REVISTA FESTAS ETC E KIDS Nº08

Editorial

Hoje em dia as festas infantis podem se transformar em verdadeiros eventos. Com riquezas de detalhes que vão da fachada do buffet, passando por várias atrações como personagens, shows, cabeleireiros, efeitos especiais, chuvas de prata, decorações diferenciadas e esculturas com balões, as megafestas chamam a atenção não só dos convidados mas também de quem passa pela rua. A Revista Festa Etc Kids conversou com diversas famílias que fizeram do aniversário dos filhos uma megafesta. Vale à pela conhecer os detalhes e aderir. Se a idéia é comemorar em petit comité , também é possível deixar as crianças felizes e ainda economizar, fazendo uma festa só para os amigos da classe. Uma festa escolar pode ser muito divertida. Confira. E ainda se seu filho não quer uma festa tradicional, em buffet infantil, a comemoração pode ser feita em um boliche ou em pistas de skate. Com direito a lanches, bolo e docinhos. Seja uma megafesta ou uma festa básica, o registro com uma divertida caricatura com certeza vai agradar crianças e adultos. E se você ainda tem alguma dúvida se deve ou não fazer uma festa para seu filho, leia o artigo da psicóloga Rita Rosa Motooka sobre o ritual do aniversário.

E boa festa.

Zuleica Russi

 

Tudo completo nas megafestas

Cheias de charme, as megafestas estão tomando conta dos buffets infantis das zonas Leste e Norte. Mais do que meras festas infantis, são eventos muito bem organizados pelos buffets, onde a decoração, as atrações e a alimentação são escolhidas a dedo pelas mães.

Claudia Mendonça de Queiroz Rosa não mede esforços para que o aniversário dos filhos se transforme num grande acontecimento. Mãe de Matheus e Isabela, Claudia sempre pensa em algum detalhe que possa tornar a festa diferente. “Contrato sempre um show especial, senão todas parecem a mesma festa”, diz. Para o aniversário de sete anos de Matheus, comemorado em janeiro, ela escolheu o buffet Zupaloo , inaugurado no final do ano passado no Tatuapé. Moradora da Vila Mariana, porém trabalhando na zona Leste, Claudia resolveu prestigiar a região e não se arrependeu. “Sempre fiz festas em buffets de Moema e outros bairros da zona Sul. Porém, o Zupaloo chamou a minha atenção já durante a obra. Quando vi que o buffet seria plano, com um só nível, e teria boliche e quadra, que meu filho tanto queria, reservei a data”, lembra.

O tema da festa foi “Scooby Doo”, com mesa decorada de Luciana di Riti. Claudia contratou os personagens do Batalhão d´Alegria para recepcionar os convidados e fazer um show com as crianças. Além da variedade de brinquedos do buffet, a mãe ficou satisfeita com o atendimento. “Fiz a festa num almoço de domingo, das 13 às 17 horas, e o buffet foi bem flexível com o horário, sem apressar o final da festa”, lembra. Como lembrancinha, Claudia ofereceu um caderno de pintura com o tema Scooby Doo para as crianças menores e uma pipa para as maiores.

Andréa Coelho, sócia de Sandra Regina Rodrigues no Zupaloo, acredita que o pacote básico do buffet é tão completo que já garante a realização de uma megafesta. “Se não quiser, o cliente nem precisa contratar serviços extras”, afirma. O buffet coloca à disposição dos clientes uma variedade de 100 salgados para que sejam escolhidos 20. Um prato de massa simples com dois tipos de molhos e salada é cortesia para todas as festas. A minilanchonete serve hot-dog, mini-cheeseburguer, mini-pizza, batata smile, crepe de queijo, pipoca, refresco, refrigerantes e algodão doce após o parabéns. O bolo é servido com sorvete.

Quanto à decoração, fazem parte do pacote mesas das empresas Vivo Desejo, Mariza Quintana, Chiara Marcelli e Luciana di Riti. Entre as atrações, boliche, quadra de futebol (medindo seis por 10 metros), xícara maluca, danceteria acústica com DJ, camarim com fantasia, maquiagem e cabeleireiro – “tudo incluído no pacote, transformando todos os eventos do Zupaloo em superfestas”.

Marcante

Ao escolher o tema “Circo” para o primeiro aniversário do filho Murilo, Fran D´Angelo Palomares quis que a festa tivesse o clima alegre e contagiante dos picadeiros. Contratando algumas atrações especiais, Fran atingiu seu objetivo e manteve a tradição de sempre organizar festas originais. “Como fiz uma festa diferente no primeiro aniversário da Rafaela, minha filha mais velha, que hoje está com quatro anos, quis o mesmo para o Murilo. Acho que a festa de um ano deve ser bem caprichada. É um momento que fica marcado para todos da família”, acredita.

Moradora da Vila Alpina, Fran escolheu o Shake Buum , buffet localizado no mesmo bairro, para a festa do filho. A empresa Balloon Delivery foi chamada para decorar a entrada do buffet com dois palhaços gigantes feitos em balões e um túnel de 12 arcos de balões em cores fortes. Dentro do salão, os enfeites das mesas dos convidados eram em balão metalizado com rostinho de palhaço. Balões a gás enfeitavam ainda o corrimão no acesso ao piso superior do Shake Buum. “Não sou nada básica. Sou até exagerada e quero uma festa alegre e colorida”, conta a mãe.

A animação foi garantida com a presença da turma do Circo e Cia., que levou para o buffet uma banda para recepcionar os convidados, no estilo dos circos do Interior. A palhaça Bituca fazia acrobacias no monociclo. “Os artistas chamavam a atenção até de quem passava na rua”, lembra Fran. O caricaturista Ivo Fávero foi outra atração para os adultos. O cardápio também foi digno de uma megafesta: além do coquetel, havia uma mesa de frios e queijos e foi servido jantar com dois tipos de massas recheadas e carne. De sobremesa, sorvete com calda de amora e salada de frutas. Até a tradicional retrospectiva com fotos ilustrando o crescimento da criança teve um toque de circo. A bandinha e Bituca convidavam os adultos para assistirem a história de Murilo, ao som de música alegre. Na hora do parabéns, duas redes despejaram no salão dois mil mini-balões. “Planejo as festas com bastante antecedência. Quando acaba a da Rafaela, que é em novembro, já começo a do Murilo, que acontece em fevereiro. Não consigo fazer uma festa básica. É muito mais marcante um aniversário bem completo”, comenta.

Cláudia Calipo Resca, sócia do Shake Buum com Marina Peloso Cursi e Marlene de Souza, afirma que o buffet tem condições de organizar uma superfesta. “A megafesta deve começar com um supercardápio, que sempre agrada aos clientes”, garante. Para Claudia, o mercado de festas infantis oferece inúmeros detalhes para transformar a data num acontecimento. “Podemos contar com vários artistas e empresas qualificadas, que tornam a festa ainda mais animada e iluminada”, sustenta. Mas, o principal, segundo a proprietária, é a confiança que os pais depositam no buffet. “Os pais devem procurar um buffet onde se sintam seguros e possam contar com uma equipe para que seu sonho se realize”, completa.

Eventos

As festas que Vanessa Zodbi Fernandes organiza para o filho Gabriel já são famosas entre seus amigos e familiares. “Todo mundo diz que eu faço eventos e não festas”, diverte-se. No quarto aniversário do garoto não foi diferente. A festa, para cerca de 140 convidados, aconteceu no Little Jungle , localizado na Mooca. A mãe ficou muito satisfeita com o resultado. “Achei ótimo fazer a festa no bairro onde moro. O pacote básico do buffet já oferece tudo o que é necessário: serviço ótimo e monitores muito bem treinados”, conta.

Mesmo assim, Vanessa incrementou a festa. A decoração do tema Dinossauros, escolhida por Gabriel, foi complementada com um trabalho na fachada executado pela Vivo Desejo. Foi montado o portal Jurassic Park, com dinossauros e seus ovos, som de floresta, iluminação e efeitos de fumaça, tapete de grama e árvores naturais – um show que fez os carros pararem na avenida para admirar a decoração. Dentro do buffet, a Vivo Desejo montou a mesa Jurassic Park e espalhou mais dinossauros pelo salão. Monitores da Puma Balões faziam esculturas de balão gigantes, que flutuavam com gás hélio. O Batalhão d´Alegria levou a turma do Barney e mais quatro Power Rangers com um vilão, a pedido do aniversariante. Os personagens recepcionaram os convidados e fizeram uma apresentação para as crianças.

Para diferenciar o convite do buffet, Vanessa anexou a ele um dinossauro em EVA. Como lembrancinha, ela ofereceu maletas de madeira pintadas com dinossauros em relevo. Dentro, materiais artísticos, como forminhas em formato de dinossauro para modelar peças em gesso. O auge da festa foi a hora do parabéns: Gabriel chegou a bordo de um carrinho do buffet, vestido com roupa de caçador. Para não fugir à tradição, Vanessa já pensa no aniversário de cinco anos. O tema o aniversariante já escolheu: Power Rangers. Resta, agora, Vanessa preparar outra megafesta.

Princesa

Quem também é expert em festas bem completas e especiais é Sandra Aparecida Costa. “Quando saem das minhas festas, os convidados falam: na próxima, estamos dentro!”, conta. “Eles sabem que os aniversários da Camila são muito animados”, garante. Em dezembro, a família comemorou os sete anos da menina com uma festa no K Boom, em Santana. Sandra escolheu a festa “ouro” com banner na entrada, foto, filmagem com retrospectiva, mesa de balas, fogos indoor, chuva de “prata”, massa seca com dois tipos de molhos e três variedades de saladas, cerveja, cenários da Vivo Desejo, escultura de balões, pintura e lembrancinha. “Montamos a festa “ouro” porque muitas mães contratavam a nossa festa “prata” e fechavam serviços por fora, o que encarecia mais o pacote”, completa Kátia Africani, proprietária do K Boom.

Na festa de Camila, a frente do buffet recebeu um tapete vermelho rodeado de balões, tochas de fogo e princesas confeccionadas em fibra de vidro. Como opcional, Sandra contratou ainda o cabeleireiro maluco. O DJ com som e iluminação (também incluso no pacote) fez a alegria das meninas. Acompanhando o tema da festa, “Princesas”, Camila recebeu uma super-produção para a hora do parabéns: usou um vestido em tom champagne , com bordados dourados, e teve o cabelo arrumado por uma cabeleireira, especialmente contratada por Sandra. Os fogos e a chuva de prata reforçaram o momento mágico. Um luxo que tão cedo a menina e seus pais não esquecerão. Kátia Africani percebe que as megafestas do K Boom acontecem principalmente para a faixa etária de cinco a sete anos. “É quando a criança entende mais e os pais capricham, principalmente na decoração e nos efeitos especiais”, diz.

Circo autêntico

Mãe de noiva. Foi assim que Daniela Cavalcanti se sentiu ao organizar o primeiro aniversário da filha Victoria. “Comemorei o ‘mesversário' dela todos os meses, com um bolinho em casa, durante seu primeiro ano. Quis que a festa fosse especial, com tudo a que tinha direito”, comenta a mãe. Para realizar o sonho, Daniela e seu marido, Rodrigo Navarro, escolheram o Rox Pop , na Mooca, como cenário. Eles moram em São Bernardo mas têm uma loja na Mooca. Além disso, a família toda mora na zona Leste ou no ABC, o que facilitou o acesso dos convidados. “Achei o Rox Pop um buffet com a nossa cara. Tive 100 convidados e queria que o buffet não parecesse vazio”, diz.

Daniela escolheu o tema “Circo”. A Guacirema Balões decorou a fachada do buffet com o nome da menina, uma grande palhaça e um arco de balões. Artistas circenses da Quiz Eventos (malabarista, pirofagista e perna-de-pau), recepcionavam os convidados. O clima de circo ficou completo com a mesa da decoradora Andréa Guimarães. Daniela preparou um quadro de assinaturas para a entrada. A ACL Vídeo providenciou um banner luminoso com duas fotos da aniversariante e a retrospectiva, feita conforme os pedidos da mãe. “Pedi que a retrospectiva tivesse imagens de circo. Também coloquei fotos dos casamentos dos avós e do nosso, mostrando a história da nossa família.

O palhaço Duda brincou com adultos e crianças. Na hora do parabéns, Victoria surgiu vestida de palhacinha, nas mesmas cores da fantasia de Duda. “O parabéns do Rox Pop é muito animado. Uma banda e o personagem do buffet acompanham a criança”, lembra. Daniela, aliás, não se cansa de relembrar os detalhes do aniversário, como o carrinho que serve sorvete aos convidados no final da festa. “É um charme a mais. A festa toda foi nota 10”, comemora. A festa de um ano de Victoria teve ainda maçã do amor e algodão doce (servidos pelos monitores em cestas) e uma trilha sonora que lembrava os circos tradicionais. Uma foto da aniversariante fantasiada de palhaço foi estampada sobre o bolo. No parabéns, houve também jogo de luzes com fumaça.

No Rox Pop são principalmente os aniversários de um a três anos que reúnem o maior número de atrações especiais. Para Marisa Magalhães Feijó, gerente do Rox Pop, são justamente os detalhes que tornam essas festas ainda mais refinadas. “A festa é um show de quatro horas de duração que não pode ter falhas. É um conjunto que inclui cardápio, limpeza, segurança, brinquedos, serviços, entre outros itens”, avalia. O buffet oferece ar condicionado central, gerador próprio, essencial para uma eventual falta de energia, e variedade no cardápio, já que conta com uma banqueteira para atender a qualquer pedido dos pais. “Temos estrutura para suportar megafestas. Muitas mães, atualmente, são profissionais em festas e procuram um aniversário profissional para seus filhos. São clientes que escolhem o tema e pedem que façamos o melhor na sua festa”, aponta, ressaltando que os buffets da zona Leste estão prontos para atendê-los.

Zona Norte

Renata Novaes Teixeira Ruiz cansou de sair da zona Norte, onde mora, para buffets da zona Sul, onde costumava organizar aniversários dos filhos. Até que, para os nove anos de Jullia, Renata resolveu investir na sua região e fez a festa no Mega Boom , na Parada Inglesa. “Nunca tinha ido a uma festa no buffet. Fui conhecê-lo e a primeira impressão é a que fica. Achei que o Mega Boom não devia nada aos buffets do outro lado da cidade”, compara.

Decidido o local, Renata e o marido, Eduardo Garcia Ruiz, que também participa dos preparativos, partiram em busca das atrações especiais. “Modéstia à parte, sempre fizemos megafestas”, orgulha-se. Renata se recorda de aniversários de Jullia com o tema “Safári” (que teve até tigre e macaco do Beto Carrero) e outra de “Halloween”, com a presença de 25 personagens do terror do Playcenter. Depois de tantas atrações, como fazer mais uma festa especial? Renata lembra que pediu sugestões para a equipe da Estação Felicidade, que fornece personagens em todas as suas festas. “Soube, então, que a Guacirema Decorações tinha o furgão idêntico ao da turma do Scooby Doo. Assim, decidi o tema”, comenta.

O carro foi uma surpresa até para a aniversariante. Jullia saiu de casa no furgão, junto com os personagens da Estação Felicidade, quando os convidados já estavam chegando ao buffet. Na chegada de Jullia à festa, efeitos de raios laser projetavam seu nome na fachada e uma queima de fogos acontecia no topo do prédio onde fica o buffet. Mesmo depois de muitas festas, Renata acredita que sempre é possível inovar. Ela nunca tinha contratado, por exemplo, efeitos especiais para a fachada. “É preciso procurar as novidades do mercado. Nenhuma festa minha é igual a outra”, atesta.

Renata contratou também os serviços de cabeleireiro da Animada Trupe (que cuidou também da produção de Jullia em casa) e o trabalho diferenciado da Mãos de Cera, que modela as mãos dos convidados em cera. A decoração da mesa e da fachada ficou a cargo de Andréa Guimarães, que também cuidou dos docinhos e do bolo decorado. Como lembrancinha, a mãe providenciou necessaires com esponjas de banho no formato do Scooby Doo, mais uma toalha de rosto, sabonete, além de xampu e condicionador em frascos personalizados com o nome da aniversariante. No jantar foi servida uma massa recheada com dois molhos e salada. Uma mesa de tortas e quiches complementou o cardápio.

Ana Cristina Modanez, sócia de Luciana Amaral no Mega Boom, conta que entre os extras mais pedidos pelos pais estão a decoração de fachada, principalmente com o nome do aniversariante em balões, efeitos especiais como máquina de bolinha de sabão e personagens. A chuva de prata no parabéns e a retrospectiva são opcionais que, eventualmente, as sócias dão como cortesia no pacote, como parte de alguma promoção do buffet. “Nosso cardápio é bem completo, por isso os pais contratam mais opcionais na decoração”, comenta Ana. Na lanchonete é servido crepe, algodão doce, pipoca, batata smile, minidog, pão de queijo, mini-pizza e gelatina. Um prato de massa simples, acompanhado de dois molhos e salada, está incluído nos pacotes durante a semana. Nos finais de semana, a massa é recheada.

Cerimonial

Louise Jardim Santos Abe, sócia do Magic Balloon com Célia Regina Abe, concorda que os pais investem mais numa decoração diferenciada do que em adicionais para a alimentação. Mesmo porque o buffet tem pacotes que incluem opcionais. “Montamos alguns pacotes, com opcionais embutidos, justamente para pais que procuram itens extras”, explica. Além do coquetel básico, há o coquetel com churrasco, mais sorvete, mesa de guloseimas e cerveja, e o pacote que inclui tábua de frios, mais sushi ou pizza. “São festas mais completas, porém que custam mais barato do que se tudo fosse contratado à parte”, diz.

Em relação à decoração e aos efeitos especiais, os clientes do Magic Balloon investem muito em entradas tematizadas, fogos indoor , chuva de balões, tapete vermelho e jogo de luzes, conta Louise. Ela percebe essa tendência em caprichar nos efeitos principalmente entre os pais de filhos únicos ou de crianças que comemoram o primeiro aniversário.

É o caso de Eire Rosado, mãe de Victoria, de cinco anos. A família mora na Serra da Cantareira e sempre fez questão de caprichar nos aniversários da menina. Na última festa, a mãe escolheu o buffet da Casa Verde, que indicou os serviços de cerimonial da Magic Earth Renata Fantasias e Eventos, especialista em transformar meninas em verdadeiras princesas. Renata montou um camarim na festa, que produzia o visual de crianças e adultos. Na hora do parabéns, Victoria surgiu no tapete vermelho vestida de Cinderela, de braço dado com um colega da escola, um autêntico príncipe. “Eles estavam lindos. Foi emocionante, todos choraram”, lembra a mãe. Antes da festa, as crianças fizeram uma prova das fantasias, para verificar se seriam necessários ajustes.

Agora, Eire sonha com o próximo aniversário da filha. “A gente se empolga com a festa de um filho. No nosso tempo, não tínhamos nada disso em nossos aniversários. Agora eu posso me realizar”, compara.

Detalhista

Os pais querem para os filhos uma festa especial. Para gêmeos, então, o capricho é dobrado. Que o diga Andréa Aprobato Defendi, mãe do casal de gêmeos Pedro Henrique e Letícia Cristina, de quatro anos. A última festa da dupla aconteceu em 15 de novembro, para 110 convidados, no buffet Ki Folia II . Foi a segunda festa de Andréa no buffet do Tatuapé. O aniversário de três anos dos gêmeos aconteceu na primeira unidade do buffet. A festa deste ano, quando as crianças comemorarão cinco anos, já está reservada na unidade II.

Andréa se considera uma privilegiada. Faz uma festa especial mas gasta numa só o que muitas mães gastam em duas. No último aniversário, o tema escolhido foi “Toy Story”. A decoração ficou a cargo da Vivo Desejo, que forneceu a mesa no estilo cenário e a entrada, que teve efeito de gelo seco e a música tema do filme ao fundo. Da empresa Fábrica de Ilusões, animaram a festa cinco personagens do tema. Completaram as atrações o caricaturista Ivo Favero e o pessoal da Puma Balões modelando grandes balões flutuantes para os convidados. Quanto à alimentação, o buffet serviu o festival de crepes: durante toda a festa, crepes salgados e doces deliciavam os convidados.

Alguns detalhes ficaram a cargo da própria Andréa. Ela confeccionou os arranjos das mesas dos convidados. Num tabuleiro de damas ficavam personagens da história segurando balões. As peças do jogo eram bombons embalados com papel estampado com fotos dos aniversariantes. Nas lembrancinhas, outro capricho da dona da festa. As meninas ganharam bolsinhas jeans costuradas por Andréa e os meninos um saquinho em jeans, também feito pela mãe, recheado de bolas de gude. O perfeccionismo continuou nas roupas dos gêmeos. Pedro vestiu-se de cowboy e Letícia de cowgirl . Para o parabéns, o garoto se fantasiou de Buzz e a menina de camponesa. Até para a retrospectiva Andréa pensou em algo diferente. “Não queria uma retrospectiva feita com montagem de fotos. Forneci para a empresa fitas de vídeo caseiras. Deixei-as no ponto escolhido e eles editaram o filme com as cenas”, explica.

Kelly Cristina de Oliveira, sócia da irmã Rosana Santos nos buffets Ki Folia, comenta que tem muitas clientes que fazem megafestas. Andréa, porém, se diferencia, acredita Kelly, porque ela mesma cuida de alguns detalhes. Ela fez questão, por exemplo, de decorar a mesa de balas acompanhando o tema. Para a festa deste ano, a mãe já decidiu o tema: será “Shrek”. Resta saber se as crianças concordarão em se fantasiar no casal de ogros. Qualquer que seja a decisão, Andréa tem certeza de que será mais uma megafesta.

 

Mega alimentação

Confiança é o que não falta na relação entre Karen Campanelli Rosa e o buffet Pirilampo´s . Ela já fez no buffet o batizado e o primeiro e segundo aniversários do filho Dante. Na festa de dois anos, o tema foi “Mickey”. Karen contratou o show do Circo Tradição que, com a graça de seus cachorrinhos, animou até os adultos. O som do DJ fez todo mundo dançar e, na hora do parabéns, Dante entrou ao lado do Mickey vestido de smoking, como o personagem.

Em relação à alimentação, Karen ficou tranquila. “Quando as festas são à noite, faço só coquetel, que no Pirilampo´s é muito bem servido ”, diz. Ela lembra que apenas o batizado foi no horário do almoço e teve prato quente. Aliás, as duas irmãs de Karen também fazem as festas dos filhos no Pirilampo´s, entusiasmadas pela fartura na comida e pelo bom serviço. No total, são cinco crianças que sempre comemoram seus aniversários no buffet, em festas com 120 a 150 convidados.

Para Herika Mascara Coelho Vechiato, sócia do buffet com Silvio Vechiato, a variedade de itens servidos no coquetel é tão grande que nem há necessidade de almoço ou jantar. “As pessoas chegam ao buffet achando que vão comer só salgadinhos, mas servimos berinjela à pizzaiola, uma mesa com tortas e quiches, que no inverno substituímos por caldo de feijão e de ervilha com bacon, e três tipos de lanches”, conta. Herika comenta que guarda a lista de convidados e a relação do que foi servido no ano anterior. “Se o cliente repete a festa comigo, coloco um algo a mais para ficar diferente”, diz Herika.

O Pirilampo´s procura oferecer serviços extras que satisfaçam os pais. “Minha festa básica já é um sucesso. Mesmo assim, todas têm que ter um diferencial”, afirma. “A mãe contrata um buffet para ter tranquilidade. Se a família é da região e a escola da criança permite, levo um bolo e algumas brincadeiras para a escola no dia do aniversário”, complementa.

Herika acredita que esses detalhes tornam o conjunto uma superfesta. Se a criança não tem medo e a mãe quer o personagem, o buffet “empresta” um monitor para vestir a fantasia (alugada pelo cliente numa loja indicada pelo buffet). Outro adicional é o cabeleireiro maluco, que Karen contratou para o segundo aniversário de Dante. “Temos uma equipe especializada em maquiagem e manicure”, afirma a proprietária do Pirilampo´s.

Parceria

Quem também aposta no cardápio caprichado e no serviço impecável para cativar os clientes e oferecer festas completas é o Happy Mania . Há cinco anos na Mooca e prestes a inaugurar sua segunda unidade na região, o buffet investe na parceria com fornecedores de qualidade para garantir uma comida de primeira. As massas são da rotisserie Di Camargo e os salgados, doces e bolos vêm do Sorvetão, empresa com 15 anos de tradição na zona Leste. Entre os destaques do Sorvetão, está a famosa taça de merengue, que vem fazendo sucesso nas festas do Happy Mania.

Uma cliente que não se cansa dos serviços do buffet é Gisele Mendes Cresta. Seu filho Ricardo tem nove anos e desde os três Gisele faz suas festas com o Happy Mania. No último aniversário, ela optou pelo cardápio mais completo da casa para garantir o sucesso do evento: mesa de frios, sanduíches de metro e jantar com lasanha napolitana, brochete de peito de frango com bacon e salada. Entre os doces, tortinhas de limão e uva, trufas, tortinha holandesa e taça de merengue. “A família é grande, são mais de 100 pessoas”, afirma.

Atendendo a um pedido de Ricardo, o buffet colocou um DJ para animar os convidados. “Já fui a muitas festas, inclusive em buffets da zona Sul, mas aqui é melhor. De nada adianta um buffet cheio de atrações maravilhosas se não tiver um ótimo serviço”, compara a mãe. Fábio Porto Oliveira, sócio do buffet com Cassiana De Conto Oliveira, comenta que sua clientela exige o cardápio farto. “Muitos são de família italiana e fazem questão de comer bem”, constata.

 

O valor de uma festa
Rita Rosa Motooka

...E tudo era por minha causa, no tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Trecho extraído da poesia “Aniversário”

Fernando Pessoa / Álvaro de Campos

O que levaria à existência de tanto  espaços destinados a festas de aniversários? Bem, posso arriscar alguns bons motivos que justifiquem a generosa oferta de buffets infantis na cidade. A praticidade na organização, já que a maioria dos pais trabalha o dia inteiro e não dispõe de tempo para organizar uma festa, e o próprio espaço físico já são excelentes motivos, pois em sua maioria os buffets, dos grandes aos pequenos, simples ou sofisticados, oferecem um local otimizado para essa celebração. Paredes coloridas, guloseimas, brinquedos dos mais variados, que contemplam praticamente todas as faixas etárias. E todas mesmo! Porque em muitos deles os adultos podem brincar à vontade. Confesso que para mim o ponto de ouro desse fenômeno dos tempos modernos é que nós, pais, podemos desfrutar o prazer da festa, prestigiando a presença dos familiares e amigos, e principalmente curtindo a alegria e a bagunça da criançada.

Todas as sociedades humanas celebram! Comemoram através de rituais eventos importantes na vida das pessoas; para ilustrar, por exemplo, na nossa sociedade a chegada de um recém-nascido é marcada pelo rito do batismo e pelas festas de aniversários subseqüentes, que marcam a passagem do tempo e o seu crescimento. Estas cerimônias distinguem-se das demais atividades sociais, outras festas, pois são realizadas de maneira ritualizada. Este “ritual” segue padrões estabelecidos pela tradição, com forte natureza simbólica (o “parabéns”, o bolo e o soprar das velinhas), e por se realizarem em ocasiões específicas e período determinado, no caso, o dia do nascimento. O ritual é um tipo de linguagem, é um modo de dizer coisas, expressar valores sociais importantes para a sociedade que o pratica.

O famoso psicólogo Carl Gustav Jung já reconhecia o enorme valor desempenhado pela presença de rituais na estrutura das culturas humanas. É através deles, seja de celebração ou qualquer outro, que o indivíduo afirma sua individualidade, ao mesmo tempo em que reafirma sua posição na sociedade e seus laços com as pessoas que compartilham com ele o ritual. O festa de aniversário é um ritual de celebração onde se expressa amor e carinho, e ainda permite uma conexão entre as pessoas, parentes afastados, amigos que a atribulação do dia-a-dia mantém distantes. Infelizmente, nossa sociedade está cada vez mais carente de rituais. A agenda sobrecarregada dos pais não permite que se engajem nos rituais dos filhos; situações do cotidiano altamente ritualizadas, como compartilhar refeições ou cantar uma cantiga ao ir para cama, não existem mais. Não importa se pareçam, e realmente sejam, tão banais, mas o valor dos rituais está justamente na sua inserção em um contexto simbólico, algo que tenha um significado mais profundo. E sejam quais forem suas formas e conteúdos, os rituais são meios através dos quais nós tentamos nos organizar e estruturar nossos inter-relacionamentos, porque nos atualizam de nossa história, de nossa origem e de nosso papel no mundo.

Mas independentemente de qualquer teoria ou análise, o tempo passa rápido, nossos filhos crescem mais rapidamente do que gostaríamos e logo, mas logo mesmo, não teremos mais a deliciosa chance de proporcionar a eles uma alegre festinha, com direito a “parabéns”, bolo e velinhas...

Rita Rosa Motooka é Psicóloga Clínica
Tel. 3666-2307

 

Caricatura, um‘show' nas festas

Já se foi o tempo em que a caricatura era restrita aos jornais, às revistas e à TV. Esse tipo de arte chegou às festas infantis e cativou crianças de todas as idades, e principalmente aos adultos que disputam um lugar na fila junto com os baixinhos na tentativa de conseguir um “desenho” personalizado do seu rosto.

De um modo geral, os profissionais que atuam nesse nicho de mercado procuram captar o rosto da forma mais próxima do real, acrescentando o bom humor nas suas criações. É dentro desse espírito que o caricaturista Ivo Antonio Favero Junior procura retratar crianças e adultos. Ele conta que começou seus trabalhos há 5 anos e há 4 estreou nas festas infantis. “A caricatura agrada a todas as faixas de idade, o que muda é o modelo e a expectativa”, diz. De acordo com ele, tem criança que deixa até de curtir a festa para ficar acompanhando a produção. “Sempre tem gente ao redor.”

Segundo Ivo, de um modo geral, as crianças ficam ansiosas, querendo ver logo o resultado do trabalho. “Além de ser rápido, procuro captar a semelhança da pessoa, pois a intenção não é só fazer algo com bom humor, mas que seja parecido com o modelo”, explica. Crianças de 1 a 2 anos geralmente ficam no colo dos pais, enquanto ele tira o esboço do rostinho. “Levo cerca de um minuto para captar os traços principais, libero a criança e depois dou o acabamento na caricatura. Tenho didática e paciência: mostro o material, falo que vou fazer um desenho, que é um presente para ela.”

Ivo conta que as crianças na faixa de 6 a 7 anos não se contêm diante das caricaturas, sendo comum ouvi-las falar: “Nossa, a tiara está perfeita; o cabelo ficou maravilhoso.” Mas também são bastante sinceras, e se acham feio, comentam. No entanto, ele diz que a faixa de idade que mais aprecia as caricaturas é de 8 a 12 anos. Os adolescentes, também, diz, mas são bastante vaidosos e procuram defeitos. “Os adultos adoram, e às vezes tenho de negociar, informando que eles terão vez, mas depois das crianças”, afirma.

Ele desenha sozinho, mas, se for necessário, leva alguma pessoa para ajudar na embalagem, dependendo do número de crianças da festa. As caricaturas são desenhadas em papel A4 e entregues embaladas junto com uma moldura. Ivo conta que metade das festas que ele faz é de crianças na faixa de 1 a 2 anos. Nesse caso, o alvo principal do trabalho são os adultos. No geral é contratado por 4 horas. Nesse período, faz 50 a 60 caricaturas, que às vezes acaba virando lembrancinha. Leva de três a quatro minutos para fazer uma caricatura de adulto, e de dois a três minutos, de criança. “Procuro liberá-la o mais rápido possível.

Clássicos e modernos

De acordo com o caricaturista Emerson Ferrandini , a criança começa mesmo a entender o que é uma caricatura a partir dos 6 anos. “No entanto, de forma geral, ela se identifica, porque faz parte de uma atividade que já desenvolve na escola, com papel, giz de cera, lápis de cor, mas, no fundo, quem mais gosta é a mãe”, afirma. Mesmo em festas infantis, ele diz que quem mais curte são os jovens e os adultos. Emerson conta que as crianças pedem para desenhar o corpo com personagens clássicos e modernos: os meninos preferem Os Incríveis e Batman, e as meninas, as Superpoderosas ou um detalhe meigo, como um vestido com florzinhas, uma tiara transada. No caso de crianças de colo, ele faz o esboço em um a dois minutos, e finaliza o trabalho depois.

“Meus desenhos divertem, sem causar constrangimento”, define. Ele acrescenta que quando a pessoa se senta na sua frente logo percebe se pode brincar ou não, se é séria, bem humorada, se é flexível quanto à dose de humor na criação. Há 3 anos ele faz caricaturas ao vivo em festas infantis e garante que todo mundo tem uma particularidade no rosto que gostaria de mudar, porque não está muito satisfeito. “Na caricatura podemos fazer essa mudança”.

Design de formação e professor universitário de Ilustração da Universidade Paulista (Unip), Emerson viu o trabalho de caricatura ao vivo quando visitou o parque da Disney, nos Estados Unidos, em companhia da esposa. “Fiquei encantado, e resolvi dedicar-me a essa profissão”, conta. Tinha a agenda lotada como professor e ficou com aulas apenas nas segundas-feiras, à noite. Hoje, faz, em média, de 8 a 20 festas por mês. “As festas infantis são o carro-chefe, mas também sou contratado para casamentos, chá-bar, despedida de solteiro, bodas, festas de 15 anos”, enumera. No caso de aniversário de crianças de 1 a 2 anos, Emerson diz que a caricatura é uma boa forma de entreter os adultos e de promover a integração entre os convidados.

Ele conta que é contratado por quatro horas, tempo suficiente para fazer de 50 a 55 caricaturas. Nas festas com um número grande de crianças, ele oferece uma caricatura em preto e branco, no tamanho A4, que acompanha um porta-caricatura. Sempre que alguém o contrata, ele prepara um cartão de assinatura no tamanho 40 x 40 centímetros, com uma caricatura colorida do aniversariante, e folhas personalizadas.

Personagens dos desenhos

Celso de Melo Silva sempre gostou de desenhar e começou fazendo animação com caricaturas em praças e shoppings há 8 anos. “Nessa época, percebi que esse hobby podia virar um trabalho”, conta ele, que aos 9 anos iniciou um curso de desenho artístico e aos 12, recebeu o diploma. Mas foi há 4 anos que ele entrou no segmento de festas infantis e garante que todas as idades gostam desse tipo de trabalho.

O grande atrativo dos seus desenhos é que a criança pode escolher os personagens preferidos dos cartoons . No momento, os mais pedidos são Os Incríveis, Nemo e também o tema da festa. “Levo dois minutos para desenhar o rostinho e mais quatro para fazer o corpo em papel A3”, garante e acrescenta que normalmente é contratado por três horas, mas acaba ficando por quatro horas, tempo suficiente para fazer até 60 caricaturas.

Segundo Celso, os pequenos ficam no colo dos pais e às vezes nem sabem o que está acontecendo, mas as mães adoram. Já as crianças na faixa de 4 a 6 anos, curtem bastante e em alguns casos não dão o papel nem para as outras pessoas verem. “Quanto aos pré-adolescentes, procuro seguir o visual com o qual se apresentam na festa, mas eles apreciam a caricatura puxando para o humor”, afirma.

Dos adultos, é comum ouvir frases do tipo: “Você é um caricaturista que consegue fazer com que as mulheres fiquem bonitas e os homens, engraçados”, diz. “Também me perguntam há quanto tempo faço caricatura, se é um dom, se aprendi na escola...”

Criança é prioridade

Com 8 anos de vivência em desenho e 5, em caricatura, a Dinamic Caricatura, com uma equipe formada por sete profissionais, costuma fechar contrato de duas a cinco horas, sendo esta última opção a mais comum. O número de caricaturista por festa é definido de acordo com a quantidade prevista de caricaturas. “Dou sempre prioridade à criança, a não ser que o cliente queira que todos sejam atendidos ao mesmo tempo”, afirma o proprietário da empresa, Vagner Alves dos Anjos .

O trabalho é entregue em papel tamanho A3, em preto e branco sombreado. “Mas se o cliente quiser exclusividade, faço colorido”, explica. Também pode acrescentar moldura, em papel colorido, se for combinado. Como brinde para o cliente, ele oferece uma caricatura descontraída do aniversariante, colorida, em tamanho A3 ou A2, com moldura e vidro.

Ele diz que em festa de crianças trabalha o corpo inteiro, normalmente usando o tema da festa ou o super-herói preferido. “Os campeões são os tradicionais Homem Aranha, Superman, Mulher Maravilha, Superpoderosas, ao lado de novidades como Os Incríveis e Os Inacreditáveis ”, conta. “Para facilitar o trabalho, às vezes levo minha esposa, que tem bastante experiência em educação infantil”, comenta Vagner que utiliza traços finos, para caricaturas de crianças. Já no caso dos adultos, ele afirma que procura usar uma caricatura bem distorcida, mas que permite que a pessoa seja reconhecida.

Ele conta que durante as festas algumas crianças páram de brincar para olhar a produção, outras, elogiam, até puxam conversa, dizendo que a mãe vai colocá-la na escola de desenho. “Teve até mães que me convidaram para dar aula particular de desenho para seus filhos”, diz ele, que acabou de fechar contrato com um grupo que atua no segmento de produtos esportivos para fazer 49 eventos nas lojas da empresa em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Nesse caso, atenderá de crianças a adultos.

Melhorando o humor

Vestidos de cirurgiões plásticos, os caricaturistas da Equipe Tóim começaram a fazer festas infantis há 7 anos e sempre procuram levar ao público, em tom de brincadeira, a idéia de que eles “melhoram as pessoas”. “Pelo menos, melhoramos o humor”, afirma o dono da empresa, Valmir Ramos, acrescentando que as crianças gostam bastante do trabalho. “Elas ficam parecendo com o personagem. Utilizo um traço leve, bem humorado, às vezes faço um corpinho, coloco algum detalhe solicitado e até mesmo caracterizo com a roupa do Super-homem, do Homem Aranha, no caso dos meninos, e acrescento detalhes como florzinhas, para as meninas”, conta. “Para os adultos, a caricatura é um grande atrativo, ajuda a descontrair”, diz.

Enquanto está fazendo a produção, que leva de três a cinco minutos, Vagner diz que às vezes aparece alguém querendo fazer uma brincadeira com o outro, conta detalhes no seu ouvido para acrescentar na caricatura. “Puxamos para o lado bem humorado, mas que não ofenda ninguém”, garante ele que costuma levar dois a três caricaturistas para festas por duas horas. Nesse período, são produzidas de 80 a 100 caricaturas em papel A3, em preto e branco. “Não há limite de caricatura por pessoa. Mesmo com quatro a cinco profissionais, as crianças acabam fazendo com todos.”

Vagner montou a Equipe Tóim depois de participar do lançamento de uma escola infantil, com festa junina. “Os convites não pararam, fomos duas vezes no programa da Eliana, e hoje fazemos 15 festas por mês, em média”, diz e acrescenta que no ano passado foram produzidas mais de 20 mil caricaturas, metade dessa quantidade de crianças. “É uma brincadeira saudável, feita com muito respeito.”

De ilustrador a caricaturista

Ricardo Soares aproveitou sua experiência como ilustrador profissional em jornal e em publicidade e há 10 anos entrou no segmento de caricaturas, primeiro em eventos e feiras, depois, em festas infantis. “É muito bom fazer caricatura para crianças. Elas gostam, se identificam e valorizam o trabalho”, afirma. Mas ele diz que os adultos não ficam atrás, apreciam muito também e pegam a fila junto com os pequenos. “Em qualquer evento, a caricatura ao vivo chama atenção”, diz ele, acrescentando que a maioria fica empolgada.

Em geral, ele só desenha o rosto, para atender a todos que estão na fila. No geral, Ricardo é contratado por três horas, no mínimo. Nesse tempo ele faz em média 45 caricaturas. O trabalho é rápido ­– dura, em média, três minutos –, e normalmente é entregue a seguir em papel tamanho A4 ou conforme combinado. O traço básico é preto e branco com algum detalhe em cor: a boca, os cabelos, a pele, por exemplo. “Minha preocupação maior é com a qualidade”, diz ele. “Meu estilo é mais para o lado humorístico, mas não gosto de caricatura que agrida. Puxo mais para o retrato, para os traços essenciais.”

Desenho animado

Há 8 anos, Henrique Alves Crivellari , da Kinho Caricaturas, começou a fazer caricaturas em festas infantis, profissionalmente. Hoje, ele anima o desenho, colocando o corpo de super-heróis, principalmente do Homem Aranha e do Super-homem, os preferidos da garotada. “Só esse atrativo faz com que as crianças fiquem paradas enquanto faço o trabalho, que leva 4 a 5 minutos para ficar pronto.”

Segundo Henrique, como nas festas infantis tem muita diversão para as crianças, a caricatura acaba sendo um diferencial para os adultos, que gostam bastante desse tipo de atração e, acabam se soltando e curtindo muito. “As crianças na faixa de 6 a 8 anos ficam admiradas, mas os pequenos nem sempre conseguem se enxergar”, afirma e acrescenta que faz quatro a dez festas por mês. Normalmente, ele consegue fazer 50 a 56 caricaturas em 4 horas, no tamanho A4, em sulfite 90 gramas, entregue em uma pasta transparente, ou em A3, em papel Canson, que vai embalada em plástico.

Para ajudar no trabalho, pondo ordem na fila, anotando os nomes e chamando os convidados para fazer as caricaturas, ele conta com a ajuda da esposa Keila. “Enquanto estou desenhando, sempre tem muita gente por perto.” Ele conta que sempre trabalhou com arte. Tem até um estúdio, onde pinta capacetes personalizados. Quanto às caricaturas, começaram por brincadeira. “Nas festas infantis, eu costumava fazer o desenho dos amigos nas bexigas”, diz. Depois, um sobrinho de 10 anos pediu para ele fazer caricatura de amigos na sua festa de aniversário. “Levei umas folhas de papel, comecei a desenhar e a partir daí começaram a surgir os convites.”

 

Comemore com a turma da escola

Festa em buffet infantil é sinal de alegria, brincadeiras, guloseimas e... crianças. Só que, na grande maioria das festas, o número de adultos é muito maior que o de crianças, e elas se transformam em meras coadjuvantes do evento. Uma ótima opção para os pais que pretendem fazer uma lista de convidados onde reinem as crianças são as festas escolares. Os buffets montam pacotes escolares com preços mais baixos que os tradicionais para festas no horário inverso ao que a criança fica na escola. O tempo de festa costuma ser de três horas, menor que o convencional, porém os atrativos são pensados sob medida para os pequenos.

Margarete Chagas Teixeira Garcia quis comemorar os nove anos do filho José Lucas só com crianças. A festa aconteceu em uma segunda-feira, logo após o início das aulas, em fevereiro, no buffet Karamelada , no Jardim Anália Franco. Acostumada a fazer grandes festas em buffets, nos finais de semana, para mais de 100 convidados e com muitos adultos, Margarete percebeu que o filho queria uma festa diferente, menos suntuosa. Ele mesmo pediu para a mãe um aniversário só com os amigos.

Depois da escola as crianças foram para a festa às 12:30 horas. “Avisei o buffet que alguns convidados poderiam chegar mais cedo, já que eles saem da escola, o Colégio Agostiniano Mendel, que fica próximo do buffet, ao meio-dia”, conta Margarete. As próprias mães levaram as crianças para a festa. A presença dos amigos foi maciça: 48 crianças encheram o buffet. Os adultos eram no máximo sete: Margarete e o marido, os avós de Lucas e poucas mães. “Fiquei contente com o resultado, porque o aniversário foi numa semana em que as aulas extras das crianças, como o inglês, estavam começando e, mesmo assim, as mães as levaram para a festa”, lembra.

Margarete fez um pedido especial ao buffet: que a maior parte das mesas e cadeiras fossem retiradas do salão, deixando mais espaço para as crianças. “Queria que eles corressem, que a brincadeira ‘pegasse fogo'”, conta. Apesar do horário de almoço, a mãe preferiu que não fosse servido prato quente, pois seria preciso mais mesas e cadeiras. “Escolhi no cardápio tudo que as crianças mais gostam: cachorro quente, coxinha, bolinha de queijo, pão de queijo, batata frita”, lembra. Apesar de ser um pacote escolar, o buffet estendeu o tempo da festa para quatro horas. Depois das brincadeiras nos brinquedos, no karaokê e da recreação com os monitores do buffet, José Lucas não poderia estar mais contente. “Os amigos dele diziam que nunca tinham estado numa festa tão animada”, alegra-se Margarete.

No parque

A festa escolar agrada aos pais que procuram uma estrutura de festa diferente das tradicionais dos buffets infantis. No Oficina da Festa, localizado em Santana, o cliente pode optar pela festa no próprio buffet ou no Parque Oficina da Festa, inaugurado em outubro ao lado do buffet, com brinquedos como tobogã, chapéu mexicano, touro mecânico, carrinho bate-bate e parede de escalada com seis metros. Uma área de 1500 metros quadrados, o Parque recria o clima dos parquinhos de antigamente, porém com o conforto de estarem em local coberto.

Segundo Ana Lúcia de Rosa Carvalho, sócia do Oficina com Isaura Caldeira de Rosa, o Parque é ideal para uma festa mais descontraída. Foi o estilo de festa que Aparecida de Freitas procurou fazer no aniversário de três anos de seu filho Rafael. Acostumada a festas tradicionais, já que para o filho Leonardo, de sete anos, todos os anos ela fazia festas com grande número de adultos, dessa vez resolveu direcionar o evento para as crianças. “Nas festas maiores, acabamos convidando muitos adultos que nossos filhos nem conhecem”, avalia.

Aparecida e o marido pegaram os convidados na escola, o Instituto Educacional Santa Maria, na Água Fria, às 17 horas, um pouco antes do horário normal de saída. “Me propus a trazer todas as crianças. As mães confiaram, porque nossos filhos estudam juntos desde muito pequenos. Algumas chegaram mais cedo, logo que saíram do trabalho”, lembra Aparecida. Ainda com o uniforme do colégio, as crianças aproveitaram os brinquedos do Parque e o cardápio com seus salgados preferidos, como cachorro quente e mini pizza. No total, a festa teve 40 convidados, cerca de metade crianças. Entre 20 horas e 20:30 horas, os pais foram buscar os pequenos. Aparecida promete repetir a dose nos próximos anos. “Não incrementei muito a festa. Quis que ela fosse para as crianças, e agora pretendo fazer sempre assim”, afirma.

Melhores amigos

Outra mãe que aprovou inteiramente a festa escolar foi Gislaine Cabrini Fernandes. Seu filho Bruno comemorou os seis anos no buffet Bisk Bask , no Tatuapé, com todos os amigos da escola e mais os colegas do prédio onde mora. Gislaine inovou no horário: ao invés de optar pelo período inverso ao da escola, fez a festa no horário de aulas, das 13 às 17 horas. O colégio onde Bruno estudava o ano passado (a festa foi em novembro), a escola Borboletinha Amarela, é próxima ao buffet. “Em vez de levar a criança para a escola, a família deixou no buffet”, conta. Gislaine convidou inclusive a professora e a auxiliar da classe. “Elas vieram e as mães ficaram bem confiantes”, avalia.

Para Gislaine, a presença dos amigos de Bruno nos aniversários é fundamental. “Ele é filho único e neto único dos dois lados da família, que tem pouquíssimas crianças. Seus melhores amigos são os que convivem com ele, principalmente na escola”, aponta. A mãe acredita que muitos pais acabam levando os filhos em festas nos finais de semana por obrigação. Ficam na festa quando os filhos são pequenos mas não se sentem à vontade. “A mãe fica deslocada porque nem sempre conhece os pais do aniversariante. O convidado é a criança”, opina.

Essa foi a segunda festa que Gislaine fez no esquema escolar. Na primeira, as crianças vieram da escola e estavam de uniforme. Na última, todos estavam de “roupa de festa”: “eles mesmos querem ir mais arrumadinhos para uma festa.” Ela aprovou o ritmo do buffet, que no meio da tarde faz uma pausa nas brincadeiras para servir um lanchinho para os pequenos. “Foi quase como o recreio da escola”, conta. Às 16:30 horas, Bruno assoprou as velinhas. Como Gislaine e o marido têm horários flexíveis no trabalho, puderam estar presentes. “Os pais têm de estar disponíveis para o horário desse tipo de festa”, completa.

Cuidado

Iracy Spisso Rampazzo Mompean, mãe de Mariana, de quatro anos, já fez festas no pacote escolar e nos horários habituais de festas, aos finais de semana. Escolheu o buffet Carrossel Alegria , no Jardim Anália Franco, para comemorar os dois últimos aniversários de Mariana. Um foi num final de semana e, o último, uma festa escolar, às 18 horas, depois da saída do colégio (cada família ficou responsável por levar seu filho à festa). Ela não se arrependeu de optar pelo pacote escolar, já que o número de crianças em suas festas é grande. “Só a classe da Mariana tem 25 alunos. Convido também a outra turma, da mesma idade, porque as crianças comentam umas com as outras sobre a festa do colega. Criam uma expectativa para a festa e é muito chato quando sabem que não foram convidados”, acredita. Os adultos eram muito poucos. “Por ter sido numa sexta-feira, muitas pessoas da família não puderam vir. E os pais apenas deixaram as crianças”, conta.

Mesmo para o pacote escolar, Iracy acredita que qualidade é fundamental para que a festa seja um sucesso. Contratou o serviço de um cabeleireiro infantil para produzir as crianças. Quanto à alimentação, já conhecia a qualidade do buffet. “Fiz questão de conhecer a cozinha, onde tudo é produzido. É muito bem equipada. Principalmente os salgados assados e o minihamburguer fizeram o maior sucesso”, lembra.

Sonho

Para Marina, seu aniversário de sete anos foi a realização de um sonho. O tema foi o que a menina sempre sonhou, “Cinderela”. Na hora do parabéns, ela vestiu uma roupa igualzinha à da princesa. E o melhor: a aniversariante não teve restrições ao fazer a lista de convidados. Pôde convidar todos os seus amigos. “Adorei a festa escolar. Com exceção da festa de um ano, quando o bebê ainda não tem amiguinhos, a festa é para as crianças”, diz a mãe, Fátima Aparecida Dias Pilibbossian.

A festa aconteceu no buffet Canto do Encanto, no Tatuapé, onde Fátima já fez outras festas do filho mais velho, Renato. O buffet especifica no convite que a festa é escolar, mas Fátima preferiu telefonar para as mães frisando que o aniversário era para as crianças. “As mães já conhecem esse tipo de festa e entenderam muito bem. Só convidei as mães de filhos muito pequenos”, comenta.

Depois da saída da escola, às 17:30 horas, os convidados começaram a chegar. A maior parte fez questão de ir para casa tirar o uniforme. O fato de o pacote ser escolar não fez nenhuma diferença no serviço, aponta a mãe. Existe um diferencial entre a festa escolar e o coquetel. "No Canto do Encanto, são servidos na festa escolar seis tipos de salgados preferidos pelas crianças, além de sanduíches de carne louca, crepes de queijo e cachorro quente, com muita fartura para as crianças", lembra Fátima.

A festa teve três horas de duração e foi numa sexta-feira, dia em que o marido de Fátima sai mais tarde do trabalho. “Ele chegou na hora do parabéns. Mas não estávamos preocupados com isso. A festa era para Marina, e o importante é que ela tivesse os amigos para brincar”, completa.

Muitos convidados

Alessandra Tecelão tem vasta experiência em festas infantis. Mãe de Giovanna, com seis anos, Felipe, de quatro, Gabriel, de dois, e Fernanda, de um ano, ela já fez inúmeras festas convencionais em buffets. Porém, para os seis anos de Giovanna, comemorados em novembro último, ela preferiu o pacote escolar do Universo da Criança , buffet do Tatuapé. “Chega uma idade em que as crianças querem só os amigos”, diz.

As crianças foram para a escola como de costume. Uma perua os pegou na escola mais cedo, às 16 horas, e levou para o buffet, onde ficaram até o final da festa, às 19:30 horas. O horário do buffet foi flexível, lembra Alessandra. “Normalmente, a festa escolar dura três horas. Mas, no final da tarde é difícil para os pais estarem presentes na festa do filho. Por isso, o buffet esticou um pouco o horário”, lembra. Só de crianças, Giovanna reuniu 35 amiguinhos. Entre os adultos, foram cerca de 30 pessoas. Mesmo com um número grande de convidados, para Alessandra o serviço foi excelente. “Não vi necessidade de contratar nenhum serviço extra de alimentação. Pude escolher uma boa variedade de salgadinhos. Tanto a qualidade como a quantidade do que foi servido eram ótimas”, avalia. Giovanna pôde escolher a decoração preferida – “Ursinhos Carinhosos” – e a mãe ainda aproveitou a festa para cantar os parabéns para a caçula Fernanda, que havia completado um ano em outubro.

Sem restrições

No buffet Patolândia e Cia ., localizado no Tatuapé, a grande maioria das festas escolares acontece à tarde. Mas, Luciana Malmegrim marcou o aniversário de oito anos do filho Leonardo às 20 horas de uma sexta-feira. Para o buffet, o que determina a festa escolar não é o horário definido mas a alimentação servida. Os salgados que mais saem nesse tipo de festa são a bolinha de queijo, coxinha e pão de queijo, além dos tradicionais minihamburguer, cachorro quente, crepe e sanduíche de carne louca ou frango louco.

Foi a primeira festa de Leonardo em um buffet e Luciana adorou o esquema. Sua maior preocupação era que o buffet tivesse um espaço separado para as crianças menores, e outro para os pais que preferissem ficar na festa. Recém-reformado, o Patolândia atingiu os objetivos da mãe. “Tive 50 convidados, 20 adultos e 30 crianças. A classe inteira compareceu e o buffet não limitou o número de adultos”, comenta.

Vantagens

Quem também preferiu o horário noturno para a festa escolar foi Claudia Macário da Rocha. Para comemorar os nove anos de Gabrielle, em maio passado, ela fechou um pacote com o buffet Zoo Kid s, em Santana, numa quinta-feira, das 19:30 às 22:30 horas. Gabrielle estuda à tarde, mas Claudia preferiu que as próprias famílias se encarregassem de levar os filhos à festa. “Se marcasse um horário mais cedo, logo após a saída da escola, teria que contratar uma perua e obter a autorização de todos os pais para fazer o transporte”, argumenta.

A festa escolar noturna foi uma inovação, na época, para o buffet, lembra Claudia. Mas o horário não impediu o sucesso da festa. Os colegas da classe da aniversariante, do Instituto Madre Mazzarello, em Santa Terezinha, compareceram em peso. Os convidados da menina somaram 45 crianças. Já os adultos eram apenas 10, “apenas os mais íntimos”, lembra a mãe. “Avisei os adultos que seria uma festa para as crianças e que seria servido o que elas mais gostam”, comenta. Claudia diz que mesmo sendo uma festa escolar o serviço foi muito bom, com salgados e lanches servidos à vontade. O ambiente e as opções de brinquedos também agradaram. A parte superior do buffet, um local mais tranqüilo, ficou para os adultos, enquanto as crianças se divertiram nos brinquedos no andar inferior. “Gabrielle adorou a festa porque foi feita para ela, conforme ela quis”, justifica a mãe, que contabilizou outra vantagem para a festa escolar: o custo, até menor do que se fizesse uma festa em casa. “O aniversário de oito anos fiz no salão do prédio e gastei o mesmo valor, porém com mais trabalho e preocupação”, compara. Agora que conhece a festa escolar, Claudia promete repetir a dose. Só reclama que entre os buffets da zona Norte a tendência ainda não é muito conhecida. “Os buffets deveriam divulgar mais esse tipo de festa”, diz.

Novidade

Denise Moraes Cintra é outra mãe que, apesar de já ter feito muitas festas em buffets infantis, ainda não conhecia a modalidade escolar. Cliente antiga do buffet Rindo à Toa , no ano passado Denise resolveu comemorar os aniversários dos filhos Lucas e Mateus na mesma festa. Foi quando conheceu o sistema de festa escolar. “O estilo de festa veio bem de encontro aos meus objetivos. Uma festa sem cerveja, própria para reunir os amigos das crianças, enfim, o mundo deles”, comenta. Os adultos eram minoria: apenas os pais, avós e padrinhos dos meninos.

Lucas, que fez nove anos, e Mateus, cinco, estudam à tarde no Colégio Agostiniano Mendel, próximo ao buffet. As próprias famílias se encarregaram de levar seus filhos para a festa, marcada para as 18:30 horas, com término às 21:30 horas. “Três horas de festa foram suficientes. As crianças brincaram muito”, conta.

A mãe lembra que o buffet abriu uma exceção no seu caso, realizando o pacote escolar à noite, quando o comum é que ele aconteça no período inverso ao da escola das crianças. Porém, ela acredita que para pais que trabalham fora o dia todo – como é o seu caso – a festa à noite é mais prática. O tempo permitiu muita diversão, inclusive a discoteca, para os mais jovens. O sucesso da festa garantiu que Denise repetisse a dose. Já marcou o aniversário de Lucas deste ano no Rindo à Toa também no esquema escolar, só para as crianças – e com discoteca, é claro.

 

Boliche ou skate, para festejar

Nada de brinquedão, cama elástica, gincanas com monitores, nem brinquedos como monorail ou barco vicking . É possível organizar um aniversário original longe das atrações dos buffets infantis. São pistas de boliche e de skate que oferecem todos os serviços necessários para a realização da festa. É sucesso garantido, especialmente para as comemorações de meninos a partir de sete anos e para as crianças que querem uma diversão diferente.

As zonas Leste e Norte já oferecem opções de locais para esse tipo de festa. Uma delas é a Bomboliche , com casas no Tatuapé, Santana, São Bernardo do Campo e mais seis endereços no interior de São Paulo e em Minas Gerais. Segundo Gisele Zietlow, promotora de eventos, os pacotes são para quatro horas de festa, incluindo instrutor de pista para ajudar as crianças no jogo e para acompanhar a pontuação no painel.

A Bomboliche recomenda uma idade mínima de seis anos para que as crianças possam jogar. Cada pista comporta até 10 crianças. Os pacotes incluem convites e lembrancinhas (geralmente balas e um chaveiro em formato de bola de boliche). Quanto à alimentação, há opções de pizza ou lanches. Tudo é fornecido pela própria cozinha do local, inclusive o bolo e os doces. Próxima às pistas há uma área com mesa para cantar o parabéns. Decoração, balões e mesa de balas são opcionais que podem ser contratados à parte. As pistas funcionam a partir das 14 horas. De segundas às quintas-feiras e aos domingos fecham à meia-noite e às sextas e sábados, fecham às 3 horas da manhã.

No shopping

Guarulhos também já tem sua pista de boliche. É o Cosmic Bowling, que fica no Neo Geo World Brasil , um complexo de entretenimento localizado no Internacional Shopping Guarulhos. O parque indoor oferece diversas atrações, como games, simuladores, lanchonete, danceteria e snooker, numa área de 10 mil metros quadrados, coberta, climatizada e com iluminação natural.

O Cosmic Bowling oferece 24 pistas, com variedade de bolas para todas as idades. As pistas possuem a reposição de pinos mais rápida do mercado, a marcação de pontos é automatizada e monitores de vídeo interativos orientam o jogador a fazer a melhor jogada. Há ainda telões para assistir vídeos ou programas de TV. Cada pista permite que seis pessoas joguem juntas. Para os aniversários infantis, o Cosmic Bowling fecha duas ou três pistas, conforme o número de convidados, durante três horas de festa. O local é indicado especialmente para crianças a partir de nove anos.

Próximo à pista podem ser montadas mesas para os convidados e também uma mesa decorada (opcional) para o bolo. Danila Lousada, gerente de marketing, informa que há pacotes montados para 20 a 100 convidados, mas que é possível formatar festas personalizadas, conforme o gosto do cliente. Para a alimentação, a mãe pode escolher desde kit lanches até salgados, baguetes ou mesmo jantares completos. O boliche funciona todos os dias a partir das 11:30 horas. Às segundas- feiras, fecha à 1:30 hora da manhã. Às terças, quartas, quintas e domingos, encerra às 23 horas e às sextas e sábados, às 4 horas da manhã.

Radical

Já para as crianças que preferem algo mais radical, comemorar o aniversário andando de skate com os amigos é a pedida certa. O Plasma Radical e Skate Park fica no Shopping Aricanduva e oferece 1.500 metros quadrados de pista, com uma área total de três mil metros quadrados. Os pacotes são para quatro horas de festa com o seguinte cronograma: duas horas de skate, uma hora de parede de escalada, quarenta e cinco minutos na lan house e, para terminar, quinze minutos de parabéns. Haja adrenalina!

O espaço possui uma pista de skate para os menores, entre três e oito anos, mais o salão free gells , com piscina de bolinhas, pula-pula e espaço para as crianças desenharem. Mas, o que mais chama a atenção é a pista de skate para os maiores de oito anos. As crianças usam equipamentos de segurança – capacete, joelheiras e cotoveleiras – e também coletes e pulseiras de identificação. O local disponibiliza uma equipe de monitores e recreadores para os convidados – um para cada cinco crianças, divididas por faixa etária. Outro serviço disponível é o Momento Plasma Park: um fotógrafo do parque tira fotos dos convidados. Quanto à alimentação, o cardápio mais vendido para festas infantis é o kit lanche (hambúrguer, batatas fritas e refrigerante), mas a mãe pode escolher também salgados e sanduíches de metro.

 

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