REVISTA FESTA ETC KIDS Nº15 - JUN./07

 

Conversando

 

Há 10, 15, 20 anos, foram surgindo os primeiros buffets infantis nas regiões Norte e Leste. Ainda não possuíam brinquedos radicais, games de última geração, nem fachadas cinematográficas. Mesmo assim, faziam a alegria das crianças e a tranquilidade dos pais. Hoje, com tudo muito diferente, os mais antigos buffets das duas regiões contam um pouco da sua história. Conheça também o que os buffets infantis fazem além de festas infantis e como comemorar com poucos amigos nas férias de julho. E para ter uma festa de aniversário muito especial, contrate um show com o cover da moda. Bem mais barato que um show com o próprio artista famoso, vai fazer sucesso na festa.

 

Comemore sempre

 

Zuleica Russi

 

 

A EVOLUÇÃO DOS BUFFETS

 

Em constante crescimento e aperfeiçoamento, o mercado de festas infantis se profissionalizou e deixou para trás os salões improvisados em sobrados e galpões para oferecer aos clientes ambientes projetados e adaptados exclusivamente para atender todos os tipos de sonhos.

Festas decoradas com papel crepon e isopor tiveram seu momento. Mas hoje as esculturas em fibra ganharam os salões. Bolos adornados com glacê ganharam pasta americana. Escorregadores e gira-gira, velhos conhecidos dos pais, deram espaço para jogos e brinquedos eletrônicos.

Boa parte dessa evolução só aconteceu graças a alguns buffets surgidos há dez, 15 ou 20 anos. Pioneiros, inventaram, criaram, desenvolveram estilos e atenderam a demanda de uma infância cada vez mais informatizada.

Acompanhar a evolução da sociedade não foi tarefa fácil nem sobreviver às dificuldades provocadas ou pela inconstância da economia do país ou pela concorrência cada vez maior de estabelecimentos que surgem sem parar. Mesmo assim, o prazer dos proprietários de buffet em receber e fazer festas superou os obstáculos.

Graças a perseverança, esse profissionais entraram para a história das festas infantis. E, ainda hoje, cada um com seu estilo, continuam na busca da realização dos clientes.

 

 

10 ANOS

 

Comemorando dez anos de vida, o Kids & Kids, no Tatuapé, tem muita história para contar. Reciclando e buscando novidades, o buffet sempre esteve no mesmo endereço, mas já fez diversas mudanças.

Desde o início a proposta era trazer para o público uma opção de buffet com tema medieval. A linha castelo que a casa tem nem sempre foi assim. As torres foram construídas bem depois da inauguração. “Elas foram colocadas ali há cinco anos”, lembra Khristian Albuquerque, proprietário.

No início, o buffet tinha apenas 300 metros quadrados. Com o tempo, a necessidade fez com que o espaço fosse ampliado. Hoje, são 900 metros quadrados de piso térreo e muita diversão. “Derrubamos paredes e a cobertura foi toda refeita”, conta.

O dragão verde sempre esteve na fachada, mas foi modificado três vezes. A última foi em novembro já para os preparativos de aniversário do buffet. Também o cardápio aumentou e oferece quitutes diferenciados para os clientes, como queijos e vinhos. “Quero que o cliente possa consumir aqui o mesmo que num restaurante”, afirma.

Naturalmente, durante todos esses anos os brinquedos foram atualizados e o local sofreu reparos de manutenção, como pisos e banheiros. A cor predominante das paredes também mudou: o branco cedeu lugar ao marfim.

Mas não é só na parte física que o buffet mudou. Em uma década a forma de fazer festa ganhou mais tecnologia. “Antes as festas eram feitas de pura emoção. Hoje agregamos a isso, qualidade no atendimento”, diz Khristian.

Não que antes não se pensasse em qualidade, mas não era tão profissionalizado. Fibra de vidro, bonecos gigantes e brinquedos ágeis fazem parte do universo da criança de hoje e preciso estar atualizado. “Uso tecnologia para levar o mágico e o lúdico à criança”, revela.

Para trabalhar no Kids & Kids, a equipe recebe treinamento e a própria estrutura interna conta com auxílio de computadores. “Aprendi na raça a manter o buffet no mercado e a delegar poder a outro. Antes centralizava muito tudo”, conta.

Khristian passou por várias dificuldades pelo caminho. Mas chegou! E confessa que foi graças ao relacionamento estabelecido tanto com fornecedores quanto com clientes. O amor pelo trabalho também conta, é claro. “Gosto e sei fazer. Nunca pensei em desistir!”, desabafa.

Pelo contrário. Depois do sucesso do Kids & Kids ele já anuncia um novo projeto. “Para o futuro recente”, alegra-se.

 

12 ANOS

 

Em março de 1996, o Rindo à Toa abriu as portas na rua Antônio de Barros, no Tatuapé. Pouco depois mudou para a rua Itapeti, também no Tatuapé. Em setembro de 2000, José Luiz de Moura Raimundo comprou o buffet para e a esposa Mara.

“Eu disse para ela pensar bem, pois não teríamos mais fim de semana livre”, confessa. Mas o trabalho é mesmo envolvente e quem acabou administrando o negócio por tempo integral foi mesmo José Luiz. “Acompanho todas as festas do começo ao fim”, garante.

Cuidar de perto da casa já era um hábito dos primeiros donos. José Luiz deu continuidade e diz que os clientes fazem questão desse cuidado. “70% das festas que fechamos são por indicação ou por pessoas que já festejaram conosco”, diz.

Mas para garantir essa fidelidade e a propaganda boca a boca foram necessárias algumas mudanças. “Quando assumimos o buffet tinha know-how de serviços e parabéns especial”, lembra. “Ao mesmo tempo havia seis máquinas de games, das quais três funcionavam, um pula-pula, um brinquedão e um pebolim velho”, continua.

A primeira providência que o novo proprietário tomou foi colocar mais brinquedos e substituir os antigos. “O cliente também teve uma mudança comportamental. Ele quer novidade e o mercado de brinquedos cresceu muito para atender essa demanda”, conta.

Hoje, o Rindo à Toa tem montanha russa, cama elástica, tombo legal e outros brinquedos que fazem qualquer criança (e adulto) sorrir. “Não adianta investir pesado em brinquedos que não causam emoção”, fala.

Reformas no espaço também foram necessárias. “Acabei de fazer um mezanino para caber mais brinquedos, texturizei as paredes, fiz um novo palco e refiz o teto com tratamento acústico”, enumera. A fachada do buffet mudou apenas uma vez e dentro das normas municipais.

 

 

13 ANOS

 

“Compramos o buffet com um ano e meio de uso”, lembra Eliana Maria Gobatto Magri, sócia de Alcyr Magri, no Vale dos Duendes, no Tatuapé. Ela conta que abastecia de salgados todas as festas realizadas no buffet desde a inauguração.

Pouco tempo depois resolveu experimentar administrar o próprio buffet. Casualmente, na época, em 1996, sua amiga, então proprietária do Vale dos Duendes, estava fechando as portas. Eliana e Alcyr aproveitaram a oportunidade e compraram o buffet. “Quando assumimos não tinha nenhuma festa marcada”, conta Eliana.

No início apenas Eliana tomava conta do negócio. Seu marido passou a ficar mais tempo somente depois da aposentadoria. Ainda assim, o buffet sempre teve uma administração familiar. “Toda minha família trabalha ou já trabalhou aqui”, conta orgulhosa. “Até meu pai, de 70 anos, faz o serviço de garçom desde o começo”, completa.

Com os olhos do dono por perto, o número de festas cresceu e o público foi se tornando cada vez mais fiel. “Já fiz aqui a sexta festa consecutiva da mesma criança!”, diz. Por isso, em 2002, os proprietários já sentiram necessidade de alugar a parte de cima do prédio. “Só usava o térreo, mas o espaço estava ficando pequeno. Reformei tudo!, fala.

Além de pintura, o piso superior precisou de nova instalação elétrica e forro. Também uma lanchonete foi construída. “A única coisa que tinha ali eram os banheiros. O resto tive que fazer”, conta. A quantidade de brinquedos aumentou muito, mas ainda é possível encontrar uma casinha de boneca grande e de madeira, como as de antigamente. “Hoje é tudo de plástico”, afirma.

Muita coisa mudou de uns anos para cá, como o carro usado para fazer compras. “Era uma Kombi superdecorada. Agora ficou mais fácil porque os fornecedores entregam na porta”, diz.

De acordo com Eliana, a recreação de antes não era tão animada. “Meu buffet mudou muito nisso”, garante. Antes só havia videoquê e show, quando era contratado”, lembra.

Como o pé direito do salão não é alto, brinquedos maiores não puderam ser colocados. Por isso, ela investiu em recreação e monitores treinados. “Tudo é feito com música e juntamos adultos e crianças na hora da brincadeira”, diz.

O mascote do buffet, um duende, também evoluiu. “Ele já foi melhorado quatro vezes!”, enumera.

Só que nem tudo ficou tão diferente assim no Vale dos Duendes. A amiga que fornecia bolos e docinhos na gestão anterior, quando Eliana fazia os salgados, ainda é a mesma. Seu Gregório, o segurança, está lá desde 1998, com a esposa, Tânia, que cuida da cozinha. “Tem muita gente da antiga ainda trabalhando conosco”, conta.

 

 

 

 

 

 

 

 

15 ANOS

 

A publicitária Gláucia Gonçalves queria apenas trabalhar com decoração, mas acabou proprietária do Sonho sem Fim, no Tatuapé. “Há 15 anos, no dia 30 de outubro, meu buffet foi legalizado”, lembra. Até então, Gláucia fazia festas em residências. “Antigamente as festas eram feitas em casa”, conta. “Montava tudo no dia anterior”, continua.

Na época, tudo era feito com balões, papel crepon e isopor. “Minha primeira mesa de bolo profissional foi do Batman. Fiz o Bat-móvel em papel maché e a caverna com gesso odontológico”, ri. Como o bolo tinha que fazer parte da decoração da mesa, ela aprendeu a fazê-lo decorado.

“Nunca pensei em ter um buffet, mas quando chegaram os filhos, adaptei meu trabalho para passar mais tempo com eles”, conta. Assim, encontrou um sobrado na rua Professor João de Oliveira Torres, no Jardim Anália Franco, onde nasceu o Sonho sem Fim. “No subsolo fiz uma área de patinação, no térreo ficavam os brinquedos – iguais aos de praça, e em cima era meu escritório e ateliê”, lembra.

Poucos anos depois, sentiu necessidade de ir para um espaço maior e o buffet foi transferido para uma outra casa a uma quadra do primeiro. Neste local ela permaneceu por um bom tempo até que novamente precisou se adequar à demanda.

Um galpão antigo na rua Itapura, com 500 metros quadrados de piso térreo, foi o local escolhido para o novo Sonho sem Fim. “Só havia paredes”, lembra. Tudo foi reformado e os brinquedos colocados como sempre desejou. Ela escolheu o galpão como estrutura para seu buffet por não ter nenhum degrau, sequer na soleira da porta e pela posição estratégica da cozinha. “A copa deve ficar em frente à área dos adultos”, afirma.

Durante todos esse anos, Gláucia diz que nunca pensou em desistir apesar de muitas noites sem dormir e de ter enfrentado duas fases bastante difíceis. “É preciso tempo de estrada para aprender alguns macetes”, garante. Em função disto, diz que se tornou mais exigente em diversos aspectos. “Todos os que trabalham aqui devem passar por treinamento”, fala.

Outras coisas mudaram desde que começou, mas como tudo, o que é bom sempre fica. “O glacê real usado antigamente foi substituído pela pasta americana, mas a essência da festa é a mesma”, garante.

 

17 ANOS

 

“Para mim é como um filho. Dedico todo meu carinho e atenção para garantir a satisfação do cliente”, conta Suely Wernecke Zogobi sócia de Renato Augusto Zogobi, no Canto do Encanto no Tatuapé. Ela refere-se aos anos de entrega para que o negócio desse certo.

“Comecei no final de 1990 e estou trabalhando até hoje”, orgulha-se. A família já possuía o terreno onde o buffet foi erguido, mas a intenção primeira era de fazer um galpão para estoques do negócio do marido.

Durante a construção, Suely sugeriu montar um buffet. “Sempre trabalhei com alimentação para fora. Com um buffet poderia dar continuidade ao projeto”, conta. Tanto é assim que, desde então, ela e o marido ficam em todas as festas e a coordenação da cozinha é, sem dúvida, feita pela própria Suely.

O local do buffet sempre foi o mesmo, mas o nome mudou. Em 1998, atendendo a um pedido das filhas, eles trocaram o nome Magia Colorida por Canto do Encanto. Na época tinham acabado de fazer uma grande reforma, quando foram feitas melhorias no prédio.

Com quase 400 metros quadrados de piso térreo, o Canto do Encanto ganhou máquinas de dança, jogos eletrônicos, kid play aéreo e outros brinquedos muito diferentes daqueles que faziam a diversão da criançada de antigamente. “Tínhamos gangorra, balança e todos os brinquedos de parques infantis”, lembra.

Para manter seus clientes por cinco, seis anos, Suely aperfeiçoou as áreas de atendimento e alimentação. Correu atrás de inovações e acompanhou as exigências do mercado. “Tinha 11 mesas de isopor para decoração. Hoje tenho fornecedores para mesas em fibra de vidro”, conta. “Está mais fácil de trabalhar”, conclui.

 

 

20 ANOS

 

O Sonho a Mais, em Santana, começou numa outra casa localizada na avenida Água Fria. Quando Fátima Silva e Kátia Sousa compraram o negócio, ele foi transferido para um outro local, na mesma avenida, onde está até hoje.

“Ele ficava no número 258, em 1998, quando o adquirimos, construímos a nova sede no terrenos que fica no número 467”, conta Kátia. Em três meses a obra estava concluída. “Contamos com a colaboração de uma arquiteta especializada em buffets”, conta.

De lá para cá, o buffet já passou por três grandes reformas internas e duas de fachada. A estrela laranja e amarela ganhou linhas mais modernas. “Hoje está mais clean e com novas cores: azul, pink e verde-limão”, conta.

Todos os anos as proprietárias tratam de colocar novos brinquedos. “É uma exigência das crianças. Elas querem coisas mais radicais, como monorail e trem”, diz. Tanto Kátia quanto Fátima são pedagogas, por isso, a recreação realizada pelos monitores do Sonho a Mais sempre foi prioridade.

Há dois anos, elas abriram uma nova unidade em Higienópolis. Deste novo espaço, foram retiradas paredes para que o ambiente fosse único e todos ficassem juntos. Na parte de cima há uma miniquadra, sucesso entre a garotada.

 

 

 

BUFFETS PARA VÁRIOS EVENTOS

 

Para que serve um buffet infantil? Pararealizar festas infantis, claro! Mas não é só isso. Adultos também aproveitam esse espaço de alegria para comemorar o próprio aniversário. Bodas, casamentos e batizados também caem bem nesse cenário, onde todos podem se divertir. Além disso, eventos empresariais, como confraternização, lançamentos de produtos, desfiles de moda infanto-juvenil e até gravação de programas para televisão encontram no buffet infantil a solução ideal para atender suas expectativas.

 

GRAVAÇÃO DE TV

 

Kid play, looping, vídeo game, sala de jogos, simuladores, alpinismo e muitos outros brinquedos fazem a alegria de quem vai no Little Jungle, na Mooca. O buffet tem uma proposta diferente e segue uma decoração voltada para o tema floresta. O lúdico do ambiente atrai não só os pequenos, mas os grandes também.

“Todos os brinquedos, exceto a roda gigante e o carrossel, podem ser usados pelos adultos”, explica Adriana Duarte, sócia de Felipe Ferreira. Ela conta que o buffet foi construído para atender crianças de todas as idades e acabou sendo procurado também para realizar outros tipos de eventos.

O Little Jungle já foi palco de festas de fim de ano de empresas da região, desfiles de moda e até para gravação de programa de televisão. “Supernanny já foi gravado aqui duas vezes!”, conta Adriana.

O reality show sobre educação e comportamento infantil transmitido pelo SBT geralmente é gravado em residências, onde a educadora Cris Poli estuda a dificuldade da família e encontra uma solução. “A primeira vez que vieram, o buffet foi mais usado como cenário de entrevistas”, explica. “Já na segunda, foi para mostrar como reagir quando as crianças estão numa festa”, completa.

A oportunidade surgiu com a procura da própria produção do programa. O que para o buffet foi uma boa forma de mostrar para o país inteiro suas instalações e fixar seu nome.

 

CONFRATERNIZAÇÃO

 

Também o Fuzuê , no Tatuapé, é procurado para realizar festas diferentes das de aniversário, tanto para escolas quanto para empresas. “Todo ano temos festas de encerramento de ano letivo, batizados, bodas e até confraternizações de final de ano de empresas”, conta Cleusa Cassola, sócia de Wilson Cassola.

Um almoço de despedida de final de ano, para comemorar a apposentadoria de funcionários de uma grande empresa da região teve uma organização que foge do habitual. A empresa escolheu o Fuzuê para servir os adultos e seus filhos. “Naquela mesma tarde eles saíram de férias coletivas”, conta Cleusa.

Foram cerca de 60 pessoas. Todas animadas pelos monitores. O serviço foi igual ao de uma festa infantil. “Servimos doces, salgados e o almoço”, diz. “E tanto pais quanto filhos foram nos brinquedos se divertir”, completa.

Uma mostra de que buffet infantil também agrada os maiores de 50 é a festa de aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil. “Teve DJ e todo mundo dançou”, lembra Cleusa. A festa foi numa segunda-feira e só tinha adulto com idade entre 50 e 60 anos.

Abrir as portas do buffet infantil para realizar outros eventos é uma alternativa boa para os dois lados. “Cada convidado é um cliente potencial”, garante. “E fazer a festa durante a semana tem uma custo ainda mais acessível, o que é bom para a empresa”, analisa.

Na prática, o resultado parece positivo. Depois de quatro anos, o Fuzuê acaba de inaugurar mais uma unidade também no Tatuapé e nos mesmos moldes que a unidade um. “Está cheio de brinquedos novos”, conta Cleusa sobre o novo investimento.

 

 

CAFÉ DA MANHÃ DE NEGÓCIOS

 

Renílson Oliveira, sócio de Keila Oliveira no recém-inaugurado Kawaí, na Casa Verde, já descobriram que podem fazer o negócio crescer dando oportunidade para que outros eventos preencham os horários da casa.

Um café da manhã para empresários da região foi a proposta do Mega Show Eventos, que organiza aniversário de bairros e outros eventos sociais. “Os produtores nos procuraram para contratar este espaço das 9h às 11h30. Os convidados eram lojistas e políticos da região”, diz Renílson.

Durante o encontro música e vídeo clipe fizeram a animação dos convidados. “Eles queriam realizar apenas um encontro. Personalizamos tudo conforme o cliente pede. E deu certo”, garante.

Graças a este café da manhã, Renílson conta que fechou outras festas, apesar de este não ser motivo de preocupação para ele. “Desde a inauguração, em abril, fechei praticamente uma festa por dia”, alegra-se.

 

FESTA NAS FÉRIAS

 

Acabou o período letivo e muitas crianças viajam, ou com os pais ou sozinhos em acampamentos, e só se reencontram quando as aulas começam. Para quem faz aniversário no período de férias escolares, pode ser difícil fazer uma festa com todos os amigos. Entretanto, a data não pode passar em branco! Diversos lugares diferentes dos buffets infantis fazem animadas comemorações com um número reduzido de crianças.

 

ESPORTES RADICAIS

 

Meninos e meninas cheios de energia vão se realizar num espaço só de esportes radicais. Em 1.500 metros quadrados, as crianças têm à disposição no e Plasma Radical & Skate Park, no Shopping Aricanduva, na Vila Matilde, cinco paredes de escalada, com diversos graus de dificuldade, uma tirolesa, oito bases de arvorismo, pistas de skate – banks, área street e infantil.

Para os menores, há um espaço Criança, com piscina de bolinhas, balão pula-pula e outros brinquedos e brincadeiras. Os que gostam mesmo de eletrônicos também encontram atividades no local. A Lan House tem 25 máquinas, com internet e jogos em rede.

Há dois tipos de festa no Plasma Park: Hambúrguer e Buffet. Na primeira, o número mínimo de crianças é dez. Elas participam de todas as atividades durante cinco horas. Durante o período são servidos cheese burguer, batata frita e refrigerante.

Já a Festa Buffet inclui 50 convidados e são servidos doces, salgados e bolo numa mesa decorada no tema Skate. “Tudo, nos dois tipos de festa, é montado num espaço reservado para 150 pessoas localizado no andar superior”, diz Rogério de Souza Cândido – ou Tio Beterraba, como também é conhecido -, do departamento de eventos.

Pequenos a partir dos três anos já podem entrar e participar das aventuras radicais. Mas os adultos também se divertem. “As pistas têm horários específicos para os maiores experimentarem manobras”, conta.

Outra opção que pode ser uma comemoração bastante diferente é o acantonamento. Com pelo menos 30 crianças já é possível fazer uma noite divertida, cheia de atrações. As crianças podem chegar numa sexta-feira à noite e ficar até sábado à tarde.

Durante esse tempo elas brincam em todos os lugares, sempre acompanhadas de monitores. “Cada um traz seu colchonete ou saco de dormir e acampamos na sala de eventos”, diz Tio Beterraba. “É muito divertido!”, garante.

 

MUNDO FASHION

 

No Cabelo Mania, no Tatuapé, meninas podem passar horas de princesas enquanto trocam confidências e comemoram o aniversário da amiga. “A partir dos oito anos elas adoram!, garante Joyce Amaral, proprietária.

No instituto de beleza infanto-juvenil, a festa dura três horas e sempre aos domingos e segundas-feiras. “Assim o salão fica fechado só para a comemoração”, explica. Podem ir até 20 crianças e no máximo dois adultos. “As meninas ficam mais à vontade sem a presença de adultos”, justifica.

Joyce conta que há quatro anos, quando abriu o Cabelo Mania, nem pensava em fazer do espaço um local para festas. “Com um ano de funcionamento, alguns amigos deram a idéia e pegou!”, lembra.

No início, a animação era feita com videoquê e games. Mais tarde as brincadeiras coordenadas pelos próprios profissionais foram ganhando mais sucesso.

Além de todo o espaço disponível, as crianças fazem penteado, maquiagem e unha artística. Mesa de bolo, doces e salgados também são por conta do cabeleireiro. As delícias são dispostas na parte de baixo da casa. No piso superior, enquanto elas se arrumam, os quitutes são servidos na bandeja.

Feita a produção, as meninas brincam, conversam, desfilam e dançam até a hora do parabéns.

 

 

COM ADRENALINA

 

O Snipers Paintball, na Vila Matilde, também pode deixar o aniversário mais animado e diferente. Em 700 metros quadrados de campo cenográfico, com diversos obstáculos, como carros, casas e madeira, adultos e crianças podem brincar duas, três ou até quatro horas.

“As reservas variam conforme o número de pessoas e de bolinhas”, explica Marcelo Malucho dos Santos, sócio-proprietário com Janielle Caetano de Souza. O paintball pode ser jogado com um número mínimo de 20 pessoas e, no máximo, 50. “A pessoa também escolhe a quantidade de bolinhas para ir em campo”, diz.

Para garantir diversão do começo ao fim do jogo, quando é festa infantil, as bolinhas são divididas para durarem todo o período. “O formato em jogos normais não prevê o uso de bolinhas pelo tempo de jogo. A pessoa usa como quer”, conta Marcelo.

Os pacotes para aniversário incluem a área social de 200 metros quadrados, com capacidade para 30 pessoas sentadas. “Uma parte é coberta outra não”, fala. Ali podem ser instaladas barraquinhas de alimentos e a mesa de bolo. “Tudo por conta do contratante. Mas podemos indicar quem faz”, garante Marcelo.

Se a idéia for fazer um aniversário com churrasco, também há espaço para isso no Snipers. “A procura para comemorar aniversários de crianças a partir dos nove anos é grande”, conta.

Para Marcelo a procura ocorre independente do período do ano. “É porque é diferente e mesmo em dias de chuva o paintball pode ser jogado”, fala. Monitores organizam, dividem os times e promovem um minicampeonato.

Para tudo dar certo, há orientações prévias, como estar vestido com calça jeans e moletom. É obrigatório o uso de equipamento de proteção. “Cuidamos para que ninguém fique perto demais um do outro e nem tire o macacão”, avisa. “Assim, ninguém se machuca”, completa.

Marcelo conta que para o aniversariante são dadas cem bolinhas e o uso gratuito do macacão. “Mas não garantimos que ganhe o jogo ou leve menos ‘tiros’”, brinca.

 

JOGOS DIVERTIDOS

 

Fazer a festa competindo amistosamente na pista de boliche pode ser muito divertido em todas as idades. A rede Sports Bar Bomboliche já tem know how no assunto. Entretanto cada casa tem um esquema diferente para comemorações.

No Bomboliche do Tatuapé, a festa pode ser feita ocupando apenas uma pista ou as doze. Em cada uma a capacidade é para seis jogadores e a festa pode ser feita com esse número de convidados. Não há idade mínima para jogar, pois há bolas mais leves para os menores.

Geralmente, nas pistas de boliche, o aluguel de sapatos especiais para entrar na pista é obrigatório. Não é o caso do Bomboliche do Tatuapé. “As crianças podem jogar de tênis ou descalças se quiserem”, afirma Suelen Nobre, promotora de eventos da casa.

São três horas de festa. Após duas horas de jogo, as crianças vão para uma área localizada próximo da pista onde a mesa de bolo está montada. “Durante todo o tempo, os garçons servem tanto na pista quanto no salão”, diz referindo-se ao espaço no piso superior que pode ser utilizado como pista de dança.

“A mãe pode contratar nosso DJ. Neste caso, luzes de discoteca são colocadas na pista, além das músicas”, conta. “Mas também podemos montar uma disco no salão ou colocar a mesa de bolo”, completa.

No Bomboliche de Santana, a danceteria está incluída nos pacotes fechados às quartas, sextas e sábados. “A danceteria é aberta a todos”, explica Vanessa Schneider, promotora de eventos da casa. “Caso queira fechar a pista, o serviço deve ser contratado”, completa.

O prédio possui três andares. No térreo, há quatro pistas e uma Lan House. No primeiro fica o espaço de dança. E no piso superior, ficam 14 pistas, games, bilhar e lanchonete. “O pacote inclui duas horas de pista, mas depois os convidados podem ficar à vontade para jogar nos eletrônicos”, diz Vanessa.

A festa pode ser comemorada com pelo menos doze crianças e duas pistas locadas. A mesa de bolo pode ser colocada em diversos espaços tanto no térreo quanto no andar superior. Ambos têm telão. “Todo o serviço de alimentação é por nossa conta. E não permitimos que nada seja trazido de fora”, fala.

Em noites especiais, o boliche apaga as luzes normais e usam as de danceteria nas pistas. “Bola e pista ficam fluorescentes. É muito bacana!”, garante.

 

 

PARABÉNS COM SHOW COVER

 

Q ual criança não sonha em ter ao menos um minuto de fama? Para o desejo se realizar não é preciso ser nenhuma estrela de cinema. Basta estar ao lado de uma. Aproveitando o sucesso “meteórico” de algumas bandas, o mercado de festas infantis investe em diversos produtos e serviços. E se contratar o show do momento com o artista de verdade é difícil em função da agenda apertada ou mesmo do custo, pode ser um cover.

Depois do grande sucesso do grupo RBD, surgido com a novela mexicana Rebelde, exibida no Brasil pelo SBT, chegou a vez da banda High School Musical, lançada com o primeiro filme da série, produzido pela Disney Channel, virar febre entre os pequenos.

 

UM PASSO A FRENTE

 

Há dez anos no mercado de festas infantis, a Festolândia sempre dispõe covers do momento para animar a criançada. “Já tivemos Xuxa, Mara Maravilha e Eliana. Depende do sucesso que a pessoa faz para seu cover ser requisitado com mais intensidade”, diz Sabrina Baroni, proprietária. “Ano passado o estouro foi RBD. Este ano não pára de sair High School Music”, completa.

Os pedidos são feitos, na maioria, por crianças de quatro a nove anos. “Muitas acreditam que é o famoso de verdade que está ali”, conta. Com a foto do cover feita em estúdio, até autógrafos são dados depois do show. O sonho vai longe e algumas crianças chegam a vestir as mesmas roupas que o ídolo durante a festa.

Dj, iluminação, cenário, chuva de prata e apresentador. O espetáculo é montado como o de verdade. Com toda a infra-estrutura montada, os seis integrantes do grupo chegam produzidos uma hora antes do parabéns. Apesar da festa geralmente ser tematizada, inclusive com mesa decorada, o aniversariante nem sempre sabe que haverá um show. “A maioria não espera por esse momento”, garante Sabrina.

É uma agradável surpresa que coloca todo mundo para dançar. O elenco troca cinco vezes de figurino e encanta com a produção e a coreografia. “Nos atualizamos junto com o grupo e agora montamos cenário e figurino que lembram o do show realizado no Morumbi”, fala.

Sempre atrás das novidades que prometem bombar entre as crianças, a Festolândia se prepara para lançar em agosto o Hi-5. A série infantil, exibida no canal Discovery Kids, tem personagens que cantam e contam histórias. “Esse grupo também promete. Já tem cover agendado para agosto!”, garante Sabrina.

 

MINISSUPERPRODUÇÃO

 

Mas os mais antigos não caem no esquecimento tão rápido. Joana D´Arc de Oliveira, proprietária da Fábrica de Ilusões, revela que a Floribela cover ainda é requisitada para festas de meninas entre seis e sete anos. Mas não nega: o mais procurado no momento é High School Music.

As meninas pedem mais covers do que meninos. “Os meninos tiram sarro uns dos outros, mas na hora da festa eles participam até mais do que as meninas”, diverte-se Joana.

A empresa mantém um único grupo cover por sucesso. “O investimento do trabalho realizado pela Fábrica de Ilusões é alto”, justifica. “Iluminação, figurino, cenário, ensaios. É uma minissuperprodução!”, completa.

Para acertar nos detalhes, Joana conta que presta atenção em tudo que se refere ao grupo. “Fui no show que o High School Music fez aqui em São Paulo e já adaptei o cenário novo e o figurino mais brilhante”, fala.

Com o espetáculo montado e ensaiado, os seis integrantes do cover chegam na festa com meia hora de antecedência ao horário combinado. Todo o equipamento é adaptado para buffet e por isso não demora a deixar tudo pronto para o show começar.

A Fábrica de Ilusões oferece duas opções de espetáculo: uma com ballet e 13 pessoas no palco; e outra só com os covers principais, sem o ballet. O tempo de duração é o mesmo entre um e outro. E a animação da criançada também parece não ser menor do que se fosse o show dos próprios artistas. “Deixa de ser alguém vestido e parecido e vira um show de verdade!”, garante.

Do cenário, os artistas vão para o palco do aniversariante: a mesa de bolo. Lá ajudam a cantar o parabéns. Depois, alguns minutos para a sessão de autógrafos. “Os menores perguntam sobre acontecimentos da banda e, por isso, os covers devem estar bem informados”, lembra.

 

NOVIDADE NA ÁREA

 

Ingressando agora a área de covers, o Grupo Curumim, dos sócios Kiko de Oliveira e Thiago Sanchez, investiu no show do momento: High School Music. O grupo é formado pelos quatro principais personagens, dois casais, que cantam as seis músicas preferidas da aniversariante. “Escolher o que vai tocar na festa é um diferencial que os clientes adoram!”, conta Viviane Borges de Souza, gerente de vendas.

Os artistas fazem três trocas de roupa durante o show, conforme as músicas de maior destaque. O cenário mede três metros quadrados e é iluminado por uma luz estroboscópica e outras duas coloridas. A máquina de fumaça completa o efeito de espetáculo. Na última música, geralmente a de maior sucesso, Togheter, os covers fazem a coreografia passo a passo para que todas possam acompanhar.

São 40 minutos de show e 20 para integração com os pequenos. Meninas de quatro a onze anos são as mais afoitas pelo show. “As menores querem até autógrafo. Já as maiores querem mesmo é aprender os passos da dança”, conta.

Outra atração do espetáculo é a troca de roupas idênticas aos dos personagens. “Levamos três figurinos para as crianças vestirem depois do show e tirar fotos ao lado do cover preferido”, explica. Depois, é o momento do parabéns, com direito a presença dos ídolos covers.

 

SHOW COMPLETO

 

Atuando no ramo de animação infantil há mais de 12 anos, o Brincando com Crianças, de Gilvania Alves, trabalha com covers de diversos artistas desde os mais antigos, como Rouge, até os mais recentes, como RBD e High School Music. Apesar de a procura por covers variar conforme a época de maior sucesso do grupo original, alguns continuam na lista de pedidos. “Ainda sai Xuxa para festas de crianças pequenas, de três a cinco anos”, conta Gilvania.

Mas o show do momento é sempre o mais pedido. No caso, High School Music. Dublado por seis integrantes, o espetáculo envolve as crianças com luzes, figurino e máquina de fumaça.

Para atender a demanda é preciso se antecipar e providenciar toda a infra-estrutura do espetáculo antes da requisição do cliente. “Nos atualizamos para acompanhar as preferências das crianças e montar um show completo”, revela.

Com a equipe criada, começam os ensaios e escolha de figurino. “Quando o cliente aparece com a idéia já apresentamos a solução!”, conta. E para não deixar ninguém desiludido, o Brincando com Crianças mantém dois grupos do High School Music cover. “Chegamos a ter três grupos do RBD quando o grupo estava no ápice”, fala.

 

INTERAÇÃO COM OS CONVIDADOS

 

De acordo com Lucia Basiliano Silva de Paula e Eliana Denine, sócias da M & G Sósias, a imagem da dupla Sandy e Júnior ainda é forte. Além de participarem de desfiles para grandes marcas, trabalhos de dublê no filme Acquária e vencer concursos de sócias, os covers já chegaram a fazer 27 shows por mês.

Mesmo depois que Sandy e Júnior resolveram seguir carreira solo, seus covers continuaram fazendo sucesso. “Houve uma queda no número de pedidos, mas nada substancial, pois eles ainda gravam muitos programas”, acredita Lucia. O show de 40 minutos inclui participação do aniversariante.

Essa interação ocorre em todos os espetáculos, inclusive de outros covers, como Harry Potter, Xuxa, Kelly Kye e o atualíssimo High School Music. “O grupo chega a fazer 15 shows por mês em todo o Brasil”, diz Lucia. Iluminação e som completam o cenário, onde a banda brinca com as crianças durante a uma hora de apresentação. “Eles fazem duas trocas de figurino: um social e outro do uniforme do time de basquete”, explica.

Meninas de seis a sete anos são as mais interessadas em contratar o show. “Meninos são mais retraídos”, justifica Lucia. “Mas acabam dançando e se envolvendo muito”, conta. No final, ninguém fica de fora mesmo, pois os artistas ajudam a cantar o parabéns.

Para quem é fã do Harry Potter, a empresa também tem um sósia. “Ele vai na festa para brincar com as crianças e tirar fotos”, diz.

 

COVER OU SÓSIA

 

“Buscamos fidelidade à feição e ao figurino”, garante Anselmo Prado, sócio de Agnaldo Vecchi na Estação Felycidade . Para garantir uma caracterização de personagens de qualidade, os sócios realizam pesquisas completas.

Nas festas infantis, um dos shows mais procurados na Estação Felycidade também é o High School Musical. O espetáculo é apresentado com dublagem, coreografia, cenário completo e 42 figurinos para troca durante a performance. O grupo fica na festa por uma hora.

Outro sucesso da Estação Felycidade é Jack Sparrow, do filme Piratas do Caribe. “Nosso personagem é bem parecido com o de verdade”, garante Anselmo.

 

ANIMAÇÃO NA CERTA

 

“Meninas adoram contratar shows dos covers do High School Music e dos Rebeldes para agitar a festa de aniversário”, diz Fabio Jodas de Oliveira, proprietário da Floop Festas, que trabalha em parceria com a empresa Feliz da Vida. O trabalho com sósias é recente, mas já rende resultados.

“O mais procurado é o grupo High School Music. É o show do momento!”, diz. O espetáculo começa cerca de uma hora antes do parabéns e dura 50 minutos. “Depois, o grupo ainda ajuda a cantar o parabéns”, explica.

Os artistas se preparam no camarim do próprio espaço ou improvisam um. Toda a infra-estrutura: figurino, luzes e efeitos especiais são levados pela empresa. “Só é preciso ter um bom espaço para dançar”, garante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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