o ajuda verbalmente a resolver seus problemas. Além do Pulgão —um simpático cão— cerca de nove bonecos mexem com a imaginação da criançada.
Outro teatro de fantoches, já há oito anos atuando em festas infantis, é o Belle e Melly. Com 16 temas, dos clássicos aos super-heróis e floresta, conta com vários bichinhos de pelúcia.
O show completo inclui fantoches, mágicas, em que o aniversariante participa, fazendo aparecer pombo ou coelho, e por fim a dramatização de uma história infantil, com a participação de todos os convidados mirins fantasiados.
Para os maiores de seis anos, Belle e Melly tem brincadeiras, gincanas e maquiagem.
Uma arte bastante antiga mas que atrai adultos e crianças de todas as idades é a ventriloquia. Para as crianças, a possibilidade do impossível e a dúvida. Para os adultos, a admiração. Bodoque & Cia. vem trazendo para as festas infantis, com a ajuda de um bicho de pelúcia bem colorido, alguns momentos de resgate aos velhos tempos.
Outra arte milenar que conta com poucos bons profissionais no Brasil é a marionete. Ronaldo e seus Marionetes aprendeu com um grande mestre em Curitiba há 14 anos e com seus 18 bonecos atrai toda faixa etária.
Um show completo conta com números ecológicos, com peixes, borboletas, centopéias; circenses, com palhaços e equilibristas, e folclóricos, com capoeira e danças típicas do sul do País. Os bonecos são de papel marché, madeira, tecido e porcelana, e têm cerca de 60 centímetros de altura.

VILÕES E HÉROIS
O grupo dos Super Amigos pode “salvar” a festa atacada por vilões. Se a festa for “invadida” pelo Coringa, Charada e outras gangues, os super-heróis como Batman, Robin, Mulher Gata, Bat Girl, Super-Homem, Homem Aranha, Máscara, The Flash, Aquaman e Zorro podem chegar com escolta de moto e nuvem de fumaça e acabar com a alegria dos invasores. Alexandre faz parte dos Super Amigos da Sala da Justiça, em que "o bem sempre vence o mau, com um bom plano e a ajuda do aniversariante e seus amiguinhos”, é claro. Depois de cinco anos com a Maq Arte, fazendo pintura diferenciada nos rostinhos e braços das crianças em camarim personalizado, o casal Ana Lúcia e Admir resolveu criar também um teatro, com cenário tridimencional e uma charmosa árvore que fala. Trata-se do Zímbala, em que uma fada rosa e um mago vão falar sobre o cotidiano da criança, ensinando um pouco sobre higiene corporal e dental, e sobre preservação da natureza e animais em extinção. Fazem parte do show um pica-pau, uma arara, um mico leão dourado, um jacaré, uma baleia azul, um hipopótamo, um urso, um cavalo e o conhecido Piu Piu. Os aniversariantes são fantasiados de fada e mago e os convidados ganham chapéu e varinha mágica.
O Recanto da Arte leva para a festa os personagens Disney - Mickey, Minie, Pato Donald e Pateta. Eles podem tanto recepcionar os convidados como participar das brincadeiras com efeitos de som, luz e fumaça durante a festa.
Joana, da Fábrica de Ilusões, faz desde recreação com personagens até show e recreação.
“Dependendo da idade, fazemos animação com brincadeiras, em que podem aparecer Sandy e Júnior dublando ou personagens Disney. Para os menores, as fantasias são fundamentais.

DE CIRCO
De circo Vindo de uma família tradicional de circo, cujo avô já fazia animados shows para aniversários com animais treinados, para famílias como a Matarazzo, Fábio e Sílvia Stevanovich, do Circo Tradição, levam nada menos do que 12 cachorros para animar festas infantis. São dez poodles, um sheep dog e um dálmata fantasiados de Teletubbies, Banana de Pijama, Noiva e Sambistas — e para as crianças a partir de cinco anos, de Sandy e Júnior e Pokémon, que pulam obstáculos, andam de patinete e se equilibram em um rolo ou passam por um aro com fogo.
Se a opção for mágicas, Luidjy faz há 19 anos um show cômico, com pombos e coelhos, sumindo e aparecendo. “Até os adultos participam, e as crianças se sentem atraídas pela curiosidade das mágicas”, informa.
Os mágicos do Oriental Magic Show, Ossamá, Fujikan e Phanton, levam para as festas infantis um pouco do que apresentam no teatro e na TV. Com cenário oriental e som próprios, mostram aos convidados "grande ilusão". O show de ilusionismo é feito dentro de uma pirâmide com dois mágicos que são espetados com lanças, mas mesmo assim saem ilesos.
O Mundo d’Alegria tem um show chamado “A Danadinha no Mundo d’Alegria, no qual músicas inéditas do próprio CD do grupo alegram a criançada. Tanto o aniversariante como os convidados mais animados da festa ganham CD. Palhaços, fadinhas e heróis fazem parte do show.
Para agitar a garotada, durante toda a festa, o grupo Só Alegria, dos irmãos Camila, Lucas e Matheus, começa o semestre com um baú renovado de fantasias, músicas novas e coreografias atualizadas. De odaliscas a super-heróis, passando pelo animado conjunto "As Meninas", as coreografias animam tanto as crianças como os adultos. Um supertelão com a imagem das crianças dançando os clipes atuais, as gincanas e a discoteca, com equipamento profissional, para os maiores, completam o trabalho do Só Alegria.
O grupo Maria Fumaça de teatro infantil vai do teatro de fantoches até a mágica e dramatização, com fantasias para as crianças, que elas põem e tiram quantas vezes quiserem. Também personagens de vários temas podem recepcionar os convidados, brincar com as crianças e cantar o parabéns.
O grupo Animalltudo vem há três anos atuando com atividades para as várias faixas etárias. As brincadeiras vão desde roda e pega-pega, até gincanas com corrida de saco e cabo de guerra. Com uma recreação bem direcionada, estimulam a iniciativa e o entrosamento entre crianças e monitores para, numa segunda fase, passar para a discoteca e o violão. A equipe é formada por psicólogos que têm know how para isso.
Para o grupo Curumim, recreação é uma necessidade na festa, visando o desenvolvimento físico e mental da criança e do pré adolescente. Seu objetivo é tirar um pouco a criança do mundo tecnológico e partir para brincadeiras antigas, semelhantes às de acampamento, como caça ao tesouro. Alguns monitores do grupo, além do português, falam inglês, espanhol e alemão.


Festa no Itaim, com muito charme

Quando o buffet Aquarella precisou sair da famosa Bento de Andrade, rua dos buffets infantis, após cinco anos realizando festas, o mais difícil foi definir o local ideal para erguer o novo espaço.
“Escolhemos o Itaim por ser um bairro de fácil acesso, perto de Moema, Jardins, Vila Nova Conceição e não muito distante do Morumbi”, lembrou Anete Fernandes, tranqüila agora com espaço maior – cerca de 700 m² - e com a segurança de um ponto em local autorizado pela Prefeitura, evitando transtornos como no endereço anterior. Próxima da Maternidade São Luís e de excelentes escolas, o Aquarella ampliou a sala dos pais, sem esquecer do espaço destinado aos brinquedos e recreação. A grande vantagem da nova casa é, segundo sua sócia Regina Helena Pereira Pinto, poder fazer uma festa maior e personalizada infantil ou para adolescente com discoteca; ou evento como um chá-bar ou até mesmo um lançamento de produtos infantis, por exemplo.
Outro buffet com endereço recente no Itaim é o Magia & Cia. Quando Renata Zarif transferiu a sede do seu buffet da Rua Bento de Andrade para o Itaim, há cerca de seis meses, resolveu mudar tudo. "Dos brinquedos a uma arquitetura mais futurista, a casa tem diversão para todas as idades", garante.
"Só mantivemos a qualidade dos salgados e os doces, diferenciados, incluídos no pacote. Mesas de balas, dão um toque final à decoração.
Se a paixão pelo bairro do Itaim for pouco, Selma Braga tem vários outros motivos para ter adquirido há menos de um ano o buffet Spice Kids. “O bairro é charmoso, agradável, nobre e arborizado”, ideal para um buffet.
Com a mesma equipe, Selma está adorando a nova atividade – já que nunca trabalhou nessa área. “É preciso ter sensibilidade e estar atenta a minúcias para se fazer uma festa”. No Spice Kids, os brinquedos, em locais estratégicos, podem “sumir ” para receber clientes mais jovens, virando uma discoteca. “Nós terceirizamos os alimentos, e por isso podemos oferecer uma qualidade melhor sem limite de quantidade”, garante ela.
Depois da realizar durante seis anos festas em domicílio, o casal Pedro e Beth Martins partiu para instalar o buffet Surprise no Itaim, próximo ao Hospital São Luís, por acreditar no seu trabalho em residências. “Nosso forte são os salgados e doces, pois com cozinha própria podemos manter a qualidade anterior sem aumentar o preço das festas e ainda garantir maior quantidade aos clientes”, explica Beth.
Com uma rede de quatro buffets - todos com o nome Per Bambini - Antônio e Beatrice Egreja Alves da Costa fazem um “tour” pelos buffets diariamente.
Quando optaram há três anos por expandir o negócio – então com dois buffets, foram para o Itaim – bairro de poder aquisitivo bom e com casas grandes para a instalação de um buffet infantil.
Para poder fazer mais festas, o casal produz internamente alimentos e não terceiriza nem a decoração. “Só assim podemos acompanhar tudo de perto e fazer festas mais baratas”, diz Antônio, que com os quatro buffets gera cerca de 70 empregos.
O mais recente buffet do Itaim é o Parabéns, mas nem por isso Tuna, como é mais conhecida, não é nova no ramo. Proprietária da loja de artigos de festas que leva também o nome Parabéns, já tem uma bagagem de cinco anos. "Era o meu sonho montar um buffet. Não me faltava experiência, pois já fazia festas completas em domicílios e com um cadastro de oito mil clientes só faltava mesmo o ponto, que veio a calhar. É próximo da loja do Brooklin e uma localização excelente para um buffet infantil".
Ricardo Chen, ex-gerente de marketing, que virou há 12 anos dono de buffet infantil, já se considera um expert no assunto. Há três anos no Buffet Maison Cristal, Ricardo projetou o espaço para atender tanto festas infantis quanto de adolescentes e adultos. "Se necessário, fechamos o espaço destinado aos brinquedos e pronto.
O buffet ganha nova cara". Ricardo serve também cardápio oriental em suas festas.

Com brinquedo não se brinca

Mais do que um espaço agradável, bonito e limpo, o aspecto segurança nunca pode ser esquecido pelos proprietários de buffets para garantir tranqüilidade aos seus clientes.
Neste contexto, os chamados brinquedos de playground (balanços, gangorras, escadas, escorregadores, brinquedões, carrosséis etc) devem receber atenção redobrada, pois se mal projetados ou construídos passam a representar perigo iminente. Mas, como saber se eles são realmente seguros?
Foi pensando nesta resposta e também na padronização de seus produtos, quanto aos conceitos empregados em sua fabricação, que os fabricantes decidiram pela elaboração de uma norma. Assim, depois de dois anos de trabalho, uma comissão formada por fabricantes de brinquedos e de tintas, entidades oficiais como Procon, Idec, IPT e Inmetro, laboratório de testes (Falcão Bauer), Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes, Prefeitura do Município de São Paulo, Secretaria da Família e Bem Estar Social do Município de São Paulo, entre outros, elaborou os textos que deram origem à NBR 14350, a primeira norma brasileira que estabelece regras de segurança para brinquedos de playground. Ela mostra, por exemplo, como devem ser os ângulos dos brinquedos, que tipos de piso e materiais são adequados e que a pintura utilizada deve ser atóxica.
A norma brasileira é baseada na inglesa BS 5696, de 1986, uma das mais rígidas do mundo. “Seus requisitos são geralmente de natureza mecânica para evitar que a criança caia, bata em alguma coisa ou prenda os pés em alguma fenda”, explica o engenheiro Mariano Bacellar Netto, diretor técnico do IQB – Instituto da Qualidade do Brinquedo e de Artigos Infantis, entidade vinculada à Abrinq. “Tudo foi pensado para que ela não se machuque ou se prejudique”, diz.
E é verdade. Exemplos não faltam: os fixadores dos equipamentos devem ser do tipo cabeça arredondada ou hexagonal com cantos chanfrados, a menos que sejam de cabeça embutida ou escareada para evitar protuberâncias agudas; porcas, pinos e parafusos devem ser resguardados contra afrouxamento com o uso; a tinta não pode conter metais pesados (sem pigmentos tóxicos), já que é normal crianças morderem os brinquedos.
Segundo Bacellar, não precisa ser um grande fabricante para seguir a norma. “Ela só norteia como fazer, e de forma correta. É apenas uma questão de adequação que não incidirá em grandes custos”. Gilberto Gomes Gonçalves, diretor da ADD Player, empresa que está há quatro anos no mercado, concorda com essa colocação. “É só uma questão de detalhes, cantos arredondados, por exemplo”.
Apesar de voluntária – ou seja, ninguém é obrigado a segui-la -, Bacellar lembra que, em caso de algum acidente ou de reclamação, o Código de Defesa do Consumidor irá se basear na norma, já que ela é o instrumento legal para qualquer tipo de referência. “Daí ser importante seguir seus passos”, enfatiza ao dizer que a tendência é a eliminação do mercado das empresas que não se preocupam com qualidade e segurança. “É difícil uma coisa ser feita com a preocupação de ser segura e ao mesmo tempo não ser durável. Não dá para combinar as duas coisas.
Quem faz um equipamento seguro está fazendo algo durável. Para o mercado isto é muito bom”. Quem compartilha com o ponto de vista de Bacellar é Alejandro Benitez, diretor da Fionda, tradicional fabricante de brinquedos de playground. “Mesmo antes da norma brasileira, já desenvolvíamos equipamentos de diversão que privilegiavam a segurança nas áreas de lazer, porque seguíamos critérios internacionais estipulados por normas inglesas, americanas e canadenses”, afirma ao dizer que cantos arredondados, ausência de rebarbas e criteriosa escolha de materiais, entre outros pontos, sempre estiveram em seus produtos.
Outro que tem credencial para falar sobre playgrounds seguros é Ian Pacey, diretor da SPI, no Brasil. Sua empresa é lidercanadense no setor de entretenimento e utiliza itens e componentes dentro das mais rígidas normas internacionais. Para citar um exemplo, é a SPI quem fornece os equipamentos de lazer para a rede mundial do Mc Donalds, estando também envolvida com o Parkid, playground gigante para 400 crianças no Hopi Hari. “Apesar de o Brasil estar, pelo menos, 20 anos atrás dos países desenvolvidos em termos de normalização, a maioria dos fabricantes brasileiros produz com segurança mundial”.
Até por conta do pouco tempo em que ela está vigorando, a norma brasileira ainda é desconhecida pela maioria dos fabricantes e donos de buffets.
“Por isso, todo o trabalho agora é no sentido de conscientizá-los”, explica Paulo Prudente, diretor da Big Play, empresa que está há dois anos do mercado. “Da mesma forma que se obedece o Código de Higiene Sanitária ou o Alvará de Funcionamento, o fabricante tem que se conscientizar da importância da norma”, esclarece.

MANUTENÇÃO
A segunda parte da norma dá diretrizes de como os brinquedos devem ser montados dentro dos estabelecimentos contratantes, bem como eles devem ser inspecionados. E isso, é uma função de quem contrata, no caso o dono ou o gerente do buffet. “O conceito é o mesmo de um carro. A manutenção fica por conta de quem compra”, explica Prudente. “A maioria só se preocupa em duas ocasiões: quando acontece um acidente ou quando o equipamento já estourou sua vida útil”, complementa Pacey.
O diretor do IQB chama a atenção dos responsáveis pela manutenção, dizendo que o assunto é sério. “Dependendo do acidente, pode até dar cadeia”, alerta. Um caso bastante comum, segundo ele, de falta de manutenção é a ferrugem. “Ela não só compromete a resistência mecânica como também pode provocar ferimentos, pois funciona como uma lixa. Muitas vezes, uma simples pintura resolve o caso”, afirma.
Hélio de Oliveira Lopes, da Oficina da Alegria, que além de fabricante é especializado em consertos e manutenção de brinquedos, diz que a ferrugem, às vezes, é decorrência das lavagens diárias que o buffet é submetido. Neste sentido, é bom lembrar, a norma salienta que todas as seções ocas devem ser seladas para prevenir a entrada de água ou, alternativamente, possibilitar o seu escoamento. Em suas andanças pelos buffets, ele diz que o número de peças com esse problema, ou ainda, mal dimensionadas e fora de especificação, é muito grande. Por conta disso, ele diz que os donos de buffets devem olhar com mais atenção para este aspecto. E mais; “em vez de analisar o tempo que os fabricantes têm de mercado, verificar quais os clientes que atenderam”, justifica. Para ele, essa regra contribui para a maior durabilidade e qualidade dos brinquedos.

Aniversário com diversão garantida

Para crianças que acima de tudo gostam de gastar energia – e também para quem pretende fugir dos tradicionais buffets -, a grande onda do momento são os parques de diversão. Neles, as velinhas geralmente são assopradas no final da tarde, mas ninguém se atreve a chegar em cima da hora. Legal mesmo é aparecer tão logo os portões do parque se abram, por volta das 10 horas. Tudo para que aniversariante e convidados tenham um dia inteiro de pura diversão. Inesquecível.
Um desses lugares é o Hopi Hari. Localizado no Km 72 da Rodovia dos Bandeirantes, a 45 minutos de São Paulo, o parque dispõe de cinco áreas temáticas com mais de 40 atrações distribuídas em 760 mil metros quadrados. É diversão garantida para crianças de todas as idades. Trata-se, na realidade, de um espaço lúdico, a começar pela língua. Lá, fala-se o hopês, uma mistura de português com espanhol, francês e até alemão. Assim, na referida língua, Hopi Hari significa muito riso e alegria; Níver, aniversário.
Além de completa estrutura de receptivo aos convidados e decoração personalizada, o parque oferece três opções de pacotes de aniversário. Os preços variam de acordo com o perfil da festa e os adicionais oferecidos, sendo que a opção mais simples, que inclui bolo, refrigerante e salão decorado, sai por R$ 35,00, por pessoa. Por R$ 40,00, por pessoa, tem-se ainda lembrancinhas, camisetas-convites e doces; se a opção for por ter tudo isso mais pipoca, algodão-doce e monitores, o preço sobe para R$ 45,00. Esses preços estão cotados para um grupo de 15 pessoas, número mínimo permitido para a realização de festas.
Nas três opções, é claro, estão incluídos o dia de diversão no parque. O aniversariante e seus convidados podem se reunir para o parabéns no Klapi Klapi Show, o teatro da Vila Sésamo, com mais de 200 lugares. Com certeza, lá estarão Elmo, Ênio, Beto, Zoe, Come-Come e tantos outros personagens conhecidos. Ou, então, no Kafé di Palaz, um amplo salão que comporta 800 pessoas.
Para não perder a essência do parque, uma vez que todas as áreas são tematizadas – a área especial para os baixinhos, por exemplo, chama-se Infantasia -, o Hopi Hari não permite que a decoração seja alterada. Também a alimentação, por força contratual, não pode vir de fora. Ela é fornecida por restaurantes e lanchonentes existentes no parque.
As festas podem ser realizadas em qualquer dia que o Hopi Hari estiver aberto. Nas férias, ele opera de terça a domingo; fora delas, de quinta a domingo, das 10 às 19 horas. As reservas devem ser feitas com uma semana de antecedência.

ANIVERSÁRIO MOLHADO
Outra grande pedida para comemorar o aniversário ao ar livre é mergulhar nas águas do Wet’n Wild, um dos maiores parques aquáticos do mundo. Com 116 mil metros quadrados, também é fácil chegar até ele: fica ao lado do Hopi Hari.
Para atrair os aniversariantes, explica Erika Silvany, gerente comercial do Wet'n Wild, foi lançado o pacote Happy Birthday. Através dele, quem for o dono da festa não pagará ingressos, ganhará um bolo especial e um presente-surpresa do Wet Shop, lojinha que vende artigos e lembrancinhas com motivos do parque. Na mesma loja, terá desconto de 10% na compra de qualquer artigo.
Segundo ela, o pacote foi criado para atender as expectativas das mães, da garotada e até dos adultos. “No dia da festa, o aniversariante e seus convidados brincam à vontade nas piscinas e toboáguas, sem qualquer preocupação. Para a hora do bolo, oferecemos uma área reservada”, enfatiza ao lembrar que o parque tem estrutura para realizar até 20 festas num só dia.
O pacote para 10 pessoas (número mínimo permitido) é de R$ 250,00. Cada pessoa a mais, R$ 25,00. Nestes valores estão inclusos: ingresso, área reservada para os convidados durante o dia inteiro, cheeseburguer ou hot dog, refrigerante, batata frita e bóias. “Se analisarmos que o preço do ingresso é R$ 25,00, deduzimos que a festa sai de graça, ou vice-versa”, enfatiza Erika, ao lembrar que a experiência paulista foi baseada na filial de Salvador, onde o mercado consumidor, apesar de menor, sempre proporcionou resultados positivos. Apesar de estar com água por todos os lados, o parque não dispõe de monitores. Cada um brinca por si, seguindo as instruções que cada atração oferece. Para evitar imprevistos, salva-vidas é o que não falta. Todos são treinados segundo padrões internacionais de segurança. Entre as principais atrações, as mais concorridas são a Wave Lagoon, uma piscina com 18 tipos de ondas artificiais, e o Space Bowl, um escorregador em forma de tubo com 20 metros de comprimento, que termina numa piscina de águas cristalinas. Para os pequeninos menos afoitos, o Kids Lagoon, com vários escorrega-dores, chuveiros e brinquedos interativos, é o espaço ideal.
As reservas devem ser feitas com no mínimo cinco dias de antecedência.

PATOS E GANSOS
Outra opção que promete um aniversário inesquecível é o Parque do Betinho Carrero e sua turma. Localizado na Avenida Água Espraiada, esquina com a Marginal Pinheiros, em São Paulo, o parque oferece um pacote que inclui salão de festas para 50 pessoas com mesas e cadeiras, convites caracterizados com a turma do Betinho, kit lanche (cheeseburguer, refrigerante, batata frita, chocolate e brinde surpresa), monitores e passaporte com direito ao parque, ao circo e à fazendinha. Tudo por R$ 200,00 (locação do salão) mais R$ 16,00 por pessoa.
Entre as atrações do parque, um mini twister e um carrossel de pôneis vivos. No circo, cães adestrados, o cavalo matemático, o homem-aranha, cavalos bailarinos, são algumas das atrações; na fazendinha, pode-se andar a cavalo ou pôneis e ainda brincar com cabritos, minibois, pavão, galinhas, marrecos, periquitos e patos.

O parque tem tudo que a criançada gosta

Comodidade, praticidade, segurança. Esse é o trinômio que qualquer mãe quefilho João Victor no Hopi Hari. “Para mim, foi tudo muito prático. Foi só colocar a criançada dentro de um ônibus, ir para lá r para a festa de seu filho. Os parques oferecem tudo isso, e mais: a chance de se brincar à vontade durante um dia todo. Que diga a eterna rainha do basquetebol brasileiro, Hortência, que recentemente realizou a festa de quatro anos de seu e comemorar”.
Hortência diz que a idéia de realizar a festa de seu filho naquele espaço partiu de seu marido, José Victor Oliva, que já havia realizado a festa de inauguração do parque. “Ele achou que seria muito legal e realmente acertou. A festa foi um sucesso, pois o João e todos os convidados saíram de lá super felizes. Todos brincaram pra valer. Além disso, o parque tem sorvetes, hot dog, algodão-doce e teatrinho, coisas que qualquer criança adora. Quem faz uma festa num local como esse, sempre irá querer fazer uma próxima”.
A festa reuniu cerca de 300 pessoas e uma coisa que Hortência destaca é a segurança do local, “um item do qual não tive que me preocupar”. Por isso, ela afirma, lá pode-se deixar a criança o mais livre possível para que exerça o seu verdadeiro desejo de ser a dona da festa. E o mais importante: brincar o quanto quiser.

 

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