MATÉRIA ETC Nº07
Editorial
As regiões Norte e Leste de São Paulo estão vivendo uma fase de ebulição. Os buffets infantis estão se modernizando, passando por grandes reformas, e estão surgindo vários espaços novos, para garantir festas cada vez mais completas. Vale à pena conhecê-los.
E por falar em buffets, a revista Festa Etc Kids procurou e achou diversas promoções que vão de descontos a cortesias que os buffets fazem. Você vai sentir isso no bolso. Venha também confirmar os "trabalhos" que as crianças podem fazer durante a festa, brincando de pintar, de cozinhar ou de criar. São as dezenas de oficinas que, nos buffets, nos salões dos prédios ou onde a festa acontecer, vão animar ainda mais o aniversário. E tão importante quanto a festa, as fotos são o registro da comemoração. Muitas são as opções no mercado. Escolha a sua. E boa festa!
NOVIDADES NOS BUFFETS!
Os buffets das zonas Leste e Norte da cidade vivem uma fase de ebulição. Buffets antigos investem em reformas e modernização, enquanto novos endereços surgem em vários bairros. Para esses empresários, crise é uma palavra fora do vocabulário. A ordem é investir, trazendo a cada dia mais opções de festas infantis nessas regiões, atraindo os mais variados gostos e faixas de preço.
O Shake Buum, localizado no Jardim Avelino, depois de um ano e meio de vida, mudou-se em junho para um prédio vizinho ao antigo, porém com o dobro de espaço. Agora são 600 metros quadrados de área. "A idéia da mudança surgiu quando os clientes começaram a cobrar um espaço maior. Reformas são essenciais no nosso ramo. E, desta vez, fizemos uma mudança radical", conta Cláudia Calipo Resca, sócia do buffet com Marina Peloso Cursi e Marlene de Souza.
No novo endereço, há mais simuladores e games, um kiddie play bem maior, com escorregador 360º , e um cantinho especial para as crianças menores, com games infantis, carrossel, carrinhos e casinha. O ambiente social comporta agora até 150 convidados sentados, o que permite que as sócias organizem festas maiores, como aniversários de 15 anos, bodas e até casamentos. No primeiro piso, fica a discoteca, climatizada e tratada acusticamente. Com capacidade para 50 pessoas, tem equipamentos de som e iluminação profissionais e um balcão para o DJ. "O novo local é um outro empreendimento, já que do antigo buffet trouxemos pouquíssimos itens. Brinquedos, berçário, escritório, tudo é novo. O que mantivemos foi a nossa qualidade e os clientes-amigos, que continuam nos apoiando", comemora Cláudia.
Investimento
O Cayman é o caso mais evidente de um buffet tradicional que passa por uma profunda reformulação. Primeiro buffet da Mooca, foi inaugurado há 15 anos na avenida Paes de Barros. Há cerca de cinco meses, os sócios Marcelo René Correa e Carlos Eduardo Bonfim compraram o buffet e iniciaram uma ‘revolução’ no local. "Estamos investindo R$ 180 mil em brinquedos para os dois salões", informa Marcelo. O Cayman possui um salão superior, com capacidade para 100 pessoas, e outro no piso inferior, para 150 convidados. "Com dois salões, temos uma maior flexibilidade de horários e já estamos fazendo 40 festas por mês", conta.
A grande atração do endereço é o monorail, com um percurso de 37 metros, 21 só na fachada do buffet, que também foi renovada. Os novos proprietários também estão investindo em simuladores (um dos salões tem o simulador de montanha-russa), novos games e mais opções de brinquedos, como máquina de basquete, parede de escalada e air game. Numa próxima etapa, será a vez de modernizar os brinquedões.
Para garantir o conforto dos convidados, Marcelo e Carlos compraram um terreno ao lado do buffet, oferecendo estacionamento gratuito. Nos dois salões há uma área externa para fumantes com jardim de inverno. Para as crianças, dois monitores fazem o "cabeleireiro maluco", produzindo cabelos e organizando desfiles e gincanas.
Tudo o que é consumido nos dois buffets é feito na cozinha própria, que conta com quatro funcionários. A cozinha fornece também doces e salgados para o buffet Lord’s, localizado na Vila Prudente e voltado para festas de adultos, que pertence à família de Marcelo. "Desde 1978 minha família atua na área de buffets. O Cayman tem tradição de bom atendimento. Queremos manter esse padrão e ficar conhecidos como um buffet onde se come e bebe muito bem", aponta. Nas festas do Cayman estão incluídos o chopp da Germânia, sanduíche de carne louca (que não pode faltar nas festas da zona Leste, segundo Marcelo) e 10 variedades de salgados.
O proprietário do buffet comenta, ainda, que além da modernização e da qualidade da comida é necessário um treinamento constante dos funcionários, para garantir um atendimento impecável. Marcelo tem consciência que a concorrência é acirrada. "O Cayman foi durante muito tempo o único buffet infantil da Mooca. Hoje, só na Paes de Barros há uma dezena de buffets. Queremos ser conhecidos como o melhor buffet do bairro, tanto em tamanho como em preço e brinquedos", completa.
Sonhos Realizados
Além de nomes já conhecidos, como o do Cayman, outros pretendem ganhar seu espaço na zona Leste. É o caso do Gargalhada, inaugurado no final de julho na Vila Carrão. Com cerca de 400 metros quadrados, o buffet conta com um espaço superior, com acesso através de rampa, onde ficam a churrasqueira e alguns brinquedos, como cama elástica, air boy, pebolim e casa de bonecas. "A área superior é um dos nossos grandes diferenciais", comenta Priscilla Gidget Soller, sócia do Gargalhada com João de Oliveira Netto. Muitas festas estão sendo fechadas com churrasco. O buffet serve espetinhos de peito de frango com bacon, carne, frango e coração, e inclui uma mesa de saladas, além do coquetel. Em todas as festas, a lanchonete oferece algodão doce, crepe, cachorro quente e o gargaloco, o popular sanduíche de carne louca.
Ter um buffet infantil era um sonho antigo de Priscilla, que durante oito anos trabalhou com animação de festas. Saiu do ramo, teve um filho, hoje com três anos, e passou para o lado de mãe a procura de buffets para o aniversário do pequeno. Priscilla é da Vila Formosa e tinha dificuldades em encontrar um buffet com uma boa estrutura de serviços aliada ao espaço para seus 150 convidados. "Há dois anos eu estava com o projeto do buffet pronto. Fiz cotações de brinquedos e cursos de empreendimento no Sebrae. Pensei em comprar um buffet pronto, mas ainda teria que investir numa reforma. Então, surgiu a sociedade com João, que já possuía o espaço", lembra.
Em dois meses, a dupla concluiu a obra. "Além de suprir uma necessidade da Vila Carrão, já que as famílias daqui faziam suas festas na Mooca ou no Tatuapé, estou realizando meu sonho", comemora Priscilla. Ela comenta que muitos moradores a taxaram de louca por montar um buffet no bairro. "Diziam que o Carrão não estava preparado para receber um buffet desse porte. Mas hoje escuto dos clientes que até que enfim alguém abriu um buffet aqui", diz. O Gargalhada oferece brinquedão com dois pavimentos, roda gigante, carrossel, parede de escalada, games, simulador e videokê. Os monitores animam as festas com salão de cabeleireiro, recreação e gincanas. "Faço questão de acompanhar todas as festas porque, como mãe, sei que o cliente quer tudo perfeito", resume.
Moderno
Outro buffet novo na zona Leste é o Kolorê. Diferentemente do Gargalhada, ele fica num bairro conhecido por seus muitos e bons locais de festas infantis, o Jardim Anália Franco. As sócias Eliane Aidar e Márcia Pellegrini são do Ipiranga, mas apostaram no Anália Franco como uma região que ainda tem muito para crescer. "Aqui já existem muitos buffets mas há espaço para todos. Nosso local tem capacidade para 100 pessoas com um ar moderno e requintado, porém com bom preço", define Eliane. As duas trabalhavam com eventos e investiram na transformação do espaço, que já havia sido outro buffet, o Pirilampo’s, agora em outro endereço no Tatuapé. "Procuramos deixar o salão o mais livre possível. Escolhemos novas cores para a decoração e deixamos a fachada a cargo da empresa Carpe Diem", conta.
Eliane e Márcia queriam uma centopéia para ser a marca do buffet. Passaram a idéia para um programador visual, que criou o desenho. Assim, em abril foi inaugurado o Kolorê, com máquina de dança, play gol, air game, parede de escalada, games, simulador de corrida, máquina de basquete, carrossel, brinquedão com escorregador e uma área para as crianças pequenas com piscina de bolinhas. "Temos todas as máquinas que os buffets grandes oferecem", garante. O salão fashion está incluído no pacote. Durante toda a festa, uma monitora diverte as crianças com tatuagens, gel e spray coloridos e unhas transadas. Como as sócias são também decoradoras, elas reciclaram uma penteadeira antiga com as cores do buffet e a transformaram no espaço do cabeleireiro. Na lanchonete, são servidos minihamburguer, minipizza, crepes de queijo e chocolate, batata frita, minidog e algodão doce. Trinta minutos antes do parabéns, entra em ação a discoteca, com efeitos de luzes e fumaça.
Filiais
No Jardim Anália Franco, aliás, surgiu em maio outra novidade: o Kifolia II, das irmãs Rosana Santos e Kelly Cristina de Oliveira. O primeiro Kifolia foi inaugurado há quase cinco anos no Tatuapé. A segunda unidade foi uma necessidade do mercado. A dupla percebia que os clientes queriam uma festa de qualidade, porém com preço acessível. Com duas unidades, hoje o buffet já produz seus próprios doces na cozinha industrial montada no primeiro endereço. Em breve, sairá da cozinha do Kifolia também os salgados para todas as festas das duas casas. "Já contratamos uma doceira e deveremos ter mais dois ou três funcionários para os salgados. Conseguiremos, assim, melhorar ainda mais a nossa qualidade", afirma Kelly. O número de festas justifica a produção própria: em agosto, por exemplo, os dois buffets fizeram 10 eventos por semana.
Apesar de recém-inaugurado, já há novidades no Kifolia II. É o elevador Crazy Tower. "No Kifolia I temos o tornado. Queríamos outro brinquedo para que o II ficasse no mesmo nível do I", justifica. Uma prova de que os buffets não podem parar no tempo. Games mais atuais também já foram encomendados pelas sócias para o buffet do Anália Franco. O próximo passo da dupla é inaugurar a terceira unidade, um projeto para 2005, ainda sem endereço confirmado.
Variedade
Na zona Norte a movimentação dos buffets também é grande. No final de agosto surgiu na Parada Inglesa o Mega Boom, com oitocentos metros quadrados. O espaço fica na parte térrea de um prédio comercial. São 500 metros no salão inferior, mais 300 metros no mezanino, onde ficam o videokê, berçário e escritório. As sócias Luciana Amaral e Ana Cristina Modanez percebiam uma carência de bons buffets naquele lado da cidade e resolveram investir numa grande variedade de brinquedos: elevador ciclone, simuladores de asa delta, montanha russa, jet ski e moto, kid play com quase quatro metros de altura, escorregador e piscina de bolinhas, parede de escalada, casinha de bonecas, cantinho baby, pinball, playgol, airgame, máquina de dança e games.
Para os adultos, há um espaço com mesas separadas dos brinquedos. Pelo circuito fechado de TV, os pais podem ver imagens das crianças nos brinquedos. Aliás, as sócias investiram em brinquedos que também podem ser aproveitados pelos adultos, como parede de escalada, simulador ou elevador.
A dupla procurou evoluir em detalhes que não viam em outros buffets. "Percebíamos que os buffets oferecem poucos itens na lanchonete. Assim, servimos minipizza, pão de queijo, minidog, pipoca, gelatina, algodão doce, crepes doces e salgados e batata frita. Outro detalhe foi colocar o videokê num espaço separado, evitando que quem não goste seja obrigado a ouvir quem está cantando", comenta. Em todos os pacotes, o Mega Boom inclui um prato de massa com salada. Uma preocupação foi fugir da ditadura das frituras. "Em nosso cardápio mesclamos as frituras com assados e folhados", aponta.
Nova opção
A zona Norte tem atraído também quem trabalha com festas infantis em outros bairros de São Paulo. É o que aconteceu com Andréia Alves. Proprietária do buffet Verde que te Quero Ver, com duas casas na Vila Mariana, ela inaugurou em maio o Kid’s Point, na Vila Guilherme. Andréia comprou o ponto, que já havia sido um buffet infantil, fez uma grande reforma e mudou o nome. Escolheu um robô para ser o mascote do buffet, pois "queria um tema que não fosse muito infantil. A proposta é ser um buffet infanto-juvenil, para também fazermos festas teens", explica Andréia.
Na reforma, ela quebrou paredes do único piso, para ampliar o espaço, de 200 metros quadrados. Como seus dois buffets da zona Sul têm dois andares, Andréia sabe da dificuldade de ter um buffet com escadas. "É preciso integrar os convidados, inclusive com as crianças. No novo buffet as mães não ficam preocupadas com os filhos. Além do mais, no tempo de duração da festa é preciso unir os convidados", acredita.
Com o Kid’s Point, Andréia pretende alcançar clientes de bairros vizinhos, como Santana, Vila Maria e Vila Gustavo. Ela mora na Vila Mariana mas tem parentes na zona Norte. Depois de pesquisar, concluiu que havia uma deficiência na região por buffets de porte médio. "Ou existem buffets muito grandes e pouco acessíveis ou muito pequenos. Pretendi montar uma boa estrutura de brinquedos e serviços, porém com um custo bem razoável", sustenta.
O salão oferece pebolim eletrônico, air game, pista de dança com iluminação, carrossel eletrônico, cama elástica, simulador de corrida, games e brinquedão com uma parte visível na fachada do buffet. Na cozinha própria na Vila Mariana é produzida toda a alimentação servida no Kid’s Point. "Temos um cardápio bem completo. Oferecemos 15 tipos de salgados em todas as festas, 12 de doces, incluindo caramelados e fondados, e servimos uma massa com dois tipos de molho mais uma salada em todos os pacotes", conta. Há seis anos fazendo festas na zona Sul, Andréia notou em poucos meses de trabalho na zona Norte um diferencial entre as duas regiões. "Os clientes da zona Norte gostam de festas grandes e são muito exigentes", aponta.
Inovação
Colocar o Tatuapé no roteiro das grandes festas infantis é a proposta do Zupaloo, com inauguração prevista para outubro. As sócias do empreendimento, Andréa Coelho de Oliveira e Sandra Regina Rodrigues, pesquisaram muito antes de decidir instalar o buffet na rua Cantagalo. Andréa mora em Guarulhos e Sandra na Saúde. Através de pesquisas, as duas concluíram que o Tatuapé é um bairro nobre com novos condomínios surgindo a cada dia e, portanto, local ideal para um buffet de porte grande como o Zupaloo. "Segundo nossas pesquisas, a previsão é que o número de habitantes do bairro aumente em 50 mil nos próximos dois anos. O Tatuapé é um bairro em desenvolvimento como poucos", afirma Sandra.
As sócias apostam num diferencial do Zupaloo: o tamanho. São 1.100 metros de área plana, num único andar, "uma inovação no bairro", garante Andréa. Toda a parte visual do buffet foi desenvolvida pela empresa Carpe Diem. Entre as atrações, terá tornado, monorail, xícara maluca, cidade cenográfica com casinha e camarim e danceteria. As proprietárias apostam ainda em novidades, como as duas pistas de boliche e uma área livre com forno a lenha, churrasqueira e quadrinha de futebol.
Clima de Aventura
Também em outubro, mais um buffet está se juntando aos 12 endereços de festas (entre adultos e infantis) já localizados na avenida Paes de Barros, na Mooca. O Happy Mania Adventure quer atrair o público teen. Para isso, aposta em atrações no estilo de aventura. A principal será a instalação de arvorismo, construída com troncos de eucalipto. Imitando a prática do esporte que é feita em copas de árvores, no buffet o convidado poderá fazer um verdadeiro passeio aéreo pela instalação. "Procuramos duas empresas especializadas em esportes de aventura do interior de São Paulo para fazer o projeto do arvorismo", explica Rafael Porto Pinheiro, sócio com Fábio Porto de Oliveira do empreendimento. Fábio é sócio com sua esposa, Cassiana Conto de Oliveira, do primeiro Happy Mania, também localizado na Mooca há cinco anos.
Além do arvorismo, o Happy Mania Adventure oferece rapel e uma decoração toda camuflada. A fachada conta até com cachoeira. "Ao entrar no buffet, o convidado sente que está começando uma aventura", compara Rafael. Efeitos sonoros e de iluminação podem reproduzir a sensação de sol, noite ou chuva, tornando a aventura ainda mais real. Brinquedos eletrônicos complementam os atrativos. A grande estrela é o La Bamba, segundo Rafael um brinquedo em versão menor, para até 20 pessoas, porém idêntico aos encontrados em grandes parques, como o Playcenter. "Queremos atingir do público infanto-juvenil até os adultos. A idéia é que os adultos também possam brincar, e não fiquem somente de expectadores da festa", define.
Na Penha
Os novos buffets estão se expandindo pela zona Leste, além da Mooca e do Tatuapé. Um deles é o Imaginação Kids, localizado na Penha e inaugurado em agosto. Aparecida Garcia, a proprietária, planejou durante dois anos a abertura de um buffet infantil. "Meu filho tem três anos e quando fui procurar um buffet para o seu primeiro aniversário, notei as agendas lotadas e me interessei pelo setor", lembra. Na verdade, Aparecida já trabalhava com organização de eventos num banco. Começou a pesquisar o segmento e percebeu um nicho de mercado de buffet infantil na região da Penha, onde mora. "Vi muitos buffets novos abrindo mas também outros fechando", diz.
Na opinião de Aparecida, na zona Leste há público para todo tipo de festa. Por isso, ela optou por um buffet pequeno, com capacidade para até 100 pessoas, sem brinquedos mirabolantes, porém apostando na qualidade do serviço e da alimentação. O Imaginação Kids tem um kid play com piscina de bolinhas e ponte do rio que cai, games, air boy, casinha de bonecas, área para bebês e sala de vídeo com videokê.
OFICINAS: BRINCANDO E FAZENDO ARTE NA FESTA
Nada melhor do que exercitar a criatividade, pintando objetos variados, fazendo colagens e bonecas de pano, produzindo brinquedos especiais. Ou, ainda, montar aquela pizza caprichada; preparar pães deliciosos; fazer cookies de dar água na boca; moldar brigadeiros e outros docinhos que enfeitarão a mesa. Tudo isso e muito mais é oferecido nas oficinas, que hoje fazem parte da programação de uma festa caprichada.
Além de estimular a imaginação das crianças, que se divertem pra valer, a produção é levada para casa, como lembrança, enquanto doces e salgados são saboreados pelos próprios mestres cucas ou ainda servidos aos convidados, não faltando elogios. Para surpreender a garotada, as empresas têm desenvolvido bastante novidades aliando arte, culinária e brincadeira. Confira.
Entretenimento
Pedaços de EVA podem virar palhacinhos, papéis enormes transformam-se em pôsteres das crianças em tamanho natural, na oficina da forma humana, criada pela designer gráfica e recreadora Simoni Ferrara. Essas são apenas duas das propostas de Laura de Oliveira, proprietária da Laura Show. "Para desenvolver a idéia da forma humana, cada criança deita sobre o papel numa determinada posição; depois de riscada a forma, ela pinta com a técnica preferida e a ajuda dos recreadores", explica.
Para crianças de várias faixas de idade, Laura tem as seguintes oficinas: crie um livro, pintura em tela de quadrinhos, reciclagem, máscara, colagem, vaso e flores, catavento, pipas, massinha, escultura em balões e maquiagem infantil. Na sua empresa, a quantidade de recreadores varia de acordo com necessidade, geralmente dois a três por evento.
Sensação
Depois de tornar-se uma das referências na produção de beleza, a Animada Trupe entrou no segmento de oficinas, hoje na faixa de 30 por mês. Segundo a proprietária da empresa, Cris Dias, para as meninas, as novidades são as bolsinhas. "As de pelúcia são a sensação do momento", diz. As peças prontas recebem colagens feitas com dez tipos de materiais, como TNT, botões, EVA e miçangas. Para os meninos, a opção é decorar e incrementar porta-CDs. "Eles preferem motivos radicais."
Há outras propostas, como bolsinhas em juta e algodão, mochilas, pantufas, estojos, cadernos e agendas forrados em pelúcia, bonecas de pano, bonés, camisetas, estojos, chaveiros e fantoches. As atividades são acompanhadas por monitoras, uma a duas por grupo de dez crianças. "Elas orientam e desempenham tarefas específicas, como colagem com cola quente", exemplifica. Mensalmente, cerca de 1.500 peças em tecido ou pelúcia são produzidas com a grife Animada Trupe, em parceria com uma cooperativa de costureiras garantindo emprego e renda para 18 pessoas.
Utilitários
Quando se fala em oficinas, a Brincarte oferece uma grande variedade em brinquedos de madeira utilitários e opções em EVA, sendo 30 modelos de cada, além de 10 itens em tecido, entre camisetas e bonecas de pano. A proprietária da empresa, Sandra Bekin de Carvalho, organiza cerca de 20 oficinas por mês. Ela define o número de monitores por atividade segundo a idade das crianças. Até 5 anos, a proporção é de um monitor para grupo de 10, e para os maiores de 6 anos, é de 1 para 15.
"A grande sensação é a oficina de culinária, indicada para crianças de 6 a 12 anos, que se vestem a caráter, com avental e boné, para mostrar seus dotes culinários", conta. Nos doces, as opções são os cookies, além de brigadeiros, beijinhos e casadinhos, que vão para a mesa depois de prontos. Há ainda as pizzas pré-assadas e 10 ingredientes para a garotada fazer a montagem. "Ficam prontas em 2 minutos", garante Sandra.
Pintura em Tela
Domingos Junior aproveitou sua longa experiência com teatro e animação de festas e aderiu à proposta da oficinas. Em sociedade com a esposa Patrícia Verzinhasse Peres, criou a Apogeu Eventos, que tem como novidade a oficina de pintura em tela. "Mas há outras, bastante solicitadas, como as de sucatas com material reciclável", afirma. Na época das férias, a oficina de pipas é a preferida, segundo Domingos. Ele também destaca a de origami, para a criação de bichinhos: passarinho, patinhos, sapinhos, aviõezinhos, além do carimbador: pratinhos de isopor pintados pela criança são depois carimbados em papel, mostrando a figura ao contrário. Todas as atividades são acompanhadas por monitores, na base de 1 para cada grupo de 15 crianças.
Lançamentos
Sempre buscando novidades para oferecer nas suas oficinas, Karen Gleicher e sua sócia Betina Cohen, da Bekaboom, estão com dois lançamentos: um deles é um porta-chuteira, imitação de couro, com zíper, para os meninos fazerem colagem. O outro, é uma canga, pintada com técnica nova, feita por um equipamento que espirra a tinta, dando um efeito manchado. A peça, em viscose branca, recebe pintura colorida, segundo os moldes: em formato de peixe, golfinho, caracol, barquinho, sol, lua e flores.
Ao todo, ela realiza mais de 20 oficinas por mês, que podem ser escolhidas entre as já mencionadas, além de pintura em tela, pantufas, cangas, camisetas, bonés, sandálias havaianas, miçangas, porta-CDs, bolsinhas de palha e de tecido. Para tanto, Karen conta com uma equipe de 12 monitores que acompanham as atividades das crianças, na base de três por festa.
Interatividade
A oficina de jardinagem é o carro-chefe da Tindolelê, empresa com um ano e meio de atividade, dirigida pela professora e pedagoga Melaine Ferreira. "Comecei fazendo os eventos da minha filha, depois, entrei no segmento de festas infantis, com cabeleireiro, e logo aderi às oficinas, hoje na faixa de 20 por mês", lembra. Sob a orientação de monitores, as crianças pintam seus vasinhos com tintas atóxicas e plantam as mudas. "A atividade é acompanhada de uma história, no caso, com temática sobre natureza e meio ambiente", conta. Bonés, pintura em tela, em peças de madeira ou gesso são outras opções. Para os pequenos, até quatro anos de idade, a Tindolelê tem oficina de toalhinha de mão, em que a criança passa a mão na tinta e, com a ajuda da mãe, deixa a sua marquinha na peça. As atividades são acompanhadas por monitores, sendo três para 30 crianças.
As Preferidas
As oficinas de culinária – bolinhos, docinhos, pizza e padaria – estão entre as mais pedidas na Só de Brincadeira. Segundo a proprietária da empresa, Maria Almeida Salles, outra grande atração é o chá de boneca, nesse caso, só para meninas. Tudo começa com a oficina de sabonete, onde a criança aprende a fazer o sabonete para o banho da boneca, que cada um traz de casa. "Depois de passar talco, a mesma é arrumada como se fosse para uma festa", explica.
Já os meninos, preferem as oficinas de chaveiros, que eles montam e gravam com caneta gravadora. "Eles adoram oficinas de pizza e de relógio", garante Maria. Faz parte do portfólio da empresa, pintura e estampa em camisetas, pintura em tela, em vasos de cerâmica e em ímãs de geladeira, pantufas, entre outros. Todas as atividades contam com um coordenador e dois monitores.
Novidade
Os proprietários do Curumim, Thiago Sanchez e Kiko Oliveira, lançaram em meados de setembro a oficina de gesso. "A peça pronta ganha pintura e enfeites personalizados e transforma-se em um charmoso porta-retratos ou vira uma moldura de espelho", sugere Thiago. Ele conta que as de jardinagem ainda são imbatíveis: "Vasinhos de cerâmica, depois de pintados, segundo o gosto de cada um, recebem mudas de plantinhas, sendo levados para casa, como recordação", explica.
Outras propostas da Curumim são as oficinas de miçangas, de pintura em camiseta e sucatas. "Garrafas pet, caixas de leite e de fósforo, latas de óleo e de achocolatados viram brinquedos", explica. Há ainda a de origami, com produção de bichinhos (sapinhos, borboletas e garças), ou objetos (balõezinhos e bonequinhas). Para dar suporte ao trabalho, ele calcula três profissionais para cada grupo de 50 crianças.
Criatividade
A Art Design, dirigida pela pedagoga e artista plástica Monica Silvia Ponte Schapiro, tem várias propostas para as oficinas. Uma delas é a oficina de mosaico, feito com cereais. "As crianças gostam bastante, pois o trabalho é uma produção delas e pode ser feito em outros materiais", diz. "Sob a orientação de três a quatro monitoras, para cada grupo de 30 crianças, objetos são transformados, com um toque pessoal", acrescenta.
Entre as oficinas mais pedidas estão as de camisetas, estampadas segundo a preferência de cada criança. Mas há outras opções, como mosaico em azulejos, pedrinhas e EVA; argila; velas; chinelos havaianas; brinquedos de madeira; xilogravura. "O mais importante é que além de construir junto, pintar e dar o seu toque pessoal, a produção da criança é embalada e levada com carinho para casa", ressalta.
Atendimento Pessoal
Jacira Cerqueira aproveitou sua experiência com recreação e há um ano e meio montou sua própria empresa, a Turma do Pererê, junto com a sócia Ana Paula. Seu forte é a oficina de pipa. Outro sucesso é a de bonecos e bonecas, feitos com retalhos. O corpo já vai cortado e costurado e a montagem fica por conta das crianças, sempre orientadas pelas sócias que fazem o trabalho de monitora. Outras propostas, bastante apreciadas pelo público infantil, são bijuterias e jardinagem, segundo Jacira, que faz 20 festas por mês. "Logo, vamos oferecer as oficinas de culinária, promete ela.
Temática
Aproveitando o gosto pelas atividades de recreação, sempre incluídas nas suas aulas para as turmas de pré-primário, a professora Silvia Paulita resolveu trabalhar em festas infantis e outros eventos. Há 4, estreou no segmento de oficinas e hoje, sua empresa, a No Pique, faz de 10 a 15 festas por mês, tendo o cuidado de manter de 1 a 3 monitores para cada grupo de 10 crianças. "Quem me procura sabe que tenho uma forma diferente de trabalhar", diz. Tanto que a sua proposta vai além de construir ou transformar objetos. Para ela, sempre que possível, a idéia é brincar com o que for produzido. Nessa linha, os pequenos fazem colares de macarrão, sementes e pipocas, usados depois nas brincadeiras. Em festas com o tema princesa, ela conta que as crianças apreciam decorar a coroa do sapo, enquanto escutam uma bela história. Na culinária, os biscoitos são os campeões de preferência. Há ainda os brigadeiros para decorar a mesa. "As crianças ficam radiantes com a sua produção culinária", comenta.
Conceito de Arte
A proprietária da Tem que ter Festa, Simone Chemmes, já trabalhava na área de festas infantis. Para atender às necessidades do mercado, há seis meses, começou a oferecer as oficinas, hoje na faixa de 15 por mês. "Trabalhamos com o conceito de oficinas de arte", ressalta. Para os pequenos, de 2 a 3 anos, a proposta é a colagem de massinhas em blocos. Para a turminha de 4 a 5, a idéia é a produção da própria lembrança, que pode ser a pintura e colagem em caixa do tipo porta-trecos. "Levamos a placa de EVA colorido, tesoura sem ponta para cortar e colar, sob a nossa orientação", explica. Cerca de 3 monitoras orientam as tarefas de grupos de até 30 crianças, segundo Simone, que ainda oferece oficinas de vasinhos, e pipas. "O auge é a de miçangas", diz ela, que tem planos de oferecer a de culinária.
Inspiração no Artesanato
Depois de se envolver em cursos de artesanato para adultos, Carolina Santos tomou gosto pelo assunto. No ano passado, ela participou de um grande evento em comemoração ao Dia das Crianças, no Círculo Militar, em São Paulo, e começou a ser sondada para festas infantis. Resultado: criou a empresa Turma da Arte, que hoje oferece oficinas de ímãs de geladeira em vários formatos, incluindo os pregadores porta-recados; modelagem de biscuit; pintura em vasinhos de cerâmica ou caixas de madeira, para serem usadas como porta-lápis. Outras opções da Turma da Arte são pintura em tecido, oficina de decupagem, para incrementar peças em madeira. "Nesse caso, a criança finaliza a pintura em volta da peça e nós aplicamos o verniz", explica. Para orientar a turminha, Carolina costuma escalar de duas a três monitoras para cada 30 crianças. Ela anuncia, para breve, uma novidade: a oficina de bonecas de pano, parecidas com um fantoche, com a cabeça colada em um palito de churrasco. "A criança enche a cabeça com manta acrílica, faz as colagens dos olhos, boca, cabelo e chapeuzinho, e nós finalizamos o trabalho com cola quente", avisa.
BUFFETS OFERECEM Promoções na ‘faixa’
Cada vez mais os buffets oferecem vantagens e serviços gratuitos para manter os clientes: de mesa de balas, passando por fotos e filmagem, até o charmoso dia de princesa. O importante é oferecer uma promoção, seja um desconto, que reflete diretamente no bolso, ou uma cortesia, que revela um lado carinhoso.
Em geral, a idade do aniversariante pesa bastante na decisão. No caso de eventos para a faixa de um a dois anos de idade, em que a presença de adultos é bastante expressiva, os almoços são os preferidos. Ao contrário, nas festas para crianças maiores, a pedida são os doces especiais ou as mesas de guloseimas. Às vezes, dependendo do número de convidados, os pais podem escolher o brinde.
Dia de Príncipe
Além dos descontos de 10% nas festas realizadas de segunda a sexta-feira, Katia Africani, proprietária do Kboom, em Santana, tem uma promoção especial: o dia da princesa ou do príncipe. "É como se fosse o dia da noiva, nesse caso, criado especialmente para as meninas, mas estendemos o brinde aos meninos, que também adoram", diz.
Segundo Katia, no dia da festa, a criança pode passar cerca de quatro horas no salão de beleza Vênus Hair, com o qual o buffet mantém convênio. "Além do lanche, a princesa ou o príncipe tem direito a massagem terapêutica, hidromassagem, manicure básica, cabeleireiro, até pintura leve, se quiser", enumera. Do salão a criança sai pronta para a sua festa. Em outubro, o Kboom estende o dia de princesa também para as festas de fim de semana. "É uma homenagem ao mês da criança’, avisa a sua proprietária.
O buffet foi instalado há dois anos e trabalha com três pacotes: ouro, prata e bronze, que é escolar. "Acabei incluindo som, com DJ e iluminação profissional como cortesia em todos os pacotes", diz Katia.
Segurança e Muito Mais
Várias promoções fazem parte de todos os pacotes de festas infantis no Magic Balloon, localizado na zona Norte de São Paulo, e que completou um ano de atividades no dia 7 de Setembro. "É o caso da chuva de prata, que pode custar R$ 250 no mercado", afirma a proprietária do buffet, Célia Regina Abe. O estacionamento, que é gratuito, tem um atrativo a mais: manobrista e seguro contra roubo do veículo. "Contratamos uma empresa que envia os manobristas, no mínimo três por festa, e se responsabiliza por todos os riscos internos e externos que possam vir a acontecer com os carros", conta Célia.
O pacote básico também inclui atrativos como pinturas no rosto, escultura com balões e filmagem (fita e DVD). "As promoções são muito importantes, pois o cliente faz cotação em vários espaços e quando tem dúvida sobre a melhor opção acaba escolhendo o buffet que oferece algo mais", afirma.
Descontos e Guloseimas
Com apenas um ano de atividades, o buffet Hora da Alegria, localizado em Santana, oferece descontos de 20% para festas realizadas de segunda a quinta-feira e dá de brinde a mesa de guloseimas.
A sua proprietária, Rita de Cassia Coa, que faz cerca de cinco festas por semana no espaço, tem outras promoções para os clientes. Uma delas é o prato quente, válido para todos os dias, desde que a festa seja realizada na hora do almoço. "Acabei incluindo no pacote as atividades de pintura e escultura em balões, que em alguns buffets são cobradas à parte", informa. Também acrescentou nas promoções as lembrancinhas (bolsinhas, porta-trecos, entre outros).
Do Prato Quente ao Camarim
No mercado há pouco mais de um ano, o Fuzuê, no Tatuapé, oferece gratuitamente telão e projetor, cujo aluguel fica por volta de R$ 300 no mercado. O cliente deve trazer um profissional para operar o equipamento. Segundo a proprietária, Cleusa Cassola, que dirige o espaço junto com irmão e sócio Wilson Cassola, o uso do camarim, com um monitor para fazer as pinturas e enfeitar os cabelos, também é cortesia.
Para os clientes antigos, a partir da segunda festa, o prato quente, no almoço ou jantar, é cortesia. "Nesse caso, oferecemos dois tipos de massas e quatro opções em salada", informa Cleusa. Para clientes novos, o buffet também oferece promoções, segundo o número de convidados e a idade da criança. "Podemos, por exemplo, combinar pagantes meia, para crianças de seis a sete anos", exemplifica. "Nas festas para os pequenos, na faixa de um a dois anos, podemos incluir como cortesia pães de metro ou jantar, desde que o número de convidados fique acima de 100 pessoas", explica.
Festa Completa
O Universo Criança, localizado no Tatuapé, oferece várias promoções aos clientes. Sua proprietária, Lucineide Araújo, Lu, como é conhecida, vai logo contando: "O estacionamento com manobrista e a cerveja são cortesia." Lu faz até 30 festas infantis por mês no seu espaço, que completou seis anos e meio, e também oferece descontos de 10 a 15% nas festas realizadas de segunda a quinta-feira, dependendo do número de convidados. "Nos eventos para mais de 80 pessoas, ainda há um desconto no adicional, que é o mesmo da semana", assinala.
Segundo Lu, a festa é completa e inclui, como cortesia, o prato quente, as lembrancinhas, além de esculturas em balão, pintura e recreação. "No caso de pagamento à vista, dou sempre um brinde, que pode ser escolhido entre a mesa de guloseimas, o camarim, a retrospectiva ou 10 pessoas a mais", enumera. "Nos aniversários para mais de 50 pessoas, o bolo com personagem é por conta do buffet", avisa.
Álbum Lembrança
Há 11 anos, Gláucia Gonçalves, do Sonho Sem Fim, no Jardim Anália Franco, faz festas infantis. Ela oferece maquiagem artística como brinde, sempre. Já as fotos expressas, tiradas no salão e dadas no fim da festa, são oferecidas como cortesia nos pacotes acima de 100 pessoas. Outra promoção é álbum-lembrança com papel especial onde a foto digitalizada da criança é preparada e aplicada na capa, que é decorada com o tema da festa. "O cliente pode entregar a foto ou trazer a criança para ser fotografada. Preparo a imagem no computador, utilizando papel importado, com gliter. A técnica de impressão faz a diferença", conta Gláucia que é formada em publicidade.
O cliente também pode escolher uma das promoções de salgados, entre quiches, minipastéis ou lanche wrap (americano, copiado do taco mexicano, porém, menos picante, com tempero light e folhas). "Os quiches e os lanches wrap são os mais pedidos em aniversários de um ano", exemplifica. De acordo com o número de pessoas, a cortesia é o camarim ou a mesa de doces, ambos preferidos pelas crianças maiores.
Preços Especiais
Criado há 14 anos, o buffet Canto do Encanto, localizado no Tatuapé, oferece descontos de 20% nas festas infantis realizadas de segunda a quinta-feira. "São as festas econômicas ou as festas escolares, essas bem enxutas", define a sua proprietária Sueli Wernecke Zogobi, que estão com preços especiais em outubro, em homenagem às crianças.
"Apesar de não estar escrito nos pacotes, sempre damos as esculturas em bexiga, atividades de pintura e gincana", informa. Nas festas realizadas no sábado e no domingo na hora do almoço, o prato quente é cortesia e acompanha saladas. Nos eventos para mais de 100 pessoas, além de preços especiais, o buffet costuma dar alguma promoção. "Não há nada previsto, escolho e ofereço no momento que estamos fechando o pacote", explica.
Superprodução
A hora do parabéns, no buffet Little Jungle, é diferente, segundo sua proprietária, Adriana Duarte, sócia no negócio com Felippe Ferreira. "Oferecemos aos clientes uma superprodução, com efeitos especiais", diz. Instalado na Mooca há um ano e oito meses, a casa faz em média 30 festas por mês e dá descontos de 15 a 20% nos pacotes de segunda a quinta-feira, dependendo do número de pessoas.
Outra promoção é o prato quente, acompanhado de saladas tropicais, com folhas e frutas, que é incluído nas festas realizadas no sábado e no domingo. O cliente pode optar também por baguetes. Adriana afirma que o buffet oferece descontos nos pagamentos à vista, assim como maiores facilidades de pagamento para festas com mais de 80 pessoas. "Damos um agrado especial na mesa do café, um delicioso frozen, um sorvete do tipo italiano", diz ela, acrescentando que faz parte das promoções animadores, danceteria e camarim com fantasias onde os monitores interagem com as crianças.
Caramelados e Glaçados
Discoteca, com DJ e luz profissional, escultura em balões, cervejas, videokê e telão são alguns dos itens que a proprietária Anna Maria incorporou aos pacotes infantis do Radical Kids. "Além dos doces tradicionais, ofereço mais quatro tipos de doces caramelados e dois glaçados", informa. A casa de três anos e meio, localizada no Tatuapé, dá descontos de 10% nos eventos infantis realizados de segunda a quinta-feira. "Neste mês de outubro, a promoção é 20 convidados de cortesia", promete. Resultado: festas sempre lotadas.
Evento infantil realizado sábado, na hora do almoço, independente do número de pessoas, tem como promoção o prato quente: duas massas, além de três tipos de saladas. "Nas festas com 75 a 100 pessoas, nos sábados, domingos e feriados, há um desconto de cerca de 40% no adicional", afirma Anna Maria.
Cortesias e Muito Mais
Carmem Dias e Adriana Beluco, sócias no buffet Bisk Bask, localizado no Tatuapé, prepararam algumas promoções para quem fechar pacotes de festas infantis até o fim de outubro. De segunda a quinta, os clientes ganham, além de 10 convidados de cortesia, a retrospectiva no telão.
As promoções não páram por aí. Segundo Carmem, os eventos infantis realizados de sexta a domingo, incluindo os feriados, também ganharão os 10 convidados como cortesia. "E mais: todos os pacotes terão de brinde a mesa de balas e pirulitos", anuncia. Adriana, por sua vez, acrescenta: "para receber os benefícios, o pacote deve ser fechado em outubro, mas a festa pode ser realizada em outro mês."
Diferencial
Um carrinho de sorvete, empurrado por um monitor, entra buzinando anunciando às crianças que é hora de se deliciar com os picolés de palito, à base de leite, em dois sabores: chocolate, sempre, e outro, que pode mudar. A cena, que lembra uma festa circense, é uma das promoções oferecidas aos clientes nas festas infantis realizadas de segunda a quinta, no Pirilampo’s. O buffet, dirigido pelo casal Herika Mascara Coelho Vechiato e Silvio Cesar de Vechiato, tem três anos de atividade, e há dois mudou-se para o Tatuapé.
Além do carrinho de sorvete, outra atração, na ‘faixa’, nas festas realizadas de segunda a quinta, é o cabeleireiro maluco. Numa penteadeira, monitores capricham nos penteados das crianças e dos pais, enfeitando os cabelos com tererê e presilhas, fazendo mechas e aplicando sprays coloridos. O look fica completo com maquiagem e manicure. "Os adultos gostam muito", diz Herika. Ela acrescenta que procura sempre ter um diferencial nas promoções, que têm como proposta ser um atrativo na festa. "Assim, a festa fica completa e as mães não precisam nem se preocupar nem gastar com entretenimento", diz. "A idéia é mudar as atrações, para as festas ficarem sempre diferentes."
Luzes, câmera e ação
A fotografia é um item tão importante quanto a festa, afinal, ela reproduz o brilho de um dia único na vida da criança. Seja por meio das imagens em papel ou digital, as fotos contam histórias para serem guardadas com carinho e revividas na memória. Porém, na era digital, a criatividade do fotógrafo, aliada a tecnologias modernas, valoriza momentos para toda a vida, estabelecendo o diferencial entre as inúmeras opções disponíveis no mercado, na medida certa para todos os bolsos e gostos: da simples clicagem aos álbuns sofisticados, como os artesanais scrapbooks.
O fotógrafo Rogério Martins, do Estúdio Roger, que há cinco anos trabalha com festas infantis, afirma que foi um dos primeiros a aderir à foto digital, aproveitando sua experiência como diretor de arte, que facilita o trabalho com o Photoshop e as montagens computadorizadas. “Procuro tirar fotos naturais, tenho bastante paciência com as crianças, faço brincadeiras para descontraí-las”, diz.
“ Apresento o trabalho ao cliente, em papel ou em CD, para ele escolher as fotos. Há pessoas que querem só as fotos, outras, porém, preferem os álbuns, dos scrapbooks aos encadernados. Estes, segundo Rogério, são os preferidos, por causa do melhor acabamento e da maior durabilidade. O álbum é personalizado com o tema e as cores da festa e inclui fotos coloridas, PB e sépia. Professor de design da Escola Panamericana de Arte, o foco do seu trabalho é a foto reportagem. “Porém, estou aberto às propostas do cliente, que podem preferir, por exemplo, um book”, ressalta.
A onda do scrapbook
O grande trunfo da fotógrafa Janine Trassi, que atende a clientes em São Paulo e no Rio, é o scrapbook. Há oito anos ela só fotografa crianças e diz que foi uma das primeiras a trazer essa proposta para o Brasil. “Fiz os álbuns scrapbooks do batizado e do aniversário de um ano de Sophia, filha da atriz Cláudia Raia”, conta. “Minhas fotos são bastante espontâneas: só faço foto pousada por solicitação dos pais”, explica. Quanto à apresentação do scrapbook, ela afirma que sempre faz uma surpresa para os pais. “Eles nunca sabem o que vão receber, nem mesmo a cor do álbum. Apenas escolhem as fotos, e dão autonomia para eu trocar alguma, se for necessário: o resto é por minha conta”, revela. Na montagem do trabalho, Janine conta que agrega itens que valorizam o conjunto. “Todo o material é importado dos Estados Unidos, do papel aos pequenos objetos usados na decoração”, afirma. Seu trabalho inclui outras propostas, entre as quais, caixas com foto, álbuns preguiçosos e vídeo digital.
Estilo personalizado
Há seis anos, o fotógrafo Beto Zamberlan decidiu que iria apenas fotografar crianças. “Tinha dois caminhos: montar uma equipe e pensar em quantidade de clientes ou trabalhar sozinho, mesmo sabendo que estaria limitando o número de festas por mês”, lembra. “Decidi ficar só e atender apenas a um cliente por dia”, diz. Montou um laboratório, onde revela e amplia as fotos pessoalmente. Para tanto, na sua empresa, ele conta com o suporte de uma equipe de 12 pessoas.
Também resolveu trabalhar somente com papel. “Tenho o controle total do trabalho, é autoral. Fujo de trabalhos em série”, ressalta. “Faço de 600 a 700 fotos por festa, no mínimo, 20 filmes”, calcula e acrescenta que, como não há duas festas iguais, também não há dois trabalhos iguais. “Mesmo no caso de gêmeos, as fotos e os álbuns são totalmente diferentes”, garante Beto que cuida pessoalmente da montagem de cada scrapbook.
Ele conta que o cliente recebe 95 fotos em papel, no tamanho 9x15, em um álbum bonito, encadernado, para a seleção. “O que encanta no meu trabalho é a quantidade de fotos para escolha. Quanto à montagem do scrap, ele utiliza muito material artesanal, como palha, fibra, papéis reciclados. “Acabei de fazer uma capa com mosaico de miçangas”, conta. No geral, ele combina o seu trabalho com o estilo da casa e da pessoa. “Se o cliente for conservador, uso lombada em couro; se trabalhar com moda, pesquiso cores; se a casa é hi-tec, minimalista, sigo esse estilo”, exemplifica. “Procuro captar a emoção”, resume.
Do 3D ao artesanal
Há cinco anos, a fotógrafa Catia Herrera faz fotos 3D, daquelas em que se olha através de um binóculo. “É bárbaro, dá uma idéia de profundidade e a sensação de estar no momento do click”, enfatiza. Porém ela, que fotografa crianças há sete anos, afirma que o forte do mercado é a proposta artesanal do scrapbook, segundo o tema da festa. “Tenho quatro modelos de álbuns, a mãe escolhe o estilo, mas o resultado é personalizado. Cada produção é única”, diz.
Catia combina com os pais, para os familiares chegarem uma hora antes, para a tradicional seção de fotos. “Depois, vou procurar os melhores lances. Nos brinquedos, sigo na frente da criança, dando a idéia de que estou brincando com ela”, explica.
“ Faço foto digital profissional e trabalho com o laboratório especializado”, explica. Cerca de 250 a 300 imagens são entregues em um CD para os clientes escolherem. “São fotos espontâneas, dentro da proposta do fotojornalismo, que encantam os pais, que acabam pedindo para copiar todas, sendo algumas para o scrapbook. As restantes são entregues em um álbum comum”, esclarece. Ela também oferece aos clientes o web álbum, uma área do seu site, de acesso restrito, onde ela disponibiliza, por um período, as imagens da criança três dias após a festa.
Diversificação
A Photokids aposta na diversificação, segundo seu proprietário, Ricardo Storelli, sócio com a esposa Claudia Mastrogiovanni no negócio. “Temos do álbum tradicional aos artesanais scrapbooks, além de lembranças e convites fotográficos, quadro de assinaturas e books artísticos”, enumera. Em cerca de 90% dos trabalhos ele utiliza fotos em papel, o restante é digital. Há oito anos, o casal trabalha apenas com o público infantil. Tanto que montou um espaço decorado ao gosto das crianças, com brinquedos e música ambiente. “Costumo convidar os pais para virem com as crianças no meu estúdio, visando a uma maior integração no dia da festa”, conta.
“ Todo o material usado no scrapbook é importado: equipamentos, papéis e itens que entram na decoração das folhas internas do álbum, que reúne imagens naturais. “Para maior durabilidade, só faço capa em couro, com o nome da criança bordado”, avisa. Para Ricardo, que montou a empresa há oito anos, a qualidade do material garante a fidelização. “Cerca de 70% dos nossos clientes são antigos, muitos deles são fiéis desde o batizado do filho”, garante.
Criatividade com emoção
Há dois anos, a L2 Arte em Foto, dirigida pela fotógrafa Ligia Lyra, direcionou seu foco para o scrapbook. Como prefere a proposta do fotojornalismo, ela utiliza um horário reservado para fazer as imagens da família. “O restante, a gente trabalha a criança e seus momentos com naturalidade. Dá um material lindo”, elogia.
De cerca de 150 fotos, os pais escolhem as 60 que são utilizadas para o scrapbook, uma montagem em que Lígia utiliza várias técnicas e materiais: carimbos, adesivos, botões, pequenos recortes, bichinhos feitos com furadores, frases curtas e shaks – janelas que são abertas nas páginas, onde são pendurados objetos dentro de uma caixinha que se mexem quando a página é balançada. “Também crio cenários onde a criança faz parte”, explica. Na capa, em papel nas cores rosa choque ou azul turquesa, listrada ou estampada, vai a foto da criança, seu nome, idade e algum adorno com o tema da festa. Para evitar o desgaste do manuseio constante, Lígia faz uma capa plástica para o álbum e uma proteção, do mesmo material, para as páginas internas. “Foto é para a vida toda”, argumenta.
Versão digital
Aproveitando a onda do momento, o fotógrafo Celso Leandro, da Leandro’s Foto e Vídeo, idealizou o scrapbook digital. Graças aos efeitos da computação gráfica, as fotos, em tamanhos variados, são editadas e impressas nas páginas. “Mandamos as provas das fotos e o cliente escolhe as que ele quer que componha o álbum”, afirma. “Depois fazemos montagens, linkando com o tema da festa, como se fosse um anúncio.”
Leandro, que há 16 anos faz fotos e vídeos de festas infantis e também atua em restauração de fotos antigas, conta que a inspiração da versão digital surgiu a partir do scrapbook colado, convencional. “Pensei em fazer um trabalho mais rico e com maior durabilidade”, diz ele, que faz de oito a 15 festas por mês, sendo cerca de quatro scrapbooks, em álbum passpatour ou encadernado, conforme o gosto do cliente.
Seguindo a tendência
Com 20 anos de mercado, há um ano e meio Cristiano Fratoni (Cris), que cuida das filmagens, e Jeverton Iervolino, responsável pela fotografia, adotaram um novo nome para a empresa: Thot Produções, seguindo também a tendência do scrapbook. Porém, a grande novidade é o álbum de 100 fotos 10x15, em couro e encadernação em luva. “Bastante diferente do que há no mercado, só nós temos essa proposta”, garante. “Às vezes, utilizo algumas técnicas do scrap para enfeitar o álbum, como bordar o nome da criança no álbum ou mesmo usar algumas letras de contato do scrap”, exemplifica.
“ Trabalho sempre em torno do movimento, por isso não tiro fotos posadas, nem mesmo as da família. Nesse caso, faço muitas imagens para conseguir as mais naturais. O momento em que as pessoas estão se arrumando dá um bom resultado”, explana Jeverton, que tem formação em artes plásticas. Ele conta que prefere as fotos analógicas, mas também faz as digitais, e detesta usar recursos que não façam parte da foto, como o fotoshop. “Gosto de álbuns mesclados, com fotos coloridas, PB, metalizadas ou apenas PB com um detalhe em cor: a boca, por exemplo”, explica. Quanto aos materiais, ele usa desde os importados até recortes de jornal, e objetos que ele vai adaptando. “É feito com amor e emoção”, resume o fotógrafo, que faz questão de visitar o cliente, mesmo que não seja contratado para o trabalho.
Natural
Para o fotógrafo Charles Tchakmakian, da Charles Produções, o mais importante é fazer uma foto natural. “Brinco com as crianças em vários brinquedos, participo das atividades, para registrar os melhores momentos, de modo espontâneo, sem artificialismos. Esse é o meu diferencial”, conta. Desde a época que cursava psicologia, ele queria estudar fotografia, para fazer book para modelos. Trocou a faculdade pela escola Panamericana de Arte e começou a fotografar festas infantis. “Agora faço o book da criança dentro da festa”, diz.
O pacote completo inclui 140 fotos 10x15, os negativos e um book com 30 fotos 15x21 centímetros, bem produzido, que vai dentro de uma maleta com ganchinhos em metal folhados a ouro para evitar que se estraguem ou escureçam com o tempo. A mãe escolhe o tecido do álbum na cor da decoração da festa: dos tradicionais veludos e couros aos mais fashion, como jeans, linho, veludo amassado e algodão com estrelinhas. “Também ofereço opções simples: apenas 140 fotos 10x15 centímetros e os negativos ou, ainda, recebo cinco filmes do cliente, fotografo e devolvo-os no fim da festa.”
Sem atrapalhar
Na hora de fotografar festas infantis, Wagner Furtado Pimenta, do Magic Studio, também procura deixar a criança se divertir. “A ordem é não atrapalhar a festa e, de certa forma, passar despercebido”, diz ele. Para a sua proposta, que ele batizou com o nome “Magic Montagem”, ele produz 800 a 1000 imagens digitais. O objetivo é ter 100 fotos com qualidade de internet para o cliente selecionar para a montagem do álbum personalizado”, explica. Dentro dessa linha, ele produz a capa com oito a 10 fotos da criança, com o tema e as cores da festa.
Wagner fotografa cerca de 30 festas por mês, oferecendo pacote completo: foto, filme e DVD, um trabalho que ele começou há 15 anos, junto com as filmagens, que ele garante que é diferenciada: usa apenas bateria para acionar o equipamento e tem o controle de luminosidade: mais forte ou mais fraca, apenas para tirar as sombras, conforme explica.
Clicagem
Com 15 anos de especialização em festas infantis, a Reprise Tecnologia e Imagem, do casal Angela Beatriz e Paulo Tadeu Nascimento, credita para si o pioneirismo no serviço de clicagem. “Na era da foto digital, às vezes as pessoas não querem investir em um álbum, e a clicagem é uma boa opção, nesse sentido”, pondera Tadeu. Nesse caso, os pais contratam apenas o serviço do fotógrafo, que entrega, no fim da festa, três filmes em papel. “A revelação e a ampliação ficam por conta do cliente.”
“ Há uma linguagem especial no trato com as crianças, com base em cursos que freqüentamos”, conta Tadeu, que também aderiu à foto digital e produz álbuns tradicionais, onde costumam mesclar fotos coloridas e PB, assim com o scrapbook. “Também faço álbum digital, em CD, com 50 imagens”, informa. A preferência é pelas fotos naturais, tiradas no melhor momento, garante o fotógrafo.
História da festa
A fotógrafa Fran Matos, que há oito anos faz fotos em estúdio, há dois decidiu levar a sua experiência para as festas infantis, criando a produção chamada a “História da festa” em que a família também tem o direito a uma seção de fotos. “Trabalho com fotojornalismo, procurando registrar as imagens mais soltas, situações e momentos especiais e engraçados”, explica Fran, que entrega o seu trabalho em álbum personalizado, todo decorado. “Vou colando as fotos em folhas coloridas, dentro de molduras, como se estivessem contando os momentos da festa. É muito bacana”, garante.
A preferência, explica, são os álbuns com encadernação em papel comum ou reciclado e moldura na capa, onde vai a foto da criança, além de seu nome e idade dentro de balões. “Os pais escolhem as fotos e me dão a liberdade de criar a decoração, então combino as cores da festa para dar harmonia”, diz. Antigamente, Fran levava o estúdio para a festa, hoje, quem fecha o pacote, tem o direito de tirar fotos da família, antes ou depois do evento, no seu estúdio, a Making Off. Esse material, montado em caderninhos, é entregue ao cliente que pode usá-lo no painel, no telão, no caderno de assinaturas. “Tenho opção cheia, que inclui o ensaio, o CD com fotos digitais e o álbum; há um pacote enxuto, no qual 100 a 150 fotos são entregues em uma caixinha artesanal”, especifica.
Qualidade e pontualidade
Há mais de 15 anos no mercado, com 90% de seus clientes no segmento de festas infantis, Emerson Ruiz e Luciano Zanin, sócios da WE Produções, fazem questão de aliar as novidades em fotos infantis com a qualidade e a pontualidade. “Continuamos trabalhando com as fotos em papel. A foto digital deixa muito a desejar quando se pensa em álbum”, justifica Emerson. “Cuidamos também para que a entrega seja rápida, afinal, os pais ficam ansiosos para verem as imagens de momentos importantes nas suas vidas”, garante.
“ Procuramos, primeiro, reunir a família para as fotos tradicionais, depois começamos a produção espontânea, registrando cada lance natural”, diz. Dentre cerca de 200 provas 6x9, o cliente seleciona 30 para o álbum personalizado, entregue em maleta com alça, em couro, veludo, tecido, dos mais tradicionais aos mais modernos. O trabalho é encadernado, costurado e traz na capa o tema da festa da criança.
Folhas pretas
Há 15 anos no segmento de festas infantis e sempre antenados com o que há de mais moderno em fotografia, Rose dos Santos e Wilson Roberto Vieira, donos da empresa Studio Wilson, procuram sempre oferecer novidades aos clientes. “Para tanto, a cada dois meses, minha esposa Rose faz um novo curso de aperfeiçoamento”, conta.
Wilson diz que a novidade do momento é a volta do antigo álbum com folhas pretas e presilhas nos cantos, em que as fotos são coladas com fitas adesivas dupla face. Outra febre do momento, conta, é a fotojornalismo e a foto tela (capa do álbum com foto).
“ Quando fecho o contrato, deixo o cliente à vontade para que o trabalho fique com a cara dele”, diz. São, em média, 100 a 120 fotos por evento, podendo chegar a 400. As provas são apresentadas em CD ou em papel, dependendo da preferência dos pais. O álbum, a partir de 30 fotos e acabamento em camurça ou couros sintéticos – alguns com aparência de tecido, como o jeans, inclusive costurado ou trançado –, é entregue em estojo de madeira revestido no mesmo material. Há ainda o álbum com 45 a 50 imagens, nesse caso nos pacotes casados com fitas de vídeo ou DVD.
Alta resolução
Fotos digitais em alta resolução, lembrança, convites temáticos e banners luminosos são o foco do trabalho da ACL Vídeo, do fotógrafo Adolfo Carlos Lembo. Ele se dedica a festas infantis há 15 anos. “Sou fotógrafo indicado pelos buffets Rox Pop, na Mooca, e Sonho Sem Fim, no Tatuapé, ambos na zona Leste de São Paulo, e exclusivo no buffet Anarquia Parque, em Moema, na zona Sul”, informa.
Seja qual for o tipo de foto, Adolfo prefere a natural, não produzida, que ele trabalha no Fotoshop. Primeiro, ele envia um CD com 140 a 180 imagens ou 90 a 120 provas em papel para o cliente selecionar 30 a 40 para compor o álbum de luxo, que é encarnado e entregue em uma maleta, ambos revestidos com o mesmo material. “Sugerimos o couro, que é um material de primeira linha, mas o cliente pode escolher couro sintético, camurça ou veludo”, explica. “Também produzo banner luminoso.”
Efeitos especiais
Com 20 anos na área de fotografia e 10 no segmento de festas infantis, Maria Luiza Pelegrini e Rafael Vieco, da Rafa Produções, procuram oferecer um trabalho diferenciado, ele cuidando da parte de vídeo e, ela, da fotografia. “Efeitos especiais, produzidos por computador, dão muita graça à montagem do álbum, que os pais adoram”, diz Maria Luiza, que trabalha com fotos papel. Para ela, o mais importante é deixar a criança à vontade. “Ela é linda do jeito espontâneo, portanto, nada de ficar chamando para tirar fotos forçadas”, argumenta.
Conforme a preferência, os pais recebem as provas em CD, ao todo 180 fotos, ou papel, no tamanho 7x10, para a seleção. “O cliente escolhe a encadernação e o material a ser usado, que pode ser veludo, imitação de pele de crocodilo ou de tecido, entre outros”, diz ela que utiliza foto colorida, PB e metalizada. O álbum varia de 30 a 100 fotos, nesse caso, os duplos. “Quem fechar o pacote de fotos e filmagem, ganha o clipe”, informa Maria Luiza, que também produz pôsteres e foto lembrança.
Na moda
Em agosto deste ano, a Visual Art, dirigida pelo fotógrafo Roberto Bulgarelli Júnior, também entrou na moda do scrapbook, que ele monta com historinhas, diversos materiais e colagens. “Outra novidade, lançada em setembro, é o biombo, com encaixe, onde são colocadas várias fotos da criança. Ele fica em pé na frente do salão”, divulga. A foto papel ainda prevalece sobre a digital. “Prefiro a criança ao natural, sempre brincando, mas peço para ela olhar para a máquina”, ensina.
Júnior começou no segmento de festas infantis há 10 anos, com locação de telões. Daí foi para os vídeos e depois entrou na área de fotos. “Costumo usar todos os recursos disponíveis, da cor ao preto e branco, nesse caso também para quadros e books”, afirma. Completam as opções oferecidas por Júnior, os álbuns tradicionais, fotos lembranças, convites, charmosos quadros de assinatura em scrapbook, além de trabalho de free lancer, em que ele apenas faz os filmes e os entrega para o cliente revelar.
Álbum sonoro
O grande trunfo do casal Karina Carandina e o esposo, Valteci Ferreira, proprietários da Doce Imagem, é o álbum musical, em caixa de madeira. “Quando a criança abre a caixa, toca uma música clássica, como num porta-jóia”, compara Karina. “É bem meigo.” Com encadernação feita como se fosse um livro, ela conta que as fotos, com bordas douradas ou prateadas são montadas como sanduíche, tendo várias mensagens como se a criança contasse a sua festa. “Na capa de tecido – sendo os preferidos os de estrelinhas na cor azul, para os meninos, e cor-de-rosa, para as meninas – vai a foto tela”. Explica.
“ Também trabalhamos com o scrapbook, que é lindo, mas é frágil, principalmente pensando na criança que gosta de manusear o álbum com freqüência”, afirma. Segundo Karina, alguns clientes, com os quais ela trabalha desde o primeiro ano dos filhos, fazendo um álbum diferente do outro, procuram álbuns mais duráveis.
Há quatro anos no segmento de fotos infantis, o casal também oferece outras opções aos clientes, como banners personalizados, com duas a três fotos e texto; quadros de assinatura com espaços para mensagens em vários formatos.
voltar para arquivo