REVISTA FESTAS ETC E KIDS Nº12

Conversando

Presenciar todas as comemorações também faz parte do trabalho dos proprietários de buffets. Alguns chegam mesmo a viver a realidade dos seus clientes como se fizessem parte da própria família. Também os funcionários são estimulados a participar com carinho das festas. Com tanta atenção, muitos detalhes organizacionais e estruturais são olhados de um jeito especial trazendo grande tranquilidade e confiança aos pais.

Afinal, as festas são na verdade um ritual de crescimento. A psicóloga clínica Rita Motooka explica como esse momento de integração é importante tanto para os pais como para os filhos e dá dicas de atitudes que podem ajudar a lidar com dificuldades comuns enfrentadas nas comemorações de aniversário.

A revista Festa Etc Kids elencou os buffets das zonas Norte e Leste que têm quadras esportivas: um espaço pra lá de divertido! Além de atrações especiais que incrementam as horas de alegria no buffet. Agora, é só aproveitar as dicas e transformar a festa de aniversário num evento inesquecível.

 

Zuleica Russi

 

EMPENHO MÁXIMO

 

Quem pensa que vida de dono de buffet é só festa está enganado: o trabalho é árduo e muitos deles levam ao pé da letra o dito popular “o boi só engorda sob os olhos do dono”. Mesmo quando os funcionários já estão bem treinados e o negócio parece caminhar sozinho, vários proprietários não abrem mão de presenciar todas as comemorações, do começo ao fim.

 

CONTROLE DA FESTA

 

Este é o caso das sócias Marina Cursi e Cláudia Calipo no buffet Shake Buum, no Jardim Avelino, que acreditam que a presença delas durante a festa é importante não só para resolver eventuais problemas como para transmitir ainda mais segurança para os pais. “Elas ficam o tempo todo atentas. É uma tranqüilidade”, diz Ana Claudia Wabifzczewicz César, mãe de Giovanni, dois anos, que comemora o aniversário do filho no Shake Buum desde o primeiro aninho.

Para que a festa se desenrole exatamente como o cliente pede, Marina e Cláudia solicitam para os pais o preenchimento de uma ficha com informações básicas para a organização da festa – exceto dados pessoais do cliente e valores -, detalhes de todos os serviços contratados, inclusive os que não são indicados pelo buffet, e números de adultos e de crianças discriminados e cores e tema da decoração. “Dias antes da festa os pais nos devolvem esse relatório preenchido e toda a equipe – pessoal da cozinha, recreação, recepção, decorador – tem acesso a ele”, explica Cláudia.

Com a ficha de controle em mãos, a gerente de festa Renata Sergio supervisiona o trabalho. Mesmo assim as proprietárias acompanham tudo de perto, recepcionam os convidados, visitam a cozinha e circulam de mesa em mesa para se certificarem de que tudo está em ordem. “Se precisar pegar na bandeja, a gente pega!”, garante Cláudia, que, junto com Marina, trabalha uniformizada.

Durante a negociação do contrato, realizado pelas sócias, o contato com o cliente é importante para traçar seu perfil e possibilitar uma surpresa na hora da festa: uma homenagem personalizada para o aniversariante. “Quase na hora do parabéns, ou eu ou a Marina improvisamos algumas palavras especiais para a criança”, explica Cláudia.

O envolvimento das proprietárias com clientes e funcionários garante um ambiente familiar. “Apesar de toda a dedicação e paixão pelo trabalho, os filhos exigem. Por isso, depois de quatro anos em funcionamento, decidimos nos revezar nas festas do Shake Buum”, conta Cláudia. Depois de cada festa, donas e funcionários baixam as portas e se reúnem para jantar. “Esse é o momento de diversão e descontração da família Shake Buum”, completa.

 

TODOS OS PASSOS

 

“Desde o primeiro contato com os pais, o fechamento da festa, as orientações até o término do evento, somos nós que atendemos”, garante Evelise Nunes Garcia, sócia do marido Marcos Luiz Cecato Senamo e da mãe Luiza Nunes Garcia no buffet Skyna da Alegria, no Alto da Mooca. A família trabalha junta e se desdobra para atender a todos os compromissos. Na festa ficam, geralmente, Evelise e Marcos. “Minha mãe só fica se acontece algo excepcional, como adoecer um dos meus filhos e minha presença em casa ser fundamental”, diz Evelise. “Mas sempre tem dois para cuidar de tudo”, completa.

Os proprietários dividem o trabalho. A maior parte do tempo, enquanto Marcos circula pelo salão, recepção e brinquedos, Evelise comanda a cozinha. Alguma pane nos eletrônicos é solucionada por um plantonista, caso o problema não possa ser resolvido por Marcos. Evelise, por sua vez, recebe a informação de todos os convidados que chegam e onde eles se sentam. “Desta forma, a próxima bandeja que sair vai começar a circular exatamente pelos recém-chegados”, explica Evelise.

“O fato de os donos ficarem na nossa festa aumenta muito a confiança. E este é um dos motivos pelo qual eu optei pelo Skyna da Alegria. Afinal, é difícil encontrar buffets com esse perfil”, fala Adriana Valeria Ponchirolli, mãe de Felipe, quatro anos. Evelise concorda e conta que, neste ramo, é essencial gostar de participar, pois a pessoa com quem a mãe contrata a festa é a referência que ela terá na hora.

Como no Skyna da Alegria não há gerente de festa, os contratos são fechados diretamente com os proprietários. “O olhar do dono é diferente daquele do funcionário”, declara Evelise. “Reformamos o banheiro do salão porque me incomodava a localização da porta. Um gerente dificilmente chegaria à mesma conclusão”, completa.

 

PARTE DO SHOW

 

Com dez anos de buffet, Khristian Albuquerque, proprietário do Kid’s and Kid’s, no Tatuapé, não só está presente em todas as festas como também participa. “Como não temos mesa decorada, o bolo surge como mágica durante um espetáculo - com acrobacias, trapézios e cenário - pouco antes do parabéns”, explica Khristian, que junto da sua equipe, faz o show. Ele explica que todo ano o roteiro muda. Desta forma, o aniversariante não terá a mesma surpresa dois anos seguidos.

Antônia Cristina Romano, mãe de Letícia, 16 anos, Mariana, dez anos e Pedro Henrique, seis anos, comemora o aniversário dos três filhos no Kid’s and Kid’s desde a sua inauguração. “Já fiz três festas no mesmo ano e em dez anos nunca tive um parabéns repetido!”, garante. “Nunca pensei em trocar de buffet porque sinto que há uma atenção e um carinho especial do Khris em tudo o que ele faz”, completa.

Há 23 anos, Khristian começou sua vida profissional como palhaço e não imaginava que seria proprietário de buffet um dia. Mas, para ter todo esse sucesso, houve muito empenho. “Ensino meus funcionários a lavar o copo e a fritar o salgado como se fosse para sua própria mãe!”, diz. Durante a festa ele fica atento a todos os movimentos e coordena o trabalho de todos com ajuda do gerente Rafael Souza Dias. “Ele faz mais a parte social, conversa com clientes e convidados para saber se está tudo do jeito que eles querem”, explica Khristian.

Ao fechar a festa, o perfil do cliente é traçado e os esforços da equipe serão para transformar aquele dia em uma lembrança única. “A festa é um sonho. Você vive o sonho do cliente, por isso precisa amar o seu trabalho!”, finaliza.

 

SOLUÇÃO NA HORA

 

Em seis anos de buffet, as sócias Viviane Ribeiro Fernandes e Luciane Assumção Fernandes no Além d’Alegria, no Tatuapé, nunca faltaram a uma festa. “Noventa e oito por cento das vezes, ficamos as duas. Raramente aconteceu de ficar apenas uma”, lembra Luciane. Os horários de folga, elas tentam deixar para os dias de semana, quando o movimento é menor.

“É muito importante que ao menos uma das proprietárias esteja na hora da festa. Aumenta nossa segurança, pois sabemos com quem falar e que o eventual problema que possa surgir durante o evento terá mais chance de ser resolvido na hora. Eu só fecho contrato com buffet que sei que o proprietário estará presente”, diz Karina Fereguetti, mãe de Enzo, três anos, cliente do Além d’Alegria.

De acordo com Luciane, a tranqüilidade dos pais aumenta muito, principalmente quando é o primeiro aniversário. Inclusive cria-se um vínculo com o cliente, que, muitas vezes, acaba todos os anos fazendo festa no mesmo local. Esse é um dos motivos de as proprietárias serem as últimas a sair do buffet em dia de festa.

As sócias concordam que são três os princípios fundamentais que fazem com que elas não abram mão de cuidar pessoalmente dos detalhes da festa do cliente: atendimento de primeira, alimentação impecável e a certeza de que tudo o que foi combinado será realizado. Para atender a tudo elas se dividem. Enquanto Viviane circula e garante o contato com o cliente e seus convidados, Luciane vistoria a cozinha. “Eu mesma monto as bandejas!”, conta.

Elas também estão prontas para atender outras eventualidades, como no caso de um fornecedor contratado pelo cliente não aparecer, por exemplo. “Certa vez, em uma festa, na hora de passar o clip retrospectiva no telão contratado pela mãe, ele não funcionou. Corremos atrás de outro fornecedor e tudo deu certo!”, lembra Luciane.

 

JOGO DE CINTURA

 

Para atender bem aos clientes sem deixar de lado a vida particular, as sócias Célia Regina Abe e Louise Jardim Santos Abe no Magic Ballon, localizado na Casa Verde, contrataram a gerente Solange Cristina Kano e, desde então começaram a se revezar nas festas. “Antes disso ficávamos as duas em todas as festas”, conta Louise.

Depois de três anos comandando o buffet, as sócias não tiravam férias. Passavam no máximo uma semana fora em períodos de menos movimento. “Nunca sabemos quando será, pois em julho e janeiro também fazemos muitas festas”, diz. Ambas têm filhos e driblam o tempo para atender a todos.

Todo o esforço tem motivo. “Às vezes só o proprietário pode resolver”, explica Louise. Por isso, uma das duas estão sempre presentes. Enquanto a Solange coordena os trabalhos no salão, ou a Célia ou a Louise agilizam o funcionamento da cozinha. Além disso, estão sempre prontas para solucionar contratempos. “Certa vez o churrasqueiro contratado pela mãe não apareceu. Tivemos que contornar a situação chamando outro profissional. Ninguém percebeu a troca!”, lembra.

Ana Paula do Nascimento Pires, mãe de Giovanna, quatro anos, e Gianlucca, um ano, conta que não imaginava a segurança que o proprietário transmite estando na festa. “Em outras festas que eu ia como convidada, via que as proprietárias do Magic Ballon ficavam, mas só quando contratei o buffet e vivenciei a diferença é que percebi o quanto é bom”, lembra.

“A nossa presença na festa é uma segurança a mais, pois os clientes sabem que conhecemos os detalhes”, completa Louise.

 

GARANTIA DE SERVIÇOS

 

Com apenas sete meses de casa, Mauro de Almeida Amaral, Rosi Gonçalvez e Maria do Céu estão com a máxima atenção voltada para o sucesso do buffet Faz de Conta, na Vila Guilherme, todo tematizado no clima medieval, com funcionários vestidos a caráter. “Não temos gerente. Queremos nós mesmos ter certeza de que tudo está impecável”, diz Maria do Céu.

Os sócios observam tudo e tentam se dividir para não deixar nenhum detalhe escapar. Enquanto Mauro supervisiona os itens mais técnicos, como iluminação e som, Rosi e Maria cuidam do operacional, como a cozinha e o social. “Observamos até se a garçonete está conduzindo a bandeja adequadamente”, revela Maria.

Como os três têm filhos e o buffet consome muita atenção, eles fazem revezamento nas festas de domingo: dois cuidam de tudo enquanto outro descansa. Nos demais dias, todos trabalham e trocam informações para que não haja surpresas desagradáveis. “Alguns pais chegam na festa e perguntam pela pessoa com quem fechou o contrato. Por isso, fazemos questão de manter o cliente em contato com todos”, explica Maria.

Quando Norma Gularte Ballarine e a filha Vanessa Cristina Ballarine Gomes começaram a busca por um buffet para comemorar o aniversário da pequena Paloma, cinco anos, elas procuraram diferenciais que chamassem atenção. “Deu para ver o carinho que eles tiveram com a construção do buffet”, conta Norma. E ela acha que acertou em cheio na escolha e usou como exemplo a ocasião da entrada da neta na hora do parabéns que deveria ser pelo palco, mas na última hora decidiu pela porta. “Mauro foi correndo para providenciar um tapete vermelho. Ficou lindo!”, lembra. “O dono estar na festa é de primeira necessidade para mim”, completa.

 

TRABALHO EM DOBRO

 

Se cuidar de um buffet sem esquecer da família requer jogo de cintura, imagine de dois. Por sorte são três sócios que se dividem para atender aos clientes das duas unidades do Aquarela Kids, ambas no Tatuapé. Cristiane Saraiva Blanco, o irmão Rodrigo Saraiva e Joyce Figueiredo Guilhen ainda contam com a ajuda das gerentes Edna, da unidade I, e Shirley, da unidade II. “Não temos gerente de festa, apenas quem nos ajuda a fechar a festa”, explica Cristiane.

Os sócios acreditam que faz muita diferença a presença deles na hora da festa. “Às vezes, só o dono pode resolver!”, declara Cristiane, mãe de duas crianças e grávida do terceiro. Joyce também tem um bebê de um ano e meio. E como será que as crianças percebem o trabalho das mães? “Quando montamos a unidade I eu já tinha uma menina pequena e a Joyce estava grávida. Por isso, eles já chegavam entrando no ritmo”, brinca Cristiane.

 

PARTE DA FAMÍLIA

 

“O K-Boom é meu terceiro filho. A festa é o sonho das pessoas, então a gente cuida com muito carinho!”, explica Kátia Africani, proprietária do buffet, localizado em Santana. Ela tem ajuda do marido Edson Mamedi, e da gerente de festas Maira Vilella, que trabalha no buffet há três anos e fica em todas as festas.

Kátia acredita que o operacional funciona sem a presença do proprietário, mas o olhar é diferente. “Sei tudo o que acontece”, diz. Por isso faz questão de vivenciar todas as festas realizadas no buffet.

Os serviços extras contratados pela mãe também ficam sob o controle de Kátia, que garante o funcionamento de tudo. “Uma cliente contratou por conta própria uma personagem que não apareceu. Não podia deixá-la sem. Acabei conseguindo a mesma personagem em outra empresa”, lembra.

 

QUADRA NO BUFFET: DIVERSÃO GARANTIDA !

 

Entre as muitas atrações que os buffets oferecem, aquela que sempre faz sucesso entre a garotada é a quadra de esportes. Além da atividade física que proporciona, é neste espaço que as crianças exercitam o convívio social e a competitividade saudáveis. Tanto meninos quanto meninas aproveitam a área com futebol ou com outros jogos e até mesmo piqueniques e gincanas.

“Nunca imaginei que tivesse tanta procura!”, surpreende-se Denise Farias, irmã e sócia de Deise Farias no recém-inaugurado buffet Arrelia Rock, no Tatuapé. Ela conta que quando as mães visitam o local junto com os filhos, tanto meninos quanto meninas correm para ver a quadra, de 8m x 5m. Ela é toda coberta, de grama sintética e as traves têm espuma de isolamento para evitar acidentes. Como o buffet é térreo e não tem divisões, os pais podem assistir as brincadeiras e torcer pelos filhos. “Aqui, todo mundo ganha nos campeonatos promovidos na quadra!”, conta Denise.

 

A quadra do buffet Fuzuê, no Tatuapé, não é coberta. Com redes de proteção em todos os lados e com dimensão de 6m x 10m, e altura de cinco metros, a quadra de grama sintética é também um local onde os pais brincam com os filhos. Independente do tema da festa, o espaço é muito utilizado. “Meninos preferem o futebol, enquanto as meninas brincam de queimada e toquinho”, conta Cleusa Cassola, proprietária.

“A partir dos sete anos, todo mundo joga!”, conta Cleusa. O monitor monta o time e apita o jogo. Os pais podem assistir aos seus craques sentados na área da churrasqueira, bem ao lado da quadra.

“Foi onde menos investi e o que me dá mais retorno”, conta Kátia Africani, proprietária do K-Boom Festas, em Santana, ao se referir à quadra instalada no mezanino do buffet. O local mede 10m x 5m, o piso é de cimento pintado e fechado com toldos nas laterais e em cima.

Maria Pillar Iglecias Mendes, avó de Gabriela, nove anos, explica que o K-Boom foi escolhido três vezes para comemorar o aniversário da neta também por causa da quadra. “Elas (as crianças) querem movimento! E a quadra é muito boa. É onde meninos e meninas se divertem”, conta. Esse ano, o tema da festa de Gabriela foi Copa e todo mundo entrou no clima.

“Algumas meninas também gostam de futebol!”, diz Kátia. Quanto aos meninos, a partir dos seis anos já fazem campeonatos. Um monitor coordena e apita os jogos. “Às vezes os pais participam! Ali é onde há maior interação entre pais e filhos”, completa.

 

Quem faz festa com campeonato no buffet Faz de Conta, na Vila Guilherme, ganha medalhas douradas de Honra ao Mérito, um pouco antes do parabéns, em cima do palco, e com direito a música. “Os torneios ocorrem de acordo com o número de times que conseguimos montar”, explica Mauro de Almeida Amaral, sócio de Rosi Gonçalvez e de Maria do Céu.

As crianças vestem coletes coloridos – azul e vermelho – para diferenciar as equipes e começa a brincadeira na quadra coberta, de 5,5m x 10m, e grama sintética. Nas laterais e na parte superior há uma tela protetora para evitar que a bola escape para o salão, uma vez que o buffet é térreo. A segurança também está nas colunas próximas da área, que são revestidas por um estofado de espuma.

O sucesso da quadra é grande. “Cerca de 70% das festas de meninos maiores de seis anos fazem questão da quadra. Mesmo quando a festa é para meninas a quadra vira um espaço de brincadeiras, como contação de histórias e piquenique”, diz Mauro.

No buffet Zupaloo, no Tatuapé, a quadra fica na área externa e não é coberta. Mesmo assim as crianças podem brincar em época de chuva. “Se a quadra estiver molhada e os pais liberarem não tem problema. Só não pode usar se estiver chovendo na hora da festa”, explica Sandra Regina Rodrigues, sócia de Andréa Coelho.

Com 10m x 4m, piso de grama sintética e cercada por redes de proteção, a quadra também tem traves acolchoadas para aumentar a segurança na hora de brincar. As crianças ficam sempre acompanhadas de um monitor, que garante muito agito.

Em julho de 2005, os sócios Leila Aguiar e Sergio Castro transformaram o quintal do buffet Zigue Zigue, no Tatuapé, numa quadra de 9m x 6m, com piso de cimento. “Nós percebemos que este era um pequeno investimento que nos traria grande retorno”, explica Leila. Na época o buffet só trabalhava com monitoras, mas perceberam que para os jogos ficarem ainda mais animados a presença de monitores era importante. “Eles torcem, incentivam, animam e os meninos preferem”, conta.

Mesmo quando a área não é usada para jogos, o local é utilizado para recreação. Apenas quando chove não é possível usá-lo, pois não é coberto. Mesmo assim Leila diz que já fechou muita festa por causa da quadra. “Além dos meninos de sete a onze anos adorarem futebol, também já fiz festa para uma menina de dez anos que foi goleira!”, lembra.

Em julho deste ano a quadra do Zigue Zigue vai passar por reformas: será colocado piso de grama sintética e o painel com uma torcida pintada será restaurado. “Nós também temos idéia de cobrir a quadra, mas não por enquanto”, completa.

No buffet parque Oficina da Festa, em Santana, a quadra poliesportiva tem tamanho oficial, piso de cimento e rede nas laterais e na parte superior. Ali meninos e meninas podem jogar futebol, basquete e vôlei. Nas festas, os monitores montam times e coordenam os jogos. “Todo mundo brinca!”, conta Ana Lucia de Rosa Carvalho, sócia de Isaura Aparecida Caldeira.

Como há ducha e vestiário no local, os pais podem promover minicampeonatos sem preocupação com a troca de roupa para o parabéns. “Eles colocam no convite para a criança ir com o uniforme do time preferido”, conta Ana Lucia. E, depois do jogo, as crianças podem tomar banho e continuar a festa. O sucesso da quadra é tanto que mesmo quando está frio a criançada brinca normalmente. “Só quando está chovendo que a quadra fica fechada”, explica.

 

A miniquadra do buffet Happy Kids, no Tatuapé, também é uma área de muitas brincadeiras e segura. “Além das redes de proteção, há acolchoados nas paredes”, explica Rosemari Delicato Ávila Failla, proprietária do buffet. A quadra, de 8m x 5m, é coberta e com piso sintético, e a preferência pelo espaço é de meninos maiores, de nove a onze anos. Os monitores divertem meninos e meninas com jogos e chute a gol. “Breve começaremos a promover torneios de futebol na festa”, diz Rosemari.

 

Na unidade II do buffet Aquarela Kids, no Tatuapé, há uma miniquadra que mede 7m x 4m, de grama sintética, com torcedores pintados em lonas esticadas nas paredes, com rede de proteção nas laterais e coberta. “As crianças adoram! Às vezes a quadra é o que mais faz sucesso na festa!”, diz Cristiane Saraiva Blanco, sócia de Joyce Figueiredo Guilhen e de Rodrigo Saraiva. Cristiane conta que desde os pequenos até os maiores, de 12 anos, usam a quadra. Do lado de fora há mesas e cadeiras para os pais assistirem as brincadeiras dos filhos.

Kelly Possendoro Pala, mãe de Kevin, sete anos, e de Erick, um ano, fez a festa dos meninos no mesmo dia, em maio, e aproveitou a época para decorar o salão com o tema Copa e vestir as crianças com o uniforme da seleção na hora do parabéns. “Escolhi o Aquarela Kids pelo conjunto de serviços, mas a quadra é um espaço muito legal!”, conta Kelly. Como na festa foram muitos meninos, inclusive os da escola, a brincadeira girou mais em torno da quadra. “Eles aproveitaram o tempo todo!”, completa.

Apesar da preferência ser masculina, Cristiane conta que também algumas meninas participam dos torneios, sempre orientadas por monitores, que montam times diferenciados por coletes coloridos – verde e amarelo. “A mãe pode levar medalhas personalizadas para a premiação”, sugere Cristiane, que conta que já existe um projeto para a construção de uma miniquadra na unidade I do Aquarela Kids, também no Tatuapé.

Às vezes uma pequena quadra instalada no mezanino já é suficiente para agradar os pequenos. No buffet Dreams World, no Parque da Mooca, a quadra de 4m x 6m fica no mezanino, com piso de grama sintética e redes de proteção de três metros de altura nas laterais e no teto. No local fica um monitor divertindo a criançada, geralmente meninos. “As meninas ficam pouco”, diz Marcos Alexandre Thadeu Fernades, sócio de Marina Villig Andrade Fernandes.

Marcos e Marina resolveram construir a quadra, que fica ao lado do Espaço Baby, no início deste ano e já pensam am ampliar. “Não posso alargar, mas dá para deixá-la mais comprida”, explica Marcos.

No buffet Geometric, no Tatuapé, a miniquadra mede 5m x 4m, tem piso de grama sintética e redes de proteção lateral e superior. Entretanto, não é coberta. Por isso quando chove não é possível usá-la. Os monitores do buffet promovem minicampeonatos entre os meninos com direito a premiação. “Sempre oferecemos uma lembrancinha. E todos ganham!”, conta Nanci Firmino, proprietária. Como a quadra é externa, há uma porta de vidro que separa os ambientes de onde os pais podem assistir aos campeões.

 

A quadra do Happy Mania Adventure, na Mooca, fica dentro do próprio buffet. Ela mede 4m x 3m e é usada para recreações diversas e joguinhos de futebol entre os meninos. “Os monitores dividem a garotada em times A e B. Como são poucas crianças não há necessidade do uso de coletes”, explica Rafael Porto Pinheiro, sócio de Fabio Porto de Oliveira. A quadra fica no mezanino, tem grama sintética e já vem demarcada de fábrica. Além das redes de proteção, os sócios investiram em acolchoados nas paredes para ninguém se machucar. Os pais que quiserem assistir aos filhos podem se acomodar dentro da área cercada pelas redes.

 

Seguindo a sugestão de outros proprietários de buffets e de clientes, os sócios Marcelo René Correa, Eduardo Bonfim e Max Bonfim construíram uma quadra no recém-inaugurado buffet Mega Play, na Mooca. A quadra é bastante comprida, mede 5m x 18m, tem piso de grama sintética e é toda coberta. Há redes de proteção para evitar que a bola escape para fora. O monitor, munido de apito, organiza os jogos, que funcionam mais como uma brincadeira do que como um campeonato. “O importante é que eles exercem uma atividade esportiva”, diz Marcelo.

 

 

 

ATRAÇÃO ESPECIAL

 

Para deixar a festa ainda mais divertida e inesquecível, muitos pais optam por incrementar as horas de comemoração com diferentes atrações: desde animações com palhaços e mágicos até shows com animais. Também atividades recreativas como camarim fotográfico, cabeleireiros e lembrancinhas feitas na hora fazem sucesso entre a garotada.

 

TOQUE DE MÁGICA

 

Para encantar o filho Matheus, oito anos, Eliane e Fernando Tovo contrataram o The Oriental Magic Show na comemoração do seu aniversário no buffet La Corte, no Tatuapé. “Queríamos inovar!”, diz Fernando. Além de a festa ter se desenrolado sob o tema Copa, inclusive com as crianças vestidas com a camiseta da seleção brasileira de futebol na hora do parabéns, os pais optaram pelo show de mágica pelo fato da criança gostar desse tipo de atração. “Matheus tem até uma caixa de mágicas em casa. Não imaginamos que ele iria gostar tanto!”, fala. “Como o espetáculo foi todo gravado, Matheus pede para assistir ao vídeo quase todos os dias”, completa.

O trio do The Oriental Magic Show realiza vários números, como Mala Moscovita, Caixa de Espadas, Caixa Misteriosa, Show Ninja, Magic Bar Levitação, Mega Star, Serra da Morte e outros. “Eles enriquecem muito a festa quando vêm aqui!”, declara Sueli Aparecida Maria, proprietária do buffet La Corte. E Fernando confirma ao lembrar que o espetáculo, com duração de cerca de 50 minutos, atraiu tanto crianças quanto adultos, que também participaram de alguns números.

A escolha por atrações diferentes durante a festa também é prioridade para Rosemeire Barros Cannalonga. Para comemorar o aniversário da filha Isabella, três anos, no buffet Ki Folia, no Tatuapé, além das atrações que a própria casa oferece, como o Ki Folia Fashion - com maquiagem e penteados da moda - Rosemeire contratou o teatro de fantoches Von Feffer. A companhia contou a história Os Três Porquinhos para crianças de várias idades, pois os amigos da outra filha, Nathália, sete anos, também foram.”Não queria nada muito cansativo e acertei! Durante meia hora todo mundo ficou envolvido com a apresentação”, lembra Rosemeire.

O cachorro Pulgão é quem faz a apresentação e o encerramento do teatro. Como ele é muito carismático Isabella não estranhou. “Tinha medo que ela pudesse ficar assustada”, conta a mãe. “Mas ela adorou!”, completa. A Companhia de Fantoches Von Feffer conta histórias clássicas, educativas e festivas.

 

Também pensando em agradar a todos, Priscilla de Paula Sadocco contratou a Marionetes Guarujá para entreter os convidados da festa da filha Giovanna, dois anos, no buffet Rindo a Toa, no Jardim Anália Franco. Apesar do buffet oferecer vários brinquedos, recreação e parabéns produzido, a mãe incrementou. “Queria algo que agradasse crianças, jovens e adultos. Foi maravilhoso!”, diz.

O tema da festa de Giovanna foi Little Stitch e a apresentação musical não foi tematizada. Os bonecos interpretavam cantores como Roberto Carlos, Sandy e Júnior e Ivete Sangalo. “A festa inteira parou para ver”, lembra Priscilla, que também ficou encantada com a apresentação repleta de detalhes. “As marionetes mexem a sobrancelha, os dedos, rebolam. É muito real”, conta. De acordo com a mãe, Giovanna dançou todas as músicas. “Vale o investimento!”, alegra-se.

 

 

CARINHO ESPECIAL

 

Crianças costumam gostar de animais. Então porque não presentear os pequenos com shows de animados e gentis bichinhos? Uma opção é o espetáculo do Circo Tradição. Primeiro o apresentador faz malabarismos para depois poodles, collie, dálmata e outras raças de cães darem um show de acrobacias, pulando aros, barreiras e fazendo outras brincadeiras. Márcia Gomes dos Santos preparou essa surpresa para os filhos Emily, seis anos, e Kauê, dois anos, no buffet Pirilampo’s, no Tatuapé.

A casa tem brinquedos para crianças e adultos e diversas recreações. Mas o espetáculo com cães acrobatas era o diferencial que a mãe buscava. “Os aniversariantes fazem parte do show. É uma atividade totalmente interativa!”, conta Márcia. Como Os Incríveis era o tema da festa, um dos cachorrinhos do Circo Tradição se apresentou vestindo a fantasia do Senhor Incrível e fez a alegria da criançada. “Foi muito divertido!”, diz Márcia.

Escultura de balões, oficina de pintura, camarim de fantasias e todos os brinquedos que um buffet tem não foram suficientes para presentear a filha, Gabriela, dois anos. Por isso, a mãe Adeli Spina Borlenghi Micheline mesclou a graciosidade dos animais a histórias e fantoches contratando o Minizoo byCaramelo para animar a festa realizada no buffet Rox Pop, no Parque da Mooca.

Marrecos, coelhos, patos, galinhas e pintinhos, pombinhos e cachorrinhos encantam desde os pequenos até os adultos. Eles são apresentados para a platéia depois do teatrinho, que pode ter vários temas clássicos. “Já conhecia o espetáculo da Caramelo, pois o vi na festa de uma amiga”, conta Adeli. No final do show, as crianças são fantasiadas e canta-se o parabéns com um bolo de mentirinha. Depois é que vem o de verdade. “A Gabriela adorou!”, lembra.

Gisele Vince, mãe de Valentini, quatro anos, percebeu o interesse da filha pelo mundo animal e contratou o Show Tradição para umaapresentação de cães adestrados. A festa foi no buffet Magic Ballon, na Casa Verde, que oferece atrações como escultura de balões e chuva de papel picado. Mesmo assim a mãe investiu nos acrobatas peludos. “Depois do adestrador conversar com as crianças, ele apresenta os cães pelo nome, então começa o show de saltos e a graça de ver os bichos fantasiados”, conta Gisele.

Os temas das fantasias são vários: Batman, Branca de Neve,  Minie,  Visconde e Emilia. O espetáculo realizado por cerca de dez cães dura 40 minutos e prende a atenção dos espectadores. Além disso, o aniversariante participa de alguns números. “Nessa idade, a criança interage muito, então o show não pode ser monótono”, explica Gisele.

 

MOLDES CRIATIVOS

 

A primeira festa de aniversário em buffet feita por Lilian Carla Colombo para o filho Henrique, um ano, foi repleta de elogios. A comemoração foi no Little Jungle, na Mooca, e, apesar de uma grande quantidade de brinquedos e animação feita pelos monitores, a mãe quis animar ainda mais a festa e contratou o “cabeleireiro maluco” da Vickyboom.

O pequeno Henrique passou gel no cabelo e desenhou um raio. Na hora do parabéns mudou o penteado: pintou o cabelo de verde e deu um toque brilhante ao topete. “Todo mundo participou! Até a avó de 91 anos pintou o cabelo!”, lembra Lílian.

A equipe da Vickyboom fica até o fim da festa e deixa os adereços de brinde para todos os convidados.

 

Todos os anos Connie Lorenzetti prepara uma festa criativa para os filhos. Para o primeiro aninho de Vinícius, no buffet Tra La Lá, na Cantareira, Connie contratou a Art Design para fazer a lembrancinha da festa personalizada na hora. “Sempre faço algo diferente. Para meu filho resolvi mandar fazer almofadas com fotos tiradas na hora”, conta Connie.

Cerca de 50 crianças, com idades de zero a dez anos, estavam na festa. A Art Design tirou foto de cada convidado junto do aniversariante que, em seguida, era impressa em almofadas pré-prontas, com três opções de cores: amarelo, azul e rosa. “Foi distribuída uma lembrancinha por família”, conta Connie que já pensa como será o próximo aniversário.

Outra atração divertida é a Mãos de Cera. A equipe já foi chamada para fazer festas em diversos buffets das zonas norte e leste de São Paulo, entre eles o Star Kids II, em Santana. Para preparar a lembrancinha durante a festa, o convidado escolhe colocar a própria mão em determinada posição e, com produtos atóxicos e antialérgicos, a mão é banhada em cera morna até que se forme uma espécie de luva que possa ser retirada sem quebrar. Feito o acabamento e a pintura, a criança leva para casa uma lembrancinha personalizada.

 

 

 

FESTA: RITUAL DE CRESCIMENTO

 

Muito mais do que uma reunião entre amigos e familiares, a festa é um ritual. As celebrações sempre fizeram parte da história da humanidade, desde as culturas mais primitivas. Esse processo não ocorre por acaso. De acordo com a psicóloga clínica Rita Motooka, festejar tais passagens auxilia a pessoa a se situar como sujeito e a organizar suas emoções. “Comemorar formaturas, aniversário de casamento, ou o dia em que a pessoa nasceu é muito importante até como fator de organização individual”, diz.

Com o acelerado ritmo de vida imposto pela modernidade, criou-se um distanciamento dos rituais, mas não da necessidade de integração. “Apesar de termos um mundo conectado, essa relação é efêmera, fluida, virtual. Percebo nas mães que vão ao consultório, um desejo crescente de resgatar valores que ficaram no passado, como o contato físico, real”, explica Rita.

A festa possibilita que a criança amplie seu repertório em todos os sentidos. Entretanto, as incursões sociais, que iniciam geralmente a partir dos quatro anos de idade, dão um impulso ainda maior para o desenvolvimento. “A criança menor também curte a festa, mas não tem uma rede de relacionamento tão grande quanto aquela que vai à escola, à natação, etc”, explica Rita.

É certo que em qualquer local com mais de duas pessoas pode haver uma troca de experiências, mas o ambiente da festa permite uma postura mais espontânea. “O clima descontraído deixa a pessoa com um tom mais ameno e festivo”, observa. Essa atmosfera envolve também os pais.

As mães, ao participarem da festa, aproveitam a oportunidade para conhecer os amigos do filho, seus familiares e seus valores. “Aumentando a confiança da mãe, aumenta também a autonomia da criança”, fala Rita, que lembra também a importância de a mãe se apresentar socialmente no seu papel materno. “Às vezes os pais curtem a festa mais que os filhos porque no dia-a-dia acabam terceirizando para a escola e para a babá os cuidados com o filho”, revela.

Enquanto as mães aproveitam as horas de festa para compartilhar suas experiências com outras mães, os pais, na maioria das vezes, desempenham mais o papel racionalmente social do que o emocionalmente partilhado. “Apesar de estarem cada vez mais interessados em participar da vida do filho, observo que os assuntos trabalho e futebol continuam sendo os mais pautados”, fala.

Nos casos de pais separados, Rita diz que não é difícil identificar na festa o homem. “Geralmente ele fica deslocado”, revela. “Diferente da mulher que se enturma mais facilmente”. Nessas ocasiões é importante que ambos exercitem um novo jeito de fortalecer suas relações interpessoais.

Todos os itens do universo da festa – bolo, balões, colorido, presenças dos amigos e familiares - amparam as crianças na elaboração simbólica do lugar dela no mundo. Algumas, porém, são mais retraídas e podem apresentar dificuldades em se relacionar com desprendimento durante as brincadeiras. Essas crianças podem e devem participar de festas. “É preciso cuidado e respeito pelo tempo de cada um. Às vezes a criança participa da brincadeira de outras formas”, alerta Rita.

Nessa complexidade de emoções, a mãe por vezes também fica em dúvidas. Como reagir com os irmãos com pequena diferença de idade quando a festa é de um e não dos dois? Para Rita é importante aproveitar essa situação para exercitar a criança a compreender a condição dela naquele momento. “Embora sejam irmãos, apenas um faz aniversário e é esse evento que está sendo comemorado. O outro tem também o seu dia”.

Irmãos com diferença de idade maior também merecem cuidados. Basicamente a regra é a mesma: deve-se respeitar a realidade e o desenvolvimento de cada um. Para exemplificar, Rita propõe como irmãos, um menino de dez anos e uma menina de 14 anos. Como a maturidade emocional deles é muito diferente, e há regras e combinações familiares diversas, a idéia é usar critérios. “Indico o uso dos três C’s: consistência, coerência e conseqüência na argumentação com os filhos”, fala.

Isso muda quando os filhos fazem aniversário em datas próximas e a mãe resolve fazer uma única festa para os dois. “Neste caso os holofotes vão para os dois!”, sugere Rita. Os pais devem dar atenção especial para ambos, como mandar fazer dois bolos, cantar parabéns duas vezes, deixar muito claro no convite que ambos fazem aniversário e, sobretudo, escolher uma data alternativa para a festa. “Para evitar mal-estar a data da festa não deve ser nem no dia do aniversário de um nem do outro”, explica.

Independente das nuances que podem ocorrer de pessoa para pessoa, o que não muda é o fato de que tudo o que impacta a criança ressoa no seu mundo interno e reflete na sua postura diante da sociedade. “O que é certo é que quanto mais afetos e emoções positivas a criança tiver, mais chances ela terá na vida”, finaliza.

 

 

 

 

 


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